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terça-feira, 31 de julho de 2007

Treinando o cão para receber as visitas calmamente (sem pular)

As pessoas relutam em lhe visitar porque seu cão poderá lambê-las, pular ou sentar nelas? Seu cão adora receber as visitas com alegria, como se fosse um companheiro de brincadeiras? Seu cão desafia a gravidade só para lamber o rosto do visitante? Mesmo que você não ligue para estes comportamentos, é provável que os visitantes não os apreciem.

Controlar a exuberância natural do seu cão ao cumprimentar entusiasmadamente as pessoas é um trabalho duro e você não consegue fazê-lo sozinho. Claro, você pode treinar seu cão para lhe receber com uma alegria mais conida, simplesmente ignorando o cão até ele sentar. Entre em casa e ignore o cão, até que ele se acalme o bastante e se sente: aí então elogie-o e faça muito carinho nele, dê-lhe atenção. Faça isto pelo resto da vida do cão e ele logo entenderá que sentar significa receber carinho do dono quando este chega em casa. Mas, e quanto às outras pessoas?

Ajudantes
Seu cão aprenderá a receber as visitas calmamente quanto mais freqüentemente elas forem à sua casa e usarem a mesma técnica usada por você. Peça aos amigos para lhe visitarem com freqüência, algo como três vezes ao dia, e com tantas pessoas diferentes quanto possível.

Peça-os para entrar e ignorar o cão até que ele se acalme. Assim que ele se acalmar, a visita deve elogiar e fazer muito carinho no cão, até mesmo dar-lhe petiscos. Seu cão precisa saber que sentar ao receber visitas garante que será afagado, ao passo que ao pular e pedir atenção será ignorado.

Este é um misto de reforço positivo (elogiar por algo certo) e negativo (algo que seu cão não quer - não receber atenção - por ter feito algo errado). Seja paciente, porque para a maioria dos cães receber as visitas pulando tem um longo histórico de sucesso e modificar este comportamento leva muito tempo e dedicação, principalmente com cães mais velhos. O melhor a fazer é ensinar o cão a se sentar para receber as pessoas desde o início, assim que ele chega em casa como membro da família.

Fonte
About Dogs - http://dogs.about.com/cs/basictraining/qt/visitor_greet.htm?nl=1

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Sobre Microchips

Algumas vezes os cães se perdem. Uma medalha de identificação na coleira do seu cão pode ajudar, mas não é garantia de volta, principalmente se a medalha cair ou se o cão tirar a coleira. É aí que o microchip entra. Feito de silicone e não maior que um grão de arroz, ele é implantado sob a pele do cão, entre seus ombros. Um número de identificação do chip pode ser "lido" por um scanner em abrigos ou clínicas veterinárias. Seu custo de implantação varia de R$ 30,00 a R$ 70,00 - certamente, um dinheiro muito bem gasto.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

La Perm

Vamos falar um pouco de gatos?


História
O filhote que exibia as características da mutação original formou a "base" para a raça LaPerm era forte, saudável e "doméstico". Em 1982, em uma fazenda de Oregon localizada perto dos velhos índios Wishram, uma ninhada de seis filhotes nasceu de um gato de celeiro. Um dos filhotes nasceu completamente careca - não se parecendo nem um pouco com sua mãe e seus irmãos de ninhada. O filhote não tinha pêlos, tinha grandes orelhas espaçadas e um padrão desenhado na pele que era semelhante ao padrão tabby clássico (uma coloração de gatos). Dentro de oito semanas, começaram a nascer pêlos muito macios e ondulados. Com três ou quatro meses de idade, o filhote, agora chamada "Curly", possuía uma pelagem totalmente ondulada. Não sendo um entendido de gatos, a dona aceitou o "mutante" como um gato qualquer e não pensou mais no assunto.

Durante os próximos 10 anos não foi feita nenhuma tentativa de criação seletiva, mas, como a freqüência de filhotes calvos aumentou nas ninhadas, a dona da fazenda começou a buscar informações adicionais sobre seus gatos "incomuns". Ela não possuía conhecimentos de genética ou de criação e então permitia que os gatos andassem livremente pelos celeiros e pomares por muitos anos.

Quando ela se deu conta de quão únicos esses gatos eram, ela começou a confiná-los e controlar os acasalamentos. Descobriu que o gene para pêlos ondulados era dominante e era "transmitido" tanto para machos quanto para fêmeas. Esta criadora estava totalmente despreparada para o interesse e excitação gerados pelos gatos que ela decidiu exibir em exposições. Ela deu o nome da sua raça de gatos de "LaPerm", que significa ondulado.

Temperamento
Os LaPerms são gentis e afetuosos, mas também são muito ativos. Diferentemente de outras raças ativas, o LaPerm também é um bom gato de colo. O LaPerm gosta de seguir seu dono. Se ele estiver ocupado brincando e você decidir sentar e relaxar, simplesmente pegue o LaPerm, sente e o coloque no seu colo. Ele ficará deitado, quietinho, dando-lhe toda a atenção. O LaPerm procura o contato humano e ronronarão assim que se derem conta da sua presença. São inquisitivos por natureza e sempre irão querer saber o que se passa em volta deles. Acariciarão seu rosto com suas patas e irão esfregar a cabeça no seu rosto, cabeça e pescoço, como sinal de carinho.



Os LaPerms são diferentes de qualquer outra raça devido à sua combinação única de aparência e de personalidade apegada aos humanos. A raça cativa todos que tenham a oportunidade de ver um exemplar. Uma vez que o LaPerm está em sua casa você será levado a pensar que é a melhor raça de gatos do mundo e precisa de mais um (um é pouco). Carregar um LaPerm nos braços pode mexer com você. Passar os dedos através de seu pêlo macio se tornará automático e você não irá querer parar mais. Ouvir os ronrons e ver a inteligência desdobrar enquanto você o ensina truques, tais como buscar um objeto, irá lhe dar um sentimento de amor e respeito incomparáveis pela raça.

Os LaPerms, que possuem pelagem ondulada, ou crespa, como uma mutação de ocorrência natural, são sociáveis, afetuosos e inquisitivos. A menos que eles estejam tentando chamar sua atenção, eles tendem a ser pouco mientos.

Características
A calvície ainda acontece em alguns filhotes, e os criadores afirmam que pode ocorrer, geralmente, durante a infância ou, nas fêmeas, logo depois do primeiro cio. Alguns filhotes nascem com pêlos duros, que são substituídos por uma pelagem ondulada.

O LaPerm é uma combinação única de pelagem ondulada e uma personalidade afetuosa. Ninguém pode negar que o amor e a afeição que o LaPerm sente pelo dono, assim como sua pelagem ondulada ou crespa, o faz uma raça muito interessante.



Todas as cores e padrões de cores do LaPerm são aceitas. Alguns filhotes podem nascer carecas, mas a maioria tem curtos pêlos ondulados quando nascem. Os filhotes geralmente ficam totalmente carecas no começo, com algumas mechas no topo da cabeça. Este processo começa quando os filhotes têm por volta de duas semanas e podem passar por variados estágios de calvície durante seus primeiros quatro meses ou mais. O pêlo volta a crescer e sempre será ondulado se o filhote nascer com ele ondulado. As variações de pelagem ao longo da vida do LaPerm variam de um pêlo mais escasso e fino para um possível pêlo mais cheio após a castração.

Comprimento da Pelagem - Existem duas variedades: pêlo longo e pêlo curto. O de pêlo longo tem uma pelagem de textura moderadamente macia, elástica, "solta" do corpo em ondas largas, na maioria dos gatos. As ondas mais longas estão na parte de baixo do pescoço (região da garganta) e na base das orelhas. Machos e fêmeas podem ter uma juba cheia no ao redor do pescoço. Quanto mais ondulado, melhor. Quanto mais grossa e pesada a pelagem, melhor. Os LaPerm de pêlo curto não possuem a juba e nem cauda emplumada.
Olhos - Qualquer cor de olhos é aceita. A cor do olho não tem relação nenhuma com a cor da pelagem.
Peso: 3,5 a 4,5kg.

Aparência - O LaPerm é um gato de tamanho médio, pelagem ondulada e tipo atlético. Todas as partes do seu corpo estão em harmonia com o tamanho do gato. O gato é mais pesado do que parece, pelo fato de não ser um gato grande. É um gato alerta e parece caminhar na ponta dos pés.

Cuidados
O pêlo semilongo necessita de escovações, para prevenir as bolas de pêlos, que são ingeridas enquanto os gatos se lambem, fazendo a higiene pessoal. A escovação retira os pêlos mortos. As escovações podem ser feitas uma ou duas vezes por semana.

O pêlo do LaPerm não embaraça com facilidade e é considerada uma raça de manutenção fácil.

Referências



Revista Cães & Cia

terça-feira, 10 de julho de 2007

Pensando em ter um Whippet?


Se você acha o Whippet uma cão lindo e deseja ter um em casa, leia os 12 tópicos abaixo sobre a raça que lhe ajudarão a decidir se o Whippet é o cão certo para você (e você o dono certo para ele).

1. Cuidados: Whippets têm o pêlo bem curto, sem subpêlo, então não precisa de muitos cuidados - uma rápida enxugada com a toalha, escovações rápidas e banhos ocasionais; cortes de unhas regulares, limpeza das orelhas e dos dentes: é tudo o que a raça necessita neste quesito.

2. Boas Maneiras: A maioria dos Whippets são limpos como gatos. Se quando filhotes forem criados em um ambiente limpo (tanto a mãe como o criador limpar imediatamente a sujeira das camas e das áreas de brincar) ele precisam de pouco adestramento para aprender onde fazer as necessidades. Alguns Whippets não gostam de sair no mau tempo e podem dar uma de teimosos para fazer as necessidades fora quando está chovendo. Se você não tem quintal, deve estar preparado para caminhar com seu Whippet - SEMPRE NA COLEIRA! - na chuva, de noite, antes de dormir, usando pijamas, de madrugada, várias vezes ao dia etc.

3. Habilidades como Cão de Guarda: No geral não são latidores. Se e quando latem, é por uma boa causa. Os Whippets geralmente não latem e rosnam quando alguém se aproxima da porta (portão) e se protegerão de um intruso se escondendo ou fugindo do estranho (ou se escondendo atrás de você, esperando que VOCÊ o proteja).

4. Inteligência / Adestramento / Independência: Whippets são inteligentes, embora não necessariamente da maneira que você goste. Muitos aprendem a abrir portões, latas de lixo etc. São pensadores independentes e gostam de tomar as próprias decisões. Muitos se dão bem em obediência, mas precisam de um adestrador criativo, já que eles aprendem rápido e logo se entediam. Eles devem gostar do adestramento: força ou técnicas de adestramento negativas fazem com que o Whippet "desista".
Provavelmente eles não buscarão o pedaço de madeira que você jogar, ainda que sejam ótimos pegadores de Frisbee. Alguns se tornam ótimos nadadores mas a maioria prefere ficar mesmo é no sol.

5. Temperamento: Variam de sensível a extrovertido, com a maioria ficando no meio termo: sensível, doce, feliz e afetuoso (mas não grudento). Alguns Whippets ocasionalmente lambem, mas a maioria gosta de lhe cutucar com o focinho. São ótimos para ficar deitados no sofá com você (ou em cima de você) e adoram contato corporal. Alguns Whippets adotam uma pessoa especial, tolerando outras pessoas na sua vida mas claramente preferem a companhia da sua pessoa especial.
Podem ser bons com outros animais se forem criados com eles. Por terem sido criados para perseguir e pegar a presa, qualquer animal pequeno que corra pode aguçar seu instinto. Geralmente se dão bem com cães do seu tamanho ou ligeiramente maiores, mas perto de raças gigantes eles, inicialmente, ficam medrosos.

6. Comportamentos Únicos: Sua natureza brincalhona geralmente significa pular nos seus amigos e cutucá-los com suas patas dianteiras ou focinho. Um Whippet de 12kg, agindo assim, pode, acidentalmente, ferir ou derrubar um visitante.
Gostam de dormir com outros Whippets ou com pessoas, com seus corpos encostados nos seus amigos. Muitos se enterram completamente nas cobertas e dormem felizes da vida, apesar do fato de seus donos temerem que se sufoquem (o que não acontece).
Podem ser ladrões de cozinha. Algo colocado no balcão da cozinha se torna um convite aberto para os Whippets roubarem e comerem.
Na rua, a maioria são também caçadores. Irão perseguir qualquer coisa peluda ou com penas que se mova e algumas vezes pegam, matam (e comem) suas presas.

7. Sono: Whippets são cães limpos, que não têm cheiro e não foram feitos para suportar climas extremos como cães de quintal. Não deve ser relegado ao quintal e negligenciado. São muito sociáveis e precisam de companhia. Devido à sua pela fina que cobre os ossos das patas, os Whippets devem ter um lugar macio para descansar (e eles irão preferir o sofá ou sua cama). Pisos duros ou lugares sem algo para forrar não são para eles. Também precisam de um lugar seguro e confortável para ficar quando você não estiver em casa.

8. Filhotes Cheios de Energia: Os filhotes são incrivelmente cheios de energia. Parecem ter duas velocidades: Velozes e Furiosos; Dormir. Roem qualquer coisa que não os roa de volta e adoram cavar. Muitos filhotes são cheios de energia até o segundo ou terceiro ano de vida. A partir dessa idade, parecem que "desligam" e se tornam mais maduros (embora ainda prontos para ocasionais brincadeiras).
Se você quer um filhote, é bom levá-lo para aulas de socialização entre a 10ª e a 16ª semanas de vida, tempo crucial para desenvolver suas habilidades sociais. Se não houver estas aulas, leve seu filhote para lugares novos regularmente (parques, casas de vizinhos e amigos, pet shops etc), onde estranhos possam acariciá-lo e brincar com ele.

9. Necessidade de exercícios: Não precisam correr por muito tempo, mas precisam de exercícios regulares. A palavra chave é "SEGURANÇA". São cães que caçam com a visão. Podem sair correndo atrás de algum animal e somem em questão de um segundo para pegá-lo ou para ver algo interessante. A maioria dos Whippets são muito curiosos e não muito espertos na rua. Não têm respeito pelos carros. Na verdade, é como se eles nem vissem os carros de tão interessados e focados no seu destino. Assim, não devem andar soltos na rua e nem ficar soltos em áreas abertas.

10. Whippets e Crianças: Quando criados na companhia de crianças bem comportadas aprendem a amá-las, mas não é uma raça que tolerará um temperamento forte. Ele não irá machucar a criança, mas pode se assustar com a energia dela. Não é resistentes aos maus-tratos infantis.

11. Alimentação e Problemas Financeiros: Não comem muito. Um Whippet adulto come mais ou menos uma xícara de ração duas vezes ao dia, para manter seu peso.
O preço de um filhote varia entre R$ 800,00 a R$ 2.000,00 e é apenas o gasto inicial envolvido em ter um cão, seja ou não de raça. Adicione a isso o custo da ração, cuidados veterinários, cama, potes de comida e água, brinquedos, aulas de adestramento etc. Quando você leva um Whippet pra sua casa, você se compromete a prover suas necessidades pelo resto da vida dele, que pode ser de 14 anos ou mais.

12. Saúde: Quando mantido dentro de casa e bem alimentado e cuidado, os Whippets são uma raça muito saudável. É importante que você ache um veterinário que entenda e tenha experiência com galgos e saiba de suas necessidades especiais. Em particular, que ele saiba como os galgos reagem à anestesia. Se você compra um filhote de Whippet, pegue-o de um criador que seja honesto e lhe tire as dúvidas sobre saúde da raça, qualquer preocupação e que lhe dê garantia do filhote.

domingo, 8 de julho de 2007

O que mantém meu cão acordado à noite?

Conforme o cão envelhece, notam-se algumas mudanças em seu comportamento. Uma mudança que nos faz ficar acordados é a falta de sono do cão. Os sinais abaixo indicam que seu cão pode sofrer de insônia:

* Andar pela casa;
* Latidos excessivos de madrugada;
* Raspar a porta do seu quarto durante a noite.

Seu cão pode exibir estes sinais por várias razões, algumas mais sérias que outras.

* Bexiga ruim: conforme o cão envelhece, ele pode ter de urinar mais que o normal. Seu andar pela casa ou latidos excessivos podem ser a maneira dele lhe dizer que precisa sair para fazer xixi. Se seu cão urina mais que o normal, leve-o para ser examinado no veterinário. Aumento de urina pode ser um sinal de doença, até mesmo doença metabólica.
* Perda da visão / audição: Seu cão pode estar sofrendo de perda de visão ou audição e se assustar com a escuridão.
* Dor: Se cão pode não conseguir dormir devido à dor. Se ele sofre de artrite, ele pode se sentir desconfortável na cama dele. Pense em pegar uma cama mais confortável para ele. Além disse, converse com seu veterinário, ele pode querer prescrever antiinflamatórios ou outros medicamentos para ajudar seu cão a se sentir mais confortável.
* Disfunções Cognitivas: Isto significa que seu cão se sente confuso e esquecido. Não saber onde ele está na casa pode assustá-lo durante a noite, principalmente quando está escuro e todos estão dormindo. Se o seu cão for diagnisticado com disfunção cognitiva, existem medicamentos que podem ajudar a diminuir os efeitos desta doença.

Se você perceber que seu cão não tem dormido por mais de dois dias, contate o veterinário imediatamente.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Meu filhote é chato para comer. O que faço?

Com poucas exceções, ser indulgente com o filhote o torna exigente para comer. Certifique-se de que você só o alimenta com rações próprias para filhotes.

Em alguns casos você pode alimentá-lo com uma marca de ração ou uma variedade da ração que seu filhote simplesmente não goste. Se você trocar de marca (ou de variedade, por exemplo, trocar de carne por frango), faça a troca de maneira gradual, misturando a antiga ração com a nova por pelo menos cinco ou seis dias (indo de 15% da ração nova no primeiro dia a 100% no sexto dia).

Este período de transição permite que o organismo do seu filhote se ajuste ao novo alimento e que não haja desperdício da ração antiga.

Cães SRD (filhotes) para doação

Oi pessoal!

Mais filhotes fofíssimos (eu vi!) foram encontrados abandonados. O veterinário João (vet da Suzie) os recolheu em sua clínica / pet shop. São 6 filhotinhos, aproximadamente 40 dias, já vermifugados (ainda serão vacinados). São machos, fêmeas, pretinhos, marrons, beges, enfim, tem para todos os gostos. Ficarão de porte médio (um pouco maiores que um Cocker Spaniel Inglês) e precisam de donos que lhes dêem carinho, atenção, cuidados e educação.

Quem tiver interesse em doar, ou souber de quem queira, seguem os dados:

João (veterinário)
Tels.: (11) 5583-0699 / 5583-0653
Cel.: (11) 8380-5625
E-mail: jppb01@uol.com.br

A clínica dele (Pet Moleque) fica na rua Luis Gois, 714, próxima à Av. Domingos de Moraes. Por hoje é só!

terça-feira, 12 de junho de 2007

Brincadeiras com o cão

O bom comportamento é, muitas vezes, determinado pelo auto-controle do filhote. Quando é pedido, um bom filhote senta, mesmo se ele preferir pular, resiste em pegar algum objeto e fica "livre", quando quer ficar parado. Tente fazer tudo o que puder para encorajar este tipo de controle. Uma maneira de fazer isto é fazer brincadeiras com seu filhote, ou mesmo cão adulto, que melhorem os comportamentos e atitudes que você quer dele.

Evite qualquer jogo que envolva lutas, pois podem levar a competições entre humano e cão.

Jogos bons como "esconde-esconde", "procura" e "contra o tempo" promovem cooperação e auto-controle. Este tipo de jogos também ajudam a mostrar a sua liderança de modo positivo, reinforçando a relação entre vocês durante a brincadeira.

Esconde-esconde
É divertido para todos. Comece com uma pessoa segurando o filhote enquanto a outra se esconde. Quando a pessoa estiver escondida, você diz "Onde está Fulano?", e ande com o filhote pela casa. No começo, quem está escondido pode ter que fazer algum barulho para atrair a atenção do filhote. Quando o filhote o achar, todos devem elogiá-lo, dizendo-lhe quão esperto ele é. Logo o filhote irá procurar a pessoa escondida sem precisar de muito incentivo, encontrando cada membro da família pelo nome.

Procura
É o esconde-esconde com objetos, tal como brinquedos que o cão goste ou petiscos. Peça para alguém segurar o filhote enquanto você esconde o brinquedo ou petisco. Volte para o filhote e diga, "Cadê o petisco? Procura!", e deixe-o ir. Se ele encontrar e comer o biscoito, ótimo. Se não, leve-o até o biscoito, mostre-o a ele e elogie o filhote. Assim que ele melhorar na brincadeira, torne os esconderijos cada vez mais difíceis. Filhotes podem aprender os nomes de muitos brinquedos e objetos com este jogo. É uma ótima brincadeira para dias chuvosos.

"Contra o tempo"
Este jogo em alta velocidade ensina o filhote a responder rapidamente aos comandos - mesmo quando excitado ou distraído. Muitos filhotes irão precisar de ajuda neste aqui. Coloque-o na guia. Diga "OK, hora de brincar!" e comece a brincar. Fale de maneira alegre e se mexa - faça qualquer coisa para deixar o filhote feliz e interessado. No meio desta brincadeira, dê-lhe um comando que ele conheça bem, como "Senta". Imediatamente fique imóvel e em silêncio. Se preciso, ajude o filhote. Assim que ele sentar, recomece a brincadeira. Se você a fizer corretamente, ficando muito feliz e excitado durante a brincadeira e absolutamente imóvel e em silêncio depois dos comandos, seu filhote logo aprenderá como "ligar" o jogo, obedecendo-o imediatamente.

Estes jogos lhe ajudam a construir uma relação forte com seu filhote porque melhoram a maneira como ele lhe ouve e responde aos seus comandos agora e no futuro.


Fonte: Pedigree PuppyScoops (Newsletter)

Menopausa em cadelas?

As cadelas não entram na menopausa, diferentemente dos humanos. Mas, conforme envelhece, o cio começa a se tornar irregular.

Uma fêmea mais velha que não foi castrada nunca parará de ter o cio e pode, inclusive, engravidar. Isto pode levar a ninhadas indesejadas e reprodução irresponsável.

Há como evitar isso? Claro. Castrando-a, ela parará de entrar no cio e você não terá mais problemas em lidar com a dificuldade de cios imprevisíveis. Mas este não é o único benefício. Com a castração você protege sua cadela de doenças potencialmente letais, como:
  • Câncer de útero
  • Infecção uterina (Piometra)
  • Câncer nos ovários

As chances dela desenvolver câncer nas mamas também diminuirá.

Se você tem uma fêmea, é bom se familiarizar com os cios, como prevenir gravidez e a opção da castração.

sábado, 2 de junho de 2007

As doenças mais comuns em cães

O principal motivo para que você saiba quais são as doenças mais comuns em cães é que você será capaz de identificar os sinais e reconhecê-los o quanto antes, fazendo com que o tratamento seja mais tranqüilo e eficiente.
Além de economizar tempo e dinheiro, você poupa seu animal de passar por sofrimento desnecessário.

#1. Infecções na orelha. É uma doença muito freqüente. Os sinais mais comuns são coçar ou arranhar a orelha, que fica com um cheiro desagradável e/ou com secreções.

#2. Inflamação do estômago. Chamado de “gastrite”, pode ter várias causas. O sinal mais comum é o vômito.

#3. Irritação da pele. Pode ocorrer por uma variedade de causas, incluindo traumas causados pelo próprio animal. Pele vermelha, descamação, coceira e perda de pêlo são os sinais mais comuns.

#4. Tumores/nódulos. Pode variar de pequenos nódulos a tumors benignos ou malignos. O diagnóstico é feito através de uma biópsia, e o tratamento é geralmente a retirada do tumor, quando possível.

#5. Infecções da pele. É mais comumente chamado de “dermatite”, onde a condição da pele é caracterizada por coçeira extrema, vermelhidão, perda de pêlo e dor no local.

#6. Infecção do trato urinário. Os sinais mais comuns são dificuldade ou dor, e tentativas freqüentes de urinar. Fazer as necessidades fora do local, coisa que o animal nunca tinha feito, também pode ser um sinal. Em alguns animais, a urina pode ter sangue ou um cheiro anormal.

#7. Osteoartrites. Artrites são uma condição muito comum em cães. A manifestação mais freqüente é a dor, mancar, e a inatividade. Pode ocorrer em qualquer parte do corpo, mas é mais comum associado ao quadril e joelhos dos cães.

#8. Hipotireoidismo. É uma doença associada com níveis baixos do hormônio tireoidiano. Os sinais mais comuns são ganho de peso, perda de pêlo e letargia.

#9. Inflamação do trato intestinal. Também chamado de “enterite”, o sinal mais comum é a diarréia.

#10. Trauma de tecido conjuntivo. Normalmente acontece devido a acidentes de carro, quedas e outros traumas. O tecido conjuntivo é a área abaixo da pele e acima do músculo que pode se tornar dolorido e contundido. Os sinais geralmente incluem dor e o animal pode mancar, dependendo do local da injúria.

Fique de olho para estes problemas e qualquer outro que apareça. Visite o veterinário sempre que tiver alguma dúvida ou suspeita. Seu animal agradece!


Fonte: Dr. Jon - petplace.com

domingo, 27 de maio de 2007

BARF - Alimentação Natural

Vocês já ouviram falar em Alimentação Natural para cães? Então, leiam a entrevista a seguir que fiz com Aline, criadora de Boiadeiro Bernês e dona da empresa PET ORGANIC, que lançará no mercado, provavelmente em setembro, a alimentação natural, totalmente balanceada, para cães.

Fúlvia: Li bastante sobre a BARF. Vi o que você falou sobre as bactérias contidas na carne, que os cães, por serem carnívoros (e, consequentemente, terem o sistema digestivo mais curto que o nosso e mais ácido) não teriam problemas quanto a isso, pois foram feitos para “neutralizarem” as bactérias. Também vi mais ou menos o cardápio. Pelas contas, se dá mais ou menos 2 a 3% do peso do animal, dependendo da atividade física?

Aline: Em média sim, depende do que o cão precisa, se precisa ficar na manutenção vc dá menos, se precisa engordar vc dá mais.... o interessante da AN (Alimentação Natural) é que vc trata cada cão com indivíduo e não mais como uma média dos pacotes de ração, entende? ...é muito fácil controlar peso e pelagem com essa dieta!


F: Tem também a questão da adaptação (igual à troca de ração). E se, hipoteticamente, eu dou alimentação natural para a Suzie e, por qualquer motivo, tenho que voltar a dar ração, ela não se adaptaria, mesmo fazendo a adaptação?

A: Na verdade funciona como qualquer ração, eles podem sentir a mudança ...e no caso de você voltar a dar ração, voltará a intoxicá-la com os corantes, conservantes, carne de má procedência, proteína de baixa digestibilidade..... e grãos que o corpo da Suzie não foi projetado para metabolizar, como o milho, soja e o arroz (base da maioria das rações...), se você em uma emergência precisar dar a AN, vc pode dar frango e carne, vegetais e frutas de qualquer supermercado de confiança.... lembre-se que se ela estivesse na naturaza, não comeria TUDO TODO DIA, então passa muito bem alguns dias sem a dieta completa...o corpo dela foi projetado para isso!

F: Outra coisa que me deixou pensativa é o período de desintoxicação, que ocorre em alguns cães, e tem vários sintomas: diarréia, mau hálito, cachorro fedido, alergias, coceiras, espinhas etc. Variando de 1 a 10 dias. Você sabe me dizer por que isso acontece?

A: Em alguns cães sim, na maioria das vezes nos cães que estão na ração industrializada a muito tempo, quanto mais tranqueira no organismo pior a desintoxicação.... mas não é nada tão mal assim, pode aparecer um hot spot, ou uma coceira, cera em excesso nos ouvidas...mas passa rápido..... não chega a debilitar o cão.... só um dos meus teve aqui em casa quando passei eles para AN ....teve 2 hot spot...... e nunca mais!

F: Por que os cães aproveitam melhor a alimentação natural que a ração industraliazada? Sempre nos disseram que a ração é o ideal, como aplicar a alimentação natural assim?

A: Para você que é vegetariana, é até mais fácil de explicar.... bom, você sabe que a indústria da alimentação nos faz comer qualquer coisa, correto? Com os nossos cães é a mesa coisa, os grandes da alimentação humana estão por trás da indústria de pet food, como a Nestlé (Purina) por exemplo..... isso começou na década de 70, antes disso nossos cães comiam comida preparada por nós..... e não tinham problemas de câncer, displasia, tumores, alergias, etc..... a indústria da ração nos faz pensar que jamais conseguiríamos balancear a comida dos nossos cães, mas não é assim..... balanceamos a nossa, a dos nossos filhos! Ningém precisa de TUDO TODO DIA.... você come tudo todo dia?...exato, NÃO porque o excesso faz mais mal do que falta...... a AN é mais facilmente absorvida e aceita pelo organismo dos nossos cães porque é o que eles foram projetados para comer..... Já pensou ao invez de um belo prato de salada e vegetais, estivesse condenada a comer grãos de um mesmo sabor, artificial e que fermenta no seu estômago?......


F: Eu moro em apartamento, não vai fazer muita sujeira essa alimentação?

A: Não, você descongela, abre o pacote (é fechado a vácuo) e coloca na travessa da Suzie, passa uma água e pronto....pelo contrário, a pelagem, odor da pele e boca, fezes ....tudo isso com muito menos odor...pra você que está no apartamento é melhor ainda!!!!!!!!!

F: Como adequar essa dieta à minha menina? Só mesmo fazendo a base de 2 a 3% de comida pro peso dela? Seria mais ou menos 250 a 350g, mais do que ela come de ração. É certo isso? Eu não estaria dando comida demais pra ela? E não existe nada mais feio que Whippet obeso (é até prejudicial pra ele).

A: Como eu te disse, cada um é cada um nessa Alimentação.... chegamos juntas a uma quantidade boa para a Suzie ....às vezes a quantidade é acima da de ração, mas porque a AN é muito mais úmida!

F: Uma das vantagens diz que as fezes são secas e com pouco cheiro, que o pêlo e a pele ficam mais saudáveis e o hálito sem bafo e nem tártaro nos dentes. Como acontece isso? A gente sempre ouve falar que é a ração que promete isso e, ao ler sobre a BARF, diz que ela faz isso MELHOR. Será pelo fato de ser tudo consumido cru?

A: Por ser tudo natural!!!! e compatível com o organismo..... entendeu? Eles foram projetados para comer dessa forma, assim como nós fomos projetados para comer vegetais, frutas, grãos.... na verdade a propria ração tenta suavizar os efeitos com essas propagandas.... mas é mais ou menos como alimentar seu filho diretamente da horta ou com enlatados.....

F: Até agora eu só li vantagens. Quais as desvantagens dessa dieta? Existe algum cachorro que não possa de jeito nenhum comer?

A; Não, todo cão pode e deve comer dessa forma..... ele volta a comer como se estivesse na natureza....agora alguns podem estranhar um pouco, então a mudança deve ser feita com confiança e carinho.....

F: Onde encontrar certos nutrientes que têm na lista, como alfafa, óleo de peixe, carnes mais baratas. Lembre-se: sou vegetariana, não compro nada disso há pelo menos 4 anos =P Pra mim, além de ser novidade, é meio estranho.

A: Já vou te levar tudo isso pronto....por isso muita gente conhece e não dá a BARF, pois é trabalhoso para fazer e achar os fornecedores...mas não é impossível se você quiser começar te ajudo a achar!

Quem quiser maiores informações, pode entrar em contato com a Aline no e-mail: aline@boiadeirobernes.com.br.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Doam-se filhotes de SRD (virinha)

Pessoal, infelizmente não são todos que gostam de animais.

Essa semana 4 filhotes fêmeas foram abandonadas em uma rodovia em São Paulo, o veterinário da Suzie as recolheu para doação. Elas estão com um mês, serão doadas já castradas, vacinadas (1 dose de V10) e vermifugadas. Como ainda estão em tratamento, não tenho fotos e só serão entregues quando estiverem 100% saudáveis.

Se quiserem adotar ou souberem de alguém que as queira, seguem os dados:

João (veterinário)
Tels.: (11) 5583-0699 / 5583-0653
Cel.: (11) 8380-5625
E-mail: jppb01@uol.com.br

A clínica dele (Pet Moleque) fica na rua Luis Gois, 714, próxima à Av. Domingos de Moraes.

Por enquanto é isso. Assim que eu tiver fotos, as posto por aqui.

domingo, 6 de maio de 2007

O Processo do Abate

Segue um excelente site sobre tudo que os animais sofrem para que possamos encher nossas "barriguinhas".Para aqueles que ainda não viram, preparem os olhos e o coração. http://www.geocities.com/CapeCanaveral/2320/Vegan/prwvc.html
Tenho certeza que depois de visitar o site acima.... muita gente deixará de comer carnes.

O Processo do Abate(retirado do site de um frigorífico em RO)
- RECEPÇÃO DO GADO:Os animais são provenientes do município de Jarú (RO) ou próximos, através de transporte rodoviário. O manejo durante o descarregamento do veículo transportador é feito evitando o máximo de estresse, que poderá ocorrer no carregamento até a acomodação nos currais. Após a recepção dos animais, todas as fases de repouso, jejum e dieta hídrica são obedecidas com intuito de evitar o estresse.
- O ABATE:Em seguida, os bovinos passam por um banho de aspersão e são conduzidos a sala de abate, no box de atordoamento são abatidos com pistola pneumática.
- SALA DE ABATE:No processo do abate (sangria, esfola, evisceração, serragem, toillete, pesagem de carcaça e carimbagem) são tomados todos os cuidados necessários para manter a higienização com intuito de evitar contaminação.
- RESFRIAMENTO:Após a higienização operacional na sala de abate, as meia-carcaças seguem para câmara fria com a finalidade de eliminar o calor sensível próprio ao animal, permanecendo no mínimo 24 horas à temperatura ambiente de no mínimo 2º C.
- DESOSSA:As meia-carcaças são separadas em dianteiro, traseiro e ponta de agulha e encaminhadas à sala de desossa, onde são desossadas, rotuladas e embaladas à vácuo. A desossa é realizada por funcionários devidamente treinados que trabalham com máquinas e equipamentos de última geração.
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" Tudo muito limpo, muito higiênico, etc, etc . Dão a entender que estão muito preocupados com o estresse e tal, mas cá entre nós... essas pistolas pneumáticas apenas tonteiam o pobre animal que passa "sem estresse" para a "Sala do ABATE" onde são usadas palavras lights como: sangria, esfola, serragem...Até quando, meu Deus????"

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Irish Wolfhound



HISTÓRIA

Embora poucas raças estejam tão rodeadas de lendas como esta, na história também não faltam as passagens famosas onde este cão é referido. Seu próprio tamanho é um prodígio.

A lenda sobre o surgimento do Irish Wolfhound diz o seguinte: antes havia uma princesa irlandesa que tinha sido transformada em um cão pelas artes de um druida do mal. Um sobrinho da princesa, Fin Mac Cumail, intercedeu junto ao mago e conseguiu que este acabasse com o encantamento, mas não antes da princesa dar à luz dois filhotes. Assim nasceram Bron e Scolann, com os quais se iniciou a raça, que deles herdou uma inteligência quase humana.

Agora, um pouco de verdade sobre a raça. Havia um rei, o rei de Leinster, Mesroida, que possuía um Irish Wolfhound chamado Ailbe, do qual tinha grande orgulho, e este rei não hesitava em deixar Ailbe responsável pelo reino enquanto ele viajava. Seus vizinhos, o rei de Ulster e o príncipe de Connacht cobiçavam o cão.

A fama do Irish Wolfhound se estendeu para fora da Irlanda. Em 1210, o rei João da Inglaterra deu um ao seu filho Llewellyn, príncipe de Gales.

No ano 391 passaram pelas ruas de Roma sete Irish Wolfhounds trancados em jaulas de ferro. O cônsul Quintus Aurelius Symmachus os havia recebido de seu irmão Flavianus. Mediam cerca de 1 metro de altura e todos os romanos os adimiraram.

O Irish Wolfhound viajou muito e foi conhecido em muitos países. São Patrício, o evangelizador da Irlanda no século V, se viu obrigado a abandonar a ilha escondido no porão de um barco, no meio de uma matilha de Wolfhounds que não lhe fizeram nada.


Antigamente, era muito usado como caçador de lobos, principalmente na Inglaterra, onde estes eram considerados pragas, caçador de coiotes e de lebres.


Em 1924, na Primeira Guerra Mundial, a criação da raça foi quase dizimada. Um grupo de amadores formou o Irish Wolfhound Coursing Club, com o objetivo de orientar a seleção do galgo irlandês com critérios esportivos (perseguição de lebres). Atualmente, ele já não corre perigo de extinção.

Ainda hoje é utilizado como cão de caça nos países onde a raça é desenvolvida, principalmente na Europa.

TEMPERAMENTO

Devido ao seu grande porte e sendo um grande caçador de lobos, pode-se pensar que o Irish Wolfhound seja um cão de guarda exemplar. Mas, na verdade, isso não é verdade. Claro que a maioria das pessoas vai se assustar ao se deparar com um cão deste tamanho (cerca de 88cm de altura na cernelha), e alguns exemplares são mesmo bons cães de alarme, latindo quando um estranho se aproxima.

O Irish Wolfhound é um cão dócil, amável, obediente, muito alegre, festeiro, sensível, ciumento, e avesso a violências e agressividades. Também não é aconselhável adestrá-lo para a guarda para obter dele esta função, pois num ataque, pode matar uma pessoa. Contudo, pelo seu próprio porte avantajado, já inibe tentativas de qualquer tipo de agressão.

A raça é extremamente inteligente. Isso pode ser constatado através do seu relacionamento com crianças. Ele tem consciência do seu tamanho, da sua força. Quando uma criança chega perto dele para brincar, ele limita-se a deitar, sentar, lamber, demonstrando carinho. Não tenta nenhuma manifestação mais efusiva, pois sabe que pode machucá-la. Já com uma criança "espoleta", simplesmente sai de perto, mudando de lugar, enquanto o danadinho insistir em mexer com ele.

O Irish dedica-se muito ao dono. Sempre elege um indivíduo da casa como seu preferido. Entretanto, ama a todos, inclusive os que não moram na casa, e mais, nunca se esquece dos amigos.

A paciência constitui uma das principais características da raça. Afeiçoa-se em especial às crianças, talvez até por traduzirem sua personalidade infantil. Como marca registrada do Irish, detesta violência. Diante de situações suspeitas, prefere latir e nunca atacar, permanecendo sempre à espera do dono.

Sob suas sobrancelhas espessas esconde um olhar completamente amistoso. Em geral, late pouco, não procura brigas com outros cães e mostra-se extremamente paciente com as crianças, com as quais demonstra gosto pelas brincadeiras.

Como todos os galgos, possui um caráter independente, embora não resista à acatar ordens nas aulas de obediência. Sua educação requer um pouco de firmeza.

CARACTERÍSTICAS

O Irish é o maior e o mais alto dos cães Hounds. Na aparência geral lembra muito o Greyhound, como por exemplo no formato das orelhas e nas pernas longas e fortes. Apresenta pelagem áspera e dura, corpo bastante musculoso e graciosamente construído. A cabeça e o pescoço são portados altos. A cauda é ligeiramente curvada para cima. A altura e o peso mínimo dos machos deve ser de 81 cm e 54,5 Kg, e das fêmeas, de 76 cm e 48 Kg; isto para exemplares com mais de 18 meses de idade. Apesar do grande porte, o Irish Wolfhound possui movimentos fáceis e ativos e é notável por combinar poder, força e rapidez. As cores reconhecidas são cinza, tigrado, vermelho, preto, branco puro, dourado-claro ou qualquer outra cor que apareça no Deerhound.

SAÚDE

Mais ainda que os outros galgos, é um cão robusto, pouco propenso a desenvolver doenças.

Expectativa de vida: 10 anos.

CUIDADOS

Para quem pensa que ter um cão desse tamanho dá muito trabalho, engana-se redondamente. O Irish não exige nenhum cuidado especial. Quando ele ainda é filhote, pode precisar de uma alimentação mais reforçada, e durante a fase de crescimento, que vai até dois anos, tem apetite "bastante desenvolvido". Contudo, ao atingir a fase adulta, come menos do que um Pastor Alemão. Por ser um galgo, cão de caça, tem o estômago pequeno e não se alimenta com mais de um quilo de ração por dia.


Quanto à relação de espaço x tamanho, não há problema algum. Muitos pensam que para se ter um Irish é necessário possuir uma fazenda, ou pelo menos uma casa que tome todo quarteirão. Isso não é verdade, já que, para ele, basta ficar perto do dono.
Seu pêlo denso, áspero e hirsuto protege-o perfeitamente contra o mau tempo e requer uma manutenção mínima.


O dono de um Irish Wolfhound deve vigiar o seu crescimento, que é ao mesmo tempo muito rápido (o macho, que pesa cerca de 11 quilos aos dois meses, atinge 50 quilos quando chega aos seis meses) mas prolongado (só atinge a estatura de adulto aos dois anos e meio ou três).
Como tem um crescimento rápido e prolongado, o ideal é que seja alimentado com uma ração de muito boa qualidade, formulada para raças gigantes.

CURIOSIDADES

Você sabia?
O Irish Wolfhound é o maior dos cães.

O Irish Wolfhound já foram chamados por diversos nomes, como por exemplo "Cães Irlandeses",

"Grandes Cães da Irlanda", "Greyhounds (ou Galgos) Irlandeses", "Cães de Lobo da Irlanda",

"Grandes Cães de Caça da Irlanda". Irish Wolfhound é o nome atual.

Antes do ano 391 d.C., a raça era conhecida em Roma, quando a sua primeira menção autêntica foi escrita pelo Cônsul romano Quintus Aurelius, que ganhou sete exemplares como um presente que "toda Roma viu com maravilha".

Então você quer um Irish Wolfhound?
O Irish Wolfhound é uma combinação notável de poder, velocidade e excelente visão.

O Irish Wolfhound é um cão grande e sensível que precisa de espaço adequado para acomodá-lo, com todo o seu tamanho, de forma adequada, e um dono que possa lhe dar companhia, já que ele aprecia muito a convivência com seu dono.

Os Irish Wolfhounds nunca devem correr soltos por aí sem coleira e sem guia (isso vale para todas as raças caninas). Isso é POSSE RESPONSÁVEL!

PERGUNTAS & RESPOSTAS

Os Irish Wolfhounds são confiáveis com as crianças?
O Irish Wolfhound típico é completamente confiável com crianças. Sua doçura, bondade e paciência é renomada.

Os Irish Wolfhounds mordem?
Morder não é característico da raça, mas qualquer cão pode morder se for muito maltratado ou suficientemente provocado.

Os Irish Wolfhounds são bons cães de guarda?
Os Irish Wolfhounds são quietos por natureza, mas o seu grande tamanho, combinado com alguns latidos desencorajarão intrusos em potencial. Eles se esforçam para proteger seus donos de uma ameaça física, aquele que procura por um cão de guarda feroz para rosnar para pessoas estranhas deve procurar outra raça.

Os Irish Wolfhounds são bons viajantes?
Quando lhes são dados lugares confortáveis para viajar e se suas necessidades são levadas em conta, os Irish Wolfhounds geralmente são excelentes companheiros de viagem. É aconselhável induzi-los, aos poucos, a várias experiências, incluindo visitas e viagens.

Os Irish Wolfhound caçam?
Há uma grande variação no interesse individual que cada Irish Wolfhound apresenta nas caçadas, alguns possuem pouco ou nenhum interesse por nada. Em alguns Irish Wolfhounds, a visão aguçada, a rápida e poderosa velocidade e a habilidade natural para caçar lebres estão combinadas, o que ajuda muito a torná-lo um caçador muito eficiente. O Irish Wolfhound não é um "cão de tiro". Todo dono de um Irish Wolfhound deveria estar atento ao seu potencial de caçador e estar preparado para um comportamento de caça inesperado. Nenhum cão deve andar solto por aí, sem coleira e guia; proprietários de gado e/ou animais de fazenda podem não gostar dessa "visitinha dos bons vizinhos de quatro patas".



Quando o Irish Wolfhound amadurece e atinge sua altura máxima?
Um Irish Wolfhound geralmente atinge sua altura máximo entre 18 a 24 meses de idade, mas podem não amadurecer totalmente até os 3 anos ou mais.

Os Irish Wolfhounds são uma raça longeva?
O Irish Wolfhound, como a maioria das raças de porte grande e gigante, tende a ter uma expectativa de vida menor que as raças de porte pequeno ou médio. Naturalmente, existem exceções.


O Irish Wolfhound é uma raça popular?
Seu grande tamanho, junto com suas necessidades de espaço e exercício obviamente dificultam com que o Irish Wolfhound faça parte das raças populares.

Para Saber Mais:

Coleção - Nossos Amigos os Cães
Livro Cães

sábado, 7 de abril de 2007

Giardíase

É uma doença causada por um protozoário que se instala no intestino (algumas vezes podem ser encontrados nos ductos biliares e vesícula biliar), sendo que as cinco espécies mais citadas na literatura são: G.muris em roedores, G.agilis em anfíbios, G.psittaci e G.ardeae em aves e G.duodenalis (sinônimos: G.intestinalis, G.lamblia e Lamblia intestinalis) em mamíferos, incluindo o homem.

É uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida do animal ao ser humano. A transmissão se dá através da ingestão de fezes, água ou alimentos contaminados.

A doença é mais comum do que se imagina. De acordo com estudos realizados na USP (Solange Gennari, 2002), a ocorrência de giárdia em São Paulo é de 38% dos cães submetidos a exames de fezes, sendo que no Rio o índice chega a 80%.

Nas infecções em que existem sinais clínicos, o animal apresenta um quadro de diarréia, esteatorréia (fezes de coloração clara ou acinzentada), cólicas, podendo levar o animal à desidratação e perda de peso.

O emagrecimento se dá pois esses protozoários aderem à parede do intestino e chegam a “forrar” a mucosa, afetando severamente a absorção de nutrientes como gorduras e vitaminas (principalmente vitamina A).

O diagnóstico é feito através de exames de fezes laboratoriais, e o tratamento se dá por medicamentos que tenham ação sobre microorganismos anaeróbios.

quarta-feira, 28 de março de 2007

Extinção - Soluções com Clicker

Extinção é a suspensão do reforço. Quando você modela um comportamento, você começa por reforçar uma pequena parte deste comportamento. Quando você torna seus critérios mais duros, você para de reforçar usando menos recompensas. Por isso, os comportamentos não são mais recompensados e o cão para de apresentá-los, escolhendo, então, apresentar um novo comportamento que será reforçado.

Extinção não é punição. Punição é um acontecimento. Quando você pune, você ou adiciona algo (punição positiva) ou retira algo (punição negativa) para reprimir um comportamento. A extinção não é um acontecimento. Você não adiciona nem subtrai algo – você simplesmente não faz nada. Vamos ver um exemplo.

Todo dia, uma pessoa joga um biscoito pela cerca para o cão que vive ali. Um dia, entretanto, o biscoito cai um pouco mais longe que o normal. O cão tenta pegá-lo, mas não o alcança. Ele tenta cavoucar o chão, mas ele é muito duro. Então, tenta escalar a cerca, mas ela é muito alta. Tenta dar a volta, mas o portão está fechado. Ele tentará cada vez mais – esticando-se todo, contorcendo o corpo para ganhar milímetros extras para conseguir o biscoito. Ele vai tentar dar um impulso e pular bem alto. Mas, se ele não se sair bem nunca, uma hora ele irá desistir. Da próxima vez que ele estiver ali, ele pode tentar de novo, mas desistirá mais rápido.

Esse foi um exemplo da extinção. A cerca não deu um choque nele quando ele tentou passar por baixo ou escalá-la. O homem não tirou o biscoito dali. O que aconteceu foi que suas tentativas falharam. Quando uma tentativa não funciona, ele tenta outra. Tenta de novo. Tenta cada vez mais. Tenta algo diferente. Essas são as características da extinção – características que nós levamos em conta quando aumentamos nossos critérios quando moldamos um comportamento. Depois que ele parou de tentar pegar o biscoito, ele ocasionalmente tentará de novo. Esta é outra característica da extinção, chamada "recuperação espontânea". Se ele pegou o biscoito durante a recuperação espontânea, o comportamento poderá voltar, muito forte. Entretanto, com poucos reforços, o comportamento acaba novamente.

Então, como usar a extinção? Quando você adestra, defina o critério específico que você deseja em cada seção. Por exemplo, quando você começa a ensinar o comando "senta", você irá recompensar o cão por ter posto o bumbum no chão. Se o cão faz qualquer outra coisa – por exemplo, ele deita ou late – você ignora.

Quando o cão começar a se sentar, você aumenta seu critério. Ao invés de apenas qualquer tipo de "sentado", você decide recompensar apenas quando o cão senta bem retinho – sentado quando os pés traseiros estiverem alinhados com os pés dianteiros. De repente, alguns dos "sentados" que você costumava recompensar não estão mais sendo recompensados. O cão experimenta outros tipos de "sentado" para descobrir em qual deles ele ganhará a recompensa. Estas "experimentações" são parte da extinção – tentar de novo, tentar cada vez mais, tentar algo diferente. Gradualmente ele sentará cada vez mais reto, certo. Como você não recompensa mais os outros tipos de "sentado", eles acabarão.

A extinção também pode ajudar a solucionar alguns problemas de comportamento. Por exemplo, um cão que pula nas pessoas para chamar a atenção. Se as pessoas de repente não respondem a este comportamento – literalmente virando "estátua" – o cão terá que tentar algo diferente para receber a atenção que ele tanto quer. Se as pessoas derem muita atenção ao cão como recompensa apenas quando ele estiver sentado – e rejeitar os pulos – então o cão começará a sentar para receber os agrados.

Mas, para isso se tornar verdadeiro, o treinador deve controlar os reforços. Se um comportamento em si é auto-recompensador ou recompensado pelo ambiente, a extinção falhará, a menos que o treinador possa oferecer uma recompensa melhor. Latir freqüentemente é um comportamento auto-recompensador. Esperar que o cão comece a latir quando alguém passar pelo portão para simplesmente deixá-lo chateado com o "reforço negativo" é algo fútil. Quando se estiver lidando com comportamentos auto-recompensadores ou que o ambiente recompensa, uma combinação de direção, reforços positivos e reforço negativo são soluções alternativas.

Comparação entre extinção e reforço negativo:
* Ambos diminuem a ocorrência de um comportamento.
* Reforço negativo é um ACONTECIMENTO – remove alguma coisa que causa o mau comportamento.
* Extinção é um NÃO ACONTECIMENTO. É falta de reforço. Neste caso você não pega algo bom para fortalecer o comportamento ou faz algo que reprima um comportamento. A extinção é algo que apenas "não deu certo" e não acontece a recompensa.
* Ambas são frustrantes para o aluno. O nível de frustração varia de cão para cão em situações específicas.
* A punição é uma maneira efetiva de se mudar um comportamento, mas mesmo quando usada corretamente, pode ter outros efeitos, como medo e agressividade. Na extinção não ocorrem esses "efeitos colaterais".
* A extinção leva o cão a mudar o seu comportamento – tentar de novo, tentar cada vez mais, tentar algo diferente. A punição, por outro lado, reprime um comportamento, levando o cão a fazer menos coisas, restringindo-as apenas àquelas que ele sabe que vai ganhar alguma coisa.
* A extinção pode causar uma diminuição no número de respostas. Mas, isso é mais comum de ocorrer se o número total de recompensas também diminuir, como quando o treinador coloca muitos critérios ou os aumenta muito rápido.
* A extinção só funciona quando o comportamento não é auto-recompensador para o cão.

Para saber mais: www.clickersolutions.com

segunda-feira, 19 de março de 2007

Qual a diferença?

Imagine alguém batendo em seu cão. O que você faria? Acharia engraçado? Acharia que ele não sente dor? Então, porque acha engraçado e divertido assistir aos rodeios, onde os animais sofrem, apanham, pulam de dor, quebram as patas e, no caso dos bezerros, a coluna? Qual a diferença?

O que você sentiria se alguém quisesse jogar ácido em seu cão, só pra ver o que acontece e se realmente ele é ácido? Você aceitaria? Então, porque aceita usar cosméticos que fazem testes em animais, sejam eles cães, gatos e coelhos, testes estes feitos sem anestésicos e que provocam dores extremas? Qual a diferença?

Desliga a TV quando aparecem cenas de animais caçando outros animais? Acha um absurdo comer-se carne de cachorro na China? Mas você já visitou um matadouro? Já viu as condições nas quais os animais ditos de “abate” (bois, porcos e aves) são mantidos, transportados e assassinados, ops, abatidos? Qual a diferença?

Você está com um filhotinho em casa. Procura mantê-lo sempre bem alimentado e vivendo em condições excelentes de higiene, além de lhe proporcionar exercícios e brincadeiras. O que você acharia de dar-lhe uma alimentação pobre, deixando-o anêmico e deixá-lo viver enclausurado durante boa parte da infância, sem ver a luz do sol e sem espaço sequer para se deitar? Um absurdo? Pois saiba que é isso que acontece com os bezerros destinados à produção de carne de vitela. Você está comendo a carne de um animal anêmico e que sofreu durante três longos meses, desde o dia do seu nascimento. Qual a diferença?

Você deixaria seu cão ser adestrado por alguém que batesse nele, usasse de violência para conseguir um simples “Senta” ou “Deita”? Então, por que vai a circos que têm animais, que são adestrados por meio de choques, pauladas, ficam dias sem comer, apenas para entreter o público? Qual a diferença?

Você gostaria que alguém pegasse seu cão, gato, ou até mesmo você, desse um choque para matar (o que na verdade só faz desmaiar) e tirasse a pele dele (ou sua) ainda vivo, sentindo todas as dores possíveis e imagináveis? Então, por que acha lindo um casaco de pele, que precisou de um número grande de animais mortos para ser feito (cerca de 70 raposas, se for de raposas, e mais de 120 coelhos, se for de coelho), animais que são esfolados ainda vivos? Qual a diferença?

O que você sentiria ao viver preso em uma jaula, sem companhia, sem nada para fazer, e com pessoas atirando pedras em você, gritando, batendo nas grades da jaula? Saiba que muitos animais vivem nestas condições: animais de zoológicos, de circo, de fazendas de pele, de fábricas de filhote, bois, porcos... Qual a diferença?

Por outro lado, gostaria de viver em um galpão, com luz 24h por dia, vivendo em um lugar com capacidade para cinco pessoas mas vivendo com cinqüenta, sendo pisoteado, um lugar super quente, estressado e sem conseguir dormir e sequer se mexer? As galinhas, perus, patos e outras aves vivem nestas condições, só para que você possa saborear uma deliciosa coxinha. Qual a diferença?

Você gostaria de, ao chegar numa certa idade, ou mesmo quando estivesse doente, momentos onde mais se precisa de carinho e de uma família, ser abandonado na rua? Então por que você faz isso ao seu cão ou gato quando ele chega na velhice? Eles sofrem tanto quanto você. Qual a diferença?

Você acha um absurdo castrar o seu animal, pois ele sentirá falta de sexo? Saiba que a maioria dos animais, cujos donos pensaram a mesma coisa, tiveram filhotes e, destes, a maioria se encontra no corredor da morte nos milhares de CCZs espalhados pelo país, morrendo muitas vezes de forma dolorosa, como em câmaras de gás ou a pauladas. E, destes animais, 40% a 50% são cães de raça. Você já imaginou que um filhote da sua linda cadela pode vir a para em um destes “agradáveis” lugares? Gostaria que isso acontecesse? Qual a diferença entre ele e um outro?

Uma criança de um ano é menos inteligente que um cão, um boi ou até mesmo um porco. Você a comeria? Por que não? Qual a diferença?

Você acaricia um cão, mas come um boi. Por que ama um e come outro? Qual a diferença?

Muitos acham que os animais foram feitos para nós, mas isto não é verdade. Seria o mesmo que achar que as mulheres foram feitas para os homens, ou que os negros foram feitos para os brancos. Não deixa de ser um pensamento especista (como o primeiro é sexista e o segundo, racista). Os animais sofrem, sim, e muitas vezes até mais que nós, pois seus sentidos são mais aguçados. A única diferença, é que eles não conseguem falar. Mas, será mesmo necessário que eles tenham que falar para que entendamos o quanto sofrem? Quem já olhou nos olhos de um animal que está no matadouro? Nos olhos de um cão abandonado? De um animal machucado? De um animal enjaulado? Uma imagem vale mais do que mil palavras, e os animais se expressam através de imagens. Nós é que não as compreendemos. E ainda qualificamos os animais de irracionais. Justamente pelo fato de não os compreendermos. E tudo aquilo que não compreendemos, tendemos a destruir.

Prova disso é a enorme quantidade de animais ameaçados extinção, a produção em massa de carne animal, alimento esse dispensável aos humanos, que em sua essência, não são classificados como carnívoros (basta ter a curiosidade de olhar em um livro de Zoologia e ver que não somos carnívoros), a produção de pele e couro, totalmente inúteis e supérfluas ao nosso bem-estar. Por que fazemos tudo isso? Porque nos falta um sentimento: compaixão. A compaixão não é ter apenas dó, mas sim se colocar no lugar de, e fazer algo que faça a diferença, em prol daquele ao qual tivemos compaixão.

Nós temos a inteligência, mas a usamos em malefício do próximo, seja humano ou animal. Inventamos inúmeras coisas ótimas, mas também outras que visam a destruição. Outras, que visam apenas o paladar de pessoas que se dizem “chiques”, mas que na verdade são fúteis e cruéis. É o caso da produção de vitela e patê de fígado de ganso.

Usamos nossa inteligência para abusar dos animais. Não há nada de diferente na criação deles hoje com o holocausto da Segunda Grande Guerra Mundial. Onde está o nosso coração, nossos sentimentos? Nos preocupamos somente com nós mesmos, o que é uma lástima.

Meu sonho é viver em uma sociedade onde haja RESPEITO e AMOR, um complementando o outro. Só assim viveremos em uma sociedade justa, uns ajudando os outros. E não falo apenas pelos animais, mas também pelos humanos. A minha luta é pelos animais; isto não quer dizer que eu despreze os humanos.

Será que meu sonho é uma utopia? Deus queira que não; e eu luto para que se torne uma realidade.

Uma frase me marcou muito: “Na relação homem x animal, nós somos aqueles que mais têm dívidas”. Não me lembro quem a disse, nem onde a ouvi, mas é a mais pura verdade. Pense nisso!

Por Fúlvia Zepilho de Andrade

segunda-feira, 5 de março de 2007

Alguns Conselhos Para Promover o Vegetarianismo

Alguns conselhos para promover o vegetarianismo e o veganismo http://www.veganoutreach.org/advocacy/conseils.html
Tradução e adaptação do artigo Tips for promoting Veganism traduzido por Laurent Dervaux.

COLOCAR-SE NO LUGAR DO OUTRO
Para promover de forma eficaz o vegetarianismo, temos que concentrar nossos esforços em :
· Informar o público com documentos credíveis, convincentes e objetivos.
· Responder perguntas objetivas
· Fornecer documentos às escolas
· Fazer campanhas com folhetos para obtermos refeições vegetarianas nos estabelecimentos públicos e demais refeitórios.
· Colaborar com os produtores para que possam existir mais pratos vegetarianos
· Fornecer às pessoas uma lista de restaurantes vegetarianos ou que proponham alternativas vegetarianas.

A experiência nos mostrou que a maneira mais eficaz de aumentarmos o número de vegetarianos é através da informação do público feita de forma construtiva e compreensiva, em vez de criarmos uma atmosfera de confronto . Colocar-se à disposição das pessoas implica paciência e habilidade e pode ser frustrante, mas vale a pena.A necessidade de divulgar informações é evidente quando compreendemos que a maior parte das pessoas não enxerga o vegetarianismo assim como nós o vemos. A maioria o enxerga como uma privação de seus alimentos preferidos, alimentos que acreditam serem necessários para se sentirem satisfeitos e sadios. Desde crianças aprenderam que comer produtos de origem animal era bom e necessário. Então é preciso que lhes forneçamos novas informações de maneira que vejam as coisas de forma diferente sem entretanto lhes colocar em uma atitude defensiva.
Além de terem que renunciar a seus alimentos preferidos, existe um outro obstáculo que dificulta a aceitação e a prática do vegetarianismo. Este obstáculo vem do fato das pessoas não quererem encarar as implicações morais da alimentação carnívora.
Recusar comer os animais, não é apenas reconhecer que estávamos errados no passado, é também mostrar implicitamente à família, aos amigos e aos colegas que isto não é correto. Essa atitude defensiva é bem compreensível e levanta um problema cuja solução não é fácil.

IDÉIAS
É preciso passar uma impressão positiva e forte do vegetarianismo, defendendo-o de maneira hábil para que ele seja bem percebido pelo público. O simples fato de ser um vegetariano auto-confiante e que se exprime bem é suficiente para induzir as pessoas a falarem sobre o tema.
Idéias que podem levar as pessoas a se informarem sobre o vegetarianismo :
· Colocar uma observação que mostra que você é vegetariano em seu endereço e-mail ou na assinatura abaixo dos emails. Algumas pessoas também incluem um link para um site web vegetariano ou uma citação célebre na assinatura de seus emails.
· Usar roupas onde apareça a palavra “Vegetariano” – pode proporcionar a ocasião de promover o vegetarianismo e de fornecer documentos às pessoas que perguntam sobre as roupas.
· Escrever artigos e cartas às revistas, jornais, inclusive aos endereços de outros grupos locais (pacifistas, ecologistas). Em vez de recitar de cor uma lista de argumentos, conte uma história para os leitores, algo que lhes permita fazer uma identificação com você. È pouco provável que, de cara, vários leitores se tornem vegetarianos, mas um texto que leve as pessoas à refletirem contribui para destruir as barreiras da resistência e da negação.
· Propor uma conferência ou um debate sobre o vegetarianismo ou os animais e a ética. As Igrejas, as universidades e os centros municipais que propõem freqüentemente séries de conferências e debates, procuram sempre palestrantes. Associações maiores podem fornecer o material necessário.
· Divulgar documentários
Para um grande número de pessoas, podemos alugar aparelhos de televisão. vídeo e salas.

· Deixar os documentos visíveis
Como por exemplo panfletos pregados em sua porta ou deixados em lojas de produtos naturais, restaurantes, bibliotecas, etc. Na internet podemos encontrar posters que podemos copiar e imprimir e que convém perfeitamente pregados em um grande quadro de aviso das universidades.

· Propor comida vegetariana.
Parece algo lógico, mas não é. Já caímos em várias armadilhas no passado e essas situações afastaram as pessoas da comida vegetariana. Uma armadilha é a de se servir pratos muito leves, o que confirma para as pessoas o preconceito de que a comida vegetariana não satisfaz e tem pouco sabor. Outra armadilha são os alimentos que têm “o mesmo gosto” do que a carne. Na maioria das vezes, isso é falso, pois o gosto é bem diferente. Último problema: servir pratos exóticos que sejam muito temperados ou estranhos demais para quem os prove. Aconselhamos então que vocês sirvam pratos fáceis de serem preparados, à base de alimentos simples (massas, batatas, feijões e leguminosas) acompanhados com diferentes tipos de molhos, por exemplo, uma entrada de houmous (pasta de grão de bico com tahini e limão). Se você servir alimentos parecidos com a carne (proteína de soja texturizada, seitan), sirva-os com temperos normais (mostarda, pepino em conserva, etc).

· Criar ou afiliar-se a um grupo local de vegetarianos
A liberação animal faz progressos graças à distribuição de grande quantidade de panfletos, graças a associações que são bem visíveis, que possuem muitos membros e que operam localmente. Algumas pessoas lerão um panfleto sobre o vegetarianismo, depois se tornarão vegetarianas por conta própria, mas a maioria das pessoas precisará de uma estrutura que as apóie, que lhes aconselhe sobre a compra de certos alimentos, de listas de restaurantes vegetarianos, de informações e referências nutricionais. Com certeza este grupo deverá responder artigos estúpidos que serão publicados, deverá tentar fazer palestras em escolas e clubes, dar cursos de culinária, colaborar localmente com as escolas e restaurantes para aumentar o número de opções vegetarianas, apoiar os estudantes que hesitem em colocar um logotipo “vegetariano” em suas roupas, etc. Há tanta coisa que um grupo local pode fazer... Para obter mais informações sobre a criação de um grupo local, entre em contato com as grandes associações ou leia o guia VUNA na internet.

· Distribuir folhetos
Em vez de fazer uma manifestação, os militantes (ou mesmo uma só pessoa, o que promove ganho de tempo para o grupo) pode ir até uma universidade (uma feira, um mercado ou algum outro evento) e propor folhetos (ou uma mesa informativa com documentos). Mesmo se este tipo de ação não traz uma vitória imediata, provoca impactos que fazem a liberação animal progredir. De que outra maneira podemos empregar eficazmente uma hora de nosso tempo?

COMO COMUNICAR
Saber comunicar de forma a levar as pessoas a refletirem não é algo que se aprende de um dia para outro. Ao longo dos anos, aprendemos a evitar um certo número de inconvenientes e entrevermos outras possibilidades.Normalmente as pessoas não reagem bem à comunicação unidirecional, nossa em direção a elas. Por exemplo, alguns militantes têm a tendência de fazerem de tudo para tentarem convencer os outros, isso lhes faz passar por fanáticos religiosos. Do mesmo modo, quando os militantes dão a impressão que tentam converter, as pessoas resistem.Um militante nos contou o que funcionou para ele: “entrei para a universidade há cerca de um ano. Duas vezes por semana eu usava minha camiseta e meu pullover que continham a palavra “Vegan”. Durante meses a fio apenas algumas pessoas fizeram observações, depois, pouco a pouco, outras pessoas passaram a me perguntar sobre o veganismo. Eu tento não enchê-las de informações mas ofereço-lhes um panfleto ou um folder maior quando isso é possível. Alguns fazem piadinhas sobre a carne, eu respondo com um sorriso e tento não me mostrar chateado. Se desejamos que as pessoas se tornem vegetarianas, devemos criar ocasiões nas quais o vegetarianismo suscite a curiosidade e não pareça algo fora de mão. É necessário que saibamos demonstrar inteligência, doçura, racionalidade, que nos mostremos como pessoas que desejaríamos ter como amigos, que desejaríamos conhecer e com as quais gostaríamos de parecer.

É difícil ficar calmo quando as pessoas caçoam de nós ou dos animais que são comidos. Mas devemos ter em mente que o mais importante é a difusão e o aumento do vegetarianismo, não a proteção de nossos egos; por isso devemos sempre responder de forma cordial propondo informações pertinentes.
Quando conversamos com uma pessoa verdadeiramente franca e sincera, devemos escutar tudo e responder da mesma forma, com honestidade. Mesmo que tenhamos uma convicção forte, devemos, todavia, reconhecer que também temos limites.
Visto que a civilização humana foi construída sobre a exploração dos humanos e dos animais, o mundo no qual vivemos traz em si uma certa ambigüidade moral. Você pode dizer, por exemplo: “Não ambiciono ter todas as respostas à pergunta Como devemos viver? Mas sei que os animais sofrem nas fazendas industriais e nos abatedouros e penso que devemos fazer o máximo para evitarmos contribuir com estes sofrimentos”.Os graus de abstinência
Podemos apresentar o veganismo de duas formas diferentes. A primeira, indicando que um vegan deve sempre pesquisar todos os ingredientes de origem animal nos produtos que compra e se abster daqueles que tiverem a mínima porcentagem deles.
A segunda atitude consiste a apresentar o veganismo dizendo que um vegan não deve se estressar constantemente para evitar todos os sub produtos de origem animal.

ARGUMENTOS ESPECÍFICOS
Antes, precisávamos de discutir sobre tudo com as pessoas, sempre com a tendência de termos um argumento a cada uma de suas objeções contra o veganismo, e assim a conversa ia até os hábitos alimentares de Jesus ou do avô carnívoro que morreu com 102 anos, ou ainda os esquimós que encalharam em uma ilha deserta ou o caso do coração de um porco que salvou um menino.
Face a estas questões, é muito difícil segurar sua língua, não dar uma resposta irônica, malvada ou racional. Mas não se trata de ganharmos um jogo, cada argumento sólido não vale um ponto. Nosso papel é o de levarmos as pessoas a mostrarem compaixão e devemos por isso sermos conscientes e respeitarmos suas motivações, seus medos, seus desejos e suas fraquezas. Devemos sempre direcionar a discussão ao fato que comer os animais causa sofrimentos e que cada um de nós pode evitar contribuir com esses sofrimentos.
Freqüentemente as pessoas usam a religião para justificarem o fato de matar os animais para comê-los. Alguns vegetarianos respondem a este argumento dizendo que Jesus era vegetariano. Mesmo se alguns dados históricos fazem crer que Jesus foi membro de uma seita vegetariana, a maioria das pessoas não acreditará nisso pois é algo que entra em contradição com toda sua vida religiosa e devotada. Utilizar este argumento nos faz passar por pessoas prontas a dizerem tudo para ganhar nossa causa, ou pessoas ainda cheias de ilusões.

Uma resposta poderia ser: “Você acha que Deus te puniria pelo fato de você não comer os animais? E se você fosse alérgico à carne?” depois, refira-se novamente ao fato que os animais também sofrem e querem viver. “Porque temos tantos alimentos na terra, comer carne é algo desnecessário. Podemos colocar em prática nossa compaixão, que Deus, segundo numerosas pessoas dizem, nos deu, e escolhermos um alimento que não faça nenhum ser sofrer”.

Vários militantes nos perguntam o que devem responder quando as pessoas falam sobre a criação de animais ao ar livre. Aconselhamos que você insista que as criações de animais do tipo “tradicional” não são controladas de forma rígida para que o bem estar dos animais possa ser assegurado, e também insista no fato dos abatedouros serem um lugar de violência e sofrimento para os animais. Enquanto os animais forem vistos como meros objetos de consumo, podemos esperar que sejam maltratados.

Até as pessoas que dizem “eu não poderia viver sem comer carne” podem ter vontade de saber um pouco mais sobre o vegetarianismo quando nós tentamos compreender o que essas pessoas sentem. Pode ser algo muito difícil para os que são vegans há muitos anos, para quem comer vegetais é algo tão fácil e se tornou um hábito natural. Pode ser difícil para essas pessoas se lembrarem como o vegetarianismo pode soar para alguém que baseia sua alimentação no consumo de produtos animais. Respondemos que “a maioria dos que hoje em dia são vegetarianos ou vegans, um dia também sentiram que nunca poderiam parar de comer carne (dê um exemplo pessoal)... alguns reduzem pouco a pouco os produtos animais, parando de comer presunto no café da manhã, logo depois parando de comê-lo no almoço e, depois, no jantar. Talvez mais tarde possa parar também todos os outros produtos de origem animal. Quanto menos consumirmos os produtos oriundos dos animais, menos os animais sofrerão.

Erik Marcus aborda bem o problema em seu livro Vegan : The New Ethics of Eating :
"Quando comecei a me interessar pelo vegetarianismo e pelo veganismo, escolhi descobrir receitas de outros países ou um novo tipo de alimento a cada semana. Na primeira semana descobri a cozinha indiana, na outra, um cereal estranho chamado “quinoa”. A cozinha tailandesa, a do Oriente Médio, o seitan, o levedo de cerveja. Em pouco tempo meu cardápio estava mais variado e rico em diversidade e sabor do que o antigo, quando comia carne”.
· Depois de termos vencido várias etapas, esperamos muito dos outros
Um vegetariano recente geralmente tenta discutir suas idéias novas com os outros, e fica surpreso com sua família e seus amigos que geralmente opõem uma certa resistência a estas novas idéias e também reagem com raiva ou ridicularizando-as. Adicionado a este fato, a maior parte dos vegetarianos vê os comedores de carne como pessoas que apóiam uma certa forma de crueldade e passam a desenvolver contra os onívoros um sentimento próximo ao ódio.
Efetivamente, para o vegetariano parece ser quase um dever evitar os onívoros e boicotar toda reunião onde haja carne.
Muitos de nós passamos por essa fase e muitos vegetarianos antigos lamentam por terem cedido à raiva e à indignação no início.

Entretanto, para mudarmos a forma como a sociedade trata os animais, é preciso que a compaixão que sentimos por eles transpareça através da dor que sentimos face à exploração que sofrem. As pessoas apenas se interessarão ao vegetarianismo se nos fizermos respeitar e admirar, em vez de nos considerarem como frios e moralizadores.Esperamos que os outros reajam exatamente como nós. Daí vem a grande dificuldade que temos em nos manter amáveis e dóceis. Devemos realmente compreender os outros, lhes dar tempo para administrarem suas próprias situações, em vez de envenenarmos os relacionamentos, fazermos inimigos e alimentarmos o esteriótipo do vegetariano extremista e agressivo.

Mesmo que seja difícil, é, com certeza, preferível tanto em nossos relacionamentos com os outros quanto para a nossa boa saúde mental, que não esperemos muito das pessoas. O que não significa que o sofrimento animal deva ser esquecido. É importante dizer honestamente o que você sente. Enquanto mantermos a amabilidade e a tolerância, nosso exemplo durável de vegetariano, combinado com as informações que passamos, torna-se uma força positiva para as pessoas.

Se desejamos que as pessoas compreendam, respeitem e se identifiquem com os animais, devemos ter esse mesmo comportamento com aqueles com quem conversamos.

Mesmo se várias informações disponíveis atualmente não estejam atualizadas ou estejamos mal documentados, podemos encontrar outros documentos para nos ajudar a melhor conhecermos todos os pontos que possam ser abordados, por exemplo os documentos das sociedades vegetarianas acessíveis pela internet.Além disso, ninguém precisa ser uma enciclopédia viva. As razões mais simples para se tornar vegetariano são, geralmente, as mais persuasivas: “Eu não gosto de sofrer e, por essa razão, não quero que os animais sofram”.

Há várias maneiras de abordar a situação dos animais não-humanos. Nos Estados Unidos, alguns acentuam as noções de justiça e de direitos, que convém bem aos ideais americanos. Os que se referem aos direitos dos animais referindo-se à noção moral do que é justo, mostram às pessoas, que acreditam neste mesmo ideal, que a noção de justiça deve também incluir os animais não-humanos. Outros se apóiam na necessidade de ajudar os outros, de cuidar dos outros, e falam de compaixão, de dor, do horror sentido face aos sofrimentos dos animais.

Vendo como as pessoas reagem quando respondem às nossas perguntas, podemos decidir que que tipo de argumento usaremos : ética ou compaixão. Claro que várias pessoas dão importância aos dois (a moral e a compaixão).

As pessoas detestam a injustiça pois causa o sofrimento de vítimas inocentes. Você pode dizer então: “Muitos crêem que a compaixão e o ideal de um mundo mais justo devam governar nossas relações com os animais”. As pessoas procuram ser lógicas, no que concerne suas idéias. Mostre-lhes que a preocupação com o sofrimento dos animais e a preocupação com o que é moralmente justo conduz a recusarmos explorar os animais.

OBSERVAÇÕES FINAIS
A evolução moral e espiritual que buscamos precisa de tempo e paciência para ser realizada.

O combate pela paz e pela justiça é tão velho quanto a humanidade. Para sermos capazes de militarmos até o fim de nossos dias, devemos também cuidar de nós fisicamente, emocionalmente e espiritualmente.

quinta-feira, 1 de março de 2007

A importância das Brincadeiras

Assim como brincar e se divertir torna nossa vida menos estressante, o mesmo acontece com os cães. Na verdade, incorporar brincadeiras na rotina diária do cão é vital para que ele desenvolva uma personalidade saudável e amorosa.

Brincar é importante por muitas outras razões:

· Melhora a saúde física do cão. Brincadeiras ajudam a manter o coração do cão saudável, mantém as articulações lubrificadas e melhoram sua coordenação.

· Saúde mental. Jogos com regras forçam o cão a usar o cérebro, não apenas o corpo.

· Desenvolve habilidades sociais. Quando seu cão brinca com outros cães e pessoas, ajuda a melhorar suas habilidades sociais.

· Aumenta sua ligação com seu cão. Mesmo que seja por poucos minutos por dia, brincar com seu cão ajuda a fortalecer os laços entre vocês.

· Melhora sua saúde. Quer maneira melhor de aliviar o estresse de um dia agitado no trabalho e praticar um pouco de exercício que voltar para casa e brincar com seu cão?

Como brincar com seu cão
Existem maneiras certas – e erradas – de brincar. A coisa mais importante para lembrar é que você é o chefe. Você decide quais serão as brincadeiras e estabelece as regras. Isto ajuda a estabelecê-lo como líder. Também ajuda a evitar que seu cão fique muito excitado e fora de controle enquanto brinca. Se seu cão se torna difícil de lidar, simplesmente pare a brincadeira até que ele se acalme.

Quando você ensina um novo jogo ao cão, use muitas recompensas quando ele o fizer direitinho.
Lembre-se: as recompensas não precisam ser apenas petiscos – você também pode recompensá-lo com seu brinquedo favorito, carinhos e elogios.

Quando você começa a ensinar um novo jogo, faça-o de forma simples e aumente a dificuldade dele aos poucos, até que o cão entenda completamente as regras do jogo. Além disso, espere que ele entenda completamente um jogo antes de ensiná-lo outro, senão, ele vai ficar super confuso.

Dicas para a hora da brincadeira
· Evite jogos de luta, que encorajam o cão a morder e/ou mostrar um comportamento agressivo.

· Tenha o controle sobre o jogo o tempo todo. Mostre ao cão que você é o líder, não outro cão. Brincar de buscar objetos ensina esse controle.

· Não inclua seu corpo ou roupas como parte das brincadeiras.

· Incorpore comandos como “Senta”, “Deita” e “Fica” em todas as brincadeiras.

· Você decide quando é hora de parar. A melhor hora pra parar a brincadeira é quando seu cão ainda está com vontade de brincar.

· Se, por alguma razão, o cão parece não entender o jogo em algum ponto, volte para o início dele ou simplesmente tente de novo alguns dias depois. Não fique nervoso se ele não estiver entendendo – é só um jogo!
http://www.pedigree.com/dogsandpuppies/adult+dogs/behavior/fun+with+dogs/dogknows_importanceofplay.asp
A importância das brincadeiras e do exercício para a saúde e longevidade do cão

Brincadeiras e exercícios mantém o sistema respiratório e circulatório do seu cão em boa saúde. Ajuda a controlar a obesidade, mantém a musculatura definida e as articulações flexíveis. Também gasta energia, alivia o tédio e mantém a mente dele ativa. Os exercícios são especialmente importantes em animais idosos; embora suas habilidades podem variar, dependendo de sua saúde. Melhor de tudo, quanto mais tempo você passa com seu cão, melhor é a ligação entre vocês e, consequentemente, melhora a relação. O ideal é brincar e exercitar o cão todos os dias.

Quando devo começar a exercitar meu cão?
O melhor é começar quando ele é novo. Mas, não importa a idade dele, o exercício é benéfico.

· Filhotes – até a 7ª semana, os filhotes não respondem às brincadeiras, pois ainda estão aprendendo a se mover, andar e socializar. A partir da 7ª ou 8ª semana, você pode começar a lhe dar brinquedos simples, para que ele os investigue e brinque com eles. Já para os gatos, não é indicado brincar com eles quando têm menos de 4 semanas de vida. Durante o primeiro mês eles dormem e mamam a maior parte do tempo, para crescer. Assim que ele tiver pelo menos um mês, você pode apresentá-lo às brincadeiras.

· Animais mais velhos precisam começar devagar no programa de exercícios. É recomendável levá-lo ao veterinário, para exames que verifiquem se seu cão (ou gato) está saudável e pronto para começar os exercícios e brincadeiras. Uma boa maneira de deixar seu cão animado com os exercícios é incorporá-lo às brincadeiras.

Fique de olho neles!
· Fique de olho para ver se ele não está se super exercitando ou se está com dor. Se você notar algum sinal, dê uma pausa e, se isso não ajudar, pare. Leve-o ao veterinário se o problema continuar.

· Mantê-lo bem alimentado e com água fresca e limpa disponível é importante. Certifique-se de que há água suficiente para ele.

· Fique de olho em sinais de super aquecimento: ofegar demais, salivar, gengivas vermelhas, batimentos cardíacos rápidos, vômitos, diarréias e fraqueza. Se você acha que ele está super aquecendo, pare e resfrie-o com água fresca.

Como brincar e se exercitar com seu cão
· Cães adoram correr e pegar coisas, então é fácil dar-lhes o exercício que precisam. Um jogo de “pegar a bolinha” (ou qualquer outro objeto que ele goste), diário e por quinze minutos é o suficiente para deixá-lo feliz e cansado, principalmente se petiscos estiverem envolvidos.

· O cabo-de-guerra é um bom jogo também, mas é importante manter regras em jogos como esses, para que ninguém se machuque.

· Se o seu cão ama a água, tente fazê-lo pegar objetos jogados na água. É muito divertido, principalmente em dias quentes, além de manter o cão refrescado.

. Se você quer começar um plano de exercício, por que não tenta com seu cão? Eles adoram correr e são a perfeita desculpa para que você saia e se exercite! Lembre-se de começar devagar, começando com uma caminhada leve, seguida de uma corrida e terminando com mais uma caminhada leve.
http://www.entirelypets.com/pl.html

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

Desidratação

A desidratação é um dos quadros clínicos mais comuns na medicina veterinária, pois são muitas as doenças que podem causar perdas excessivas de líquidos ou diminuição do consumo de água.
A massa total de água nos mamíferos varia muito conforme a idade. Os animais jovens possuem entre 70% e 80% do peso vivo em água, enquanto os adultos têm entre 60% e 65%.

Causas de desidratação
São variadas as causas que levam à desidratação, e podem ser divididas em dois grandes grupos: as que causam diminuição de consumo (como por exemplo, ausência de consumo alimentar, doenças sistêmicas que inibem os centros de apetite e sede, e também a privação de água) e as que causam excesso de perdas (urina em excesso - poliúria, distúrbios gastrintestinais - estômago e intestino - como vômitos e diarréias, respiração ofegante, salivação excessiva, alterações de pele como queimaduras, entre outros).

Os sinais clínicos de desidratação ocorrem quando há perda de peso da ordem de 5 a 8%, enquanto perdas de 10 a 15% resultam, normalmente, em choque.
Os sinais clínicos mais utilizados para estimar o grau de desidratação são a elasticidade da pele, hidratação da córnea e cavidade oral, pressão ocular, tempo de preenchimento capilar, entre outros.

Tabela: Grau de desidratação e sinais clínicos normalmente presentes.
até 5% - Sem sinais.
5% - Leve inelasticidade da pele, mucosa seca, urina concentrada, cansa fácil.
6 - 8% - Pele sem elasticidade, Tempo de preenchimento capilar acima de 3 segundos, olho profundo, mucosa oral viscosa e seca, conjuntiva congesta e seca, urina concentrada.
10 - 12% - Pele severamente inelástica, TPC acima de 3 segundos, olho profundo na órbita, mucosa pálida, pulso rápido e fraco, contração muscular involuntária , depressão.
12 - 15% - Choque e morte iminente.

Fluidoterapia
A fluidoterapia é o que comumente chamamos de “soro”. Ela é geralmente necessária para a correção da desidratação ou para a manutenção da hidratação em animais que não estão se alimentando e/ou bebendo água. A fluidoterapia pode também ser utilizada para manutenção do acesso vascular para administração de medicamentos ou durante a cirurgia. Desequilíbrios hidroeletrolíticos (da água e eletrólitos do corpo) ocorrem em várias situações clínicas em animais domésticos, já citadas acima. Em animais de grande porte, as condições clínicas mais comuns que requerem fluidoterapia são diarréias, choque, síndrome cólica, desidratação após exercícios físicos extenuantes sob condições climáticas adversas, desequilíbrios metabólicos, obstrução ou ruptura esofágica e doenças renais.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANDRADE, Silvia Franco. Manual de Terapêutica Veterinária, 2º edição, Editora Roca LTDA, São Paulo, 2002. Pág. 478 a 491.
DIBARTOLA, S.P. Introduction to fluid therapy. In: DIBARTOLA, S.P. Fluid Therapy in Small Animal
Practice. 2.ed. Philadelphia, W.B. Saunders, 2000. cap. 9, p. 189-210