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sábado, 30 de julho de 2016

Comida de Pet


Como vocês sabem, alimentamos nossos magrelos com alimentação natural crua. E nada mais legal que, ao ensiná-los, usarmos petiscos naturais, com ingredientes saudáveis e sem conservantes, não é mesmo?

Pois bem. Esta semana recebemos um presentão da Comida de Pet: petiscos caseiros que agradaram muito nossos pequenos. Tudo é feito com tanto carinho que não deixaram escapar nenhum detalhe: capinha de joaninhas, cartinha desejando que eles sejam felizes e ainda as opções de petiscos vendidos. Quer mais? Entregam em todo o país!
Suzie e Pistache esperando, pacientemente, para
poder comer os petiscos: saborosos.

O potinho com a capa de joaninha e ainda
o cartão dizendo do que é feito: dedicação.
Quer conhecer mais a empresa? Acesse a página do facebook aqui. E, abaixo, a história de como tudo começou.

Bom apetite!

A Comida de Pet surgiu com a necessidade de fazermos comida para nosso cachorro, Argus. Argus é um cachorro especial de todas as formas. Chegou a nossas vidas com cinco meses de idade. Era o “macho disponível” que estava em promoção por não ter sido vendido com 60 dias...rs Quando tinha oito meses descobrimos que ele tinha uma doença muito grave e que requer cuidados específicos. Aprendemos muito, gastamos muito, pesquisamos muito e o amamos muito. Depois de tentar de diversas formas que ele se alimentasse com vontade, ou ao menos se alimentasse, começamos a utilizar a alimentação natural e ele passou a comer tudo do mais natural possível. Enjoou da comida natural e agora voltou à ração, mas optamos por uma mais natural possível. Com todo esse período de aprendizado, acabamos nos aperfeiçoando em sua alimentação. Como vó que sou, me dediquei a cuidar de sua alimentação e buscar alimentos nutritivos e saborosos. Meu neto de quatro patas fez essa vovó de 61 anos voltar a trabalhar. Alguns amigos começaram a encomendar os petiscos do Argus e é assim que nasce a “Comida de Pet”, preocupada com a alimentação saudável e saborosa para aqueles que nos oferecem seu amor incondicional. As primeiras linhas de produtos são de biscoitos e o nosso diferencial são aqueles no formato de adestramento. Os biscoitos da vovó já foram provados e aprovados pelo Argus, pela veterinária dele... sim ela comeu vários. Agradecemos a confiança de todos em nosso trabalho e saibam que são feitos com muita dedicação e carinho. - Sônia de Lima

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Lei de igualação, ajudando na educação

Escolhas… Todos nós, humanos e animais, fazemos nossas escolhas baseados nos resultados que obtivemos de consequências do ambiente. Alguns exemplos: latir para chamar atenção ao invés de deitar (porque, provavelmente, nós damos mais atenção – por meio de broncas, que também são um tipo de atenção – quando ele late do que quando vai deitar na caminha dele). Em comportamento aplicado, isto tem um nome: “lei da igualação” (tradução livre de “Matching Law”). Esta lei influencia não apenas diretamente o comportamento do animal, mas também a eficiência no treino dele.

As escolhas que fazemos são o resultado de inúmeras variáveis, tais como a quantidade de recompensas (quantas vezes fomos recompensados por certo comportamento), a qualidade da recompensa (o quanto a apreciamos), ou o atraso da recompensa (o quão cedo a recebemos). As chances de escolher um comportamento em detrimento do outro estão diretamente relacionadas a quanto este comportamento foi recompensado. Digamos que o cão foi recompensado 10 vezes quando sentou à sua frente e 5 vezes quando sentou ao seu lado. Como resultado, este cão tenderá a sentar mais à sua frente que ao seu lado.

Esta lei foi “descoberta” por R. J. Hernstein. Ao trabalhar com pombos, percebeu que eles bicavam mais um botão que o outro e isto estava diretamente relacionado com as recompensas que recebiam. Por exemplo: se 70% das recompensas eram dadas quando eles bicavam o botão direito, o pombo bicaria o botão direito 70% das vezes, por isto o termo “lei da igualação”.

Por que é importante termos em mente esta lei quando trabalhamos com cães ou outros animais? As razões são:

1 → Se confrontados com dois comportamentos possíveis, um animal tende a escolher aquele que foi mais recompensado. Por isso é importante proporcionar condições nas quais fazer a “escolha certa” seja mais fácil que a outra alternativa. Um treino eficiente inclui manejar o ambiente para que as “escolhas certas” precisem de pouco esforço para serem realizadas e recebam muitas recompensas imediatamente. Um exemplo é, quando mantemos um filhote confinado ou sob constante supervisão enquanto o levamos para o banheiro a cada meia hora e o recompensamos quando fizer xixi e/ou coco no lugar certo. Quanto menor o número de acidentes, mais rápido e mais eficaz é o treino.

2 → Cada vez que recompensamos comportamentos indesejados, reduzimos a força dos desejados. Se queremos um “senta” perfeito, alinhado em relação ao nosso corpo (exigência em competições), devemos evitar recompensar qualquer “senta” que não se enquadre neste critério, ou se o cão se sentar devagar demais. De acordo com a lei de igualação, a cada “senta” errado que recompensamos, menores as chances de obtermos o “senta” perfeito.

3 → Quando usamos shaping, quanto mais tempo ficamos em um comportamento intermediário, mais forte este comportamento se torna. Se tentamos que cada passo seja perfeito antes de irmos para o próximo, ao invés de irmos muito rápido, tornamos estes comportamentos mais fortes e, consequentemente, com mais tendência de serem repetidos. Acreditamos que quando trabalhamos com o shaping em um comportamento o tornamos mais forte. Se aplicamos a lei de igualação, isto não é verdade. No shaping, leva-se cerca de 20 a 40 (ou mais) repetições para conseguirmos o comportamento desejado. Durante uma sessão de treino, tendemos a recompensar o cão mais vezes nos comportamentos intermediários que no comportamento final. Quando usamos o luring, ou seja, quando guiamos o cão, o comportamento desejado é alcançado mais rápido então, no final, este comportamento (o final) terá um histórico de recompensas maior que os intermediários.

4 → Precisamos nos certificar de não recompensar comportamentos que não queremos. Se estamos ensinando o cão a sentar e o recompensamos quando ele colocar seu peso de lado (ele vai sentar “tortinho”), este comportamento é que será repetido. Se não quisermos competir em obediência, isso não é um problema. Mas, se nosso objetivo são as provas, nos livrar deste comportamento errado demandará muito mais tempo do que treinar certo desde o começo.


São apenas alguns exemplos de como a lei de igualação influenciam a eficácia de nossos treinos. Também podemos ver como ela funciona na modificação de comportamentos. No treino de cães podemos identificar muitos casos onde esta lei se aplica e pode ser usada para modificar o ambiente para resultados melhores e mais rápidos. 

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Será que ignorar um mau comportamento funciona?

Nem sempre. E ignorar um comportamento não é uma parte importante da educação dos cães.
Muitos dizem que quem usa o método do reforço positivo para educar os cães só ignora o mau comportamento. Mas isso é um mal entendido, típico de quem confunde o treino dos cães com punição. Se alguém acha que um adestrador que usa reforço positivo não faz nada para diminuir um comportamento, então ignorar é a única opção. Mas não é bem assim.
Ignorar um comportamento indesejável não é algo de extrema importância na educação pelo reforço positivo. O que fazemos, na verdade, é evitar que um comportamento indesejado aconteça e, se acontecer, o interrompemos desde o início. Ou você acha que só ignoramos quando um cão pula em uma pessoa idosa ou em uma criança pequena? Se um cão repete um comportamento, ele tende a ficar mais forte, então deixar que o cão pule sem interromper a ação não adianta nada. Digamos que você acorda domingo e seu cão pula em você. Na segunda você acorda e ele também pula em você. Na terça e na quarta também. O que você acha que vai acontecer na quinta-feira?
Ignorar um comportamento faz parte de um plano de treino, mas é feito de forma controlada e em conjunto com um comportamento incompatível (um cão não pode pular e sentar ao mesmo tempo, por exemplo).
O lado ruim de ignorar um comportamento é que isso é muito difícil de se fazer. Mas lembre-se que você não vai apenas ignorar um comportamento, mas vai trabalhar para ensinar algo que você ache melhor para que ele deixe de fazer aquilo que não é legal.
Por quê só ignorar não funciona?
1. Não dar atenção a um comportamento achando que ele vai simplesmente desaparecer é acreditar que a atenção é a única recompensa para aquele comportamento. Pular é um exemplo clássico. Se a gente só ignorar um cão que pula, dando as costas pra ele, ele vai continuar pulando, mas nas nossas costas. O problema é que os cães gostam de pular, então o pular em si já é uma recompensa para eles, você dando ou não atenção. Ignorar um cão assim, não vai te levar a lugar nenhum.
2. Se o comportamento continua por causa de atenção, não conseguimos aguentar por muito tempo ignorando o cão. Aqui vamos usar o latido como exemplo. Seu cão late assim que você senta para comer. Geralmente você dá um pedacinho de comida pra ele. Um dia você decide que já chega. Você já cansou dessa latição toda e decide que não vai mais dar nada pra ele enquanto estiver comendo. Será que você consegue? Mesmo seu cão estando confuso e fazer aquela carinha de esfomeado, olhando para você? Ele só quer um pedacinho de queijo e, fala a verdade, você gostava de dar o queijo pra ele. Se você ignora a latição por 45 minutos e desiste e dá logo o queijo “porque não aguenta mais”, você perdeu. Estes 45 minutos serão seus inimigos, afinal, você ensinou seu cão a ser super persistente. Mesmo que você ignore por mais tempo na próxima vez e não dê o queijo… o que dizer de outras pessoas que vivem com você, os amigos e parentes que vêm te visitar? Eles vão fazer isso, sempre? E outra: isso é justo para o cão? Ele está apenas fazendo um comportamento que sempre foi recompensado antes e agora, de repente, não funciona mais.
3. Achamos que estamos ignorando, mas há uma “recompensa ilícita”. Esta é uma ramificação do número 1. O comportamento pode não ser auto-recompensador, mas há um a recompensa disponível, que não controlamos. Digamos, estou ensinando o “fica”. Ele sai da posição e vem na minha direção e eu o ignoro. Então, ele vai cheirar a grama. Nada produtivo ter ignorado o cão: ele foi recompensado por ter ido cheirar a grama!
4. Ignorar não ensina qual é o comportamento que desejamos. Quando mudamos um comportamento, precisamos ensinar um novo para ficar no lugar daquele outro. Se deixamos por conta do cão, vamos acabar com um comportamento ainda pior que o original. Então, ao invés de simplesmente ignorar o que não gostamos, é mais eficaz e mais humano ensinar um comportamento diferente e fazer o cão praticá-lo. Quando queremos eliminar um comportamento que encaramos como um problema, interferimos em algo que funcionava para o cão. Para sermos justos, ensinamos ao cão o novo comportamento e nos certificamos que este seja mais recompensador que o anterior.



As dificuldades quando precisamos ignorar
O número 4 diz que, algumas vezes, podemos ignorar um comportamento quando recompensamos outro. É aí que ignorar o comportamento ajuda no processo de educação. Mas ignorar é complicado.
O que é ignorar? Mesmo quando precisamos ignorar um comportamento como parte da educação, pode ser difícil pra caramba. Quando estamos lidando com comportamentos que são feitos em parte por causa de atenção, qualquer tipo de atenção será encarada como recompensa. Os cães nos leem muito bem. Se ele está pulando em você e te arranha, você dá um grito. Isso não é ignorar e pode ser encarado como recompensa. Se o filhote está incomodando seu cão mais velho enquanto você dá atenção a ele, você afasta o filhote. Isto também não é ignorar e pode ser encarado como recompensa e pior: ele pode achar que você está chamando-o para brincar. Até olhar para o cão é encarado como recompensa. E acredite: é super difícil para de olhar para o cão. Se for preciso, abra um livro mas não olhe para ele!
A dica é: trabalhe comportamentos alternativos (incompatíveis) e recompense-os muito! Ignorar o mau comportamento faz parte do plano, mas apenas se você ensinar o que é certo também.
Não recompensar não é ignorar
Quando ensinamos um novo comportamento e não recompensamos aquilo que não atinge o esperado, não estamos ignorando. Na maioria dos casos, nossa atenção está totalmente voltada para o cão. Sim, é verdade, nossa atenção pode ser uma forma de recompensa, mas seu poder é ofuscado pela recompensa melhor que usamos quando ele faz aquilo que queremos. Atenção + comida (ou brincadeira) é uma recompensa muito melhor que só a atenção. Por isso que uso comida e brincadeira quando educo.



Quando ignorar é bom
Alguns cães chegam em nossas casas tão assustados que ignorá-los é benéfico. Isto vai contra nossos instintos, de tentar acolher. Isso é muito comum de acontecer quando adotamos um cão adulto, um filhote de fábrica de filhotes, um cão que sofreu abusos: queremos lhe dar amor. Mas essa nem sempre é a melhor solução. Ignorar pode inclusive dar mais confiança ao cão.

Usando o exemplo do Pistache. Ele chegou para mim já adulto, veio de um lugar onde conhecia todo mundo, e chega em outro lugar onde não conhece nada e nem ninguém. Normal ficar com medo. O que eu fiz? O ignorei. Por dois dias. Foi extremamente difícil, mas isso deu a ele uma confiança absurda na gente, foi se tornando mais seguro do ambiente em que vivia e se soltou. Hoje, é um cão confiante e sabe que pode contar comigo em qualquer situação. 

terça-feira, 5 de julho de 2016

Dar a pata

Aqui publico um vídeo demonstrando como se pode ensinar um cão a dar a pata, sem precisar ficar pegando na pata dele.

Suzie, a modelo,  já sabe como fazer isso. Mas, basicamente, você precisa ter petiscos na sua mão e colocá-la, fechada, na frente de seu cão. Ele vai lamber pra tentar comer e também dar patadas. Quando ele der a patada, você diz "ISSO" e dá o petisco. Você pode fazer isso com as duas mãos.

Assim que seu cão já tiver entendido a brincadeira, ofereça a mão aberta. Quando ele colocar a pata na sua mão, diga "ISSO" e dê o petisco com a outra mão.

E se ele não der a pata neste passo? Faça mais algumas repetições com a mão fechada e o petisco dentro.

O comando de voz a gente só coloca depois de um tempo e DEPOIS de o cão ter dado a patinha. Para testar se ele entendeu o comando, depois de algumas repetições, vc fala "dá a pata". Se ele der, é porque entendeu direitinho. Se não der, faça mais algumas repetições.

video
Bom treino!