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sábado, 9 de dezembro de 2017

Caminhadas longas são mesmo necessárias?

Algumas pessoas dizem que os cães precisam de uma longa caminhada todos os dias. Isso é parcialmente verdade. Os cães precisam SIM de uma bela caminhada diária, e longa também, mas não só isso. Eles também precisam de outras atividades. Atividades mentais!

Os cães amam a vida ao ar livre sim. Adoram sair para passear. E apenas uma voltinha no quarteirão ou só uma saidinha pra fazer suas necessidades fisiológicas não são suficientes. 

Suzie e Pistache comendo suas frutas e iogurte
congelados (lanche da tarde) dentro de
brinquedos recheáveis. 
Existem cães que têm medo da rua. Estes, claro, se beneficiariam de um treino específico para poderem sair a passear e ganhar todos os benefícios que uma caminhada saudável lhes forneceria.

Outra coisa: o que é a caminhada saudável? Uma hora andando a passos rápidos, sem parar? Ou uma hora de caminhada onde o cão pode oferecer comportamentos naturais de sua espécie: cheirar, marcar território, comer matinho, rolar na grama, andar na terra, na água, na grama, ver outras pessoas e outros cães etc e os deixamos fazer isso? Ou ainda uma hora na pracinha brincando de pegar bolinha, ou treinando? Isso varia de cão para cão, quais as preferência deles.

Mas também há os dias de tempestade... como faz pra passear num dia assim? Ou então em dias extremamente quentes? Como proporcionar aos cães gasto saudável de energia se só pensamos na caminhada para isso?

Simples: brinque com seu cão, interaja com ele. Não ofereça a comida dele no potinho, mas sim em brinquedos dispensadores de comida (comprados ou feitos por você mesmo). Esconda petiscos e/ou brinquedos pela casa e incentive-o a buscar. Ensine a ele novos comportamentos ou truques (ou reveja os que ele já sabe). Faça com que seu cão seja parte da sua vida e não apenas naquela uma horinha de passeio. Eles precisam ter uma excelente qualidade de vida para serem equilibrados. Aliar a caminhada com atividades mentais diminuem a ansiedade e enriquecem a vida dele. E melhoram também seu comportamento dentro de casa.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Dez formas de manter seu cão idoso mentalmente ativo

É bom para todo mundo se manter fisicamente ativo e continuar aprendendo ao longo de nossas vidas. O mesmo se dá com os cães.

Suzie está prestes a completar 13 anos e se mantém relativamente ativa, com caminhadas de 20 a 40 minutos por dia (normalmente duas caminhadas, uma mais longa e outra mais curta). Mas neste post quero dar dicas de como fazer os cães permanecerem com a mente ativa, não só o corpo. E olha só: essas dicas não servem apenas para cães idosos, mas também para os filhotes e os mais jovens, ok?!

1. Caminhadas
Como falei, Suzie está relativamente ativa, então as caminhadas dela são longas. Mas se seu cão apresenta mais dificuldades de caminhar, leve-o para passeios mais curtos, nem que seja dar uma saidinha pra praça mais próxima pra ficar cheirando, vendo o movimento, etc. Mesmo que ele fique apenas parado olhando o movimento, estará ativo e ao ar livre: melhor do que passar este tempo deitado e dormindo.

2. Ofereça brinquedos diferentes
Já falei bastante sobre o Kong neste blog, o brinquedo que eu sempre recomendo, para todas as idades. São ótimos para cães ativos, filhotes, mas também para os mais velhos. Os mais velhos tendem a desistir mais facilmente destes brinquedos. Se for este o caso do seu cão, use petiscos que ele goste muito ou torne a brincadeira mais fácil para ele. Outros brinquedos interessantes podem ser feitos em casa, como a clássica garrafa pet com furos e recheada com ração ou petiscos. Veja qual o preferido de seu cão e divirtam-se!

3. Socialização
Mas apenas se ele gostar de outros cães e pessoas. Suzie e Pistache gostam muito de pessoas, mas não é de todo cachorro que gostam. Eles tem seus amigos caninos, mas também aqueles que não curtem. E devemos respeitar isso em nossos cães. Se seu cão for amigável, leve-o a uma praça que seja frequentava por cães e pessoas, mas em um horário mais tranquilo (lembre-se, ele já tem mais idade), ou passear em uma pet shop ou mesmo combinar de ele brincar com outro cão em casa, mesmo que não brinque exatamente, mas passe apenas um tempo junto.

4. Visitar novos lugares
Pode ser algo simples, como caminhar em um bairro desconhecido. Aqui já os levamos para caminhar em cidades próximas e não tão próximas assim. Além de viajarem conosco quando são locais mais próximos (indo de carro) e dormindo com a gente. Eles adoram!

5. Aulas de educação canina
Válido principalmente para os cães idosos mais ativos. Ensine novos comandos ou truques. Dê quantas pausas forem necessárias. Aprender (ou manter) comandos e truques faz muito bem para a mente canina, além de estreitar laços com seus tutores.

6. Novos brinquedos
Surpreenda-o com um brinquedo novo. Principalmente algum que ele goste muito. Aqui em casa são ossos de nylon e bichinhos. Mas você não precisa comprar um brinquedo novo toda semana: faça rodízio de brinquedos. Dê uns e guarde outros. Após uns dias, faça a troca. Assim, seu cão sempre terá um brinquedo novo. Mas lembre-se de repor os que estiverem destruídos.

7. Brinquem juntos
Não se esqueça de brincar com ele. Suzie adora cabo-de-guerra; Pistache (que não é velhinho), ama uma bolinha. Brinque diariamente, mesmo que seja por pouco tempo: Suzie não brinca tanto tempo assim. O negócio dela é fazer truques: isso ela não se cansa de modo algum. Ela também gosta de brincar de esconde-esconde (abaixo). Caixas de papelão também são bacanas para brincar com os cães. Aqui fazemos um jogo de shaping com elas. Bem divertido.

8. Ande de carro
Faça isso se ele gostar de andar de carro. Leve-o para locais agradáveis. Não é nada demais: apenas o envolva em alguns momentos do seu dia.

9. Esconde-esconde
Esconda petiscos pela casa ou no quintal. Peça para seu cão esperar e depois diga que ele pode procurar. Encoraje-o. Mesmo sem ouvir, Suzie gosta bastante desta brincadeira. Os dois gostam muito, e também adoram ME procurar.

10. Locais pet-friendly
Ultimamente existem lugares pet-friendly, onde você pode levar seu cão para tomar um lanche, um café ou até mesmo almoçar/jantar. Já almoçamos e jantamos em vários restaurantes com Suzie e Pistache (principalmente em Campos do Jordão), mas ao ar livre. Basta ensinar a ficar quietinho em um cobertor, recompensando. Aqui em Campinas não conheço muitos lugares assim, mas sei de alguns e pretendemos levar os magrelos pra lá. Mas lembre-se: seu cão precisa ser educado antes a se comportar: ficar deitado ao seu lado, não pedir comida, não pular na mesa.

UMA DICA EXTRA

11. Ossos recreacionais
Semanalmente (ou até mesmo duas vezes na semana) ofereço ossos recreacionais para os dois. Isso os mantém entretidos por cerca de 30 minutos a 1 hora, fortalece a musculatura facial, massageia as gengivas e limpa os dentes. Os dois adoram a hora do “ossinho” deles. Usam a cabeça para saber qual o melhor lugar para segurar o osso, como retirar a maior quantidade de carne dele, qual o melhor lugar para morder… Aqui os ossos mais usados para este fim são suan, rabo de boi, pé de porco, joelho de porco e osso do pernil de porco.



Bom… foram aqui minhas onze dicas do que podemos fazer para manter a mente dos nossos peludos ativas. Devem haver outras. Mas o importante é tornar a vida deles cada vez mais enriquecedora. Bom divertimento para vocês!

domingo, 3 de setembro de 2017

Cães ativos em apartamento

Muitas pessoas garantem que cães ativos (principalmente quando eles são de porte grande) e apartamento não combinam. Muitos recomendam que a pessoa tenha um quintal grande e cercado. Isso em parte é verdade, mas não necessariamente desqualifica um cão com estas características a morar em um apartamento.

A justificativa de que eles precisam de um quintal grande é que precisam de muito exercício, correto? Mas, se você colocar um cão ativo em um quintal enorme, ele irá se exercitar por conta própria? A resposta é: NÃO. Os cães não se exercitam por conta própria e, consequentemente, se tornam cães entediados, não importando o tamanho do espaço externo disponível pra eles. Um cão entendiado vai fazer tudo aquilo que não queremos: buracos no quintal, latidos excessivos, puxar roupa do varal, pular, morder…

Que tal mudarmos o mito de que cães precisam de muito espaço para a verdade de que cães precisam de atenção. Isso mesmo. Com quintal ou sem ele, eles precisam de exercício físico e estímulo mental. E, sinto informar, um quintal imenso não proporciona nada disso. VOCÊ é que proporciona tudo isso para seu cão, vivendo em um apartamento ou em uma casa com quintal.

Isso não quer dizer que não existam “problemas” em se ter cães ativos em apartamento, principalmente quando são filhotes:
O treino de banheiro pode ser um pouco estressante se o apartamento não tiver quintal (alguns apartamentos térreos hoje têm um pequeno quintal, que facilitam bastante);
Precisamos de mais planejamento para as caminhadas e exercícios;
Algumas raças nem são tão grandes assim, mas são agitadas o suficiente para serem um pouco desastradas e derrubar certas coisas em casa;
Certifique-se sobre as regras do condomínio quanto ao porte permitido e tente não fugir muito dele. A variação de certas raças é bem grande;
Lembre-se que o filhote pode destruir certas coisas no apartamento. Por isso é interessante torná-lo à prova de filhotes, da mesma forma quando um casal terá um bebê e torna a casa segura para crianças.


O importante é que você entenda as necessidades do cão (e se for de uma raça ativa, mais ainda) e que as supra de forma adequada. No final, é isso que vai importar, e não o tamanho do local onde seu cão irá viver. 

terça-feira, 18 de abril de 2017

Influência do estresse nos cães: Parte III

Chegamos à terceira parte da série sobre estresse. Aqui falaremos sobre as principais mudanças comportamentais que vemos quando o cão está estressado e como o estresse afeta a saúde dos nossos amigos.



Mudanças comportamentais em cães causadas pelo estresse:

  • Agressividade: na maioria das vezes, a agressividade ocorre por conta de um estresse pós traumático do cão. O comportamento de agressividade é causado pelo medo, que leva ao estresse. Outro exemplo é quando um cão sente muita dor, ele fica estressado porque a dor é muito intensa, e para que evite que os humanos o incomodem no local da dor, ele passa a reagir de forma agressiva.
  • Latidos excessivos: devido à falta de estímulos físicos e/ou mentais, além de pouco contato humano, os cães por ficarem entediados, acabam ficando estressados e frustrados, o que leva a latirem com mais frequência. Exemplo: vemos frequentemente em cães cheios de energia que ficam em casa o dia inteiro e possuem pouca atividade diária suficiente para suprir suas necessidades de energia.
  • Tremores: quando um cão passa por um estresse traumático, ele passa a sentir mais medo que o normal, devido a vários traumas ocorridos anteriormente. Um exemplo é quando um cão que estava habituado a ir num pet shop tomar banho, e a dona muda o local e o cão começa a tremer ao chegar no local.
  • Inquietação: este é um dos comportamentos mais comuns quando o cão está estressado. O cão não consegue ficar relaxado, fica andando de um lado pra outro. Vemos esse exemplo também em cães que viveram muito tempo na rua, e ao serem resgatados na velhice, por terem se acostumado a viverem com barulhos e cheiros diferentes diariamente, ficam meio perdidos tentando encontrar algo na casa para se ocuparem.
  • Comportamento destrutivo: mesmo um cão calmo, que passou parte de sua vida em creche, e passa a ficar sozinho na casa, pode apresentar comportamento destrutivo, causado pelo tédio de não possuir atividade para se ocupar. Outro exemplo é quando ocorre uma mudança na rotina na casa (chegada de animal novo ou um bebê, por exemplo), se os donos não ajudarem a se adaptar, o cão pode ficar estressado, e se os donos não prestarem atenção no que está ocorrendo, o cão pode procurar algo para conseguir relaxar, podendo roer ou morder algo que não é dele.
  • Necessidades fora do lugar: também uma das mudanças comportamentais mais comuns causadas pelo estresse. Na maioria das vezes, ocorre por mudança na rotina, como mudança de casa, animal novo, ou até mesmo ausência do dono. Um exemplo é quando precisei me ausentar duas semanas de casa, e embora aparecesse algumas vezes, precisei dormir fora. Isso acabou deixando o Chaves estressado, e ele passou a fazer xixi fora do lugar.
  • Letargia: o cão não sente motivação para fazer nada, passando a ficar deitado por mais tempo que o habitual, além de dormir mais. Em alguns casos o cão também fica sem comer. Um exemplo é quando uma das filhas da Fúlvia começou a frequentar a escolinha, um de seus cães, o Pistache, ficava no cantinho dele triste, e nem chegava a comer.
  • Vômitos: alguns cães ficam tão estressados que chegam a vomitar. Fúlvia conhece um caso assim. Quando o cãozinho fica muito tempo sozinho, ou quando se assusta com algo, ou na mudança de rotina, ele vomita.


Como o estresse afeta a saúde dos cães
Assim como em nós, humanos, o estresse também afeta a saúde dos cães. Isso porque o estresse aumenta a liberação do cortisol, um hormônio que afeta negativamente o sistema imunológico, tornando o cão mais suscetível a várias doenças. As alergias são uma delas. O aumento do nível dos hormônios do estresse (a adrenalina também é um deles) afeta também o sistema cardiovascular, fazendo com que a expectativa de vida também diminua.


O mais comum de vermos é a dermatite. Cães e gatos estressados tendem a se lamber muito. Principalmente por tédio (como visto acima, nos sinais de estresse).


Existem alguns casos de depressão: cães e gatos deixam de comer e parecem não querer fazer nada. Quantas vezes não soubemos de casos de cães e gatos idosos que foram abandonados e, mesmo sob cuidados de outras pessoas, faleceram por não quererem comer?



Se os cães vivem em constante estado de estresse, eles podem ter sua saúde afetada. Mas nós podemos contornar essa situação. No próximo post da série, iremos falar sobre como evitar/prevenir o estresse. 

sábado, 28 de janeiro de 2017

Princípios para um cão saudável e longevo - parte III

Um protocolo de limpeza natural para manter seu cão saudável
Se nos mantivermos bem informados, as chances de manter um cão em perfeita saúde são bem altas. Se você quer isso, precisamos entender o que acontece quando uma substância artificial, ou uma toxina, entra no corpo.

Efeitos das toxinas
As toxinas podem ser comparadas com aquele seu vizinho chato e barulhento, que acaba com sua paz de domingo ao gritar, buzinar, ouvir música e brigar em um volume extremamente alto. Neste caso, a saúde do seu cão é a sua paz de domingo. As toxinas e os produtos químicos interferem com a boa saúde, eles tomam conta dos receptores do corpo e interrompem as reações metabólicas.

Como podemos saber o que é bom e o que é perigoso?
Impossível de saber. As reações de remédios, químicos, pesticidas e outras toxinas são tão complexas que não se pode decifrá-las. As pesquisas feitas para se liberar um remédio não consideram seus efeitos a longo prazo.
Por exemplo, um cão desenvolve câncer e existem vários fatores que podem ter feito a doença se desenvolver, mas não sabemos ao certo qual é a causa exata.
A única solução é limitar o uso de substâncias artificiais na vida do cão.
Sabemos que os remédios salvam vidas, principalmente em situações como traumas, emergências ou quando o cão perde a capacidade de produzir hormônios essenciais, como insulina: neste caso os remédios podem ser a única solução. Mas doenças onde os remédios são a única solução possível são raras. O veterinário diz que diminuiu drasticamente o uso e prescrição de remédios e obteve melhores resultados.

Remédios como último caso
No melhor dos casos, os remédios são “muletas” no processo de cura e é preciso parar de usá-los o mais rápido possível. Hoje muitas pessoas morrem devido aos efeitos colaterais dos medicamentos e por tratamentos ineficazes (o mesmo ocorre com nossos cães).
O corpo é programado para se livrar de tudo que é estranho. Este processo é chamado limpeza e desintoxicação. Em um indivíduo jovem este processo é mais eficaz, mas com a idade a eficácia diminui: igual a um filtro.

O processo de limpeza
Alguns elementos tóxicos são postos pra fora, mas minerais essenciais competem pelo menos lugar nas células. Exemplo: cálcio e magnésio são capazes de tirar o chumbo do corpo. Cádmio tem menos chance de ficar no corpo de seu cão se a dieta dele for rica em zinco. O problema é que o solo é deficiente em minerais então, os alimentos também o ficam: isto permite que as toxinas tenham maiores chances de ficar no organismo. As vias de desintoxicação mais importantes estão ligadas ao fígado, rins, pulmões, glândulas anais e sistema digestivo. As lágrimas também eliminam toxinas: depois de uma limpeza, muitas pessoas dizem que não há mais manchas nos pelos em volta dos olhos e nem remelas.
Se você quer manter seu cão saudável, evite o uso de químicos o máximo possível, tanto no corpo do cão quanto no ambiente onde ele vive: produtos de limpeza, sabão em pó, a comida que compramos, remédios, anti pulgas etc.
Esteja preparado, porque algumas pessoas irão questionar tudo isso que você está fazendo (falo por experiência própria, no começo das mudanças). Se mantenha informado e saiba que está fazendo o melhor pelo seu cão (e por você mesmo).

Aqui está o terceiro princípio da longevidade
Ao escolher um produto, escolha um natural e tente substituir os produtos químicos por alternativas naturais.
Quanto à desintoxicação, ele dá o exemplo do filtro de água, que precisa ser substituído de tempos em tempos e que nós precisamos manter o “filtro” dos nossos cães em forma.


Um simples programa de limpeza
Passo 1. Tire as toxinas suplementando a dieta de seu cão com minerais essenciais e amino ácidos (alguns suplementos naturais que uso e têm esta função: cúrcuma, óleo de coco, levedo de cerveja, cloreto de magnésio, kefir, iogurte natural etc).
Passo 2. Mantenha o “filtro” principal de seu cão limpo – fazendo uma limpeza no fígado a cada seis meses, por um ano. Ele explica mais sobre isto neste link.

Passo 3. Siga os passos da natureza e use a água como o agente de limpeza interno do cão. Ofereça água filtrada e sem cloro, pois o cloro pode ter um efeito negativo nas bactérias benéficas do trato intestinal dos cães. Ele pede pra evitar darmos água mineral porque ela é embalada em plástico e ele pode ser perigoso: sugere que se dê água de um filtro (aqui usamos de filtro de barro, com um filtro que retira o cloro). Além de ser bom para nós e nossos cães, é bom para o meio ambiente também.

sábado, 7 de janeiro de 2017

Como não ser um dono insuportável

Se você for capaz de não fazer estes nove itens da lista, então você é bem bacana!

1. Lambidas
Não deixe seu cão lamber a boca das visitas. Eles lambem e comem coisas que a gente não acha nem um pouco saborosas...

2. Coleira retrátil
Elas podem causar acidentes, sim! Este vídeo do youtube é a prova disso.

3. Não diga: "Ele não faz nada!"
Sério? E daí? E se o MEU não for sociável? Se tiver medo de outros cães? E se o seu cão atacar e eu precisar dar um jeito pra proteger o MEU cão, como fica?

4. Mantenha seu cão longe do meu
"Meu cachorro só quer dar um OI"
Enquanto isso, você está tentando controlar seus dois cães reativos com outros cães... eles não querem falar OI pro seu cachorro: querem outra coisa.

5. Aprenda a lidar com seu cão
Não é engraçado um cão pequenininho ficar rosnando e latindo pra todos os outros. E se fosse um cachorro gigante fazendo o mesmo? Você acharia legal ou bonitinho?
Outra dica: não permita que crianças se aproximem dos cães alheios: pergunte para o dono primeiro se o cão é dócil, se pode fazer carinho e ensine a criança o modo certo de se aproximar e acariciar um cão.

6. Não fique gritando "VEM" cada vez mais alto
Ou qualquer outro comando. Se ele não te atende, é porque você ainda não ensinou direito pra ele o que VEM significa.

7. Não mostre tantas fotos do seu cachorro
Você pode mostrar algumas, afinal eu adoro cães... mas não todas as 275 fotos que você tem dele no seu celular... risos.

8. Não esqueça o saquinho
Leve sempre dois com você. Ou até mais. Mas nada PIOR do que deixar caca na casa dos outros, não é mesmo?

9. Ande com seu cão na guia
Por vários motivos, muitos dos quais já falei acima. E também por ser mais seguro: afinal, ninguém quer ver seu amado cão se assustar com algo e correr pra uma pista movimentada. O final nunca é bonito.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Princípios para um cão saudável e longevo - Parte II

A comida de seu cão contém mercúrio ou arsênico?
No post anterior foi falado o primeiro passo para eliminar uma causa potencial de doença. “Potencial” porque a doença é deflagrada por múltiplos fatores e não apenas um. Por exemplo: o cão desenvolve doença renal os fatores que podem tê-la causado podem ser (mas não são limitados apenas a estes) alimentação seca, um machucado na terceira vértebra lombar, predisposição genética, falta de acesso à água ou o uso de remédios anti-inflamatórios não esteroides.
Não sabemos ao certo como uma doença se desenvolve. A toxicidade é um dos fatores e um exemplo disso é que dietas baseadas principalmente em peixes podem causar uma elevação de mercúrio no corpo dos cães, que podem levar a diversos problemas como epilepsia, problemas neurológicos, mudanças comportamentais, doenças renais e hepáticas, entre outras.
A causa mais comum de toxicidade é o acúmulo gradual de várias toxinas ambientais e aditivos alimentares, o que torna praticamente impossível saber quais e a quantidade delas que no corpo. Algumas como mercúrio, arsênico, chumbo e estrôncio dão alguma ideia de como está a saúde do seu cão.

Exame de sangue ajuda?
O exame de sangue ajuda a saber as condições orgânicas, se está tudo bem com as células sanguíneas e avaliação hormonal.
Mas, quando se trata de toxinas e minerais, ele oferece uma resposta instantânea e precisa ser feito por um período de tempo relativamente longo.


Quais alimentos têm grande quantidade de toxinas?
Aqui ele cita um teste feito com o pelo do cão, que dá um resultado mais acurado para saber da saúde do cão quanto às toxinas. Aqui no Brasil não sei se existe o exame e nem qual o valor, mas no Canadá existe e, segundo ele, é barato. Diz que, com este teste, dá para saber quais alimentos estão relacionados ao nível elevado de certas toxinas.

Outro benefício adicional do exame é mostrar o nível dos minerais essenciais no corpo dos cães. Ele indica este exame para aprendermos mais sobre o nível das toxinas no corpo dos cães e também dos minerais essenciais, e dá para saber se o que damos para ele comer ajuda ou não na manutenção e melhora da sua saúde como um todo.

No próximo post será tratado do processo de limpeza e desintoxicação. 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Princípios para manter o cão saudável - Parte I

Feliz 2017 a todos!

Que tal iniciar o ano com posts que nos ajudarão a manter nossos cães saudáveis e, por que não?, mais longevos? Começarei a escrever resumos de uma série de um veterinário canadense sobre o assunto. Boa leitura!

Recentemente li uma série de um veterinário canadense sobre os 16 princípios para manter seu cão saudável. Vou resumir cada um deles, dizendo aqui os pontos principais. Neste primeiro post, falarei do primeiro princípio. Vamos deixar nossos cães mais saudáveis a partir deste ano que se inicia?
Uma das coisas que ele fala, e eu não fazia a menor ideia (tá vendo como pesquisar é bom?), é que não devemos medicar imediatamente nossos cães (e nem nós mesmos) para suprimir uma inflamação. Se ela for curta e saudável, ela ajuda a ter uma cura mais rápida., o que não aconteceria se bloqueássemos esta reação natural do corpo. A febre é um bom exemplo. Além disso, remédios antiinflamatórios podem causar doenças renais, hepatite e úlceras estomacais em nossos cães.
Outro exemplo que ele dá é em relação a prevenção de vermes. Achamos que dar vermífugo periodicamente aos nossos cães é a melhor forma de prevenção contra vermes (muitas vezes dados mensalmente), mas há um protocolo muito melhor a ser seguido, que eu sigo com os meus: exames de fezes periódicos e uso de vermífugos apenas se houver verminose nos resultados (nunca, em seis anos de alimentação crua, eles tiveram vermes).
Algo que eu achei muito legal ele falar é que não precisamos todos ingressar em um curso de medicina veterinária para fazermos aquela diferença na saúde de nossos cães, mas precisamos sim entender alguns princípios a serem usados nos cuidados com nossos cães, prevenindo doenças e, caso elas aconteçam, você ser capaz de escolher junto ao médico veterinário de confiança de seu cão o melhor tratamento.
Abaixo listo algumas das coisas que ele citou (algumas delas vou escrever um bocadinho):



O princípio básico da saúde é seguir a natureza;

Tudo na natureza e no Universo é um ciclo;

A única diferença é no comprimento destes ciclos;
O ciclo mais longo que conhecemos é a existência do Universo em si. Sabemos que o Universo está se expandindo mas, uma hora, ele irá se contrair. O mesmo ocorre com o Sol: agora é estrela brilhante e poderosa, mas uma hora seu combustível vai acabar. As mudanças que ocorrem na Terra também afetam a vida: fazem com que ela desapareça para, mais para a frente, surgir novamente (lembram dos dinossauros?).
Quando se trata de nós ou de nossos cães o ciclo é bem menor, mas parecido com todos os outros ciclos, ou seja: o fim é inevitável.


Como podemos aumentar a vida de nossos cães?
Aprender como fazer isso leva tempo. O mesmo quando aprendemos alguma habilidade nova. Aprender como aumentar a longevidade de nossos cães e mantê-lo saudável requer um conhecimento de princípios de cura. Boa saúde representa um ciclo de vida mais longo e má saúde representa um ciclo de vida pequeno.
O ciclo de vida de nosso planeta diminui conforme o desgastamos: poluição, pesca excessiva, desmatamento etc. O mesmo acontece com nossos cães (e conosco). Respeitar os processos naturais do corpo torna a vida deles mais longa; por outro lado, poluir o corpo com química e alimentos pobres e cheios de toxinas levam a uma vida mais curta.


Cure como a Terra cura
Por mais que inventemos coisas, é a Terra que dá os melhores alimentos, os melhores materiais e a que melhor nos cura.


Três passos para o Ciclo da Cura
1º. Limpar e Desintoxicar

A Terra tem seus jeitos de limpeza. A chuva leva as impurezas dos rios para os oceanos e os oceanos se limpam através do sol, das ondas e da areia; os raios solares UV são conhecidos por desinfetar e limpar; os oceanos absorvem uma grande quantidade de CO2 e as florestas usam o carbono para o crescimento de plantas e árvores.

Estaria tudo perfeito se nós, humanos, não destruíssemos esse equilíbrio. Criamos sempre coisas novas mas não pensamos nos perigos e consequências delas.

O corpo é bem parecido. Mantém suas funções pelos processos de limpeza através da respiração, eliminação de urina, pelo fígado. Nos cães, a glândula anal também tem um papel importante na desintoxicação.
Para termos um ciclo de vida maior, é preciso reduzir ou eliminar a quantidade de substâncias artificiais e dar ao corpo o que ele realmente precisa.
Muitos de nós não entendemos o efeito de remédios, conservantes e química no corpo. Sabemos o efeito imediato de remédios e produtos químicos mas, a longo prazo, não sabemos ao certo quais são estes efeitos. E, como não sabemos se uma substância artificial contribui para doenças no futuro, o melhor a fazer é minimizar o seu uso sempre que possível. Este é o primeiro princípio para se ter um cão saudável por muitos anos.

Evite substâncias artificiais, aprenda os efeitos da toxina no corpo e faça, a cada seis meses, uma desintoxicação. No segundo artigo, o veterinário escreve sobre doenças e como preveni-las.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Influência dos estresse nos cães: Parte II

Neste segundo post da série iremos falar sobre as causas mais comuns que estressam os cães e os sinais que eles nos dão indicando estarem estressados.

Quantos sinais de estresse você é capaz
de identificar neste cão?
Causas de estresse
Existem diversos fatores que causam estresse em cães, e abaixo listaremos alguma delas:
Introdução de um novo animal na casa: alguns cães não aceitam bem quando um novo membro chega, e o motivo para isto podem ser vários: o cão não está acostumado com outros cães ou com outros animais, o cão passou anos sendo filho único e a chegada de um novo animal dentro do ambiente em que vive pode causar medo de ser deixado de lado;
Chegada de um bebê: a chegada de um bebê na casa traz novidades no ambiente, e entre elas podemos listar choros do bebê, donos agitados, falta de atenção dos donos para o cão, correria dentro do ambiente, dentre outros fatores;
Ausência de atividades físicas e/ou mentais: o cão, assim como os humanos, sente necessidade de estar ativo física e mentalmente, e a ausência dos mesmos gera tédio, que gera frustração, que gera um quadro de estresse;
Falta de contato humano: os cães são animais sociais e gostam de estar junto, de sentir nosso toque nos carinhos, de estar presente no dia a dia, e privar o cão até mesmo de entrar na casa o faz se sentir excluído;
Hotéis caninos: alguns cães não se adaptam bem em ambientes onde existe um grupo de diversos cães de tamanhos e temperamentos variados, e muitas vezes se sentem desconfortáveis e com isso ficam estressados por estarem num ambiente onde não conseguem relaxar;
Visitas ao veterinário: assim como algumas pessoas que não se sentem confortáveis ao irem no médico ou dentista, os cães se estressam nestes lugares por se sentirem desconfortáveis e assustados, por haver muitos cães no mesmo ambiente latindo (estes mesmos cães já estão estressados), por precisarem passar por procedimentos não agradáveis como vacinas ou exames onde precisem ficar imobilizados. Os cães não sabem quando irá acabar, então ficam ansiosos dentro do ambiente, e quanto mais tempo demora, essa ansiedade vira estresse;
Barulhos altos: fogos de artifício e trovões são barulhos fortes que causam medo e pânico em cães, o que é perigoso porque leva a um estado de estresse muito alto, podendo causar infarto;
Crianças: a agitação e a falta de cuidado no manuseio das crianças acabam assustando os cães e por isso eles acabam associando as crianças a uma experiência desagradável. Cães que tiveram experiências ruins ficam estressados quando são apresentados a uma criança, e por conta disso preferem se manter afastados, para evitarem ficar muito estressados.
Sinais de estresse no cão



Agora que já sabemos o que algumas coisas que podem causar estresse em nossos cães, é bom que saibamos identificar os sinais que eles demonstram ao estarem estressados. Estes sinais podem ser através da linguagem corporal, das vocalizações e do comportamento.: por isso é muito importante que consigamos “ler” estes sinais e ficarmos familiarizados com eles, para podermos ajudá-los.



Pela linguagem corporal, eles irão nos dar dicas de estarem estressados através dos chamados Sinais Apaziguadores, descritos por Turid Rugaas em seu excelente livro “Calming Signals”. Estes sinais são mudanças sutis na linguagem corporal de nossos cães, muitas vezes ignoradas por nós, que não conseguimos entender de forma adequada. Dois dos sinais mais comuns são lamber o focinho e bocejar. E, curiosamente, são dois dos sinais que menos entendemos ao observar os cães. Outros sinais são: desviar o olhar, andar muito devagar, ficar abaixado, levantar uma pata, curvar o corpo, se deitar, ficar ofegante, cheirar o chão etc.



Alguns sinais de estresse:
Olhos
pupilas dilatadas
tensão muscular ao redor dos olhos
a esclerótica (parte branca dos olhos) é visível



Boca
bocejar
lamber o focinho
ofegar
salivar
bater os dentes
mostrar os dentes



Orelhas
coladas na cabeça e viradas para trás ou
alertas



Corpo
tenso
espreguiçar demais
soltar pelos demais
→ “congelar” ou se mover em câmera lenta
ficar encolhido
tremer
suor nas almofadas plantares
se chacoalhar, como se estivesse molhado



Vocalizações
latir (pode indicar que se sente ameaçado, se for um tom mais grave, ou que está assustado / estressado, se for um tom mais agudo)
rosnar
uivar
gemer




Há também as mudanças comportamentais decorrentes do estresse, que serão abordadas no próximo post da série, além de falarmos como o estresse afeta a saúde dos cães e como ajudá-los. 

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Meu cão está fora de controle!

Por que meu cão é assim?Quando alguém diz que seu cão é descontrolado, normalmente está preocupado com uma das seguintes coisas: cão agressivo com outros cães, possessividade ou uma energia inesgotável. Todos estes problemas precisam de solução, mas é normal o dono não conseguir ver o todo da situação. Se um cão tem “problemas”, normalmente é devido a falta de exercícios (físico, mental, emocional) e/ou a falha do dono de prevenir o que causa o problema.

Vamos a alguns exemplos:

* Exercícios físicos para todos
Vejo alguns cães cheios de energia. Os cães precisam gastá-la do jeito certo e uma boa caminhada, de 30 minutos a 1h (ou mais, dependendo do cão) resolveria, se não totalmente, ao menos boa parte dos problemas.

Cães preguiçosos também precisam ser exercitados!
Mesmo os cães mais preguiçosos podem desenvolver problemas comportamentais se não tiverem suas necessidades supridas. Um exemplo comum é aquele cão que é super comportado dentro de casa, mas na rua fica doidão; ou aquele quietinho, mas quando chega uma visita, fica todo agitado. Este tipo de situação pode também ter a ver com falta de exercício.

Meus whippets, normalmente, são preguiçosos: se eu deixar, eles vão dormir praticamente o dia todo. Mas, ao mesmo tempo, eles podem endoidar de uma hora pra outra, principalmente se eu não lhes oferecer uma boa caminhada diária, sessões de treino (estímulo mental) e brincadeiras. Se eu não fizer isso, eles vão acumular energia e gastá-la de um jeito totalmente inapropriado.
Quanto de exercício?
Normalmente, devido à vida corrida de hoje, não se tem tanto tempo para passear com os cães. Muitos saem todos os dias mas, será suficiente? Alguns saem apenas para fazer as necessidades fora: isso não conta como exercício, ok?!

Cães foram feitos para andar. Claro, eles se adaptam ao nosso estilo de vida, mas eles precisam mesmo caminhar, correr. Se pensar em cada raça existente hoje, cada uma delas foi feita para uma atividade específica: pastoreio, busca, matar animais daninhos, guarda, caça etc.
E os cães pequenos?
Os pequenos também precisam andar, e mais de 1,5km. Algumas vezes os pequeninos precisam de mais exercício que os grandões (um ótimo exemplo é o Jack Russell Terrier).

Como exercitar um cão
Você pode correr com ele, andar de bicicleta com ele (mas lembre-se de usar o equipamento correto, vendido em pet shops virtuais), de patins. Se houver parques onde você mora que permitam a entrada de cães, e haja um lugar seguro para soltá-os, é uma boa pedida, desde que ele atenda a comandos básicos e não seja agressivo com outros cães e pessoas. Se você não tiver tempo, contratar um dog walker também ajuda. As creches caninas são outra boa opção.




* Exercício mental: trabalhar para comer
Se o seu cão é ansioso – estressado, entediado ou obsessivo – dê-lhe algo para fazer. Em muitos casos os problemas simplesmente desaparecem com a adição de desafios mentais na rotina dos cães.

Usando a comida para dar trabalho ao cão
A pior coisa que se pode fazer é deixar a comida à disposição do cão. Ao invés disso, use-a como recompensa por bons comportamentos durante o dia; use-a para recompensar nas sessões de treino; use-a para praticar o auto-controle, o foco, comandos básicos…
Para isso, divida a porção diária em várias porções e vá usando como recompensa.

Use também nos passeios, para recompensar o bom comportamento dele: olhar para você quando outro cão se aproximar, sentar antes de atravessar a rua, andar sem puxar a guia…
Também pode oferecer o restante dela em um brinquedo dispensador de comida, tanto comprado como feito por você (garrafa pet com buracos; escondidos em nós de tecidos; escondidos pelos cantos da casa etc). Vou falar deles agora:
Brinquedos dispensadores de comida
Como disse, podem ser comprados ou feitos em casa. Dos comprados eu gosto muito do Kong. Quando alimentamos os cães nestes brinquedos, ao invés de dar a comida no potinho, ele precisa trabalhar para ganhar sua comida: ele precisa pensar para resolver este problema. Isso ajuda a gastar energia do cão e, ao mesmo tempo, recompensa pelo seu trabalho.

Na verdade, todas as refeições dos cães deveriam ser oferecidas assim: em troca de um trabalho.
Meu cão não tem interesse em comida
Porque ele está sem fome. Isso é comum em cães que têm comida à disposição o dia todo. Se ele tiver horários certos para comer, terá fome e adorará receber a comida como prêmio.

Outros desafios mentais
Visite lugares diferentes, passeie em novos ambientes, faça aulas com seu cão. Às vezes o desafio mais simples, como expor seu cão a novos cheiros, sons e objetos, já faz toda a diferença.

* Brincadeiras
Uma forma divertida de gastar energia dos cães é através de brincadeiras, especialmete o cabo-de-guerra, que eles adoram. Ter um brinquedo especial para isso é ótimo também durante os passeios, para fazer com que ele preste atenção em você, mesmo que esteja acontecendo algo que o assuste ou que o excite (como presença de outros cães, por exemplo).



* Prevenção
Ela é subestimada pela maioria das pessoas. Pode ser uma meia-volta quando você vir outro cão se aproximando, quando você sabe que seu cão é reativo; levar petiscos maravilhosos durante o passeio para prevenir comportamentos indesejados; não deixá-lo na frente de casa sozinho para prevenir latidos; deixá-lo em uma caixa de transporte ou em um cercado quando for ficar sozinho em casa (mas não deixá-lo muito tempo na caixa de transporte!!!) para evitar xixi em local errado ou destruição.
Meus cães são comportados a maior parte do tempo porque eu consigo evitar que eles falhem.



* Meu cão vai melhorar?

Se você fizer uso da prevenção, estímulos mentais, passeios e brincadeiras, diariamente e na quantidade necessária para o seu cão, ele melhorará sim. Bons treinos!