Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pela Lei dos Direitos Autorais (Lei nº 9610) e toda e qualquer reprodução, parcial ou total, de um texto de minha autoria sem autorização está terminantemente proibida! Portanto, usem suas próprias cabeças para escrever no seu site, ok?! Ou sejam humildes e peçam autorização. Obrigada

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Comida no pote não!

Há um tempo esse modo diferenciado de fornecer o alimento de nossos cães tem se tornado mais e mais comum. Mas, o que vem a ser o famoso “comida no pote não”?
É simplesmente o ato de oferecer o alimento do cão fora de um pote de comida, mas em brinquedos onde ele interaja para conseguir comer. É uma forma de enriquecimento ambiental!
Para os cães é interessante ter uma forma diferente de se alimentar. Se, por exemplo, colocarmos a comida dele dentro de um brinquedo e o estimularmos a comer dele, ele terá oportunidades de expressar comportamentos naturais da espécie. Ao poderem fazer isso, muito do estresse e ansiedade dos cães diminui bastante. E isso, claro, reflete na educação dele. Olha que coisa boa!
Outra vantagem: ao comer a comida no pote, o cão a devora em segundos. Isso pode inclusive trazer malefícios para a saúde dele, como a torção gástrica, que pode inclusive ser fatal se não tratada a tempo.
Existem várias opções no mercado de brinquedos que podem ser usados: comedouros lentos (e você pode aumentar o desafio ao colocar tampinhas ou bolinhas nele também), tabuleiros (como os da pet games e da nina ottossom), bonequinha da petgames ou kongs (há vários tipos no mercado).
Mas você também pode fazer seus brinquedos em casa com garrafas pet, formas de gelo, formas de sicilone, caixas organizadoras, potes de iogurte… as opções são inúmeras.
Quer mais benefícios? O gasto de energia mental é bem grande quando disponibilizamos brinquedos interativos para os cães. Claro que não devemos dar o mesmo brinquedo em todas as refeições. O legal é variar sempre. Mas não precisa todo dia um brinquedo novo! Você pode intercalar os brinquedos, apresentar os que já têm de forma diferente (exemplo, uma bonequinha pode ser oferecida na temperatura ambiente ou congelada, recheada com alimentos diferentes; um comedouro lento pode ser servido com comida em temperatura ambiente, congelado, com bolinhas ou tampinhas em cima da comida, grudado na parede – o pet fit da pet games tem ventosas que possibilitam isso). E você sabe o que significa gastar energia? Menos bagunça dentro de casa! É uma situação onde todos ganham. Fora que a maioria dos cães fica em casa enquanto trabalhamos. Quer coisa melhor para ele do que poder “caçar” seu alimento pela casa, gastar energia, roer, brincar enquanto come?
Como começar? Comece sempre de forma simples. Aqui comecei com forminhas de gelo, petiscos secos no tapete de fuçar (eles comem alimentação natural crua com ossos, algumas coisas não consigo fazer), kongs e bonequinhas na temperatura ambiente. Quando for oferecer algo novo, mostre como funciona. Aos tempos você pode ir dificultando, mas não a ponto de frustrar demais o cão e ele desistir. Lembre-se também de supervisionar sempre no começo: assim você consegue conhecer seu cão, o que é mais fácil e mais difícil, o que ele gosta e o que não gosta e o que é seguro ou não para ele. Exemplo: meus cães não comem papelão e nem tecido, então é seguro oferecer o alimento deles usando este tipo de material. Cães que comem papelão e tecido não devem brincar com este material. 
Vamos começar hoje mesmo a mudar a forma de oferecer comida para nossos cães, pra melhor? Garanto que eles amam e não, não é maldade, ok?! Cães PRECISAM deste tipo de atividade para serem equilibrados e nossa relação com eles ser a melhor possível. Veja as fotos e vídeos abaixo e inspire-se! 
Comendo numa caixa de ovos (simples, não?!)
Nível fácil

Destrinchando a "presa" para comer.
Nível fácil a difícil, dependendo do cão.

Comendo petiscos secos em um tapete de fuçar feito em casa.
Nível fácil.

Este já é mais elaborado: eles ganharam de uma amiga.
O alimento vai nas garrafas pet que estão fixadas no
suporte. Eles precisam bater para o petisco
cair pela boca delas.
Nível difícil.

"Caixa estrelada". Nada mais é que uma caixa
organizadora com um fio de varal passando
pelos buracos.
Nível fácil a difícil, dependendo da quantidade
de fios que você coloca. 

Comedouro lento.
Nível fácil a difícil (aqui está num nível médio
de dificuldade por estar suspenso).

Alguns brinquedos usados no comida
no pote não: corujinha e pet ball da pet games.
Nível fácil a difícil, dependendo do brinquedo.

Tabuleiro com tampas para abrir e tirar.
Nível difícil.

Kong e bonequinha bem reacheados.

Se divertindo comendo de uma bonequinha!

A sacola da alegria (a comida está lá dentro)

Vários potes plásticos que viraram um
ótimo brinquedo dispensador de comida.

Uma garrafa pet com brinquedos recheados
com comida.

Comedouro lento pet fit (com ventosas) fixado
na máquina. 

Outra forma de servir em um comedouro lento:
com bolinhas!

Aqui também numa tampa de caixa
de ovos, mas de plástico.

Toalha recheada: os petiscos / comida
ficam na toalha enrolada. O cão só precisa
desenrrolá-la para comer. E se diverte!

sábado, 24 de março de 2018

Hierarquia das necessidades caninas

A Hierarquia das Necessidades dos Cães foi criada por Linda Michaels e é um modelo de bem-estar e modificação comportamental. Na figura as necessidades dos cães estão listadas de forma hierárquica. Repare que não se usa punição positiva, reforço negativo, punição negativa e nem a extinção. Estão ausentes de propósito. Tutores, educadores caninos, veterinários, banhistas e outros profissionais relacionados a animais podem e DEVEM fazer uso deste guia que a Linda disponibilizou de forma gratuita. Use-o e fale sobre ele com conhecidos, com outros tutores. Peça para o seu veterinário usá-lo com todos seus clientes. Imprima este desenho, compartilhe, divulgue! (Clique na foto para ampliá-la e poder lê-la)

Este guia foi feito para suprir as necessidades de nossos cães: biológicas, emocionais e sociais. Quando já tivermos suprido tudo isso, o guia descreve métodos gentis de educação para modificar um comportamento: gestão (manejo), modificar o antecedente, reforço positivo e diferencial, contra-condicionamento e dessensibilização. Não há uso de aversivos (coleira de choque, enforcador), nem se uso o medo ou mesmo o mito da teoria da dominância (que já foi refutada pelo próprio criador dela!).


Este guia não é um tratado sobre a teoria do aprendizado mas sim um modelo prático de modificação comportamental para cães. Se tiver dúvidas sobre como educar ou modificar um comportamento do seu cão, contrate um profissional bom, que não faça uso de aversivos. 

segunda-feira, 5 de março de 2018

Torne as caminhadas com seu cão mais divertidas!

Todos sabemos o quanto as caminhadas são importantes para os cães mas, ainda assim, algumas pessoas não levam seu cão para dar uma volta. Por quê? Provavelmente por achar uma "tarefa" meio maçante, monótona, passando sempre pelos mesmos caminhos, sem nada de novo acontecendo... Mas podemos mudar isso: basta encontrar maneiras de transformar aquele passeio monótono em um cheio de novidades.

Abaixo darei algumas dicas de como dá pra deixar o passeio dos nossos cães mais agradável tanto para eles quanto pra nós (e, com isso, fazer com que não deixemos mais de lado as caminhadas deles).

1. Deixe o cão guiar o passeio
Calma. Isso não quer dizer deixar que ele te arraste pelas ruas puxando a guia loucamente, latindo para outros cães e fazendo o que der na telha. Longe disso (se quer saber mais sobre como ensinar seu cão a andar sem puxar, leia aqui). O que é proposto aqui é deixar o cão escolher o caminho. Tipo aquela brincadeira que fazíamos quando criança de "siga o mestre". Ao invés de fazer a rota básica, deixe o cão mostrar pra onde quer ir. Pode ser que seu cão o leve para cheirar cada árvore, cada matinho... mas dê-lhe a chance de te mostrar o que é interessante do ponto de vista dele.

2. Deixe-o cheirar
Caminhar é um ótimo exercício físico, mas também precisamos nos preocupar com a estimulação mental deles. A maioria dos cães hoje passa horas em casa enquanto saímos para trabalhar. Então, ao deixarmos que eles farejem durante a caminhada, proporciona um estímulo a mais na vida deles, de explorar o ambiente. Deixe-os cheirar postes, árvores, matinhos... é a rede social dos cães, né?! Se você não quiser (ou estiver sem tempo mesmo) deixar ele dar dois passos e cheirar de novo, dê uma pausa na cheiração durante o passeio, mas deixe q ele cheire outros lugares.

3. Vá para um parque ou praça
Não quer mais andar no bairro? Que tal levar seu cão para um parque (que aceite cães), uma praça ou um passeio na natureza? Sei que no estado de São Paulo há o Turismo 4 Patas e o Matilha na Trilha. Isso vai mudar tanto o cenário do passeio, quando os odores, além de ser possível a socialização do seu cão (certifique-se de que ele é um cão sociável e não reativo, ok?!). Normalmente nestes passeios há a presença de adestradores e veterinários que cuidam da saúde física e mental dos nossos amigos. Divirtam-se!

4. Mude a rota
Não tem tempo de fazer um passeio na natureza ou pegar o carro e ir pra uma praça ou parque? Mude a rota do seu passeio. Isso faz o passeio ficar bem mais legal: novos cheiros, novas vistas, novos amigos. Eu faço isso quase diariamente aqui. Às vezes só mudar a direção já basta.

5. Convide alguém
Às vezes convidar um amigo ou parente para caminhar junto com vocês pode ser agradável não só pra você, que terá com quem conversar, como para seu cão, que receberá carinho e petiscos extras.

6. Mude o passo
Você pode andar mais rápido e mais devagar, vá alternando entre um e outro. O legal é você falar para o cão e isso acaba virando um comandinho. Por exemplo, para atravessar a rua, que precisa andar um tico mais rápido, eu chamo pelo nome e falo "Vamos!" num tom animado. Você também pode pedir para correr, andar devagar... e assim o passeio vai ficar bem divertido.

7. Que tal aproveitar pra educá-lo?
Sim, isto também transforma o passeio em algo legal! Peça para ele sentar antes de atravessar a rua, deitar na praça pra relaxar, esperar para voltar a caminhar etc. Mas sempre, sempre de forma positiva, sem o uso de punição ou aversivos (isso inclui não usar coleiras que machuquem seu cão!). Educar seu cão em vários lugares é benéfico pra ele, porque é um passo importante para que ele se comporte em vários lugares diferentes, não apenas na sua casa, e possa frequentar ambientes pet friendly sem importunar ninguém.

Suzie e Pistache se preparando para uma brincadeira
de "cadê?" na praça perto de casa.
8. Leve petiscos
Importante não só para dar os comandinhos, mas também para uma brincadeira maravilhosa de "cadê?". O que é isso? É simplesmente jogar alguns petiscos na grama e incentivar seu cão a procurá-los usando o olfato. E diga "cadê?" num tom alegre. Esta brincadeira de farejar, além de dar diversão para o cão, ao procurar os petiscos, também dá a ele a chance de melhorar suas habilidades naturais de faro, além de dar um estímulo mental extra.

E você? Como são seus passeios com seu cão? Já fez algo neste esquema? Tem mais alguma sugestão? Deixe aí nos comentários.

Bom passeio para vocês!

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Juramento do tutor responsável

Estou sempre lendo sobre comportamento e educação canina e há pouco tempo me deparei com um juramento que achei super bacana replicar pra vcs: o juramento do tutor responsável.

Aqui está:

"Juramento do Tutor Responsável

' Serei responsável pela saúde de meu cão. Isso inclui:
- cuidados veterinários rotineiros, incluindo check-up e vacinas necessárias
- nutrição adequada através de uma dieta apropriada à espécie e água limpa e fresca à vontade
- exercícios diários e cuidados regulares com a pelagem

Serei responsável pela segurança de meu cão.

O manterei seguro de maneira correta: casa com muro / cerca que o impeça de fugir, não deixando-o solto na rua e fazer as caminhadas usando uma guia.
Meu cão terá alguma forma de identificação (coleira com plaquinha e/ou microchip).

Supervisionarei meu cão nas interações dele com crianças.

Não permitirei que meu cão viole os direitos dos outros.

Não permitirei que meu cão ande solto pelo bairro.
Não permitirei que meu cão incomode os outros deixando-o latir loucamente na frente de casa, num quarto de hotel etc.
Recolherei as fezes de meu cão nas áreas públicas, em TODAS elas, bem como em trilhas feitas na natureza.

Serei responsável pela qualidade de vida de meu cão.

Entendo que a educação básica é benéfica para todos os cães.
Darei ao meu cão atenção e brincarei com ele.
Entendo que ser tutor de um cão é um compromisso que requer meu tempo e meu cuidado.' "

Fonte: American Kennel Club

Gostaram? O que vocês fazem para ser um tutor responsável de seus cães? Vamos melhorar nossa relação com eles começando hoje?

Abaixo, fotos de algumas coisas que faço (não coloquei fotos de todas, ok?!)

Nutrição adequada à espécie oferecida em brinquedos
que estimulam o cão.


Tempo na frente de casa supervisionado, para evitar que
latam para outros cães e pessoas (que pode levar
à reatividade!)

Exercício físico adequado + qualidade de vida (passeio
é para eles: eles cheiram, brincam, param pra tomar sol,
andam, vão, voltam etc. Mas sem puxar!) Sempre
na guia, nunca soltos.

Interação com crianças supervisionada, para que o
relacionamento seja agradável para ambos.

Estímulo mental (exercício mental), o famoso comida
no pote não. Isso também é qualidade de vida!
Reparem que estão sempre com a coleira e sua
inseparável plaquinha de identificação!

domingo, 28 de janeiro de 2018

Cães surdos: a vida com eles

Este ano quero escrever mais sobre este assunto. Por quê? Porque Suzie, nossa magrelinha de 13 anos, já está há quase 1 ano sem escutar mais. Hoje vou contar um pouco de como estamos lidando com isso.

Descobrimos porque ela simplesmente parou de vir nos receber quando chegávamos. Achávamos que fosse apenas preguiça... mas depois, quando nos via, fazia uma festinha boa. Na hora das refeições, não vinha quando a chamava, o que achei muito estranho, pois o "vem" dela é impecável, em qualquer situação.

O teste final foi com a frase "vamos passear". Não respondia. Nem quando sussurrávamos nos seus ouvidos (sim, testamos nos dois). Surda como uma portinha... Claro que isso foi meio que um choque e pensei "como ela vai lidar com isso?". Lidou suuuuper bem.

Ela tem uma rotina estabelecida, mesmo que algumas vezes a gente saia da rotina (o que também pe benéfico), e isso a ajuda a saber mais ou menos os horários em que nos levantamos, dos passeios, quando saímos de casa, quando é pra ela ficar ou quando é pra ir junto etc.

Outro fator que ajudou muuuito foi o fato de conviver com um cão que ouve: Pistache. Ele é como o sentinela dela: se ele se agita, ela sabe que tem algo acontecendo. Então ela nos "ouve" quando acordamos e entramos na cozinha porque ele a avisa, com as atitudes dele. Ela ficou mais atenta ao irmão e consegue perceber nossa movimentação na casa e o que queremos deles.

Nossa senhorinha linda e super adaptada
ao mundo silencioso onde agora vive.
Mas... e os treinos? Adaptei os comandos que ela já conhecia a gestos (alguns ela já conhecia os gestos, outros não). Palmas ela ouve, então bato algumas palmas quando quero q ela olhe para mim (não me perguntem porque ela ouve as palmas... e não, não é porque ela as VÊ... ela pode estar de costas, mas precisa estar no mesmo ambiente ou, no caso do quintal, não muito distante). O resto ela já entende, seja com posições corporais minhas, seja com gestos que eu faça com as mãos. Exemplo: o fica é com a palma da mão aberta, virada pra ela. Para ela não passar pela porta antes do passeio, eu estico a minha perna na frente dela. O "OK" é eu fazendo um carinho diferente nela; o "olha pra mim" tem dois jeitos: eu aponto pro meu nariz, quando ela está mais focada em mim e quero q ela mantenha contato visual OU eu dou dois toquinhos no bumbum dela com meus dedos, de leve, daí ela sabe q é pra olhar pra mim. E por aí vai.

Assim vamos ajudando nossa pequena a lidar com um mundo silencioso agora, para ela não assustar com a gente e nem com o que aconteça à sua volta.

De quebra, temos que ensinar as meninas a não tocar nela bruscamente se ela estiver dormindo: ela não vai morder, mas ela assusta e temos evitado sustos e grandes emoções por conta da condição dela: tem sopro cardíaco.

Por enquanto é isso. Vou publicar mais coisas do tipo aqui, porque assim como ela tem aprendido a lidar com o silêncio do mundo, eu tenho aprendido a lidar com um cão que não escuta mais nada.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Princípios para manter o cão saudável - Parte IV

Decidi começar o ano voltando com a série sobre saúde e longevidade dos cães. Acho que nada melhor que dar aos nossos amados peludos uma qualidade de vida melhor começando agora!

Lembrem-se que são textos traduzidos e adaptados por mim, não estão ao pé da letra, são beeeeem resumidos. Só quis mesmo trazer algo útil para todos. 

Boa leitura e um ótimo 2018!


Como manter o cão livre de remédios e minimizar seus efeitos colaterais
Neste 4º artigo o veterinário vai falar sobre o uso de medicamentos: ele não é contra seu uso em certos casos, mas quer nos fazer entender os efeitos deles no corpo e porque ele os evita sempre que possível.



Voltando a ter saúde
Todos estes elementos de cura devem funcionar direitinho para restaurar a saúde. Depois dessa pequena introdução, ele vai falar sobre os efeitos dos remédios, que podem ser divididos em vários grupos.
1. Remédios que substituem uma substância de ocorrência natural – como o hormônio da tireoide no caso do hipotireoidismo ou a insulina no caso da diabetes. Eles substituem hormônios essenciais que o cão não consegue mais produzir (ou produz em pouca quantidade). São remédios com impacto positivo no paciente e salvam vidas: veterinários os utilizam para regularizar a produção hormonal, o que pode ou não ser possível.
2. Remédios que eliminam parasitas, bactérias ou vírus são diferentes, pois eliminam patógenos e agentes causadores de doenças. Também trazem mais riscos por causa de sua toxicidade e da possibilidade de resistência. Estes remédios (antiparasitários, antifúngicos e antibióticos) podem ser comparados a colocarmos impurezas, ou toxinas, no corpo.
Alguns dos erros mais comuns que fazemos em relação a estes remédios:
uso abusivo de antibióticos para tratar de machucados e problemas de pele;
uso abusivo de medicamento para vermes e não saber que há alternativas mais seguras para tanto;
3. O terceiro grupo de remédios altera ou bloqueia a função corporal. Os remédios mais comuns deste grupo são os corticoides, como a prednisona para problemas de pele, alergias e problemas imunes que suprime o sistema imunológico do cão. Ele dá um exemplo para entenderemos o efeito: sua casa está pegando fogo e seu vizinho aparece e te dá um comprimido para dormir e não se preocupar. Os esteróides são os comprimidos para dormir do sistema imunológico dos cães e as consequências são sérias.
4. O último grupo dos remédios convencionais é também o mais difícil de se falar sobre, segundo ele, porque é o mais controverso. Os quimioterápicos foram feitos para destruir e eliminar células cancerosas, mas não poupam o resto do corpo, ou seja, células sadias também são afetadas.
E ele também deixa claro que não é contra o uso de medicamentos, mas sim de usá-los com sabedoria e que há alternativas mais saudáveis, que serão melhores para seu cão e para o meio ambiente.
Doença é quando a saúde é alterada ou perdida. A Natureza “instalou o programa de cura” no nosso corpo: quando nosso cão se corta, a pele tem a habilidade de se curar, a menos que o corte seja muito grande para isso. O mesmo acontece na maior parte do corpo, células e órgãos, menos quando a doença é demais para o corpo se curar.
O jeito da natureza curar é dizer que algo está errado, usando a dor, desconforto e inflamação. Dor e desconforto forçam o descanso. O propósito da inflamação é aumentar a circulação sanguínea para lavar os tecidos, eliminar toxinas e levar os anticorpos à área para remover o tecido doente e invasores, como parasitas, bactérias e vírus.


A tendência natural do corpo é de eliminar as toxinas, que estressa o organismo e os órgãos mais afetados são o fígado, rins e sistema digestivo. Ao mesmo tempo que estes remédios podem salvar, também podem ter efeitos colaterais negativos. Um bom exemplo é a toxicidade do antibiótico, a perda da flora intestinal, o risco de resistência bacteriana e o aumento dos super-tudo (fungos, vírus e bactérias). Estes remédios devem ser usados com cautela e apenas quando absolutamente necessários.
uso de antipulgas e anticarrapatos, que causam efeitos colaterais sérios, como convulsões e até mesmo morte.


O veterinário acredita que estes remédios danificam o sistema imunológico dos cães de forma permanente, tornando a doença incurável.
Outros remédios deste grupo são os anti-inflamatórios não esteroides. Eles suprimem a inflamação, que pode parecer bom, mas são remédios que apenas mascaram o problema, além de causar efeitos colaterais.


Diz que devem ser usados com inteligência (no caso, se há chance real de remissão e cura do câncer).


Ele quis escrever este artigo para que pudéssemos entender o uso dos remédios, como eles agem e seus efeitos no corpo. Com exceção dos remédios do primeiro grupo, ele diz que não devemos pensar neles como a primeira opção para curar ou mesmo para prevenir algo. Usar remédios sem necessidade só faz com que o corpo trabalhe ainda mais para se livrar dele também, afinal, são toxinas.

sábado, 9 de dezembro de 2017

Caminhadas longas são mesmo necessárias?

Algumas pessoas dizem que os cães precisam de uma longa caminhada todos os dias. Isso é parcialmente verdade. Os cães precisam SIM de uma bela caminhada diária, e longa também, mas não só isso. Eles também precisam de outras atividades. Atividades mentais!

Os cães amam a vida ao ar livre sim. Adoram sair para passear. E apenas uma voltinha no quarteirão ou só uma saidinha pra fazer suas necessidades fisiológicas não são suficientes. 

Suzie e Pistache comendo suas frutas e iogurte
congelados (lanche da tarde) dentro de
brinquedos recheáveis. 
Existem cães que têm medo da rua. Estes, claro, se beneficiariam de um treino específico para poderem sair a passear e ganhar todos os benefícios que uma caminhada saudável lhes forneceria.

Outra coisa: o que é a caminhada saudável? Uma hora andando a passos rápidos, sem parar? Ou uma hora de caminhada onde o cão pode oferecer comportamentos naturais de sua espécie: cheirar, marcar território, comer matinho, rolar na grama, andar na terra, na água, na grama, ver outras pessoas e outros cães etc e os deixamos fazer isso? Ou ainda uma hora na pracinha brincando de pegar bolinha, ou treinando? Isso varia de cão para cão, quais as preferência deles.

Mas também há os dias de tempestade... como faz pra passear num dia assim? Ou então em dias extremamente quentes? Como proporcionar aos cães gasto saudável de energia se só pensamos na caminhada para isso?

Simples: brinque com seu cão, interaja com ele. Não ofereça a comida dele no potinho, mas sim em brinquedos dispensadores de comida (comprados ou feitos por você mesmo). Esconda petiscos e/ou brinquedos pela casa e incentive-o a buscar. Ensine a ele novos comportamentos ou truques (ou reveja os que ele já sabe). Faça com que seu cão seja parte da sua vida e não apenas naquela uma horinha de passeio. Eles precisam ter uma excelente qualidade de vida para serem equilibrados. Aliar a caminhada com atividades mentais diminuem a ansiedade e enriquecem a vida dele. E melhoram também seu comportamento dentro de casa.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Dez formas de manter seu cão idoso mentalmente ativo

É bom para todo mundo se manter fisicamente ativo e continuar aprendendo ao longo de nossas vidas. O mesmo se dá com os cães.

Suzie está prestes a completar 13 anos e se mantém relativamente ativa, com caminhadas de 20 a 40 minutos por dia (normalmente duas caminhadas, uma mais longa e outra mais curta). Mas neste post quero dar dicas de como fazer os cães permanecerem com a mente ativa, não só o corpo. E olha só: essas dicas não servem apenas para cães idosos, mas também para os filhotes e os mais jovens, ok?!

1. Caminhadas
Como falei, Suzie está relativamente ativa, então as caminhadas dela são longas. Mas se seu cão apresenta mais dificuldades de caminhar, leve-o para passeios mais curtos, nem que seja dar uma saidinha pra praça mais próxima pra ficar cheirando, vendo o movimento, etc. Mesmo que ele fique apenas parado olhando o movimento, estará ativo e ao ar livre: melhor do que passar este tempo deitado e dormindo.

2. Ofereça brinquedos diferentes
Já falei bastante sobre o Kong neste blog, o brinquedo que eu sempre recomendo, para todas as idades. São ótimos para cães ativos, filhotes, mas também para os mais velhos. Os mais velhos tendem a desistir mais facilmente destes brinquedos. Se for este o caso do seu cão, use petiscos que ele goste muito ou torne a brincadeira mais fácil para ele. Outros brinquedos interessantes podem ser feitos em casa, como a clássica garrafa pet com furos e recheada com ração ou petiscos. Veja qual o preferido de seu cão e divirtam-se!

3. Socialização
Mas apenas se ele gostar de outros cães e pessoas. Suzie e Pistache gostam muito de pessoas, mas não é de todo cachorro que gostam. Eles tem seus amigos caninos, mas também aqueles que não curtem. E devemos respeitar isso em nossos cães. Se seu cão for amigável, leve-o a uma praça que seja frequentava por cães e pessoas, mas em um horário mais tranquilo (lembre-se, ele já tem mais idade), ou passear em uma pet shop ou mesmo combinar de ele brincar com outro cão em casa, mesmo que não brinque exatamente, mas passe apenas um tempo junto.

4. Visitar novos lugares
Pode ser algo simples, como caminhar em um bairro desconhecido. Aqui já os levamos para caminhar em cidades próximas e não tão próximas assim. Além de viajarem conosco quando são locais mais próximos (indo de carro) e dormindo com a gente. Eles adoram!

5. Aulas de educação canina
Válido principalmente para os cães idosos mais ativos. Ensine novos comandos ou truques. Dê quantas pausas forem necessárias. Aprender (ou manter) comandos e truques faz muito bem para a mente canina, além de estreitar laços com seus tutores.

6. Novos brinquedos
Surpreenda-o com um brinquedo novo. Principalmente algum que ele goste muito. Aqui em casa são ossos de nylon e bichinhos. Mas você não precisa comprar um brinquedo novo toda semana: faça rodízio de brinquedos. Dê uns e guarde outros. Após uns dias, faça a troca. Assim, seu cão sempre terá um brinquedo novo. Mas lembre-se de repor os que estiverem destruídos.

7. Brinquem juntos
Não se esqueça de brincar com ele. Suzie adora cabo-de-guerra; Pistache (que não é velhinho), ama uma bolinha. Brinque diariamente, mesmo que seja por pouco tempo: Suzie não brinca tanto tempo assim. O negócio dela é fazer truques: isso ela não se cansa de modo algum. Ela também gosta de brincar de esconde-esconde (abaixo). Caixas de papelão também são bacanas para brincar com os cães. Aqui fazemos um jogo de shaping com elas. Bem divertido.

8. Ande de carro
Faça isso se ele gostar de andar de carro. Leve-o para locais agradáveis. Não é nada demais: apenas o envolva em alguns momentos do seu dia.

9. Esconde-esconde
Esconda petiscos pela casa ou no quintal. Peça para seu cão esperar e depois diga que ele pode procurar. Encoraje-o. Mesmo sem ouvir, Suzie gosta bastante desta brincadeira. Os dois gostam muito, e também adoram ME procurar.

10. Locais pet-friendly
Ultimamente existem lugares pet-friendly, onde você pode levar seu cão para tomar um lanche, um café ou até mesmo almoçar/jantar. Já almoçamos e jantamos em vários restaurantes com Suzie e Pistache (principalmente em Campos do Jordão), mas ao ar livre. Basta ensinar a ficar quietinho em um cobertor, recompensando. Aqui em Campinas não conheço muitos lugares assim, mas sei de alguns e pretendemos levar os magrelos pra lá. Mas lembre-se: seu cão precisa ser educado antes a se comportar: ficar deitado ao seu lado, não pedir comida, não pular na mesa.

UMA DICA EXTRA

11. Ossos recreacionais
Semanalmente (ou até mesmo duas vezes na semana) ofereço ossos recreacionais para os dois. Isso os mantém entretidos por cerca de 30 minutos a 1 hora, fortalece a musculatura facial, massageia as gengivas e limpa os dentes. Os dois adoram a hora do “ossinho” deles. Usam a cabeça para saber qual o melhor lugar para segurar o osso, como retirar a maior quantidade de carne dele, qual o melhor lugar para morder… Aqui os ossos mais usados para este fim são suan, rabo de boi, pé de porco, joelho de porco e osso do pernil de porco.



Bom… foram aqui minhas onze dicas do que podemos fazer para manter a mente dos nossos peludos ativas. Devem haver outras. Mas o importante é tornar a vida deles cada vez mais enriquecedora. Bom divertimento para vocês!

domingo, 3 de setembro de 2017

Cães ativos em apartamento

Muitas pessoas garantem que cães ativos (principalmente quando eles são de porte grande) e apartamento não combinam. Muitos recomendam que a pessoa tenha um quintal grande e cercado. Isso em parte é verdade, mas não necessariamente desqualifica um cão com estas características a morar em um apartamento.

A justificativa de que eles precisam de um quintal grande é que precisam de muito exercício, correto? Mas, se você colocar um cão ativo em um quintal enorme, ele irá se exercitar por conta própria? A resposta é: NÃO. Os cães não se exercitam por conta própria e, consequentemente, se tornam cães entediados, não importando o tamanho do espaço externo disponível pra eles. Um cão entendiado vai fazer tudo aquilo que não queremos: buracos no quintal, latidos excessivos, puxar roupa do varal, pular, morder…

Que tal mudarmos o mito de que cães precisam de muito espaço para a verdade de que cães precisam de atenção. Isso mesmo. Com quintal ou sem ele, eles precisam de exercício físico e estímulo mental. E, sinto informar, um quintal imenso não proporciona nada disso. VOCÊ é que proporciona tudo isso para seu cão, vivendo em um apartamento ou em uma casa com quintal.

Isso não quer dizer que não existam “problemas” em se ter cães ativos em apartamento, principalmente quando são filhotes:
O treino de banheiro pode ser um pouco estressante se o apartamento não tiver quintal (alguns apartamentos térreos hoje têm um pequeno quintal, que facilitam bastante);
Precisamos de mais planejamento para as caminhadas e exercícios;
Algumas raças nem são tão grandes assim, mas são agitadas o suficiente para serem um pouco desastradas e derrubar certas coisas em casa;
Certifique-se sobre as regras do condomínio quanto ao porte permitido e tente não fugir muito dele. A variação de certas raças é bem grande;
Lembre-se que o filhote pode destruir certas coisas no apartamento. Por isso é interessante torná-lo à prova de filhotes, da mesma forma quando um casal terá um bebê e torna a casa segura para crianças.


O importante é que você entenda as necessidades do cão (e se for de uma raça ativa, mais ainda) e que as supra de forma adequada. No final, é isso que vai importar, e não o tamanho do local onde seu cão irá viver. 

terça-feira, 18 de abril de 2017

Influência do estresse nos cães: Parte III

Chegamos à terceira parte da série sobre estresse. Aqui falaremos sobre as principais mudanças comportamentais que vemos quando o cão está estressado e como o estresse afeta a saúde dos nossos amigos.



Mudanças comportamentais em cães causadas pelo estresse:

  • Agressividade: na maioria das vezes, a agressividade ocorre por conta de um estresse pós traumático do cão. O comportamento de agressividade é causado pelo medo, que leva ao estresse. Outro exemplo é quando um cão sente muita dor, ele fica estressado porque a dor é muito intensa, e para que evite que os humanos o incomodem no local da dor, ele passa a reagir de forma agressiva.
  • Latidos excessivos: devido à falta de estímulos físicos e/ou mentais, além de pouco contato humano, os cães por ficarem entediados, acabam ficando estressados e frustrados, o que leva a latirem com mais frequência. Exemplo: vemos frequentemente em cães cheios de energia que ficam em casa o dia inteiro e possuem pouca atividade diária suficiente para suprir suas necessidades de energia.
  • Tremores: quando um cão passa por um estresse traumático, ele passa a sentir mais medo que o normal, devido a vários traumas ocorridos anteriormente. Um exemplo é quando um cão que estava habituado a ir num pet shop tomar banho, e a dona muda o local e o cão começa a tremer ao chegar no local.
  • Inquietação: este é um dos comportamentos mais comuns quando o cão está estressado. O cão não consegue ficar relaxado, fica andando de um lado pra outro. Vemos esse exemplo também em cães que viveram muito tempo na rua, e ao serem resgatados na velhice, por terem se acostumado a viverem com barulhos e cheiros diferentes diariamente, ficam meio perdidos tentando encontrar algo na casa para se ocuparem.
  • Comportamento destrutivo: mesmo um cão calmo, que passou parte de sua vida em creche, e passa a ficar sozinho na casa, pode apresentar comportamento destrutivo, causado pelo tédio de não possuir atividade para se ocupar. Outro exemplo é quando ocorre uma mudança na rotina na casa (chegada de animal novo ou um bebê, por exemplo), se os donos não ajudarem a se adaptar, o cão pode ficar estressado, e se os donos não prestarem atenção no que está ocorrendo, o cão pode procurar algo para conseguir relaxar, podendo roer ou morder algo que não é dele.
  • Necessidades fora do lugar: também uma das mudanças comportamentais mais comuns causadas pelo estresse. Na maioria das vezes, ocorre por mudança na rotina, como mudança de casa, animal novo, ou até mesmo ausência do dono. Um exemplo é quando precisei me ausentar duas semanas de casa, e embora aparecesse algumas vezes, precisei dormir fora. Isso acabou deixando o Chaves estressado, e ele passou a fazer xixi fora do lugar.
  • Letargia: o cão não sente motivação para fazer nada, passando a ficar deitado por mais tempo que o habitual, além de dormir mais. Em alguns casos o cão também fica sem comer. Um exemplo é quando uma das filhas da Fúlvia começou a frequentar a escolinha, um de seus cães, o Pistache, ficava no cantinho dele triste, e nem chegava a comer.
  • Vômitos: alguns cães ficam tão estressados que chegam a vomitar. Fúlvia conhece um caso assim. Quando o cãozinho fica muito tempo sozinho, ou quando se assusta com algo, ou na mudança de rotina, ele vomita.


Como o estresse afeta a saúde dos cães
Assim como em nós, humanos, o estresse também afeta a saúde dos cães. Isso porque o estresse aumenta a liberação do cortisol, um hormônio que afeta negativamente o sistema imunológico, tornando o cão mais suscetível a várias doenças. As alergias são uma delas. O aumento do nível dos hormônios do estresse (a adrenalina também é um deles) afeta também o sistema cardiovascular, fazendo com que a expectativa de vida também diminua.


O mais comum de vermos é a dermatite. Cães e gatos estressados tendem a se lamber muito. Principalmente por tédio (como visto acima, nos sinais de estresse).


Existem alguns casos de depressão: cães e gatos deixam de comer e parecem não querer fazer nada. Quantas vezes não soubemos de casos de cães e gatos idosos que foram abandonados e, mesmo sob cuidados de outras pessoas, faleceram por não quererem comer?



Se os cães vivem em constante estado de estresse, eles podem ter sua saúde afetada. Mas nós podemos contornar essa situação. No próximo post da série, iremos falar sobre como evitar/prevenir o estresse. 

sábado, 28 de janeiro de 2017

Princípios para um cão saudável e longevo - parte III

Um protocolo de limpeza natural para manter seu cão saudável
Se nos mantivermos bem informados, as chances de manter um cão em perfeita saúde são bem altas. Se você quer isso, precisamos entender o que acontece quando uma substância artificial, ou uma toxina, entra no corpo.

Efeitos das toxinas
As toxinas podem ser comparadas com aquele seu vizinho chato e barulhento, que acaba com sua paz de domingo ao gritar, buzinar, ouvir música e brigar em um volume extremamente alto. Neste caso, a saúde do seu cão é a sua paz de domingo. As toxinas e os produtos químicos interferem com a boa saúde, eles tomam conta dos receptores do corpo e interrompem as reações metabólicas.

Como podemos saber o que é bom e o que é perigoso?
Impossível de saber. As reações de remédios, químicos, pesticidas e outras toxinas são tão complexas que não se pode decifrá-las. As pesquisas feitas para se liberar um remédio não consideram seus efeitos a longo prazo.
Por exemplo, um cão desenvolve câncer e existem vários fatores que podem ter feito a doença se desenvolver, mas não sabemos ao certo qual é a causa exata.
A única solução é limitar o uso de substâncias artificiais na vida do cão.
Sabemos que os remédios salvam vidas, principalmente em situações como traumas, emergências ou quando o cão perde a capacidade de produzir hormônios essenciais, como insulina: neste caso os remédios podem ser a única solução. Mas doenças onde os remédios são a única solução possível são raras. O veterinário diz que diminuiu drasticamente o uso e prescrição de remédios e obteve melhores resultados.

Remédios como último caso
No melhor dos casos, os remédios são “muletas” no processo de cura e é preciso parar de usá-los o mais rápido possível. Hoje muitas pessoas morrem devido aos efeitos colaterais dos medicamentos e por tratamentos ineficazes (o mesmo ocorre com nossos cães).
O corpo é programado para se livrar de tudo que é estranho. Este processo é chamado limpeza e desintoxicação. Em um indivíduo jovem este processo é mais eficaz, mas com a idade a eficácia diminui: igual a um filtro.

O processo de limpeza
Alguns elementos tóxicos são postos pra fora, mas minerais essenciais competem pelo menos lugar nas células. Exemplo: cálcio e magnésio são capazes de tirar o chumbo do corpo. Cádmio tem menos chance de ficar no corpo de seu cão se a dieta dele for rica em zinco. O problema é que o solo é deficiente em minerais então, os alimentos também o ficam: isto permite que as toxinas tenham maiores chances de ficar no organismo. As vias de desintoxicação mais importantes estão ligadas ao fígado, rins, pulmões, glândulas anais e sistema digestivo. As lágrimas também eliminam toxinas: depois de uma limpeza, muitas pessoas dizem que não há mais manchas nos pelos em volta dos olhos e nem remelas.
Se você quer manter seu cão saudável, evite o uso de químicos o máximo possível, tanto no corpo do cão quanto no ambiente onde ele vive: produtos de limpeza, sabão em pó, a comida que compramos, remédios, anti pulgas etc.
Esteja preparado, porque algumas pessoas irão questionar tudo isso que você está fazendo (falo por experiência própria, no começo das mudanças). Se mantenha informado e saiba que está fazendo o melhor pelo seu cão (e por você mesmo).

Aqui está o terceiro princípio da longevidade
Ao escolher um produto, escolha um natural e tente substituir os produtos químicos por alternativas naturais.
Quanto à desintoxicação, ele dá o exemplo do filtro de água, que precisa ser substituído de tempos em tempos e que nós precisamos manter o “filtro” dos nossos cães em forma.


Um simples programa de limpeza
Passo 1. Tire as toxinas suplementando a dieta de seu cão com minerais essenciais e amino ácidos (alguns suplementos naturais que uso e têm esta função: cúrcuma, óleo de coco, levedo de cerveja, cloreto de magnésio, kefir, iogurte natural etc).
Passo 2. Mantenha o “filtro” principal de seu cão limpo – fazendo uma limpeza no fígado a cada seis meses, por um ano. Ele explica mais sobre isto neste link.

Passo 3. Siga os passos da natureza e use a água como o agente de limpeza interno do cão. Ofereça água filtrada e sem cloro, pois o cloro pode ter um efeito negativo nas bactérias benéficas do trato intestinal dos cães. Ele pede pra evitar darmos água mineral porque ela é embalada em plástico e ele pode ser perigoso: sugere que se dê água de um filtro (aqui usamos de filtro de barro, com um filtro que retira o cloro). Além de ser bom para nós e nossos cães, é bom para o meio ambiente também.