domingo, 7 de fevereiro de 2010

Primeiros Socorros para Cães: Parte 1

Este texto compreende:
Emergências gerais: fala do kit de PS e um plano de ação

* Imobilizando
* Verificação da emergência
* Choque (estado de choque no caso)
* Respiração artificial e RCP
* Engasgos
* Feridas e sangramentos (enormeeee)
* Retirando corpos estranhos
* Transporte de emergência

Emergências Específicas: fala de identificar e tratar problemas (aí tem tabelas sobre tudo: quantidade de água, de comida, de urina, atividade do cão, peso etc)

* Exame completo do cão (acho excelente)
* Hipertermia
* Afogamento
* Queimaduras
* Choque elétrico
* Envenenamento
* Contaminação do pelo
* Inalação de veneno
* Engolindo veneno
* Venenos mais comuns de casa
* Plantas venenosas
* Animais venenosos

A parte de envenenamento em diante será publicada em um outro post, por compreender muita coisa (o texto ficaria enorme, mais do que já está). Então, chega de conversa e vamos ao texto =)

As emergências mais comuns que afetam os cães são as físicas. Tais acidentes são mais comuns durante o clima mais agradável (primavera, verão) e, mais frequentemente, ocorrem fora de casa. Podem ser de pouca gravidade, como um cortezinho na pata, ou algo mais grave, como atropelamento. A curiosidade natural do cão também o predispõe a outras emergências como, sufocar com objetos, contato com substâncias venenosas (abordado em breve – saiba mais aqui) e afogamento. Infelizmente nós, os humanos, somos os responsáveis por muitos destes acidentes, como hipertermia, feridas a balas e envenenamento criminoso. Neste artigo veremos o que fazer em cada situação de emergência.

Kit de primeiros socorros para seu cão

  • Rolo de atadura

  • Bandagem ou spray antisséptico que não arda

  • Gaze

  • Atadura adesiva

  • Gel lubrificante solúvel em água

  • Faixas / ataduras esterilizadas

  • Fita adesiva

  • Água oxigenada 3%

  • Carvão ativado em pó

  • Esparadrapo

  • Creme hidrocortisona

  • Termômetro

  • Pinças

  • Tesoura sem ponta

  • Antihistamínicos

É impossível prevenir todos os acidentes mas, com pequenas atitudes, você pode minimizar os riscos. Também é importante estarmos preparados para emergências.

  • Treine seu cão para obedecer comandos e fique sempre de olho nele.

  • Tenha um kit de primeiros socorros (em casas, passeios, viagens), além de focinheira e água limpa.

  • Tenha com você o telefone do veterinário, de outro veterinário (se o principal não atender) e de hospitais veterinários.

CONTENDO OS CÃES

Conter os cães é muito útil em casos de acidentes quando o cão está consciente, além de ajudar o veterinário a examiná-lo (seja em rotina, seja em uma emergência).

Ao se aproximar de um cão machucado, fale de maneira calma, evite contato visual, verifique a expressão da face e do corpo para ver o quão assustado está; veja se ele não está excessivamente submisso ou agressivo, que pode ser sinal de medo.

Se o cão estiver muito assustado ou for agressivo, será preciso colocar uma focinheira nele. Se você não tiver uma, pode improvisá-la (ver fotos). Pode-se também usar um colar elizabetano, para proteção extra.

CONTENDO UM CÃO PEQUENO

CONTENDO UM CÃO GRANDE


IMPROVISANDO UMA FOCINHEIRA

  1. Pegue uma atadura, ou gaze, ou gravata, ou qualquer tecido macio e resistente, de cerca de 70cm. Dê uma volta no focinho do cão.

  2. Vá para trás do cão, deixando o corpo dele restrito em suas pernas. Fala calmamente com o cão. Leve o tecido para trás do cão, na nuca. Não dê nó.

  3. Atrás da orelha do cão, bem na nuca, dê um nó. Certifique-se de que a focinheira não atrapalha a respiração. Se você não conhece o cão, mantenha-o com focinheira até chegar ao veterinário.

FAZENDO UM COLAR ELIZABETANO

Ele previne o cão de tirar curativos. Mas também, pode ser útil para prevenir que o cão nos morda. Para fazer seu próprio colar elizabetano, pegue um plástico, ou um papel cartolina bem grosso, de pelo menos 5cm maior que o rosto do cão; um estilete para fazer um buraco; fita adesiva; tecidos.

Corte o papel cartão em formato crescente, para formar um cone (grude as pontas com fita adesiva). Faça três ou quatro buracos perto da parte mais fina do cone. Coloque na cabeça do cão e, pelos buracos, passe o tecido para amarrar o colar na coleira dele.

DICA DO VETERINÁRIO:

Restrinja o cão o menos possível, pois, quanto mais se sentir apertado, mais o cão irá se debater. Coloque focinheira se o cão estiver muito assustado ou se o machucado for extremamente dolorido.

  • Se aproxime de qualquer cão machucado com muito cuidado – quando assustado ou com dor, o cão pode morder.

  • Não coloque focinheira em um cão engasgado ou com dificuldade de respirar.

  • Não coloque uma focinheira de material rude, como corda, exceto em uma emergência extrema; você pode machucar a face do cão.

  • Não mexa com cães desconhecidos em áreas onde a raiva é endêmica sem tomar medidas que evitem as mordidas.

AVALIANDO A EMERGÊNCIA

Quando um cão está doente ou machucado, você deve avaliar seu estado rapidamente: as vias aéreas, respiração e circulação, além de procurar sinais de choque. O choque clínico (falência da circulação) é fatal: ele pode evoluir lenta ou rapidamente. Se não há sinais de respiração ou batimentos cardíacos, ou o cão está em choque, corra ao hospital veterinário!

Depois de qualquer acidente, vá ao veterinário, mesmo que pareça não haver acontecido nada de mais. Nunca subestime os riscos de danos nos órgãos.

SEU CÃO ESTÁ CONSCIENTE OU INCONSCIENTE?

Se ele responder aos estímulos, está parcial ou totalmente consciente. Se ele não responde aos estímulos, está inconsciente e devemos verificar vias aéreas, respiração e circulação.

REFLEXOS NATURAIS

  1. Olhos – toque a pálpebra (perto do focinho). Se o cão estiver consciente, piscará. Se não, os olhos continuarão abertos, mesmo se você tocar nos olhos do cão.

  2. Luz – ponha uma luz nos olhos do cão. A pupila deve retrair. Se não, pode indicar que o coração parou de bater. Se a pupila já estiver retraída, pode ser sinal de dano cerebral.

  3. Patas – Belisque um dedo do cão. Um cão consciente irá retirar o pé imediatamente. Um cão ligeiramente inconsciente, mexerá o pé. Se não houver movimento, ele está totalmente inconsciente.

VIAS AÉREAS, RESPIRAÇÃO E CIRCULAÇÃO

  1. Vias aéreas – verifique se estão livres. Procure objetos. Se o cão está inconsciente, mantenha o pescoço reto, abra a boca e retire qualquer objeto. Coloque a língua para fora para manter as vias aéreas abertas; esta ação é extremamente importante em cães de cara achatada, cuja língua obstrui facilmente as vias aéreas.

  2. Respiração – Veja quantos movimentos do peito há em 15 segundos e multiplique por 4. Se o peito não se mover, segure um lenço em frente ao nariz do cão para ver se ele respira, ou coloque sua mão no peito do cão para senti-lo mexer. Cães grandes normalmente respiram 10 vezes por minutos, enquanto os menores, 30 vezes.

  3. Circulação – Sinta o pulso pressionando a parte interna da coxa. Conte os batimentos por 15 segundos e multiplique por 4. Normalmente, os batimentos normais variam de 50 por minuto em cães grandes a 160 por minuto em cães pequenos.


CHOQUE

É uma condição potencialmente fatal. Acontece quando a circulação sanguínea falha e os tecidos ficam sem oxigênio. Se não tomarmos medidas de emergência, o cão irá morrer.

Uma causa comum de choque é um sangramento severo interno ou externo. Outra possível causa é a desidratação, que reduz os níveis de fluidos no sangue. A desidratação tem um risco grave: em casos extremos pode levar ao coma e à morte. Particularmente, é um perigo para os cães que tenham problemas renais, ou perdem fluidos através do vômito, diarréia ou queimaduras. Um problema relacionado é o choque anafilático, causado por uma grave reação alérgica.

Para detectar o choque, olhe as gengivas e pressione-as para ver o suprimento de sangue. Faça o seguinte:

Pressione a gengiva e veja por quanto tempo ela permanece branca após você soltá-la:

  1. Mais de 4 segundos – choque profundo – leve ao veterinário imediatamente.

  2. Mais de 2 segundos – choque médio – leve ao veterinário em poucas horas.

  3. Menos de 1 segundo – pressão alta – veja o veterinário em 24h.

O choque pode acontecer de uma hora pra outra ou demorar horas. Sinais de choque são:

  • respiração e batimentos cardíacos bem rápidos;

  • gengiva pálida;

  • patas e orelhas geladas;

  • ansiedade ou letargia;

  • fraqueza;

  • temperatura normal ou baixa.

Sinais de um estado de choque avançado:

  • respiração irregular;

  • batimentos cardíacos irregulares;

  • gengivas muito pálidas ou azuis;

  • fraqueza extrema;

  • temperatura muito baixa (menor que 36 graus).

SEU CÃO ESTÁ DESIDRATADO?

Pegue a pele da nuca do cão e estique-a. Em cães saudáveis, a pele volta ao normal quase que imediatamente. Mas, e se a pele demorar mais que um ou dois segundos para voltar ao normal? Se demorar muitos segundos, em cães de qualquer idade, pode ser sinal de desidratação ou má nutrição. No primeiro caso, deve-se levar o cão ao veterinário imeadiatamente. No segundo, no mesmo dia. Se demorar poucos segundos, em um cão idoso, é apenas perda de elasticidade natural relacionada à idade, ou seja, não há razão para se preocupar.

LIDANDO COM O CHOQUE

Não deixe o cão sozinho e nem lhe dê nada para beber ou comer. Verifique vias aéreas, respiração e circulação e faça ressuscitação, se necessário. Pare qualquer sangramento visível. Além disse, cubra o cão com um cobertor, para mantê-lo aquecido e leve-o imediatamente ao veterinário.

RESPIRAÇÃO ARTIFICIAL E RESSUSCITAÇÃO

Só faça respiração artificial se o cão parar de respirar. Primeiro, veja as gengivas: se estiverem rosa, o sangue está carregando oxigênio para o corpo; se azuis ou brancas, oxigênio não está circulando.

Só faça massagem cardíaca se o coração tiver parado. Primeiro, procure por batimentos cardíacos. Veja os olhos: as pupilas dilatam quando o coração para. Procure o pulso. Veja as gengivas: se o coração parou, elas estarão bem pálidas ou brancas.

AÇÃO DE EMERGÊNCIA

A ressuscitação pode ser necessária nos seguintes casos:

  • perda de sangue;

  • engasgo;

  • concussão;

  • coma diabético;

  • choque elétrico;

  • falha do coração;

  • afogamento;

  • envenenamento;

  • inalou fumaça.

COMO FAZER A RESSUSCITAÇÃO

  1. Limpe as vias aéreas – deite o cão do lado direito, com a cabeça mais baixa que o corpo. Tire qualquer objeto da boca e do nariz, coloque a língua dele pra fora. Fecha a boca do cão e deixe o pescoço alinhado com o corpo.







  2. Respiração artificial – coloque sua boca no nariz do cão e assopre até que o peito dele encha e depois tire a boca. Repita de 10 a 20 vezes por minuto até que o cão consiga respirar sozinho. Verifique o pulso a cada 15 segundos para verificar se o coração ainda está batendo.




  3. Massagem cardíaca – Coloque sua mão (se o cão for muito pequeno, apenas uma; um cão maior, coloque as duas) logo atrás do cotovelo esquerdo do cão. Pressione rápida e firmemente em direção ao pescoço. Repita de 100 a 120 vezes por minuto. Depois de 15 segundos de massagem cardíaca, faça respiração artificial por 10 segundos. Continue, até que o pulso volte e o cão respire sozinho. Vá imediatamente ao veterinário e anote quando você começou a ressuscitação.





ENGASGOS

Também pode ser fatal. Pode resultar de um machucado ou alguma coisa que tenha bloqueado as vias aéreas. Na maioria dos casos, acontece quando o cão engole um objeto. Em um cão inconsciente, pode acontecer se o cão vomitar e o vômito bloquear a garganta. Também pode acontecer devido à picada de um inseto na boca ou ao choque anafilático, que fazem com que a garganta inche e bloqueie a passagem de ar.

Se seu cão está engasgados, não espere: o cão pode sufocar! Engasgar é assustador para os cães. Contenha o cão para que ele não lhe machuque.

MEU CÃO ESTÁ ENGASGADO?

  • Estressado; sons de engasgos; cutucar a boca com a pata; olhos injetados; língua azul; agitação ou inconsciência – vias aéreas completamente bloqueadas → faça rapidamente os primeiros socorros!

  • Cão agitado; tossindo, mas não respira com dificuldade; cutuca a boca com a pata; esfrega o focinho no chão; respiração desagradável – vias aéreas parcialmente bloqueadas; corpo estranho preso na boca → procure qualquer obstrução na boca.

TRATANDO O ENGASGO EM UM CÃO INCONSCIENTE

  1. Segure o cão pelas patas de trás, erga-o e, gentilmente, chacoalhe-o por 10 segundos. A gravidade, e os movimentos do corpo, ajudam a deslocar o que estiver bloqueando a garganta. Se não adiantar, ou o cão é grande demais para levantar, veja a seguir.



















  2. Deite o cão de lado. Com uma mão apoiando as costas, pressione o abdomen logo após as costelas. Se o cão for muito grande, deite-o de costas e use as duas mãos no abdomen. Pressione o abdomen em direção à garganta, duas vezes. Faça isso com cuidado, sem colocar muita pressão no ventre.

  3. Verifique a boca do cão. Se a obstrução for visível, coloque as mãos na boca dele e remova o objeto. Se o cão ainda estiver engasgado, vá para o próximo passo.

  4. Se o objeto ainda estiver nas vias aéreas, faça duas respirações artificiais e pressione novamente o abdomen. Veja a boca de novo.

  5. Verifique o pulso e faça ressuscitação se necessário. Repita até que o cão tussa e volte a respirar. Se a respiração artificial ou a ressuscitação forem necessárias, corra ao veterinário assim que você terminar de cuidar do cão!

TRATANDO ENGASGO EM UM CÃO CONSCIENTE

  1. Contenha o cão. Se for pequeno, enrole-o em uma toalha com apenas a cabeça visível. Se for grande, prenda-o entre suas pernas. Ou então, peça a alguém que segure o cão enquanto você examina a boca do mesmo e retira o objeto.

  2. Abra a boca do cão. Com o auxílio de uma pinça retire o objeto preso ao dente ou que esteja grudado no céu da boca.

MACHUCADOS E SANGRAMENTO

Feridas abertas expõem os tecidos a bactérias e podem causar risco de infecção. Os sinais são:

  • pele cortada ou perfurada;

  • dor;

  • sangramento;

  • aumento de lambedura em uma área específica.

Embora feridas asbertas possam parecer mais graves, danos internos sob feridas fechadas podem ser igualmente sérios. Os sinais são:

  • inchaço;

  • descoloração da pele;

  • dor e aumento da temperatura na região;

  • machucados superficiais, como arranhões.

Sangramento intenso ou lento e contínuo, podem levar ao choque.

VERIFICANDO SANGRAMENTO

  • Sangue esguichando do ferimento → sangramento arterial → levar ao veterinário imediatamente.

  • Sangramento não para depois de cinco minutos de pressão → danos graves aos vasos sanguíneos → levar ao veterinário imediatamente.

  • Sangramento em um ferimento perfurante (como tiro) → ferimento interno → levar ao veterinário imediatamente

  • Sangue vivo em vômito ou diarréia → ferimento interno → levar ao veterinário imediatamente

  • Sangramento profuso em um corpo aberto → ferimento interno → levar ao veterinário imediatamente

  • Sinais de choque → sangramento severo → levar ao veterinário imediatamente

  • Ferimento que sangra maior que 2cm → levar ao veterinário no mesmo dia

  • Área do sangramento muito suja → levar ao veterinário no mesmo dia

TRATANDO FERIMENTOS ABERTOS GRAVES

  1. Pressione o ferimento com uma gaze ou então, com um tecido limpo, como uma toalha. Se não houver nada por perto, use papel toalha ou lenço de papel. Pressione a área por pelo menos cinco minutos, colocando mais material absorvente se necessário.

  2. Mantenha o material no ferimento com uma bandagem. Mantenha a área machucada acima do nível do coração, se possível, mas não eleve a pata se houver suspeita de fratura. Vá ao veterinário imediatamente.

TRATANDO FERIMENTOS ABERTOS PEQUENOS

  1. Use pinça, ou seus dedos limpos, para remover qualquer material da ferida. Lave o machucado com água oxigenada, antisséptico ou água limpa.

  2. Se houver pelo entrando no machucado, limpe uma tesoura e corte o pelo.

TRATANDO FERIMENTOS FECHADOS

  1. Tome cuidado ao tocar este tipo de ferimento. O toque pode ser doloroso e o cão pode morder. Se houver arranhões superficiais, limpe-o com água oxigenada. Procure machucados não aparentes, principalmente se o cão sofreu um acidente (atropelamento) ou outro trauma.

  2. Coloque uma bolsa de gelo no ferimento. A extensão total do machucado pode não ser aparente por muitos dias. Sempre entre em contato com o veterinário, mesmo se o machucado parecer sem importância.

BANDAGEM

  1. Limpe o machucado e coloque um material absorvente nele, como gaze.

  2. Começando por uma ponta da pata, coloque uma bandagem. A primeira volta é para segurar a gaze, depois, vá cobrindo todo o machucado. Não aperte demais; você pode cortar a circulação daquela área.

  3. Prenda a bandagem com fita adesiva.

MACHUCADOS NO CORPO

Para um machucado no tronco, a bandagem previne contaminação e ajuda o cão a parar de lambê-lo. Primeiro, lave o machucado com água limpa. Enrole uma toalha limpa em volta do corpo do cão, ou uma fronha, e prenda com alfinetes. Vá ao veterinário com urgência!

ORELHAS MACHUCADAS

  1. Com uma gaze, faça pressão no machucado, dos dois lados da orelha, por alguns minutos.

  2. Fale calmamente com o cão e certifique-se de que ele não liga para a bandagem. Coloque a orelha dele para trás da cabeça e segure-a nesta posição. Coloque a bandagem em volta da cabeça e abaixo da mandíbula.

  3. Certifique-se que a bandagem não interfere na respiração do cão; o cão deve conseguir beber e comer normalmente. Veja a bandagem de tempos em tempos e vá ao veterinário dentro de 24h.

CAUDA MACHUCADA

  1. Coloque uma gaze e faça uma pequena pressão para controlar o sangramento.






  2. Faça um curativo na cauda.






  3. Se a cauda for grande o suficiente, coloque-a ao lado do corpo e enrole-a ali com uma bandagem (assim evita o cão abanar o rabo e bater em coisas duras, machucando-o ainda mais). Vá ao veterinário no mesmo dia.



NARIZ SANGRANDO

Comum e não perigoso. Coloque uma bolsa de gelo do lado onde o nariz está sangrando. Não coloque nada dentro das narinas para bloquear o sangue. Telefone para o veterinário.










UNHA SANGRANDO

  1. Aplique sulfato ferroso ou um palito de nitrato de prata (também existem medicamentos que param este tipo de sangramento). Leve o cão ao veterinário.

  2. Para evitar que sangre ainda mais, faça um curativo em toda a pata do cão, deixando a bandagem por não mais que 24h: acima deste tempo, aumenta o risco de infecção.








MEMBRO FRATURADO

  1. Se for uma fratura exposta, cubra-a com gaze ou outro tecido esterilizado. Não coloque mais nada e nem tente colocar o osso no lugar!

  2. Coloque objetos duros, como paus, revistas enroladas, em cada lado do membro fraturado. Gentilmente, coloque-os junto ao membro com uma bandagem, sem apertar demais.

  3. Leve o cão ao veterinário imediatamente. Sempre verifique a circulação sentindo a temperatura dos dedos. Se estiverem frios, o curativo está apertado demais. Neste caso, você tem que rafazê-lo.

REMOVENDO CORPOS ESTRANHOS

DAS PATAS

  1. Se seu cão está lambendo demais as patas, dê uma olhadinha nelas. Se encontrar alguma coisa, esterilize uma pinça, passando-a por uma chama, e remova qualquer objeto visível. Limpe o local com antisséptico.

  2. Se não for visível, lave a pata várias vezes ao dia em uma solução de 1 colher de chá de sal para 1 xícara de água até que o objeto apareça na pele. Para remover um objeto logo abaixo da pele, raspe gentilmente a pele com uma agulha esterilizada e retire o objeto com a pinça. Nunca tente retirar algo que esteja muito abaixo da pele – deixe que o veterinário faça isso.

DOS OLHOS

Se seu cão está esfregando os olhos com as patas ou no chão, abra os olhos do cão e procure por alguma coisa que possa estar neles. Se você vir um objeto estranho, vá pingando água limpa nos olhos do cão até que o objeto saia. Se um objeto penetrou no olho, não tente removê-lo, mas leve o cão ao veterinário imediatamente.

DAS ORELHAS

  1. Se o cão está sempre ao ar livre, ou coça muito as orelhas, dê uma olhada nelas, principalmente se o seu cão tem orelhas longas e caídas. Se o objeto for visível, remova-o cuidadosamente com pinça ou seus dedos.










  2. Agora, se você não consegue ver nada, talvez o objeto esteja preso no canal auditivo. Leve o cão ao veterinário para que ele o remova. Enquanto isso, deixe o cão mais confortável pingando um pouco de óleo mineral ou óleo de oliva no ouvido dele. Em alguns casos, o óleo faz o objeto boiar e sair do canal auditivo e você pode conseguir removê-lo.






DICA DO VETERINÁRIO

Seguindo os passos a seguir, você pode diminuir o risco do seu cão se machucar com objetos estranhos.

  • Treine seu cão para não roer objetos perigosos, tais como galhos ou ossos que soltam lascas.

  • Não deixe que o cão brinque com bolas ou outros brinquedos pequenos o bastante para ser engolidos.

  • Depois de exercitar o cão, examine seu pelo e pele para ver se não há nenhum corpo estranho nele.

TRANSPORTE DE EMERGÊNCIA

Se o cão não consegue andar, você terá de carregá-lo. A dor pode fazer com que o cão fique agressivo e pode ser necessário usar uma focinheira. Mas, não a use se o cão estiver vomitando, convulsionando, tiver engolido veneno ou tiver machucado a boca.

LEVANTANDO E CARREGANDO

CÃO PEQUENO












CÃO GRANDE

CÃO CRITICAMENTE MACHUCADO

  1. Leve o cão ao veterinário na posição em que você o encontrou. Se ele estiver deitado, improvise uma maca. Use algo como papelão: certifique-se que ele caiba no carro, junto com o cão. Se você não achar papelão, use um cobertor ou toalha grossa. Talvez você precise de alguém para ir com o cão.

  2. Mantenha as costas viradas para você. Com uma mão no peito e outra na garupa, gentilmente coloque o cão na “maca”.

  3. Peça ajuda, se precisar, e leve o cão para o carro. No carro, as costas do cão devem estar encostadas no banco. Se ninguém puder ir com você, ajeite o cão com travesseiros e cobertores. Cubra-o para mantê-lo aquecido e reduzir o risco de choque.

EMERGÊNCIAS ESPECÍFICAS – identificando e tratando problemas

Abaixo, várias tabelas para que você saiba o que fazer em determinadas situações. Lembrando que observar sempre o comportamento do cão ajuda a identificar possíveis problemas logo no início, sendo maiores as chances de cura.


DICA DO VETERINÁRIO

Os cães tem ótimos relógios biológicos. Também adoram rotina. Como resultado, eles têm necessidade física e psicológica de se aliviar no tempo certo. Isto é uma vantagem para nós, donos, porque torna mais fácil para nos organizarmos no quesito “toalete”. Um cão normalmente evacua duas vezes ao dia e urina cerca de quatro vezes, embora alguns indivíduos urinem com mais ou menos frequência.

É importante aprender a rotina e os rituais do nosso cão. Qualquer mudança nos hábitos ou no comportamento indicam um possível problema físico ou mesmo psicológico. Em qualquer caso, devemos contatar o veterinário.

EXAME COMPLETO DO CÃO

Abaixo, dicas de como fazer um exame completo no cão. O ideal é você ensinar o cão desde pequeno a ser manuseado desta maneira, examinando-o de cabo a rabo e recompensando-o sempre. Assim, além dele se acostumar a ser manuseado, você também saberá qual o estado normal dele e, qualquer anormalidade, já será fácil detectar e, se significar algum problema, as chances de cura serão maiores, já que você detectou algo anormal logo no comecinho.

Vamos ver como se examina um cão?

OLHOS

Procure por opacidade, vermelhidão ou machucados. Verifique as pupilas (muito dilatadas ou pequenas); pupilas dilatadas em luz normal podem indicar medo, dor ou choque. Mova rapidamente seu dedo perto dos olhos do cão; o cão deve vê-lo e piscar.

ORELHAS

Examine-as e veja se não há sangramento e machucados. Veja como o cão porta as orelhas; abaixadas podem indicar submissão, mas também dor, estresse ou fraqueza.

NARIZ

Veja se não há sangramento ou outra anormalidade. Veja se está seco, com crostas ou se perdeu pigmentação. Veja como as narinas se movimentam conforme o cão respira; se elas se moverem excessivamente, pode indicar problemas respiratórios.

BOCA

Veja se a gengiva está inflamada e se há dentes ruins. Veja se não há objetos estranhos e machucados na língua e céu da boca (palato). Estes machucados podem ser indicativos de um acidente (seja atropelamento, seja queda).

CABEÇA E PESCOÇO

Passe as mãos na cabeça, boca e pescoço. Veja se há inchaço, calor no local ou feridas. Mova a cabeça dele de um lado para o outro e para cima e para baixo, para ver se está com dor.

PEITO

Passe as mãos firme mas gentilmente no peito e costas do cão, veja se há excesso de calor, inchaços, protuberâncias ou sensibilidade ao toque. Afaste o pelo e veja se há descoloração da pele.

ABDOMEN

Veja se não está quente demais, duro, inchado, com protuberâncias ou sensível ao toque. Se você precisar sentir o pulso femoral, fica na parte interna da coxa, onde ela encontra o abdomen.

PATAS

Examine cada pata (perna) do cão, primeiro as dianteiras, depois as traseiras, vendo se estão simétricas. Sinta cada articulação e se não estão quentes ou inchadas.

PÉS

Veja se os pés estão ralados ou com outro tipo de machucado. Não esqueça de ver as almofadinhas também; veja se não há unhas quebradas e o estado da pele entre os dedos.

CAUDA

Não deve haver nenhum inchaço ou estar muito quente. Se ele não estiver mexendo muito a cauda, dê uma pressionada de leve na ponta dela, para ver se ele reaje. Falta de resposta indica machucado na cauda ou na espinha.

GENITAIS

Veja se o escroto está inchado ou machucado. Dê uma olhada também na abertura do pênis e da vulva, se há inflamação. Se o cão de repente começa a ter cheiro de urina no pelo, pode ser sinal de doença ou machucado.

REGIÃO ANAL

Levante a cauda do cão. A região anal deve estar limpa, sem sinal de fezes. Se houver um cheiro forte, indica que o cão está assustado ou machucado e precisa esvaziar as glândulas anais.

MEDINDO A TEMPERATURA

A temperatura normal do cão é de 38 a 39ºC, aproximadamente. Nervosismo, exercícios, calor e infecções aumentam a temperatura. Uma temperatura mais baixa pode ser devido ao choque ou exposição ao frio. Quando posssível, use um termômetro digital. Lubrifique-o com gel e insira-o gentilmente no reto, com um leve movimento giratório. Segure o termômetro, e a base da causa, por um minuto e meio, e retire-o. Desinfete o termômetro depois do uso.


ºC

O que fazer

Acima de 41

Refresque o cão, vá ao veterinário imediatamente

40,6

Vá ao veterinário dentro de 24h

40

Febre; telefone para o veterinário

39,4

Febre; telefone para o veterinário

38,9

Normal

38,3

Normal

37,8

Normal

37,2

Vá ao veterinário dentro de 24h

36,7

Aqueça o cão; vá ao veterinário imediatamente


HIPERTERMIA

O cão elimina calor através da língua, ofegando. Se o ambiente onde ele está está muito quente, este processo se torna ineficaz e o cão superaquece. A temperatura corporal aumenta rapidamente, levando à hipertermia. Se a temperatura chegar a 40,5ºC, o cão está em perigo. A morte pode ser rápida se não se resfriar o cão imediatamente.

TRATANDO A HIPERTERMIA

  1. Tire o cão do ambiente quente o mais rápido possível. Leve-o para uma área fresca, ventilada. Se possível, deite o cão em uma superfície gelada, ela ajuda a diminuir a temperatura corporal. Dê água gelada, com uma pitada de sal, para o cão beber (este sal ajuda a repor o sal perdido pela transpiração).

  2. Refresque a cabeça do cão; diminui o risco de aquecer o cérebro e melhora a respiração. Limpe a boca do cão, tirando a saliva, e passe uma esponja com água gelada na mesma. Coloque uma bolsa de gelo na cabeça do cão, para ajudar a reduzir o calor do cérebro.

  3. Se você está fora de casa, molhe o cão com mangueira ou coloque-o numa piscina infantil. Em casa, dê uma chuveirada ou coloque-o na banheira. Ou então, cubra-o com uma toalha molhada e vá jogando água gelada na toalha, para resfriá-lo. Massageie as patas do cão, para melhorar a circulação e evitar o risco de choque.

  • Nunca coloque a cabeça do cão na água.

  • Se o cão está inconsciente, não deixe a água entrar na boca ou nariz.

  • Em casos graves, o cérebro pode inchar. Trate contra choque, se necessário e vá imediatamente ao veterinário.

PREVENINDO

Hipertermia é um caso normal de morte evitável. Você pode preveni-la seguindo passos simples:

  • Proporcione sempre boa ventilação, acesso à sombra e bastante água fresca;

  • Em clima quente, cães de face achatada, idosos ou obesos devem ficar em ambientes frescose com bastante água;

  • Nunca deixe seu cão no carro, mesmo que você estacione na sombra e deixe a janela aberta;

  • No frio, nunca deixe seu cão no carro debaixo do sol.

AFOGAMENTO

SALVANDO O CÃO

  1. Salve o cão. Se ele estiver consciente, enrole-o numa toalha e mantenha-o aquecido. Se estiver inconsciente, tire a água dos pulmões: levante o cão pelas patas de trás e segure de ponta cabeça por 10 a 20 segundo, chacoalhando o corpo do cão.

  2. Deite o cão com a cabeça mais baixa que o peito, para ajudar a sair a água dos pulmões. Tire qualquer objeto da boca do cão e puxe a língua dele para manter as vias aéreas livres. Veja a respiração e circulação. Se houver batimentos cardíacos, mas sem respiração, faça respiração artificial; se ambos tiverem parado, faça ressuscitação.

QUEIMADURAS

TRATANDO QUEIMADURAS DE PRIMEIRO GRAUO mais rápido possível, lave o local da queimadura com água gelada para minimizar o dano à pele. Coloque uma bolsa de gelo por 20 minutos. Cubra a queimadura com uma bandagem que não grude. Vá ao veterinário no mesmo dia.




TRATANDO QUEIMADURAS DE SEGUNDO E TERCEIRO GRAUS Veja se há sinais de choque e trate-o. Passe um gel solúvel em água e coloque um pano seco. Evite usar algodão ou outro tecido com fibras, que grudam na queimadura. Leve o cão ao veterinário imediatamente.




TRATANDO QUEIMADURAS QUÍMICAS Use luvas. Lave a queimadura com água por cerca de 20 minutos. Para queimaduras com ácidos, use uma solução de bicarbonato de sódio em água. Lave a pele com xampu. Vá ao veterinário imediatamente.





DICA DO VETERINÁRIO

  • Nunca deixe seu cão sozinho perto do fogão ou da churrasqueira enquanto você cozinha.

  • Não aplique óleos, cremes, manteiga ou margarina na queimadura; elas danificam o tecido da pele ou aumentam o risco de infecção.

  • Ao tratar uma queimadura química, use luvas para se proteger.

  • Em queimaduras dentro da boca, deite o cão de lado e contenha-o. Lave a boca do cão com água gelada.

CHOQUE ELÉTRICO

AÇÃO DE EMERGÊNCIA

  1. Desligue a força. Se não for possível, coloque luvas de borracha, fique numa superfície seca e use um cabo de vassoura para tirar o cão da fonte do choque. Não coloque sua vida em risco. Se o cão está rígido, não toque-o até que a força tenha sido desligada. Não entre em contato com fluidos que estejam em contato com o cão.

  2. Veja se o cão está respirando e se tem circulação. Faça respiração artificial se a respiração tiver parado e ressuscitação se o coração parar. Trate queimaduras na boca lavando-as com água gelada e trate as queimaduras na pele com bolsa de gelo, para diminuir possíveis danos.



DICA DO VETERINÁRIO

Seguindo os passos a seguir, você diminui os riscos de choque elétrico.

  • Examine sua casa e jardim; tire do caminho qualquer fio ou cabo elétrico que possa ser roído pelo cão.

  • Sempre dê ao cão brinquedos apropriados pra roer, desde a infância dele.

  • Coloque um spray de gosto amargo nos fios e cabos elétricos, para que o cão desista de roê-los.

  • Nunca deixe o cão sozinho em um local com fios e cabos ligados na tomada.

  • Se não for possível remover os fios, desligue-os da tomada quando você estiver ausente.

Fonte: Livros - "Primeiros Socorros para Cães"
- " Caring for your Dog"
Fotos: Livro "Caring for your Dog" ; Suzie e Fúlvia

Obs.: Nenhum cão (no caso, a Suzie) foi ferido durante as sessões de fotos (apenas ganhou muitos petiscos por sua colaboração - e um passeio extra).

sábado, 30 de janeiro de 2010

Dobermann Branco


Aposto que ninguém nunca viu um. Não tenho notícias de nenhum no Brasil. Mas ele existe. Leiam sobre ele neste post.

Temperamento
Muitos dobermanns brancos não tem o temperamento adequado da raça, por causa do inbreeding exagerado feito pelos criadores inescrupulosos, mais preocupados em vender do que criar para temperamento.

Características
Os dobermans brancos não são albinos no mais verdadeiro sentido da palavra, embora eles mostrem algumas características albinas. (Um verdadeiro albino é despigmentado. Dobermans brancos tem pigmento, mas eles tem uma quantidade reduzida de pigmento.

Eles não se parecem brancos pela falta de pigmento, como no caso do verdadeiro albino; eles parecem brancos porque eles tem o pigmento branco). os dobermanns brancos são exatamente brancos, são de varias tonalidades cremes. E tem olhos azuis.

Os dobermans brancos não estao isentos dos problemas de saúde relacionados com a raça. A D.P.C.A (Doberman Pinscher Club of America) diz que o branco é indesejável porque esses cães são originalmente usados para guarda e pode ser muito facil vê-los no escuro. Faws (isabela, cor de cervo) são aceitos, e alguns brancos são na verdade ate mais escuros que alguns fawns. Adicionalmente, como são considerados "cães de trabalho", dobermans são usados para resgate e rastreamento, e nessas situações, existem benefícios na cor branca, para vê-los no escuro.

Proibido ou não?
A cor branca é inaceitável no padrão da raça e dobermans brancos não são permitidos a competir em exposicoes pelo A.K.C., F.C.I, etc (existem outros registro que permitem que dobermans brancos compitam em conformação e eventos, como tracking, schutzhund, flyball, agility, programas de teste de temperamento, etc.)

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Latidos

Primeiro post do ano! Então, vou escrever um artigo sobre os latidos desnecessários (porque, convenhamos, eles são o meio de comunicação de nossos peludos, né?! Cabe a nós entender o que significam e o que podemos fazer para amenizar).

Do livo "Positive Perspectives", de Pat Miller.

Como fazer o cachorro parar de latir?

Mudando a frase: Como manter meu cão quieto?

Controlar: Os cães normalmente latem muito quando estão entediados, sozinhos, super estimulados ou acreditam que seu trabalho inclui latir sem parar 24h por dia.

Ferramentas:

a) Confinar em casa: muitos cães latidores ficam tempo demais fora de casa, no quintal, o que contribui para o tédio, solidão, super estimulação e a percepção de que seu trabalho seja latir constantemente.

b) Caixas de transporte ou aqueles cercados grandes, de exercícios (normalmente usado para filhotes): se necessário, podem ajudar a controlar o comportamento do cão quando dentro de casa.

  1. Exercício: cães cansados tendem a ser cães bem comportados e felizes.

Treinamento: ensine o cão a parar de latir, sem usar de força – um “obrigado” seguido por uma recompensa para mostrar ao cão que você ficou contente dele ter lhe avisado alguma coisa importante, e fazer com que o cão saiba que você tem tudo sob controle, então ele pode parar de latir. Use este recurso com inteligência: não espere que ele pare de latir se estiver entediado, super estimulado ou sozinho, principalmente se ele ficar no quintal o dia (ou a noite) todo, sem contato humano nem exercício.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Linguagem Corporal

A Sara, do Tudo de Cão, escreveu um texto muito interessante sobre linguagem corporal. Leia-o na íntegra aqui.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Você é um dono responsável?


O que define um dono responsável? Quais as qualidades necessárias para ser considerado "responsável"?

Abaixo, dez características que tornam a pessoa um dono responsável:

1. Oferece alimento e petiscos de boa qualidade. Uma boa dieta é parte importante da boa saúde.

2. Vacina seu animal. Animais que recebem todas as vacinas recomendadas têm menores chances de desenvolver doenças virais. Donos responsáveis vacinam seus cães.

3. Seu animal é castrado. Animais castrados fogem menos e são menos agressivos contra outros animais.

4. Seu animal usa coleira com identificação e/ou microchip. Manter a identificação é importante caso seu animal se perca ou fuja. É muito importante se seu animal sofrer um acidente e um veterinário tentar lhe localizar.

5. O quintal e a casa são seguros para o animal, livre de elementos tóxicos.

6. Oferece sempre água limpa e fresca, que também é essencial para a boa saúde. (Aqui, troco a água da Suzie três vezes ao dia e lavo, com água e sabão, seu pote de água (e comida) diariamente).

7. Mantém seu animal na guia. Cães que vagam por aí livremente correm mais risco de sofrer acidentes, seja atropelamento, brigas com outros cães, maus-tratos e morte. Mantenha seu cão na guia e a salvo!

8. Previna-se! Manter seu animal desverminado e livre de parasitas externos é uma característica do dono responsável.

9. Planeje. Donos responsáveis pensam no futuro e, assim, são capazes de oferecer cuidados médicos se seu animal tiver problemas. Seja guardando dinheiro para gastos eventuais com veterinário ou tendo um plano de saúde para o amigo peludo. Assim, pode-se dar cuidados médicos de qualidade em caso de emergência ou doença.

10. Dá amor e atenção diários. Bons donos dão aos seus animais amor e atenção diários e observam seu comportamento, atitude e apetite, que podem indicar problema caso haja alguma alteração.

E você? É um dono responsável?

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Estágios do Desenvolvimento dos Filhotes

0 - 7 semanas

As tarefas desenvolvidas neste período envolvem aprender um comportamento social apropriado com outros cães. Interagir com a mãe e os irmãos ensinam o filhote a inibir morder os outros, submissão apropriada e comportamento de solicitar atenção, comportamento de receber atenção, e confiança em outros cães. Cães órfãos e ninhadas de um único filhote são uma desvantagem quando o filhote está aprendendo como se comportar como um cão no meio de outros cães. Algumas dessas lições podem ser aprendidas mais tarde (apesar de não ser determinado se este mais tarde pode se tornar "tarde demais") sob uma supervisão cuidadosa. Filhotes órfãos, principalmente aqueles que foram alimentados na mão desde muito cedo sem a mãe ou os irmãos por perto, podem se tornar animais muito problemáticos, sem o comportamento ideal desenvolvido.

7 - 8 semanas

Idade ideal para ir para uma nova casa. Esta é a melhor idade para se formar estreitos laços com as pessoas. Os filhotes estão mentalmente maduros o suficiente para se adaptar às mudanças, e para começar a receber os ensinamentos de boas maneiras. Pesquisas sobre este período crítico até apontaram o dia ideal para se ir para a nova casa: com 49 dias!

8 - 10 semanas

Algumas vezes chamado de "período do medo", o filhote agora está muito impressionável. Associações com objetos formadas durante este período deixam impressões inesquecíveis. É importante que o filhote tenha quantas experiências positivas forem possíveis com pessoas, outros animais e situações novas. Também é importante se evitar experiências traumáticas até depois da 11ª semana. As experiências desagradáveis que não podem ser evitadas (como tirar uma foto do filhote) devem ser transformadas em experiências positivas, conforme a sua reação: sempre "agrade" o filhote assustado com risadas, elogiando o filhote e tratando este evento como se fosse um jogo. Nunca tenha uma reação tipicamente humana de tranquilizar o filhote: isto pode convencer o filhote que isto deve ser mesmo muito horrível, já que você também ficou com medo!

8 - 16 semanas

Aulas de adestramento para filhotes ensinam o dono como ensinar o filhote a aprender! Tenha certeza que todas as sessões de treinamento sejam divertidas e bem sucedidas. Tire vantagem da dependência que o filhote tem por você e o forte desejo de estar perto de você para ensiná-lo a responder o comando "venha".

Evite adestradores/técnicas de treinamento que contam com a punição. Apresente o mundo ao filhote e o exponha a quantas coisas novas e pessoas de diferentes idades, sexos e raças forem possíveis. Sempre tenha certeza que você está no controle da situação para que a experiência seja positiva. Leve o filhote na guia e na coleira para que você intervenha se qualquer coisa o assustar ou o ameaçar.

4 - 6 meses

Este período de pré-adolescência é caracterizado pelo aumento gradual de independência e confiança. O filhote irá se distanciar mais e mais do seu lado, motivado pela sua própria curiosidade e confiança crescente no mundo. Continue treinando o filhote, se possível. Comece a incorporar distrações nas classes de adestramento. Leve o filhote com você em todos os lugares! Este período é muito importante para fortificar a amizade entre vocês o suficiente para resistir aos "testes" deste adolescente. Prefira castrar o seu filhote aos seis meses. Não há razão nenhuma para permitir que os efeitos "desordeiros" dos hormônios sexuais para prejudicar a vida dele, e a sua também.

6 - 12 meses

Mesmo com o melhor preparo durante o período da infância, as coisas vão se tornar "cabeludas" de tempos em tempos durante este período. As necessidades do filhote/jovem cão por estímulos, companhia e atividades são muito altas, e sua tolerância ao tédio e à falta de atividade são muito baixas. Este é o período no qual animais não castrados atingem a maturidade sexual. Os proprietários irão sentir um comportamento de "teste", parecido com o de adolescentes humanos. Evite situações nas quais os deslizes ocasionais de obediência do cão possam ter resultados prejudiciais. Por exemplo: andar sem coleira e guia em uma área não segura. Continue a proporcionar lugares seguros onde ele possa brincar e se exercitar, e brinquedos seguros para ocupar seus dentes e sua mente quando ele estiver confinado. Este não é o período no qual você possa esperar um comportamento modelo.

12 - 18 meses

Em algum lugar durante este período, seu cão atingirá a maturidade sexual: mais cedo em raças menores e mais tarde em raças grandes. Neste período, os cães com tendência a dominância começarão a se afirmar, esperando elevar o seu status na "matilha" (você e sua família). Este comportamento ocorre dentro da relação familiar e apenas quando o animais está próximo da sua maturidade emocional. Viver com um cão dominante não significa que o dono tenha que "conquistar" o cão, ou desistir de tentar controlá-lo. Mas as provocações do cão devem ser reconhecidas imediatamente e levadas à sério. A punição não é o método apropriado de lidar com isso, e provavelmente irá provocar uma reação perigosa. Consulte um comportamentalista competente toda hora que os primeiros sinais de dominância e agressão se manifestem.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Dando banho no cão: bagunça?


Quando você dá banho em seu cão, é aquela bagunça? Deixa-o sem tomar banho por várias semanas porque dá trabalho demais?

Bom, saiba que você não está sozinho.

Alguns cães simplesmente detestam banho. Basta dizer a palavra "banho" para que estes cães corram e se escondam - aí, toda a família precisa "caçá-lo".

Existem outros desafios também.

Cães de porte grande dão mais trabalho justamente pelo seu tamanho. Cães de pelo espesso são sempre mais difíceis de banhar porque é bem difícil limpar entre os pelos, chegar até a pele. Em algumas épocas do ano, faz frio demais para dar banho no cão fora de casa - mas, para alguns cães, o banho é bagunçado demais para se dar dentro de casa. Profissionais são uma boa opção, dependendo do seu orçamento (coisa nada fácil ultimamente).

Se dar banho em seu cão se tornou um desafio pra você, ou se você quer economizar dinheiro e não levá-lo mais ao pet shop, seguem algumas dicas:

1. Nunca dê banho no seu cão fora de casa se estiver muito frio. Principalmente se forem filhotes, pois eles tem problemas para regular sua temperatura. Aliás, os filhotes devem ter pelo menos quatro semanas para receber seu primeiro banho (mas, sério, nem precisa, só se eles estiverem realmente emporcalhados!).

2. Antes de dar banho, escove o cão e tire seus nós. Senão, a água deixará os nós ainda mais difíceis de desfazer - aí, só uma tesoura resolverá o problema. Se o pelo do seu cão estiver embaraçado e com tinta, alacatrão ou qualquer outra coisa grudenta, corte-o com tesoura ou lave a área com óleo vegetal ou mineral e deixe por 24h (mas converse com alguém experiente para melhores instruções).

3. Prepare o cão. Coloque bolas de algodão nos ouvidos do cão: lembre-se de serem do tamanho ideal (pequenas demais podem entrar no canal auditivo e causar o maior sofrimento). E não se esqueça de retirá-las deṕois!

O que eu faço em casa? Bom, como a Suzie odeia água e, consequentemente, banho, eu não a chamo: eu a pego mesmo. Afinal, ela deve sempre vir quando chamada e quando vier, algo incrivelmente bom deve acontecer, e não algo que ela odeie - senão, eu perco totalmente o "recall" e ela não mais virá quando chamada. Coloco o algodão nas orelhas, e começo a dar banho pelo bumbum (menos assustador), com água morna, no chuveiro. Passo shampoo e condicionador e pronto. A seco com duas toalhas e ainda a levo pra passear no sol. Isso eu costumo fazer a cada mês ou mês e meio, mais porque temos a Lê em casa do que por cheiro: ela não tem cheiro. Se estiver frio, dou banho seco: um paninho umedecido com álcool e cravo. Escovo-a e passo esse paninho e pronto: tá limpa, linda e cheirosa =)

Mas, com que periodicidade devemos dar banho nos cães?

Depende do cão e de alguns fatores também: tipo de pelo e comprimento, a frequência com que fica sujo, onde ele vive (se dentro ou fora de casa a maior parte do tempo), muda e problemas de pele.

Alguns cães precisam de banho apenas umas duas vezes ao ano, enquanto outros precisam que eles sejam semanais. É bom escovar o cão cerca de duas vezes na semana, independente do tipo de pelagem. Dar banho no cão mensalmente ou a cada dois meses parece ser razoável, mas alguns cães precisam de limpezas mais frequentes.

Uma regra boa é dar banho no cão apenas quando seu pelo estiver sujo ou quando ele estiver com cheiro forte.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Laço cão-humano: a conexão entre você e seu cão


Há muito os cães são considerados o melhor amigo do homem e, certamente, merecem o título. O laço entre humanos e caninos é inquestionável. Desde a domesticação do cão, as pessoas se sentem atraídas por eles (e eles por nós). Os cães nos ajudam de várias maneiras e não esperam nada em troca. Caçaram, mantiveram longe os animais daninhos, serviram aos policiais e militares, assistiram os deficientes e permeneceram nossos companheiros fiéis. Em troca, cuidamos deles e lhes oferecemos uma boa qualidade de vida. Uma troca justa. Na verdade, é mais uma barganha. Como esse laço se tornou tão forte? O que podemos fazer para preservá-lo e fortalecê-lo?

Uma pequena história da domesticação
A misteriosa história dos cães foi revelada primeiramente por pesquisas arqueológicas. A transição de alguns lobos para cães provavelmente começou há cerca de 100 mil anos, mas os cães domésticos datam, aproximadamente, de 15 mil a 30 mil atrás. Alguns acreditam que os humanos "criaram" os cães domésticos acasalando-os para terem características específicas, mas este pode não ser o caso. Por natureza, os cães são oportunistas, então uma teoria sugere que os cães começaram a seguir os humanos caçadores por causa da comida. Não importa como tudo começou, o laço entre homens e cães aumentou e certamente continuará crescendo.

O que os cães fazem pelos humanos
Companhia é, provavelmente, o que mais os cães nos fazem, mas é apenas o começo. Evidências científicas provam que muitos benefícios de saúde vem de mãos dadas com o fato de se ter um animal de estimação. Nossos cães nos fazem relaxar, diminuem nossa pressão sanguínea, nos mantém ativos e mais. Os cães trabalham para nós com alegria, também. Cães de serviço podem dar assistência àqueles com deficiências físicas ou mentais, trabalham como cães de busca e salvamento, guardam propriedades e nos protegem de ameaças. Mesmo nossos cães de companhia podem ser treinados para defender nossa família.

E os cães?
O cão domésticos evoluiu para ser dependente de nós. Apesar deles ainda poderem sobreviver no meio selvagem, eles amam os cuidados que proporcionamos a eles. Tudo o que precisamos fazer é ficar de olho nos interesses do cão. Precisamos ser donos responsáveis e suprir suas necessidades básicas - alimento, abrigo, saúde e por aí vai. Nós os treinamos para que eles possam melhor viver no mundo humano e eles gostam disso. É uma situação onde todos saem ganhando.

Preservando e Reforçando este Laço
O laço que você tem com seu cão comeã no momento em que ele entra em sua vida e não para de crescer. Entretanto, existem maneiras de reforçá-lo durante a vida. Participar de atividades com seu cão é o melhor jeito. Pode ser algo simples, como sessões de adestramento (por favor, apenas com reforço positivo, minha gente, sem punição!), escovando-o diariamente, brincando ou exercitando-o. Para laços mais "estruturados", você pode participar de aulas de obediência, fazer um esporte com seu cão, como agility e flyball. Uma das melhores maneiras de estreitar seus laços e deixar que seu cão crie laços com outras pessoas é atuar em terapia assistida por animais. Se o seu cão se enquadra no perfil de cão terapeuta, ele pode visitar pessoas em hospitais, asilos ou ajudar crianças a ler e aprender. Seu cão pode ser capaz de melhorar a saúde dessas pessoas e deixá-las mais otimistas com relação à vida. Não importa como você estreite seus laços e preserve-os, lembre-se que isto beneficia a saúde e o bem estar de você e de seu anjo de quatro patas.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Aniversário da Suzie


Normalmente eu curto aniversário. Acho legal comemorarmos mais um ano de vida de quem amamos. Não precisa ter festança: acho que uma comemoração básica mesmo já vale. Só não podemos é deixar passar em branco.

Mas confesso que, quando se trata do aniversário da Suzie, eu fico triste. Sim, triste. Por mim, ela teria sempre um ano, mas já está fazendo cinco. Parece que ela sente isso e fica desanimada o dia todo, risos. Eu vejo as fotos dela filhote, de quando chegou, com um ano, brincando, correndo e vai me dando saudades, muitas saudades.

O tempo vai passando, nossos peludos vão ficando adultos, maduros, velhinhos. E nós precisamos ficar sempre com eles, dando carinho, exercitando, brincando, educando, fazendo atividades com eles, deixando-os sempre felizes.

Pois é... mais um aninho de vida minha magrela está fazendo. Hoje. O que eu espero? Espero que possamos curtir muitos mais anos de vida juntas, fazendo atividades, passeando, brincando, uma ensinando a outra. Que, no tempo em que estivermos juntas, tenhamos tempo de qualidade: que eu realmente esteja presente, de corpo e alma, me dedicando mesmo a ela. É só isso que espero. Viva a Suzie! Muitas felicidades, muitos anos de vida!!! Parabéns, minha magrelinha do coração.

Agora, deixa eu dar um agarrão nela... com licença.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Acalmando o cão


Quando temos um cão com uma condição especial (seja após uma cirurgia, seja devido a um problema de saúde) ou, simplesmente, quando queremos que ele sossegue um pouco pra podermos fazer alguma coisa, é interessante ensiná-lo que ficar quieto em um cantinho todo especial é maravilhoso. Mas, como fazer isso?

Sempre que o cão estiver sossegado, brincando calmamente com seus brinquedos, recompense-o. E muito. Seja com petiscos, carinhos ou uma bela de uma massagem (a Suzie AMA uma massagem, faço sempre nela, um momento de nós duas). Quando se tem um clicker, obtem-se um resultado melhor: sempre que estivesse sossegado, clique e petisco. Aos poucos, pode-se começar a introduzir o comando "relaxa" (simplesmente, quando ele estiver relaxado, você começa a dizer "relaxa" e premia-o. Quando ele estiver fluente, pode testar: fale "relaxa" e, se ele deitar ou sossegar, ele entendeu o comando. Se não, trabalhe mais o comando).

Mas, faça do cantinho dele algo muito, mas muito agradável mesmo: coloque brinquedos que o estimulem mentalmente, e não fisicamente: kong, caixas que soltam petiscos e/ou ração, ossos diversos, fio dental. Coloque uma caminha fofinha no cantinho, com cobertas e, se possível, com uma roupa com seu cheiro (não tenho feito mais isso, Suzie está super acostumada a ficar relaxada no seu puf - e eu adoro sentar ali com ela e ler, sempre que a Letícia deixa).

Com o tempo, o comando "relaxa" vai significar que ele vai descansar ou, simplesmente, acalmar um pouco: uso muito nos passeios com a Suzie, quando ela se empolga demais. Digo "Suzie, relaxa" e ela acalma mesmo, diminui o passo.

Na foto: Suzie no comando "relaxa" pra sair bonitinha na foto com a Lê =P

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Concurso Cultural Frontline

Oi Confrades!

Suzie e Letícia estão participando do concurso frontline =) Elas poderão entrar pro calendário 2010 da frontline / merial e tb ganhar 1 ano de frontline. Mas, pra isso, elas precisam de votos. Para isso, basta clicar aqui e digitar nome, e-mail e CPF. Procure por "Fúlvia" e vocês verão as duas meninas no colchão, sentadas juntas e, na outra foto, na cama, tomando sol. Votem nas duas hehehehehe.

Beijos a todos!
Ful, Suzie e Letícia

sábado, 17 de outubro de 2009

Lidando com o cão que rouba comida

Roubar comida é algo em que os cães são realmente bons, além de ser um comportamento auto recompensatório (ele vê a comida, pega e ela é uma delícia: pronto, ele mesmo se recompensou pelo ato de comer).

Cães que são punidos por roubar comida geralmente não roubam comida na presença dos donos, para evitar broncas, e não porque eles acham que o que estão fazendo é errado.

Então, se para os cães não é errado roubar comida e eles gostam dela, o que podemos fazer pra proteger nossa comida? Veja algumas dicas:

  • Mantenha a comida fora do alcance. Uma solução simples e eficaz. Não deixe comida na pia ou na mesa: muito tentador para o cão. Guarde em locais altos ou dentro da geladeira e/ou forno.

  • Alimente bem o cão. O cão pode estar motivado a roubar comida por duas razões: fome ou o atrativo da comida. A fome pode ser “morta”, mas comida boa é sempre comida boa. Ajuda dar uma boa refeição ao cão antes dos seus amigos chegarem para jantar.

  • Treine o cão para “largar”. O melhor método é usar o “Zen canino”. Para saber como funciona este treino, clique aqui. Lembre-se: nunca usar punição positiva. O reforço positivo é o melhor método de treinamento.

  • Punição despersonalizada. Se algo desagradável acontecer quando o cão roubar comida, pode fazê-lo parar de tentar. Não é necessário nenhum aparelho ultra moderno. Com a Suzie eu bolei umas "armadilhas". Colocava uma tampa de panela em cima (ou na frente) do prato com comida (lógico que eu em casa, pra Suzie não comer mesmo). Quando ela subia na pia, ou na mesa, pra comer a comida, caía a tampa de panela (algumas vezes eu grudava duas ou mais tampas de panela, com barbante e durex... risos. Era uma barulheira...). Isso pra despersonalizar a punição, afinal, a gente quer que os cães não roubem comida nunca, não apenas quando estivermos por perto, não é mesmo? Tb coloquei a máquina pra filmar, pra ver como estava indo. Com o método de deixar filmando, mas vc conseguindo ver de outro cômodo da casa, pode tocar uma buzina, corneta ou usar uma lata com moedas pra fazer barulho no momento em que ele vai roubar a comida (um pouco antes, não quando ele já estiver com a comida na boca: timing é tudo!).

  • Restrinja o acesso do cão às áreas que tenham comida. Pode parecer ridúculo falar isso, mas muita gente esquece de não deixar o cão ter acesso a lugares com comida (vocês jantando e o cachorro lá, pedindo comida, pulando na mesa...). Arrume um lugar confortável para o cão ficar, e com entretenimento também. Ofereça brinquedos que você possa esconder comida dentro: são os melhores; ossos, esconda petiscos, essas coisas. Você também pode ensinar seu cão a ir para a caminha (saiba mais aqui) enquanto você faz um lanche, sem ele ficar com aquele olhar pidão. Aqui em casa, quando comemos, a Suzie fica na caminha dela (no puf dela, na verdade). Não atrapalha, fica feliz com seus brinquedos e podemos comer sossegados.

Outras dicas

Quanto seu cão pede comida, em algum momento você dá a comida pra "ele não encher mais"? Muuuuuita gente faz isso, direto, mas só está aumentando ainda mais o problema: o cachorro vai ficar cada vez mais e mais insistente até conseguir o que quer. Deve-se ignorá-lo nesses casos.

A Suzie também come antes da gente (existem outras maneiras de mostrarmos liderança, não existe só a gente comer primeiro e depois o cachorro - isso não o tornará dominante). No começo ela pedia, claro, todo cachorro pede. Mas nunca demos.

O que faço é guardar pedacinhos de queijo ou frutas, quando como, e dou a ela enquanto a ensino, mas nunca comigo comendo. Só mesmo depois. Por exemplo: ontem eu e a Lê estávamos comendo melão depois da janta. Guardei um bocadinho pra Suzie e fiz ela trabalhar pra ganhar. Ela tem bem claro que isso é petisco, só ganha depois das refeições. E cuidado com as guloseimas que vc dá a ela. O que é usado aqui: queijo, tofu (sem tempero, claro), frutas, legumes, ovo mexido (sem tempero tb), pão, biscoitinhos caninos. Mais nada.

Conclusão

Nosso trabalho é ensinar ao nosso cão boas maneiras e comportamentos aceitáveis. Treinamento a base de reforço positivo é a melhor maneira de conseguir. Um cão bem treinado é um cão mais feliz e mais bem-vindo nos lugares.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Biscoitinho básico



Confrades, faz tempo que estou para postar esta receita aqui.

Recebi de uma newsletter (váriasss receitas) e vou publicando aqui assim que eu for traduzindo (é muita coisa pra fazer, né?! risos).

Vamos a mais uma receitinha? Essa fez sucesso em casa, acabou rapidinho mesmo!!!! E eu usei uns brinquedinhos da Letícia pra usar de forminha. A foto é dos biscoitos que eu fiz, tá?!

Petisco básico

Ingredientes
¾ xícara de chá de farinha de milho
½ xícara de chá de óleo de soja
3 xícaras de chá de farinha de trigo
1 xícara de água
Modo de preparo
Pré-aqueça o forno. Misture todos os ingredientes e gentilmente os estique até a massa ficar fina. Corte no formato desejado. Asse por 30 a 40 minutos. Espere esfriar e guarde-os em um pote fechado.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Dicas de Livros

Nunca postei nada assim aqui no blog mas, lá vou eu escrever aqui sobre dicas de leitura pra vocês. Claro, alguns são sobre a raça da minha amada Suzie; outros, são sobre a minha paixão (ainda vou trabalhar com isso!!!): adestramento e comportamento canino/animal. Vamos lá?

Sobre Whippet, eu tenho um (comprei pela Cultura mas, me informei ainda agorinha, eles não o comercializam mais...): Whippet - Comprehensive Owner's Guide, de Juliette Cunliffe. Este livro é execelente, gostei muito dele, dá ótimas dicas (criação, comportamento, padrão, saúde, alimentação, filhotes, idosos, exercícios...). Eu tinha planejado até falar sobre ele já aqui, pode ser que eu fale mesmo, ainda mais agora que não se vende mais no Brasil (só se importar pela Amazon).

Tem um outro também, mas é uma edição mais antiga, de 10 anos atrás: Whippet - A Complete and Reliable Handbook, de Dean Keppler. Como não tenho, não posso falar muito.

Um que eu tenho vontade de ter (se alguém tiver, me empresta? rs) é: Whippets (Barron's Complete Pet Owner's Guide), de Caroline Coile.

Para quem se interessa por comportamento e adestramento, como eu, tenho uma lista dos que eu recomendo e uso (agora tenho tido menos tempo, devido ao fator Letícia, mas mesmo assim, continuo treinando a Suzie. Não podemos parar, né?!).

- It's Me Or The Dog, de Victoria Stilwell. É um livro muito bacana, ela trata de vários assuntos: ensinar a fazer as necessidades no lugar certo, exercícios, adestramento, brincadeiras, dieta, comunicação.

- 101 Dog Tricks, de Kyra Sundance. Só tem truques caninos neste livro, é excelente. Quando chove, adivinha para o que eu apelo pra exercitar a Suzie? Além disso, ensinar truques a deixa ainda mais motivada para praticar obediência (aliás, tem outros livros dela que eu estou muuuuito a fim de comprar. Mas, quem tiver, me empresta?).

- The Power of Positive Dog Training, de Patt Miller. Além de falar muito sobre adestramento positivo, sem uso de punições, tem um programa de 7 semanas para adestrar o cão. Muito bom o livro.

- Click and Easy, de Miriam Fields-Babineau. Não tem tanta parte teórica sobre o adestramento com clicker, ensina muita coisa também, além de ter várias fotos. Pra quem tem dois cães, ensina como ensiná-los ao mesmo tempo. Ainda não li todo, mas quase acabei. É mais básico, bom pra quem está começando mesmo.

- Clicker Training for Obedience, de Morgan Spector. Estou lendo esse aos poucos, e praticando também, junto com as aulas da Tudo de Cão. É impressionante como, quando ensinamos algo ao cão, mais e mais esperto ele fica e mais rápido aprende comandos e ações novas. Muito bom este livro, tem a parte teórica, onde explica tudo, tudo sobre adestramento com clicker, e a parte dos exercícios em si, muito bem explicados. Dá pra fazer muita coisa com o cão.

Tenho outros livros, mas estes são os que eu li e recomendo. Fora estes, tenho uma lista enorme de livros que eu adoraria comprar.... são eles (em vermelho, os que eu quero MAIS; em verde os que eu quero, mas não são tããããão assim... risos, mas ia me fazer feliz tê-los tb :D; em azul, os que eu não tenho certeza que estão na categoria vermelha ou verde... risos):


  • What is my dog thinking?, Gwen Bailey

  • Bonding with your dog, Victoria Schade

  • The Dog Rules, Kyra Sundance

  • The Dog Tricks Workbook, Kyra Sundance

  • 51 puppy Tricks, Kyra Sundance

  • Inside of a Dog, Alexandra Horowitz

  • Dogology, Sarah Wilson

  • Cães são de Marte, Donos são de Vênus, Patricia Mcconnell

  • Play with your dog, Pat Miller

  • Positive Perspectives, Pat Miller

  • Positive Perspectives 2, Pat Miller


Obs.: Todos os livros são vendidos em livrarias aqui do Brasil, seja na Cultura, seja na Saraiva. Quem tiver pra emprestar, fico muuuuito feliz =D

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Lidando com a depressão


A depressão em cães pode ser mais comum do que sequer imaginamos.

Quantas vezes não achamos que nossos cães estão mais calmos, mais dorminhocos, não é mesmo? Sim, pode ser verdade, mas pode ser também que ele esteja com depressão.

Foi o que aconteceu com a Suzie. Depois de passar um tempo (necessário, infelizmente) longe da gente, ela voltou para casa normal mas, no dia seguinte, mostrou vários sinais de que alguma coisa não estava bem com ela:
- uivando quando sozinha;
- não fazia festa pra gente;
- tremia de medo;
- passava a maior parte do tempo deitada e/ou escondida;
- desinteresse total por comida, petiscos e água;
- andava devagar quase parando e com a cabeça muito baixa nos passeios;
- não queria interagir com a gente e nem com outros cães, amigos ou não;
- olhar triste.

Sabe, a gente nunca quer acreditar que um cão nosso, que amamos e que faz parte de nossa família, esteja com depressão. Foi muito chato o veterinário ter confirmado minhas suspeitas. Conversei com uma amiga, terapeuta floral, que indicou um floral que a fez melhorar muito. Ela teve uma recaída, sim, mas logo voltou ao normal.

O tratamento, no caso da Suzie, foi o floral e fazer muitas atividades com ela: obediência, passeios, brincadeiras e estimulá-la, sempre. Além de dar atenção quando ela estivesse mais animada, ignorando um pouco quando ela estivesse "pra baixo".

Não é gostoso ter um cachorro deprimido em casa... nem um pouco. Me dava tristeza ver como ela estava, nem gosto muito de lembrar, triste demais. Ainda bem que ela está melhor, parou um pouco com o floral (voltou agora, pra ficar mais animadinha depois de um machucado feio que fez no encontro de galgos no domingo).

Se o seu amigo está mais calado que de costume, mais calmo, com alguns medos... procure saber mais sobre o assunto. Eu pesquisei muito, junto com o vet, pra chegarmos a essa conclusão. Também não podemos nos precipitar e auto-medicar nossos peludos. O vet, depois da gente, é o melhor amigo dos cães, não se esqueçam disso.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Turma Tudo de Cão Filhotes

A Tudo de Cão abriu uma turma exclusiva para os filhotes, que já estejam com a vacinação completa e até 7 meses de idade. Serão 3 aulas gratuitas.

Serão 3 aulas, e na primeira terá uma palestra com muitas informações super importantes para os donos de primeira viagem ou aqueles que estão tendo dificuldades com seus novos amiguinhos. Serão ensinados os comandos básicos e temas sobre prevenção de problemas de comportamento, bem como a linguagem corporal dos filhotes. Depois disso os filhotinhos poderão brincar soltos e se divertir, gastando energia e exercitando a linguagem corporal, importantíssima para crescerem equilibrados e confiantes.

Dêem uma olhada no site clicando aqui para maiores informações sobre datas e locais. Teremos as turmas no Espaço pra Cachorro e na Pet Life Morumbi, locais fechados e seguros para o melhor aproveitamento dos filhotes, que passarão a maior parte do tempo soltos.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Seminário - Adestramento positivo e Clicker training


Será realizado, entre 31/10 e 02/11, seminário sobre adestramento positivo, clicker training e solução de problemas de comportamento, conduzido por Deborah Leão, moderadora da comunidade Dicas de Adestramento, do blog de mesmo nome, e do Canto dos Bichos. O seminário ocorrerá no CTA – Centro de Treinamento Aricanduva, Otavio Vasco do Nascimento, 200 - Pq. Maria Luiza, na Zona Leste de São Paulo, capital.


O valor das inscrições é de R$350,00 até 10 de setembro, e R$400 depois dessa data – lembrando que são 3 dias de curso, e que é permitido e desejável levar cães ou outros animais, desde que possam ficar em caixa de transporte ou gaiola.


O cronograma básico do curso é o seguinte:


TEORIA DA APRENDIZAGEM

1. Introdução

2. Conceitos fundamentais

3. Condicionamento clássico/pavloviano

4. Condicionamento operante

5. Fatores que afetam o comportamento

6. Obtenção de comportamento

7. Controle de estímulo

8. Clicker


SOLUÇÃO DE PROBLEMAS

1. Métodos

2. Técnicas

3. Problemas específicos

4. Uso de medicamentos em problemas de comportamento (Dra. Celia, médica veterinária)


ETOLOGIA

1. Conceitos básicos da etologia

2. Fases do desenvolvimento

3. Liderança


EXERCÍCIOS DE ADESTRAMENTO

1. Introdução

2. Equipamento

3. Exercícios básicos

4. Truques

5. Criatividade

6. Exercícios especializados


PARA SE INSCREVER, ENTRE EM CONTATO COM OS ORGANIZADORES:

Organização: PC Bruniris.
Data: 31/10/2009 até 02/11/2009.
Horário: de 8:00 até 17:30 com 1 hora de almoço.
Telefones: 11-2208-1625/ 11-9401-4170/11-7856-7870ID Nextel: 43472*3 com PC ou Celia.
e-mail: dra_celiamp@yahoo.com.br


Apoio: Marcos Bossle.
Telefones : 11-7885-0106 – ID Nextel: 9*8856 / 11-8329-7672
e-mail: marcos.adestrador@yahoo.com.br

domingo, 30 de agosto de 2009

O que amo na Suzie

Suzie na chácara, um dos lugares que mais amamos ir

Puxa, amo tanto minha magrela que nunca escrevi nada sobre ela aqui. Que vergonha! Tsc tsc. Bom, antes tarde que nunca então, vou escrever um bocadinho sobre ela. Pra quem não a conhece pessoalmente, vai conhecê-la um pouco mais agora.

1. Quando chegou em casa, ou melhor, no aeroporto, eu parecia uma criança que ganha o melhor doce do mundo. Eu ERA uma criança que tinha ganhado o MELHOR cachorro do mundo. Aquela pequenininha, magrela, tremendo... deitadinha no meu colo. Nunca chorou, nem na primeira noite em casa. Educada desde berço.
Eu, toda sorrisos, assim que ela chegou em casa.

2. Educada, mas safada. Demorou alguns meses mas... destruiu algumas coisas em casa: antena do rádio, controle remoto, tênis, soutien, cabos de tv. Até ganhar um belo osso e desistir das coisas sem gosto.

3. Bastante esperta, desde o começo. Aprende bem rápido, a dona que ainda não aprendeu a ensinar direito.
Toca aqui (high-five) - ela adora

4. No começo, adorava uma boa brincadeira. Sua energia parecia não acabar nunca. Agora, adora um bom sofá. Mas não dispensa os passeios: está sempre a postos quando digo a palavra "passear" ou "sapatinho".

5. Nunca foi muito de comer, mas come melhor quando trabalha pra comer. Então, adestramento nela e petiscos pellets de ração (além dos petiscos normais).
Suzie no seu aniversário de 4 anos

6. Parece a mãe dela: é louca por cachorros.

7. Adora dormir em baixo de um cobertor ou edredon, não importa se estiver 5 ou 35 graus. E até hoje não sei como não sufoca. E dorme nas posições mais malucas do mundo, que não sei como consegue dormir daquele jeito e ainda acordar super bem, sem dor nenhuma.
Suzie sem cabeça (alguém aí achou a cabeça da Suzie?)
Dormindo debaixo do edredon com o papai

8. Para ela não importa se saímos e ficamos fora 10 segundos ou 10 horas: a alegria de nos receber é a mesma (e já quebrou o rabo duas vezes por conta disso).

9. Confesso que gosto de ir em lugares em que ela possa ir junto. Nos outros... vou protelando. Pra mim, ela é membro da família, e não só um cachorro.

10. Adora sua maninha Letícia, principalmente quando ela resolve dividir seus lanches com ela (iogurte, bolo, pão, frutas...).
Suzie e sua maninha, Letícia - melhores amigas

11. Meio cabeçuda de vez em quando. Mas, quem não é?

12. É a Whippet mágica: tem horas que ela parece um cachorro grandão, outras horas parece um cachorro nanico; algumas vezes tem cara de filhote, outras tem cara de velha.

13. Quando dá os 5 minutos na Suzie, sai da frente: ela corre, pula, gira, senta, deita, corre, pula, gira, senta, deita... até se cansar (da última vez, caiu).
Run, Suzie, run!! - neste lugar ela adora correr!

14. Consegue amolecer o coração de quem tem medo de cachorro, de quem não gosta de cachorro e até de dono de hotel que só aceita cachorro minúsculo. Quem manda ser carismática, bem educada, não latir e não ter cheiro? Por isso tá sempre com a gente, em qualquer lugar que vamos. Até em lanchonete já entrou, lanchou, ficou sentadinha e quase ninguém percebeu que tinha uma megrelinha peluda no lugar.
Também, quem consegue resistir?? Eu mesma não consegui, e não consigo até hoje...

15. Ela sabe das coisas melhor que eu: nunca se esquece de escovar os dentes antes de dormir, que tá na hora de comer, de brincar, de passear, de dormir. Com seu olhar ela consegue se comunicar comigo perfeitamente. Estamos sempre em sintonia.

Nem preciso dizer que eu AMO essa menina... é a cachorrinha que eu sempre sonhei em ter. Só sinto falta dela ser um bocado mais ativa, mais brincalhona mas... acho que é mal de Whippet adulto mesmo.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Segredos do Pedigree

Basset Hound

Faz um tempinho que estou pra postar alguma coisa sobre este programa, que achei muito bom, que passou recentemente em um canal da TV paga: Segredos do Pedigree.

Eu, como bióloga e amante de animais e comportamento animal (tá, principalmente os cães), acho que realmente o homem, com toda a inteligência, não deveria produzir raças (e animais) cheios de problemas, sem ao menos se importar com o bem-estar dos mesmos. Eu já tive contato com um Cocker Spaniel Inglês, fruto de acasalamento com irmão e irmã, que tinha vários problemas: menor imunidade, problemas neurológicos (dificuldade em andar, epilepsia), comportamentais, de pele e nos olhos. De uma ninhada de seis filhotes, este foi o único sobrevivente, mas viveu cerca de 8 meses apenas. Agora, por que fizeram este acasalamento? Porque os irmãos eram chocolate, uma cor raça, que eles queriam produzir. Mas, e o bem-estar deste animal? Isso é vida?

Hoje em dia vemos raças (não apenas de cães) que são verdadeiros mutantes: não conseguiriam sobreviver na natureza sozinhas. Na minha opinião, os maiores exemplos são o gato Persa e o Bulldog Inglês. O Bullgod tem problemas de respiração e, consequentemente, de resfriamento (a grande maioria deles, pelo que tenho lido, morre de superaquecimento); não tolera exercícios físicos e nem calor; as fêmeas não conseguem dar a luz normalmente, somente via cesárea, pois os filhotes são extremamente cabeçudos; a fêmea não aguenta o peso do macho, então, a maioria engravida por inseminação... e por aí vai.
O Persa tem problemas com o canal lacrimal, alguns não produzem a quantidade ideal de lágrimas, ocorrendo problemas oculares; por causa do achatamento extremo do focinho, alguns tem problemas para respirar, outros nascem com palato aberto; as fêmeas também, algumas vezes, não conseguem dar a luz os filhotes, tendo que nascer por cesárea.

Cavalier King Charles Spaniel

Mas, isso não para por aí. Tem muito mais coisas, desde raças que possuem problemas sérios mas continuam usando estes exemplares não saudáveis nos acasalamentos, visando apenas a estética, até animais que, sem dúvida alguma, sofrem com excesso de rugas, excesso de achatamento de patas; focinho curto; muito pesado...

Para quem quiser saber mais, veja aqui. Quem quiser ver o vídeo do programa completo, clique aqui.

Guia 4 rodas viagens com seu cão

Eu sou uma fuçadeira de blogs e, ontem, lendo um blog muito interessante, que fala bastante sobre agility (que um dia eu AINDA vou fazer) e Pastor de Shetland (uma raça que eu AMO, junto com os Galgos), descobri que tem o guia 4 rodas viagens com seu cão para download gratuito (aqui).

Já baixei o meu e, gente, tem muitas dicas interessantíssimas, vários hotéis que aceitam cães (alguns, não tem todos não, tá), veterinários nas cidades, restaurantes e bares que aceitam cães, trilhas e muitas dicas super bacanas.

Gente, vale a pena baixar e ter este guia.
Suzie em Campos do Jordão