Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pela Lei dos Direitos Autorais (Lei nº 9610) e toda e qualquer reprodução, parcial ou total, de um texto de minha autoria sem autorização está terminantemente proibida! Portanto, usem suas próprias cabeças para escrever no seu site, ok?! Ou sejam humildes e peçam autorização. Obrigada

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Necessidades no lugar certo: parte I

Oi pessoal!
Vou dividir este post importante em partes, senão fica grande demais! Espero que gostem e que seja útil.
Minhas observações, se tiver, estão em itálico e verde.

Com que frequência?

Um filhote de oito semanas consegue se segurar de uma a duas horas antes de precisar ir ao banheiro novamente, além de sempre que acordar. Aos três meses este período aumenta para duas a três horas – como regra geral, o cão consegue se segurar, no máximo, uma hora a mais que o mês de vida (i.e: um cão de 5 meses consegue se segurar 5+1=6 horas), sendo que o máximo que um cão deve ficar sem fazer xixi são oito horas! Exercícios, excitação, se alimentar e acordar de uma soneca diminuem este tempo. Quando você começa este treinamento, qualquer que seja o método escolhido, tenha em mente que ele precisa se aliviar oito vezes por dia!

Se você deixa comida à disposição do cachorro o dia inteiro, ele precisará usar mais vezes o banheiro, além de ser mais difícil de estabelecer uma rotina de treinamento. Ao contrário, quando se há horários estabelecidos para as refeições, as necessidades se tornarão mais regulares. Independentemente de quantas vezes por dia você alimenta seu cão, deixe a comida à disposição por 20 minutos. Se ele não comer, retire-a e não ofereça mais até a próxima refeição. Assim, ele aprenderá que tem hora pra comer e que somos nós que a estabelecemos (os líderes).

No jornal

Se seu cão ainda não pode sair à rua porque não tem as vacinas em dia, e/ou se você não tem quintal, ensinar a fazer no jornal é a melhor opção. (A Suzie chegou com todas as vacinas em dia mas, como moramos em apartamento, também a ensinei a se aliviar no jornal, pensando nos dias de chuva, nos dias em que eu precisasse ficar mais tempo no trabalho etc. Isso porque os cães não podem ficar mais de 8h segurando xixi, podendo dar problemas renais). O inconveniente do jornal é que ele não absorve muito bem o xixi... acaba vazando um pouco. Algumas pessoas preferem usar a fralda higiênica que, no meu caso, não deu nada certo: ela virou um brinquedo pra Suzie, que a destruia tuda na sala.

Mas, onde colocar o jornal?

Escolha um lugar que seja fácil de limpar. Aqui, usamos a área de serviço. Uma parte dela é forrada com jornal. Um erro muito comum de donos de cães é colocar tudo junto no mesmo lugar: jornal, comida, água e caminha na área de serviço. Os cães não comem, bebem e nem dormem perto de onde fazem xixi e coco! Por isso, aqui em casa, fiz o seguinte: área de serviço é onde ela faz as necessidades; a sala é onde ela dorme, come e bebe. Além disso, ela tem acesso aos quartos para dormir de dia, o que contribui pra ela não os sujar e sempre procurar o jornalzinho dela quando a coisa apertar.

Recompensas

O cão precisa ser elogiado toda vez que usar o jornal corretamente. Elogie-o assim que ele terminar (aqui parecia que eu estava dando uma festa: pulava, fazia farra, dava pedaços pequenos de bifinho: ela aprendeu rapidinho). Ah sim, reserve um petisco especial para esta fase de treinamento: como eu disse, usava os bifinhos e a ração, ou pedaços pequenos de biscoito para adestrar mesmo. O que você faz aqui é criar uma associação positiva entre o xixi/coco e a recompensa, seja no jornal, no quintal ou na rua.

Exemplo

  • A Suzie vai pro jornal.

  • Assim que ela faz xixi, eu falo “xixi”, em voz não tão alta (muito útil em viagens, gente: quando fazemos paradas, saímos do carro e eu falo “xixi” e pimba! lá vem o xixizão da Suzie).

  • Assim que ela termina, eu a elogio, faço carinho e dou aquele premio maravilhoso. Aí, vamos brincar, passear, qualquer coisa divertida.

  • Todos da casa devem seguir exatamente os mesmos passos que você.

Corrigindo o cão

Nunca puna o cão se você não o pegar no flagra. Os cães só associam a correção com o comportamento no momento em que este é feito. De nada adianta ele ter feito coco no tapete quando você não estava e você gritar com ele quando ele vier para perto de você: aí, você o estará punindo por vir até você! Imagina a situação: ele nunca mais vai vir pra perto de você ou, se for, será com muito medo.

Muita gente me fala: mas meu cachorro sabe que fez a coisa errada, faz aquela cara de culpado quando eu chego em casa! O cachorro não se sente culpado, mas, sim, está com medo do jeito que você se comporta perto dele! Ele percebe seus sinais corporais negativos no seu rosto exasperado. No ponto de vista dele, ele não fez nada de errado. É preciso apenas uma correção inapropriada para fazer o cão ficar preocupado toda vez que você chegar em casa. Na cabeça dele, você está bravo porque ele está indo para perto de você, não pela bagunça no tapete. Resulto: ele não confiará mais em você pois não saberá quando uma punição sem razão irá acontecer.

Lembre-se: punir um filhote, ou cão adulto, esfregando seu focinho no xixi ou coco é totalmente errado. Não ensina nada ao cão, exceto que você é fonte de sensações extremamente desagradáveis (além de, na próxima vez, ele fazer as necessidades em lugares escondidos, como debaixo da cama, atrás do sofá... afinal, ele irá associar que fazer perto de você, ou onde você possa achar, é errado – resumindo: ele não aprende onde fazer).

Se você pegar o cachorro fazendo xixi fora do jornal, diga um “Ah-Ah” firme, pegue-o imediatamente (ele vai parar de fazer xixi ou coco, não se preocupe em ficar sujo) e leve-o para o lugar certo. Espere-o terminar, aí elogie-o e dê-lhe a recompensa. Agora você começa a mostrar a ele que se aliviar no lugar certo traz coisas maravilhosas para ele!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Senta, Deita e Parado: Parte IV

Ensinando o DEITA

Deita é um exercício totalmente novo do ponto de vista do cão, mas você tem algumas coisas a seu favor. Ao ensinar o “Senta” com sucesso, você tem um cão que presta atenção em você. Ele também aprendeu os benefícios de responder aos seus comandos: petiscos, carinhos e elogios. Com estes parâmetros estabelecidos, ensinar o deita deve ser fácil, assim como qualquer outro comando que você o ensinar.

Como já dito antes, deita significa submissão. Muitos cães independentes não querem se submeter. Eles podem questionar seu direito de pedir isso. Deitar também coloca o cão em uma posição vulnerável. Se ele não está confortável com o lugar onde está, pode não deitar porque sente que está vulnerável.

Os passos para se ensinar o “Deita” são:

  • Comece em um lugar calmo e sem distrações. Ganhe a atenção do cão com comida.

  • Coloque o cão na posição sentado ao seu lado esquerdo. Coloque sua mão nas costas do cão e segure um petisco com sua mão direita. Você pode ficar parado ou ajoelhado, o que for mais confortável.

  • Segure o petisco perto do nariz do cão. Diga “Deita” e leve o petisco devagar em direção ao peito do cão e ao chão. Mover sua mão do nariz do cão ao chão se tornará o sinal (comando gestual) para o deita. Eventualmente, você conseguirá fazer um movimento curto no ar com sua mão para fazer o cão se deitar a qualquer distância.

  • Deixe seu cão comer o petisco enquanto você o elogia.

CUIDADO!

Evite fazer seu cão se deitar empurrando a cernelha dele. Os ombros dele são seguros no lugar por músculos e ligamentos. Empurrar a cernelha pode deslocar os ombros.

  • Quando seu cão estiver deitado, segure-o gentilmente no lugar enquanto o elogia. Você pode pisar na guia ou manter sua mão nas costas dele. Não o liberte até que ele esteja relaxado e deixe que você o mantenha nesta posição. Fazer com que ele aceite ficar deitado pode levar várias sessões.

  • Faça de cinco a seis repetições e então faça outro exercício. Repita uma ou mais séries durante a sessão de treinamento. Continue a praticar até que você consiga manter sua mão esquerda longa das costas do cão. Quando você terminar de praticar este exercício, liberte o cão com o comando que você escolheu para isso (“Ok” ou qualquer outro).

  • Se o seu cão se recusa a deitar, ou não permanece deitado, olhe o relacionamento que você tem com o cão e volte para o exercício de atenção. Você pode ter que reforçar essas áreas antes que seu cão aceite deitar, principalmente se ele for dominante.

  • Assim que seu cão prontamente se deitar (quando estiver sentado), tente fazer com que ele deite estando em qualquer posição. Enquanto ele estiver parado, fique ao lado direito dele e coloque comida na sua mão esquerda. Diga “Deita” enquanto abaixa a mão até o chão. Algumas vezes as pessoas só ensinam o cão a deitar a partir da posição sentado. Elas não conseguem fazer o cão deitar, a menos que ele se sente primeiro. Para evitar isso, faça o cão deitar a partir da posição parado. Eventualmente, vá para o outro lado e todas as posições em volta dele quando pedir para ele deitar.

  • Comece a adicionar distrações a partir do deita. Trabalhe em diferentes locais, em diferentes condições. Não se esqueça de voltar a ajudar o cão se as distrações o fizerem se distrair. Diminua a distração e tente novamente.

Deitar pode ser um exercício muito frustrante de ensinar. Cães com alta energia não conseguem se acalmar tempo o bastante para permanecerem deitados. Cães independentes têm outros planos e cães inseguros podem se sentir dominados nesta posição. Não se desespere, com paciência e persistência você conseguirá fazer esse execício.

CUIDADO!

Não comece a dar o comando “deita” a dez passos de distância quando você acabou de fazer o exercício ficando ao lado do cão. Muito longe rápido demais. Vá um passo de distância, depois dois passos e assim por diante.

terça-feira, 24 de março de 2009

Atendimento veterinário de baixo custo

Pessoal, não sei se vocês acompanham o noticiário da Globo, mas hoje eu não pude deixar de vê-lo: era sobre atendimento veterinário a preços mais acessíveis.

Para quem quiser saber mais sobre, acessem o site do SPTV e leiam a matéria. Tem várias coisas, desde atendimento corriqueiro, castrações até cirurgias mais complicadas. E não atendem só cães e gatos: aves, peixes, pequenos mamíferos... enfim, não há mais desculpa pra não se levar o animal ao veterinário, nem castrá-lo, hein?!

quinta-feira, 19 de março de 2009

Irmãos mais novos


O Canto dos Bichos ganhou, recentemente, dois irmãos mais novos.

- Mães com Cães: trata de assuntos relacionados ao convívio de cães e crianças / bebês; dicas; dúvidas; convívio; desafios etc;
- Nossa Vida: aqui falo de assuntos relacionados à defesa animal: vegetarianismo, vivissecção, peles, rodeios, circos, caça etc.

Visitem, prestigiem, repassem, escrevam. Serão bem vindos!

quinta-feira, 12 de março de 2009

Senta, Deita e Parado: Parte III


o Your Dog Is Not Lassie Chapter 8

Ensinando o SENTA

Se você dá comida quando seu cão presta atenção em você, ele já deve ter começado a sentar por conta própria. Elogie-o cada vez que sentar. Devido às tentativas anteriores de adestramento e o trabalho com a atenção, ele já deve ter um bom domínio do senta.

Os passos para o sucesso são:

  • Comece em um lugar calmo, obtenha a atenção do cão com um pouco de comida e elogio.

  • Com o cão ao seu lado esquerdo, ajoelhe, coloque sua mão esquerda na coleira do cão, na região da nuca, e segure sem forçar. Tenha um petisco na mão direita.

  • Coloque o petisco bem perto do nariz do cão e devagar leve sua mão até o topo da cabeça dele enquanto diz “Senta”. Você move o petisco em direção às costas do cão. Ao segurar a coleira, você evitar que ele se levante. Ele olhará o petisco e sentará para manter os olhos nele. O movimento da sua mão se tornará o comando visual para o “senta” quando o cão estiver ao seu lado. Eventualmente você pode usá-lo em uma curta distância dele.

  • Deixe-o sentado por alguns segundos, elogie-o e dê o petisco. Liberte-o (comando OK, etc). Lembre-se: o elogio e o petisco vêm durante o senta, não depois.

  • Repita quatro ou cinco vezes e termine a sessão. Sessões curtas são mais produtivas.

  • Quando o cão se sentar prontamente ao seu comando, é hora de tirar-lhe a coleira. Fique próximo a ele.

  • Vocês dois olhando para frente, coloque o petisco na sua mão esquerda, leve-a até o nível do nariz do cão e mova-a para trás da cabeça dele enquanto diz “Senta”. Provavelmente ele sentará. Se não, transfira a comida para a mão direita e pressione gentilmente as ancas dele com sua mão esquerda. Elogie, premie e liberte.

  • Repita algumas vezes e pare.

  • O próximo passo é dizer “Senta” sem nenhum petisco nas mãos, mas no bolso. Diga “Senta” e use o movimento da mão como se houvesse comida nela. Assim que ele sentar, elogie, premie com o petisco e liberte. De agora em diante, elogie todas as vezes, premie ao acaso e liberte.

Adicionando distrações

Quando seu cão sentar a maior parte das vezes (quatro de cada cinco – 80%), vá para locais com mais distrações, como o jardim da sua casa, ou a rua.


Quando você introduz uma distração, a atenção do seu cão pode vacilar ou desaparecer por completo. Não hesite em voltar ao uso da “mão na coleira” e da comida. Geralmente quando você introduz distrações, o cão não consegue se focar no seu comando. Neste caso, evite ficar parado e dizendo “Senta. Senta. Senta...” eternamente mesmo que o cão não esteja respondendo. Este é um erro muito comum. Ao invés disso, diga o comando apenas uma vez e coloque o cão na posição desejada se ele não se sentar. Muitos donos justificam o uso dos comandos repetitivos dizendo: “Mas ele sabe isso!”. Se ele sabe, então escolheu ignorá-lo. Você precisa mostrar a ele que está falando sério guiando-o fisicamente até a posição e então elogiando-o.


Por outro lado, se ele não sabe o que você quer, precisa mostrar a ele. De tempos em tempos, o cão independente falha nas respostas – não de pirraça – por ficar confuso. Esse “branco” pode ser causado por uma mudança nos seus métodos ou nos arredores. Cães aprendem por contexto. Em outras palavras, eles ligam um comando com o local onde você dá este comando, o tom de voz e talvez até mesmo a hora.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Pastores: Pastor de Shetland

País de Origem: Ilhas Shetland.

Expectativa de Vida: 12 a 14 anos.
Tamanho: De 33cm a 41cm de altura na cernelha.
Peso: De 8kg a 12kg.
Cores: Marta (castanho avermelhado), azul merle, branco e preto, black and tan (preto e canela) e tricolor.
Treinamento: Excelente.
Com crianças: Muito bom com crianças.
Com outros animais: Bom.
Clima: Tolera bem o frio.
Dentro ou fora de casa: Excelente cão para dentro de casa, desde que seja exercitado regularmente.
Necessidade de exercícios: Muito alta.
Cuidados gerais: Escovação regular e cuidados com a pelagem. Troca intensa de pêlos duas vezes ao ano.

Origem

O Sheltie (como é carinhosamente chamado) é originário das Ilhas Shetland. Foi criado para ser um cão de pastoreio. Seu instinto pastor permanece muito forte na maioria dos cães de hoje. Seu Sheltie pode pastorear crianças, bolas etc.

Quanto à formação da raça, existem controvérsias. Alguns acreditam que tenha se originado do mesmo cão de trabalho que originou o Collie ou do cruzamento entre cão nativos das Ilhas Shetland e os ancestrais do Collie. Também existe a hipótese de a raça resultar de acasalamentos que incluíam as raças Border Collie e Collie.

Personalidade

Um Sheltie típico é um cão leal, amigável e extremamente espertos. São muito conhecidos por sua inteligência. Eles se saem muito bem em provas de obediência.

O Sheltie foi feito para ficar dentro de casa e não fora dela. Ele tem uma necessidade muito forte de ficar perto do dono, seguindo-o a todos os lugares só para ficar junto dele. Alguns Shelties ficam entediados e podem latir se deixados sozinhos no quintal, além de se tornar um cão infeliz.

Os Shelties são cães calmos, gentis e amáveis, não hiperativos. Mas, se pessoas inexperientes criam a raça, começaremos a ver muitos Shelties hiperativos, dando má fama à raça (como geralmente acontece com as raças da moda).

A timidez é um grande problema da raça: os Shelties ficam tímidos com estranhos. Você pode ajudar, socializando o filhote a estranhos desde cedo.

Esta é uma raça que se encontra entre os que latem muito. Se você não quer ter um cão latidor, não compre um Sheltie! Eles são muito protetores da casa e latirão para avisar se há algo estranho. A maioria late para carteiros, leiteiros etc. Mas, apesar disso, eles não latem compulsivamente e nem à toa. E também aprendem facilmente a não latir em demasia.

Temperamento

O Sheltie é um notável cão de companhia com um temperamento encantador. Gentil, sensível, leal e delicado. Muito alegre, inteligente e adestrável. O Pastor de Shetland é uma das raças mais inteligentes, que adoram agradar e obedecer o dono. Estes cães são tão espertos que muito criadores dizem que ele tem uma inteligência quase humana. Amável, leal e aficionado à sua família, mas reservado com estranhos, adoram as crianças da família. O Sheltie é conhecido por não se deixar ser tocado por estranhos, mas nada que uma boa socialização, feita desde cedo, quando filhote, não resolva.

É um bom cão de alerta. Esta raça precisa de contato humano e deve ser criada em uma casa onde possa viver com as pessoas. Gostam de se manter ocupados. Como têm o instinto de pastoreio bem arraigado, adoram pastorear coisas e, infelizmente - e desastrosamente - adoram pastorear carros. Um Sheltie não deve nunca andar solto na rua, justamente para evitar esses acidentes. Devido à sua beleza e amabilidade é um excelente cão de companhia. Os Shelties são muito devotados à família.

Características

Tamanho e peso: O Sheltie deve ter entre 33cm e 41cm na cernelha. O peso ideal é de 8kg a 12kg, lembrando que as fêmeas podem ser mais leves que os machos. NÃO existem mini Shelties. Esse termo é usado por criadores irresponsáveis, que tentam comercializar Shelties menores, que têm mais problemas de saúde devido à miniaturização do que os Shelties de tamanho padrão. Se alguém tentar lhe vender um mini Sheltie, fuja dessa pessoa!

Cores: Marta e branco é a cor mais popular do Sheltie, mas ele também pode ser branco e preto, tricolor, black and tan (preto e canela) e azul merle. O Sheltie é um excelente companheiro, não importa a sua cor. Não existe conexão entre o temperamento e a adestrabilidade do Sheltie com a sua cor.

O Pastor de Shetland é um cão robusto, rápido e bonito, com uma cabeça longa em formato de cunha. Sua pelagem é longa e o subpêlo é macio. Alguns dizem que ele é a miniatura perfeita do Collie de pêlo longo. A linha superior do crânio deve ser paralela com a linha superior do focinho. As patas e a cauda são bem revestidas de pêlos; a face e os pés têm pÊlo curto. A cauda deve alcançar os jarretes (calcanhares). Os olhos são amendoados e geralmente escuros, mas o azul merle pode ter olhos azuis, um de cada cor ou, ainda, ambas as cores em um único olho. O cão deve ter uma expressão gentil, inteligente e alerta. A trufa (nariz) deve ser negra. A mordedura deve ser em tesoura, ou seja, os incisivos superiores se fecham imediatamente à frente dos incisivos inferiores. As orelhas são pequenas, flexíveis e expressivas, e suas pontas devem ser dobradas. O Sheltie é um cão ágil, rápido e bom saltador. Os machos devem ter aparência masculina e as fêmeas aparência feminina.

Cuidados

Por ser uma raça de pêlo duplo e longo, o Pastor de Shetland precisa de alguns cuidados. A troca de pêlos é moderada durante o ano e se acentua duas vezes ao ano, que é a época da muda dos pêlos. É mais fácil cuidar de sua pelagem do que parece, mas escovações regulares são importantes. Durante a muda, que pode durar algumas semanas, as escovações precisam ser mais regulares: de três a quatro vezes na semana. Atenção especial para o pêlo macio de trás das orelhas e os pêlos das coxas e das patas dianteiras, que são os que mais freqüentemente embaraçam.

Banhos: esporádicos. Semestrais, se necessário.

Unhas: devem ser aparadas quinzenalmente ou, pelo menos, mensalmente. Se você não souber como fazê-lo, peça ajuda de um profissional, como o veterinário, porque, diferentemente de nós, as unhas dos cães são vascularizadas e, se cortamos a veia interna, o cão sentirá muita dor e terá hemorragia. Só é necessário cortá-la se o cão não desgastar as unhas naturalmente.

Orelhas: mantenha-as sempre limpas, pois ninguém merece uma infecção auricular. Novamente, se você não souber como limpá-las, peça ajuda veterinária, senão corre-se o risco de ferir o cão.

Glândulas anais: existem duas glândulas localizadas em cada lado do reto. Elas ajudam a lubrificar os movimentos intestinais do cão. Essa substância tem um cheiro muito forte e nojento e precisam ser esvaziadas. A periodicidade depende do tipo de alimentação do cão: se ele comer comida úmida, precisa-se esvaziá-la mais vezes; se comer comida seca, menos vezes. É melhor que seja feita pelo veterinário ou no próprio banho e tosa, porque, novamente, corre-se o risco de machucar o cão.

Virilha e genitais: melhor manter com a tosa higiênica, assim evita-se aparecimento de infecções e é mais fácil manter o cão limpo. Algumas vezes cães machos que não estão tosados (a tosa higiênica) se sujam com urina.

Dentes: Deve-se escovar os dentes dos cães, idealmente, todos os dias, para evitar a formação de tártaro. Se o cão desenvolve tártaro, somente o médico veterinário é habilitado a retirá-lo, já que requer anestesia geral do cão. A limpeza de tártaro é recomendada anualmente ou duas vezes ao ano. Ossos também ajudam a manter os dentes e as gengivas saudáveis.

Controle de parasitas externos: todos estão sujeitos a apresentar pulgas. Então, siga os seguintes passos:
1. Banhe o cão regularmente. Passe xampu em todo o cão e deixe agir por 15 minutos. Se o cão estiver com pulgas e/ou carrapatos, banhe-o com produtos específicos. Olhe bem nas orelhas, olhos, ânus e virilha: são os locais que as pulgas mais se escondem.
2. "Venenos", como o Frontline, ajudam muito no combate às pulgas que vivem no seu cão.
3. Limpe muito bem a sua casa, livrando-a dos parasitas externos do cão. Isso porque 99% das pulgas vive no ambiente e não no cão. Portanto, ao tratar o cão com produtos anti pulgas, trate também o ambiente. Só assim o tratamento será eficaz.

Curiosidades

  • O Sheltie pula bastante e gosta de correr em círculos. Não se sabe o porque isso acontece, mas é mais comum quando o cão está excitado ou nervoso.

  • São tímidos. Até mesmo o mais bem socializado dos Shelties pode demonstrar timidez algumas vezes.

  • Pastoreiam pessoas. Seu instinto de pastoreio está muito arraigado.

  • Têm medo de tempestades. Durante uma tempestade, mantenha-o seguro, porque eles podem fugir devido ao barulho, tentando se esconder.

  • Medo de estranhos. Não espero que ele seja sociável com estranhos. Para muitos Shelties, leva um certo tempo para ele se familiarizar com eles.

Uma pequena entrevista com criadores da raça


Aqui, alguns trechos de entrevistas concedidas por criadores da raça.

1. Função antiga e atual da raça (para saber quais serão as tendências de um cão desses em casa)?
Função antiga: pastoreio de ovelhas de pequeno porte, companhia dentro de casa com a família do pastor e proteger plantações e criações de animais domésticos espantando os animais predadores através de latidos.
Função atual: pastoreio de ovelhas, companhia, provas de Agility e Obediência.

2. Tipo de ambiente (será um cão bom tanto para casa como apartamento)?
O Sheltie se dá muito bem em um apartamento, desde que suficientemente exercitado e desde que esteja ao lado do dono. São cães que gostam de ficar dentro de casa e se dão bem em casas sem quintal. Não devem ser deixados soltos em hipótese nenhuma, pois podem fugir, se machucar, ser envenenados ou se perder. Se dão melhor como cães de dentro de casa.

3. Tamanho da área (se adapta bem a áreas pequenas, desde que exercitado regularmente, ou, mesmo assim, só pode viver em áreas grandes)?
Se adapta a pequenas áreas, desde que exercitado regularmente.

4. Tolerância com crianças.
São um dos melhores cães para as crianças. Claro que, quando filhote, a interação cão e criança deve ser supervisionada. A criança deve entender o que pode ou não pode fazer ao interagir com o cão. Se dá muito bem com crianças acima de sete anos. Com as menores, basta fazer o que foi dito: ensiná-las a respeitar o cão, e a convivência será prazerosa para ambos.

5. Convivência com estranhos.
De acordo com o próprio padrão da raça, é reservado com estranhos, porém nunca tímidos ou medrosos.

6. Convivência com cães e outros animais.
Os Shelties não são uma raça agressiva. Se dão muito bem com cães e gatos. São muito fáceis de conviver e não arrumar brigas e nem confusão. Uma curiosidade é que eles gostam muito de gatos.
Apesar de não serem agressivos com outros cães, normalmente são dominantes em relação às outras raças.

7. O quanto late.
É um cão que late bastante. Para comparações, late mais que um Collie mas menos que um Poodle.

8. Nível de aprendizagem em obediência.
Nota 10! Uma das melhores e mais fáceis raças de se treinar, campeão em provas de Obediência nos Estados Unidos e no mundo.

9. Necessidade de exercícios. É uma raça resistente?
Se saem muito bem em provas de pastoreio e agility, adoram praticar esportes, têm fôlego para isso.
São cães muito ativos, portanto, precisam de bastante exercício. Só não pode deixar que eles passeiem sozinhos na rua, pois é muito perigoso (como dito acima).

10. Nível de atividade (incluindo excitabilidade e vontade de brincar).
Muito espírito brincalhão, porém, nível de atividade moderado.

11. Busca de afeto (é um cão que gosta de contato físico ou é mais independente).
São cães que amam as pessoas, gostam de ficar com seus familiares sempre que possível. Não o deixe sozinho no quintal: ele não ficará feliz e latirá muito para mostrar o desagrado.
Fica colado no dono acompanhando seus movimentos, como se fosse pastorear as pessoas da casa.

12. Tolerância em ficar sozinho?
Como dito acima, gostam de ficar com a família. Não são apenas cães: são parte da família. Toleram ficar sozinhos quando seus donos estão trabalhando, mas é melhor deixá-lo entretido com brinquedos.
Pode ficar algumas horas sozinho se precisar, porém adora a companhia do dono e precisa ser exercitado para gastar energia.

13. Nível de destruição?
Os Shelties não são muito destruidores, não estão entre as raças que mais estragam móveis, carros etc. Se contentam com um osso, um brinquedo ou um coleguinha.

14. Preço de um adulto e um filhote da raça?
Nos EUA, um filhote custa em torno de U$ 600, de qualidade pet (ou seja, não deve ser procriado porque não se adequa ao padrão oficial da raça). Segundo o criador, é para tomar cuidado com quem vende filhotes abaixo de U$ 500: pode vir de uma fábrica de filhotes, podem estar doentes, serem mestiços etc. Filhotes com qualidade para exposição e/ou reprodução custam em torno de U$ 1.200 a U$ 3.000. Um adulto até os dois ou três anos de idade tem o mesmo preço de um filhote, mas, a partir dos sete anos, quando se aposenta, custa em média U$ 250.
Aqui no Brasil, um filhote custa em média R$ 1500,00.

15. Expectativa de vida.
Cerca de 12 a 15 anos. Alguns chegam a viver mais de 16 anos. Depende muito de como o cão é tratado. Se estiver com sua saúde em dia, vacinação, vermifugação, dentro do peso, dentes e pelagem limpos, será, com certeza, um cão saudável e longevo.

16. Por que ter e por que não ter um Pastor de Shetland?
Por que ter:
É um excelente companheiro para todos os momentos. Se o dono está feliz, ele também está feliz; se o dono está triste, ele ficará no seu canto; se receber carinho e atenção, retribuirá com carinho e atenção. Vai retribuir o que receber.
Por que não ter: Se quiser um cão para ficar longe do convívio da, ou para ficar trancado no canil, é melhor não ter um Sheltie.

Referências

Revista Cães e Cia
AKC

Agradecimentos especiais para os criadores, que contribuíram muito para esta matéria:

1. Hilda e Eduardo Scherrer do Canil Chelsea Shelties, de Curitiba, PR
2. Ashley Stribling do canil AshLaur Shelties, dos EUA



Nome: Carmylie Spenser of Chelsea
Proprietários: Hilda e Eduardo Scherrer (CHELSEA SHELTIES)

Nome: Lakewood's Double Stuf (Double)
Proprietário: Ashley Stribling (AshLaur Shelties - EUA)
Cor: Bi Black

Nome: Lakewood's AshLaus Winter Ice (Ice)
Proprietário: Ashley Stribling (AshLaur Shelties - EUA) e Billie Adams
Cor: Bi Blue

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Que barulho é esse? Espirro Reverso

Aqui em casa isso é bem comum. A Suzie tem espirro reverso: é um barulho como se ela estivesse sufocando e/ou engasgada com algo. Uma vez ela teve isso na rua e uma pessoa achou que ela estava morrendo hehehe.

O barulho é muito estranho - não é falta de ar, não é vômito, nem tosse, nem espirro. Muitas vezes o som é descrito como um engasgo repentino. Isso se chama espirro reverso. Pode ser normal para alguns cães e assustador para os donos que nunca presenciaram este espirro reverso.

Abaixo, o link do vídeo do espirro reverso:
www.petplace.com/reversesneeze

Durante o espirro reverso, o cão faz inspirações rápidas, fica parado com as patas da frente separadas, cabeça pra frente e os olhos podem ficar salientes. Ele faz um barulho bem alto, parece que tem alguma coisa entalada na garganta dele. Muitos donos acham que o cão está sufocando durante um episódio de espirro reverso. Cada ocorrência dolgu espirro reverso duram geralmente de menos de um minuto a dois minutos.

Pode ser normal em alguns cães mas ser anormal se ocorrer muito.

Como parar o espirro reverso
O espirro reverso se estimularmos o cão a engolir, massageando a garganta. Algumas vezes abrir a boca do cão e gentilmente puxar a língua dele ou dar-lhe algo de beber e comer também pode ajudar. Alguns cães têm episódios de espirro reverso tão frequentes que pode ser necessário a ajuda de medicamentos para reduzir sua frequência.

O que esperar
Se ocorrer frequentemente (diariamente ou várias vezes por dia) e estiver associado com outros sinais clínicos, deve-se fazer um bom exame veterinário. Veja se há outros sinais anormais que possam indicar problemas mais sérios, incluindo corrimento nasal, sangramento nasal, espirros, dificuldade respiratria, deformidades faciais na área nasal, diminuição do apetite e/ou letargia.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Encorajando seu cão a beber água

A boa hidratação é crucial no processo de cura; mas o cão doente ou com dores pode não estar nem um pouco interessado em beber. É importante NÃO forçá-lo a tomar água, colocando-a garganta abaixo, pois ele pode ter pneumonia por aspiração se ele não a engolir adequadamente.

Abaixo algumas dicas para encorajar seu cão a beber água.

1. Dê um cubo de gelo para ele lamber.
2. Deixe que ele lamba água dos seus dedos ou mãos.
3. Dê comida enlatada, pois ela contém mais água.
4. Adicione água morna à comida do seu cão.
5. Colocar um cubo de gelo no pote de água pode encorajar alguns cães a bebê-la.

Se seu cão está fraco e não se interessa por comida ou água, procure o veterinário.

Oito sinais de doenças que você deve reconhecer


Muitos destes oito sinais aqui descritos são inespecíficos e podem estar associados a outras (várias) doenças. Cada um deles é importante e devem ser levados em conta.

1. Falta de apetite - a anorexia geralmente é um dos primeiros sinais de doenças nos cães. Pode ser difícil diagnosticar se você deixa comida à disposição do cão o dia todo. Por isso, o ideal é alimentar os cães duas vezes ao dia, ou mais, sempre no mesmo horário e deixar apenas 30 minutos à disposição do cão para que possamos verificar seu apetite.

2. Menos ativo - quando não se sentem bem, os cães ficam menos ativos. Muitas vezes essa "menor atividade" é confundida com "ficando velho". Se seu cão está menos ativo, o mais seguro a se fazer é levá-lo ao veterinário.

3. Fraqueza - pode ser descrita como cão "menos ativo", ter aparência letárgica ou falta de coordenação. Todos estes sintomas são sinais potencialmente perigosos que devem ser avaliados imediatamente pelo veterinário.

4. Letargia - é uma falta de interesse geral pelo meio ambiente. Sintoma muito comum e pode ser um sinal de começo ou fim de doenças, dependendo da severidade.

5. Perda de peso - perder peso é outro sinal comum de doença. Algumas vezes é difĩcil de notar a perda de peso, principalmente em cães de pelo longo ou cães que vemos todos os dias e não notamos mudanças subtas. Se seu cão parece mais magro, mais fino, ou se você consegue sentir facilmente suas costelas, pode ser sinal de problema.

6. Aumento no consumo de água - beber mais água geralmente está associado a algumas doenças, como problema renal e diabete melitus. Se você notar que seu cão mostra estes sintomas, consulte o veterinário.

7. Não se limpar - cães que não se sentem bem não se limpam ou você nota a pelagem opaca. Se a pelagem de seu cão mudar, leve-o ao veterinário.

8. Mau hálito - também conhecido por halitose, o mau hálito resulta de doença dental assim como outras doenças metabólicas.

Então o melhor negócio é levar nossos peludos periodicamente ao veterinário para ser examinado de cabo a rabo. Isso ajuda a diagnosticar possíveis problemas logo no início. Comece cedo, com seu cão ainda filhote.

Prevenir é melhor que remediar. Dê alimento de boa qualidade ao seu cão e exercite-o regularmente. Observe-o cuidadosamente, em busca de qualquer sinal de doença. Se você notar qualquer um destes sinais, contate seu veterinário o mais rápido possível.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Os Galgos: Wolfhound Irlandês

Embora poucas raças estejam tão rodeadas de lendas como esta, na história também não faltam as passagens famosas onde este cão é referido. Seu próprio tamanho é um prodígio.

Antigamente, era muito usado como caçador de lobos, principalmente na Inglaterra, onde estes eram considerados pragas, caçador de coiotes e de lebres.

Em 1924, na Primeira Guerra Mundial, a criação da raça foi quase dizimada. Um grupo de amadores formou o Irish Wolfhound Coursing Club, com o objetivo de orientar a seleção do galgo irlandês com critérios esportivos (perseguição de lebres). Atualmente, ele já não corre perigo de extinção.

Ainda hoje é utilizado como cão de caça nos países onde a raça é desenvolvida, principalmente na Europa.

Devido ao seu grande porte e sendo um grande caçador de lobos, pode-se pensar que o Irish Wolfhound seja um cão de guarda exemplar. Mas, na verdade, isso não é verdade. Claro que a maioria das pessoas vai se assustar ao se deparar com um cão deste tamanho (cerca de 88cm de altura na cernelha), e alguns exemplares são mesmo bons cães de alarme, latindo quando um estranho se aproxima.

O Irish Wolfhound é um cão dócil, amável, obediente, muito alegre, festeiro, sensível, ciumento, e avesso a violências e agressividades. Também não é aconselhável adestrá-lo para a guarda para obter dele esta função, pois num ataque, pode matar uma pessoa. Contudo, pelo seu próprio porte avantajado, já inibe tentativas de qualquer tipo de agressão.

A raça é extremamente inteligente. Isso pode ser constatado através do seu relacionamento com crianças. Ele tem consciência do seu tamanho, da sua força. Quando uma criança chega perto dele para brincar, ele limita-se a deitar, sentar, lamber, demonstrando carinho. Não tenta nenhuma manifestação mais efusiva, pois sabe que pode machucá-la. Já com uma criança "espoleta", simplesmente sai de perto, mudando de lugar, enquanto o danadinho insistir em mexer com ele.

Temperamento

O Irish dedica-se muito ao dono. Sempre elege um indivíduo da casa como seu preferido. Entretanto, ama a todos, inclusive os que não moram na casa, e mais, nunca se esquece dos amigos.

A paciência constitui uma das principais características da raça. Afeiçoa-se em especial às crianças, talvez até por traduzirem sua personalidade infantil. Como marca registrada do Irish, detesta violência. Diante de situações suspeitas, prefere latir e nunca atacar, permanecendo sempre à espera do dono.

Sob suas sobrancelhas espessas esconde um olhar completamente amistoso. Em geral, late pouco, não procura brigas com outros cães e mostra-se extremamente paciente com as crianças, com as quais demonstra gosto pelas brincadeiras.

Como todos os galgos, possui um caráter independente, embora não resista à acatar ordens nas aulas de obediência. Sua educação requer um pouco de firmeza.

Características

O Irish é o maior e o mais alto dos cães Hounds. Na aparência geral lembra muito o Greyhound, como por exemplo no formato das orelhas e nas pernas longas e fortes. Apresenta pelagem áspera e dura, corpo bastante musculoso e graciosamente construído. A cabeça e o pescoço são portados altos. A cauda é ligeiramente curvada para cima. A altura e o peso mínimo dos machos deve ser de 81 cm e 54,5 Kg, e das fêmeas, de 76 cm e 48 Kg; isto para exemplares com mais de 18 meses de idade. Apesar do grande porte, o Irish Wolfhound possui movimentos fáceis e ativos e é notável por combinar poder, força e rapidez. As cores reconhecidas são cinza, tigrado, vermelho, preto, branco puro, dourado-claro ou qualquer outra cor que apareça no Deerhound.

Saúde e Cuidados

Mais ainda que os outros galgos, é um cão robusto, pouco propenso a desenvolver doenças. Expectativa de vida: 10 anos.

Para quem pensa que ter um cão desse tamanho dá muito trabalho, engana-se redondamente. O Irish não exige nenhum cuidado especial. Quando ele ainda é filhote, pode precisar de uma alimentação mais reforçada, e durante a fase de crescimento, que vai até dois anos, tem apetite "bastante desenvolvido". Contudo, ao atingir a fase adulta, come menos do que um Pastor Alemão. Por ser um galgo, cão de caça, tem o estômago pequeno e não se alimenta com mais de um quilo de ração por dia.

Quanto à relação de espaço x tamanho, não há problema algum. Muitos pensam que para se ter um Irish é necessário possuir uma fazenda, ou pelo menos uma casa que tome todo quarteirão. Isso não é verdade, já que, para ele, basta ficar perto do dono.

Seu pêlo denso, áspero e hirsuto protege-o perfeitamente contra o mau tempo e requer uma manutenção mínima.

O dono de um Irish Wolfhound deve vigiar o seu crescimento, que é ao mesmo tempo muito rápido (o macho, que pesa cerca de 11 quilos aos dois meses, atinge 50 quilos quando chega aos seis meses) mas prolongado (só atinge a estatura de adulto aos dois anos e meio ou três).

Como tem um crescimento rápido e prolongado, o ideal é que seja alimentado com uma ração de muito boa qualidade, formulada para raças gigantes.

Curiosidades e Perguntas & Respostas

* O Irish Wolfhound é o maior dos cães.

* O Irish Wolfhound já foram chamados por diversos nomes, como por exemplo "Cães Irlandeses", "Grandes Cães da Irlanda", "Greyhounds (ou Galgos) Irlandeses", "Cães de Lobo da Irlanda", "Grandes Cães de Caça da Irlanda". Irish Wolfhound é o nome atual.

* Antes do ano 391 d.C., a raça era conhecida em Roma, quando a sua primeira menção autêntica foi escrita pelo Cônsul romano Quintus Aurelius, que ganhou sete exemplares como um presente que "toda Roma viu com maravilha".

* O Irish Wolfhound é uma combinação notável de poder, velocidade e excelente visão.

* O Irish Wolfhound é um cão grande e sensível que precisa de espaço adequado para acomodá-lo, com todo o seu tamanho, de forma adequada, e um dono que possa lhe dar companhia, já que ele aprecia muito a convivência com seu dono.

* Os Irish Wolfhounds nunca devem correr soltos por aí sem coleira e sem guia (isso vale para todas as raças caninas). Isso é POSSE RESPONSÁVEL!

1. Os Irish Wolfhounds são confiáveis com as crianças?
O Irish Wolfhound típico é completamente confiável com crianças. Sua doçura, bondade e paciência é renomada.

2. Os Irish Wolfhounds mordem?
Morder não é característico da raça, mas qualquer cão pode morder se for muito maltratado ou suficientemente provocado.

3. Os Irish Wolfhounds são bons cães de guarda?
Os Irish Wolfhounds são quietos por natureza, mas o seu grande tamanho, combinado com alguns latidos desencorajarão intrusos em potencial. Eles se esforçam para proteger seus donos de uma ameaça física, aquele que procura por um cão de guarda feroz para rosnar para pessoas estranhas deve procurar outra raça.

4. Os Irish Wolfhounds são bons viajantes?
Quando lhes são dados lugares confortáveis para viajar e se suas necessidades são levadas em conta, os Irish Wolfhounds geralmente são excelentes companheiros de viagem. É aconselhável induzi-los, aos poucos, a várias experiências, incluindo visitas e viagens.

5. Os Irish Wolfhound caçam?
Há uma grande variação no interesse individual que cada Irish Wolfhound apresenta nas caçadas, alguns possuem pouco ou nenhum interesse por nada. Em alguns Irish Wolfhounds, a visão aguçada, a rápida e poderosa velocidade e a habilidade natural para caçar lebres estão combinadas, o que ajuda muito a torná-lo um caçador muito eficiente. O Irish Wolfhound não é um "cão de tiro". Todo dono de um Irish Wolfhound deveria estar atento ao seu potencial de caçador e estar preparado para um comportamento de caça inesperado. Nenhum cão deve andar solto por aí, sem coleira e guia; proprietários de gado e/ou animais de fazenda podem não gostar dessa "visitinha dos bons vizinhos de quatro patas".

6. Quando o Irish Wolfhound amadurece e atinge sua altura máxima?
Um Irish Wolfhound geralmente atinge sua altura máximo entre 18 a 24 meses de idade, mas podem não amadurecer totalmente até os 3 anos ou mais.

7. Os Irish Wolfhounds são uma raça longeva?
O Irish Wolfhound, como a maioria das raças de porte grande e gigante, tende a ter uma expectativa de vida menor que as raças de porte pequeno ou médio. Naturalmente, existem exceções.

8. O Irish Wolfhound pode se tornar uma raça popular?
Seu grande tamanho, junto com suas necessidades de espaço e exercício obviamente dificultam com que o Irish Wolfhound faça parte das raças populares.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Suzie e Letícia na Cães & Cia


Este mês, Fevereiro de 2009, minha matéria saiu na revista mensal Cães & Cia. Eu a havia escrito fazia um certo tempo e, finalmente, ela foi publicada. É bem curtinha e simples, mas vale a pena ler, o assunto é de interesse de muita gente. E nós, que amamos cães, não podemos perder nenhuma matéria interessante sobre eles, não é mesmo?

Para ler a matéria na íntegra, basta clicar na foto que ela será ampliada e facilmente lida. As modelos são minhas duas meninas: Suzie, Whippet, com quatro anos, e Letícia, 1 ano e 2 meses (na foto aos oito meses, mais ou menos.).

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Etiqueta Canina: Parte III

Etiqueta Canina

Cuidados essenciais

A posse de um animal está relacionada a disponibilidades financeira, emocional e de tempo. Vacinação em dia é o mínimo que um dono responsável deve garantir a seu bicho de estimação, assim como boa alimentação e higiene adequada. Certas raças exigem banhos semanais e escovação diária, como o Maltês, o Poodle e o Yorkshire. A medida ajuda a prevenir doenças e a eliminar pelos mortos.

Um cão não pode se alimentar como humano. Não se deve dar comida de gente para o animal. Isso acarreta problemas de pele, diabetes e insuficiência renal. O melhor é dar ração, frutas, menos as ácidas e, desde que o cachorro não tenha alergia, legumes como cenoura e beterraba. Nada de carne.

A saúde psicológica do animal está associada à atenção, carinho e estímulos. O cão tem necessidade de fazer passeios, de ver pessoas, de cheirar coisas e ter contato com outros cachorros. Isso desde filhote.

Para a falta de disponibilidade para sair com o animal, a alternativa pode ser a contratação dos serviços de passeadores. Uma voltinha de 45 a 50 minutos na companhia de outros cães custa em média 20 reais, ou aproximadamente 250 reais mensais, três vezes por semana.

Saquinhos e lixeiras

As calçadas e praças não são banheiros. As fezes de qualquer animal contém bactérias. Favorecem a proliferação de insetos e causam doenças. Um dos males é a ancilostomíase, afecção caracterizada por grave anemia que pode ser contraída por humanos ao pisar no chão contaminado por fezes de cachorros não-vermifugados.

A regra básica da boa convivência entre donos e não-donos de cachorro manda recolher os dejetos do animal durante o passeio. Leve de casa pequenos sacos de plástico para recolher as fezes e depois as deposite em lixeiras.

Longevidade

Os animais vivem muito. Um cachorro vive em média 15 anos; um papagaio mais de 80. A longevidade é um dos fatores de abandono. Há donos que colocam os animais nas ruas porque estão velhos ou cresceram demais,

Vida animal em condomínio

A principal reclamação dos moradores de condomínio em relação aos animais é quanto aos latidos. O latido representa estresse ou isolamento social. Se o cão ficar muito tempo sozinho, é aconselhável fazer atividades estimulantes, como passeios fora de casa, diariamente, independentemente da raça.

A convenção de condomínios só pode vetar a permanência de animais quando ferir algum direito previsto pela legislação civil e pela constituição. A convenção não pode proibir, em hipótese alguma, a simples propriedade se o animal não violar os direitos dos condôminos.

Respeitar as normas do condomínio também ajuda a evitar aborrecimentos. Em alguns prédios, é proibido circular com animais de médio e grande porte sem coleira e guia pelas áreas comuns. Em outros, eles são obrigados a usar o elevador de serviço. A boa educação recomenda que, no caso de haver outros passageiros no elevador, o dono não entre com o animal. Tudo pela ordem.

Fonte: Revista Metrópole (16/11/2008)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Etiqueta Canina: Parte II


O aprendizado do “não”
Aos quatro meses, com todas as vacinas aplicadas, o cão está pronto para começar a ser adestrado. Mas, assim que chega em casa, o próprio dono já pode ensinar as boas maneiras ao cão. No início, as lições se voltam para o proprietário do animal. São conselhos sobre o que se deve esperar da relação com o cão e como ela deve ser. Desde cedo é importante que o filhote conheça outros cães e outras pessoas para se socializar. A maioria das aulas é dada na presença do dono e os ensinamentos devem ser postos em prática diariamente. O objetivo é ajudar o homem e o cachorro a conviverem em harmonia.

O treinamento básico leva de três a seis meses. Nesse período, o animal senta, deita, anda junto, fica, faz conversões à direita e à esquerda, dá meia volta. O significado do “não” também é ensinado. A partir daí, o cachorro aprende a não sair desacompanhado quando o portão estiver aberto, a não pular nas pessoas, a não fazer buracos em jardim, a não roer móveis... Mas lembrem-se: o ideal não é ficar dizendo “não” ao cão toda hora. Pense em algum comportamento que você quer que ele faça ao invés do indesejado e ensine-o. Por exemplo: seu cão pula nas pessoas, ao invés de ficar falando “não”, ensine-o a se sentar quando uma pessoa se aproximar dele. Reforço positivo é sempre a melhor pedida!

Uma das tarefas mais difíceis para o dono é ensinar o cachorro a fazer as necessidades no lugar certo. É errado esfregar o focinho nas fezes ou na urina. O ideal é mostrar o lugar certo. Faça muita festa quando ele acertar, dê petiscos, carinho, brinque, passeie.
Fonte: Revista Metrópole, 11/01/2009

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Etiqueta Canina: Parte I


Aqui segue uma série de reportagem que eu li esses dias na revista Metrópole, do jornal Correio Popular, de Campinas, SP. Não a colocarei na íntegra, mas as partes principais estarão aqui relatadas. Espero que gostem!


A decisão por ter um cachorro em casa vem acompanhada de responsabilidade e uma nova rotina. Tratar bem o animal não é redundância, mas condição essencial. A convivência entre proprietários e mascotes deve ser, acima de tudo, harmoniosa. Para isso, há uma “etiqueta canina” que, colocada em prática, em casa e na rua, expressa respeito pelo espaço alheio, preocupação com a segurança e a saúde e tranqüilidade para experimentar o que de melhor existe entre um cão, seu dono e todos os que eles encontram a caminho do passeio.

Cachorro não é gente e não sabe que está agindo errado por estragar um móvel, por exemplo. Mas nem todos os proprietários de cães pensam assim. A tendência à humanização dos animais merece crítica e reflexão.

O cão tem sentimentos, gosta de viver bem e, principalmente, de ser tratado como cachorro. Um ponto comum entre crianças e animais é a necessidade de limites claros. Os animais se tornam agressivos de acordo com a personalidade de seus proprietários.

No universo canino não existe democracia, mas sim hierarquia. Se não reconhecem um líder na matilha ou percebem sua fraqueza, tentam assumir o posto. É necessário deixar claro quem manda na casa. Para viver bem com o cão, o dono precisa estabelecer uma hierarquia. É inadmissível um animal dominar um homem. Mas a situação ocorre com freqüência. Se o cachorro for um líder por natureza, o dono terá muita dificuldade e vai precisar de ajuda profissional.

Ao subir no sofá, o cachorro tem de saber que está ali porque o dono permitiu. Para corrigir o animal, não adianta empregar o tom de quem fala com uma criança. Tudo na vida do cão é associado ou condicionado. Adote um tom firme e diferente do normal na bronca. A reprimenda só funciona se for dada imediatamente. O cachorro não consegue associar o erro depois de três segundos. Ralhe na hora certa, mas principalmente recompense o bom comportamento. As pessoas tendem a exagerar nas punições. É melhor exagerar na festa.

O cão pode ser livre para circular por todos os ambientes, mas deve respeitar sempre o espaço dos moradores.


Fonte: Revista Metrópole, 11/01/2009

sábado, 10 de janeiro de 2009

A Lamentável Situação dos Galgos na Espanha



"Me comove a dor alheia, e sim, incluo na dor alheia esses humanos peludos que nos acompanham, com lealdade imerecida, pelo tortuoso caminho planetário. A dor alheia, hoje, tem uma figura estilizada, um olhar vivaz, um sentido agudo da fidelidade e um medo profundo. Não é um galgo, mas centenas, e sua última notícia negra é o futuro incerto que lhes espera."

A SINISTRA REALIDADE DOS GALGOS ESPANHÓIS
Os Galgos Espanhóis tem sido utilizados quase que exclusivamente como uma ferramenta de caça na Espanha. Eles geralmente vivem em celeiros, em números superiores a 10 cães e a maioria quase nunca vê a luz do dia.
O foco do problema se divide em duas partes: a criação indiscriminada dos Galgos Espanhóis e o descarte massivo e cruel ao final da temporada de caça, que acontece anualmente entre setembro e janeiro. Investigações feitas pela WSPA (World Society for the Protection of Animals) nos anos de 2001 e 2002 provaram que milhares de Galgos Espanhóis são criados anualmente com a única finalidade de participarem do campeonato nacional de caça, sendo Medina del Campo seu principal centro.
Antes de 2001, a cada final de temporada, os caçadores tradicionalmente enforcavam seus Galgos Espanhóis nos pinheiros nos arredores de Medina del Campo. Os investigadores da WSPA reuniram vasta evidência fotográfica e fizeram um relatório sobre o tratamento cruel que os Galgos Espanhóis estavam recebendo. Os resultados do inquérito da WSPA, realizado nas regiões de Castilla y Leon e Castilla la Mancha com a assistência da organização espanhola Scooby (Sociedade Protetora de Animais Scooby), revelam que a antiga tradição do enforcamento de cães na Espanha continua até hoje. A WSPA estima que milhares de Galgos Espanhóis sejam criados e mortos anualmente nas zonas rurais.
A partir daí, devido às denúncias sobre o enforcamento de Galgos, os galgueiros começaram a levar os cães indesejados para os abrigos, resultando em torno de 500 cães abandonados ao final de cada temporada, a maioria de Galgos Espanhóis. Para os donos dos Galgos, os protetores são somente aqueles que recolhem o seu lixo. Para eles, um Galgo no final da temporada de caça nada mais é do que um entulho do qual eles querem se livrar. O galgueiro se aproveita da oportunidade de passar o problema adiante e desta maneira tenta limpar a própria consciência.
Praticamente qualquer pessoa pode criar Galgos Espanhóis, não existe controle algum por parte das autoridades. As leis que regulam o assunto não são cumpridas e não é aplicada nenhuma punição quando são desrespeitadas. Não há possibilidade de verificar se estas leis estão sendo violadas. A criação de Galgos Espanhóis é excessiva - uma população de cães nunca terá a chance de encontrar um lar, por isso uma nova direção foi tomada para atacar o mal pela raiz, que é a campanha contra a "criação indiscriminada de Galgos Espanhóis".
O horror do enforcamento após temporada de caça
Quando termina a temporada de caça às lebres, começa o terror para estes nobres animais.
A maioria dos Galgos Espanhóis abandonados tem por volta de dois ou três anos, e chegam geralmente em péssimas condições de saúde. Muitos são sacrificados com injeções letais antes de conseguirem chegar a um abrigo, onde teriam a chance de ter um futuro mais digno.
Na Espanha, é tradição pendurar os cães que correm mal em galhos mais baixos, onde sofrem uma morte lenta e agonizante conhecida como 'o pianista' devido à frenética tentativa de tocar suas patas no solo. Aqueles que correm bem são pendurados em galhos mais altos, resultando em uma morte mais rápida. Em algumas vilas próximas, as pessoas chegam a reclamar do barulho dos ganidos dos cães durante a noite. Essa prática tem suas raízes na tradição da nobreza espanhola: quando acabava a temporada de caça, os ricos latifundiários matavam seus Galgos com requintes de crueldade para provar seu status e com isso impor temor e respeito. Não se sabe o motivo desta tradição continuar até os dias de hoje, e não há lei que puna os responsáveis.
Galgos indesejados também são apedrejados, amarrados e deixados para morrer de fome, afogados, jogados em poços, queimados com gasolina, enterrados vivos, amarrados em carros e arrastados até a morte, envenenados, levam tiros nas patas para não seguirem os donos, são torturados com paus nas bocas para não latirem. Muitos dos que são abandonados nas ruas acabam sendo atropelados e os que têm mais sorte são largados nos abrigos. Por causa da divulgação de fotos de cães enforcados, muitos Galgos passaram a ser entregues nos abrigos, que ficam superlotados depois da época de caça - por volta de 500 galgos a cada temporada.
Atualmente, não é ilegal matar um cão por enforcamento na Andaluzia e Extremadura, onde não existem leis de proteção animal. Em Castilla y Leon, uma lei ameaçando de multa alguém que enforque um cão ainda espera ser cumprida.
O roubo de Galgos Espanhóis
De acordo com a polícia, o Galgo Espanhol é a raça de cão mais roubada no país. A polícia espanhola menciona o roubo de 1200 Galgos em 1998, mas estima-se que este número é somente o topo do iceberg, em torno de 20%.
Geralmente os caçadores consideram uma inutilidade declarar o roubo de um cão que provavelmente nunca mais vai ser encontrado. Deveria haver uma identificação do animal para que os donos pudessem encontrar seus cães em caso de roubo. Certamente são somente os melhores corredores que são vítimas de roubo, já os que correm menos são descartados. Os protetores presumem que tem um tipo de máfia por trás dos roubos, já que os ladrões sabem muito bem quais os Galgos que devem ser levados.
Todos na Espanha conhecem sobre estes abrigos afastados onde se encontram cães de corrida roubados. Há casos de Galgos Espanhóis roubados durante a caçada, em campo aberto. Os ladrões se escondem e aproveitam para pegar o cão quando ele aparece. Os cães são levados em carros em alta velocidade, em operações perigosas. Alguns dos cães são vendidos para fazendeiros e outros são usados em caçadas. De acordo com alguns galgueiros, os cães são usados repetidas vezes, até a completa exaustão, sendo depois abandonados ou coisa pior. É bem conhecido o destino dos Galgos roubados: eles são enviados de Castile e de lá vão para o sul, para Madri, Toledo e Andalusia. Os cães roubados em Toledo vão para o norte de Castile e os roubados na Andalusia terminam na Extremadura e vice-versa. Como os galgos não podem ser identificados, eles nunca retornam para seus donos.
Transmitimos uma história contada no mundo dos Galgos, porém sem provas de que seja verdadeira. Os caçadores que possuem um galgo roubado tentam ganhar a confiança dele para que ele não fuja: primeiro ele é trancado em escuridão completa sem qualquer alimento por dois ou três dias. Depois é alimentado e tem que tomar leite misturado com a urina do seu novo dono para passar a considerá-lo como seu líder.
“Este relato cruento é a crônica cotidiana do final destes animais. Parece extraordinário contemplar como animais que têm vivido assim toda sua vida, chegam a ser tão incríveis em sua bondade quando lhes dão a oportunidade de ser amados. Dizem os que lutam por eles que são os melhores animais de companhia que existem. Organizações trabalham ativamente para dar-lhes uma segunda oportunidade, e já conseguiram salvar centenas deles desde que começaram sua luta. Só pedem isso, poder salvar suas vidas, buscar famílias que os acolham — geralmente no estrangeiro, onde sabem apreciar a bondade destes animais — e outorgar um pouco de amor a sua profunda tristeza. O fazem por convicção, sem praticamente ajuda, diante da indiferença da maioria de nós, e com a passividade absoluta das autoridades. Os pequenos milagres, em forma de galgos que aprendem a confiar nos humanos, a brincar com crianças, a subir num sofá, a morrer com um pouco de dignidade, esses pequenos milagres representam fragmentos de beleza neste mundo sórdido, e em forma de pessoas que dedicam seu tempo e seu esforço para que a crueldade não triunfe completamente. Apelamos à consciência de seus donos, às administrações, que têm permitido o abuso com total impunidade. A nós, que talvez nem soubéssemos da bárbara vida e morte destes animais. De vez em quando existem esses raros momentos em que alguém pode arranhar algo parecido à bondade. Ou no mínimo, pode restringir a maldade. Este é um deles. Os Galgos estão mal, mas ainda poderão estar pior se ninguém evitar. E, certamente, que beleza quando podem amar e aprendem a ser amados! Queremos ajudá-los! Vamos impedir?”
Pilar Rahola

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Correndo Para Salvar a Própria Vida


VOCÊ APOSTA, ELES MORREM!
O destino dos Greyhounds usados em competições oficiais é vergonhoso e cruel. Deixamos aqui um alerta e um protesto. Nossa consciência não nos permite patrocinar canódromos, participar de corridas, apostar nos cães e financiar seu sofrimento.

Atração a ser evitada
Os Greyhounds são animais nobres e dóceis, com uma linhagem vinda desde o tempo dos faraós. No entanto, aqueles usados em corridas são considerados como mercadoria e não como animais de estimação. Em um momento eles são vistos como criaturas vigorosas correndo ao redor de uma pista atrás de uma lebre artificial, e num piscar de olhos sua vida útil está acabada. Um Greyhound gasta poucos minutos na pista durante uma corrida, mas ele passa muitas horas da sua vida confinado em uma cela apertada.

Milhares de Greyhounds são mortos todos os anos – alguns em nome da melhoria genética – antes mesmo de chegarem às pistas. A criação é feita em massa e somente um pequeno número chega a correr, os excedentes são mortos. Poucos cães chegam à aposentadoria aos 4 ou 5 anos, muitos morrem de lesões e doenças. Aqueles que sobrevivem mais tempo por causa do seu desempenho nas pistas, podem ser mortos ou vendidos a laboratórios no final da sua curta carreira e somente uma minoria consegue ir para lares com a ajuda de grupos de proteção.
Para se ter uma idéia da dimensão deste problema, podemos encontrar uma enorme quantidade de pistas oficiais onde a aposta é a principal atração: 73 pistas nos Estados Unidos, 104 na Austrália e Nova Zelândia, 39 na Grã Bretanha (Inglaterra, Escócia e País de Gales), 24 na Irlanda, além das pistas existentes em diversos países como a Dinamarca, Alemanha, Holanda, Suécia, México, China, Coréia do Sul, Vietnam, dentre outros. Irlanda, EUA, Austrália e outros acabam usando países do terceiro mundo como “lixeira” para os cães que não servem mais para suas pistas.
Ganância x Saúde
Muitos proprietários consideram seus cães como um investimento momentâneo, e o tratamento que dispensam a eles visa apenas o bom desempenho na pista, não importando sua saúde a longo prazo. Até mesmo o mais rápido corre por apenas poucos anos e deve ser lucrativo o suficiente para compensar o custo de sua habitação e alimentação. A pressão para gerar lucro pode levar a negligência de cuidados. Grupos de adoção frequentemente recebem cães em estado deplorável.
Para reduzir os custos, os cães são alimentados com a carne mais barata que estiver disponível. A qualidade da assistência veterinária também fica comprometida por questões financeiras. Devido à falta de tratamentos preventivos, os Greyhounds ficam sujeitos aos mais diferentes tipos de problemas de saúde: tosse dos canis, contaminação por parasitas, choque devido ao calor, ataque cardíaco, subnutrição, desidratação, problemas de dentição, dentre outras doenças.
Como as corridas dependem das apostas, existe sempre o risco que a integridade das corridas seja comprometida pelo doping. São usados estimulantes, sedativos, anabolizantes, analgésicos e até mesmo cocaína, todos com o intuito de melhorar ou diminuir as performances dos cães. Muitas vezes interessa ao proprietário forjar um mau corredor, pois seu cão vai competir com outros mais lentos e poderá vencer a próxima corrida com tranqüilidade.
A quantidade de Greyhounds acidentados gravemente durante as corridas é impressionante, sendo comuns casos de patas, pescoço e de coluna quebrados. Mais de 80% das lesões ocorridas durante uma corrida são consideradas graves, críticas ou fatais. Há casos de cães que foram encaminhados para eutanásia logo após uma apresentação. Quando adoecem ou ficam demasiado machucados para participar de uma corrida, os Greyhounds são utilizados como reprodutores, vendidos para laboratórios de experimentação, enviados para pistas de corridas de países subdesenvolvidos, abandonados ou mesmo mortos. As maneiras de se exterminar um Greyhound são muitas: tiro, eutanásia, eletrocução, abandono, fome, pancadas, enforcamento, afogamento e outras. A crueldade contra estes pobres animais não tem limite.
Muitas organizações de proteção tentam conseguir adoções para os Greyhounds aposentados. A diferença entre a quantidade de Greyhounds mortos no final da carreira para os que conseguem adoção é assustadora. Muitos lutam pelo fim das corridas com apostas, outros por melhores condições para os cães de carreira.
Estados Unidos
O número de Greyhounds mortos anualmente nos Estados Unidos varia de 30 a 50 mil. 50% dos cães são mortos antes mesmo de chegarem às pistas.
Cerca de 100.000 coelhos e outros pequenos animais são utilizados como iscas vivas no treino dos Greyhounds, que são incentivados a persegui-los e matá-los. Os cães menos agressivos são fechados dentro de uma jaula com um destes pequenos animais e só são libertados ou alimentados depois de matarem a presa. Segundo reportagem “Correndo para não morrer” publicada em The Animals Agenda, em maio de 1986, “estima-se que pelo menos 90% dos treinadores de Greyhounds acreditam que o uso de iscas vivas é necessário para ensinar seus animais a perseguir a isca mecânica, por acreditarem que desta maneira terão melhor desempenho”.
Nos Estados Unidos, muitos canis têm gaiolas empilhadas em dois andares, com as fêmeas geralmente no nível superior, e os machos embaixo. Muitos cães passam sua vida inteira trancados nestes canis. Como os Greyhounds geralmente competem em várias pistas diferentes durante sua carreira, eles são transportados de um canódromo para o outro, amontoados em vans ou trailers de alumínio mal ventilados. O transporte por longas distâncias em condições precárias costuma causar desidratação, perda de peso, exaustão e até a morte.
Grã Bretanha
A Grã Bretanha (Inglaterra, Escócia e País de Gales) é supostamente uma nação de amantes dos animais. A maioria dos lares tem um animal de estimação e mais de um quarto deles tem um cão. No entanto, o destino dos Greyhounds que participam das corridas é extremamente cruel. Um cão tem uma expectativa de vida de 14 anos ou mais, porém um Greyhound de corrida não vive mais que cinco anos. Somente uma sortuda minoria consegue recolocação em lares no final da carreira. A maioria, no entanto, é morta no primeiro ano de sua vida e estima-se que 12.000 Greyhounds sofram este destino todos os anos. Para muitos o fim significa a morte em um matadouro sujo, com um tiro na cabeça por meras 10 libras. Os animais que costumam dar lucros exorbitantes aos criadores e apostadores terminam seus dias assassinados e despejados no mato.
Segundo a política oficial da National Greyhound Racing Club (NGRC), os cães devem ser recolocados em lares no final da sua carreira, mas somente 3.000 dos 10.000 usados nas pistas oficiais do Reino Unido a cada ano conseguem encontrar um lar. No entanto, a NGRC não assume nenhuma posição sobre esta chacina de Greyhounds saudáveis e orgulha-se desta atividade, que é o segundo maior espetáculo desportivo e gera bilhões de libras em apostas.
Irlanda
Os Greyhounds na Irlanda são criados em massa e não conseguem ser adotados na mesma medida. Os relatos de crueldade são diversos, eles são encontrados em grande número abandonados nas ruas, sujeitos a torturas e maus tratos. Os centros de adoção estão lotados de Greyhounds aguardando lares. Mesmo recentemente foram encontrados Greyhounds (alguns vivos, outros não) com as orelhas mutiladas para que os donos não fossem identificados por causa do chip. Nos noticiários, encontramos matérias como crianças de 10 a 12 anos torturando um Greyhound abandonado, e crianças de 7 a 8 anos apostando em corridas. Em 2006 foi noticiado o caso de uma loja musical que vendia pandeiros feitos com pele de Greyhounds.
Os Greyhounds também são criados para serem exportados para diversos países para que sejam utilizados no suposto “esporte”. As condições de transporte são atrozes e depois de uma curta carreira nestes países, os cães ainda sofrem abandono, torturas e morte.
A RSPCA – Associação Britânica Protetora Contra Crueldade aos Animais divulgou um relatório em 21/07/2004, denunciando que 36 Greyhounds foram exportados da Irlanda para serem vendidos em Barcelona. Os cães chegaram sedentos, famintos e maltratados, após viagem onde permaneceram enjaulados por mais de 30 horas em condições precárias. Os cães fizeram um trajeto de 1200 km até o destino final – a Espanha, distribuídos em 20 minúsculas jaulas, onde mal podiam permanecer de pé, viajando por ferrovias e depois através de caminhões abafados, com temperaturas atingindo 40 graus. Infelizmente este não foi um caso isolado.
O canódromo de Barcelona foi fechado em 2006 e os Greyhounds irlandeses (assim como os espanhóis), ficaram a mercê da própria sorte. Nos abrigos espanhóis podem ser encontrados Greyhounds irlandeses a espera de adoção, e já houve o caso de um deles que sobreviveu apesar dos ferimentos graves devido ao enforcamento.
Da Austrália para a Ásia
A indústria de corrida de Greyhounds australiana impõe um triste fim para seus cães: eles acabam seus dias em laboratórios de vivissecção ou são exportados para países como Coréia, Vietnã e China, com planos de criação de pistas de corrida por todo o Camboja e Filipinas. Estes países são notórios pelos atos bárbaros de tortura e matança de cães para consumo humano, onde não há nenhuma esperança ou possibilidade de doação ou recolocação para os Greyhounds aposentados. O destino dos Greyhounds australianos na Ásia é desumano e, conforme amplamente exposto pelos meios de comunicação, estes magníficos cães estão terminando seus dias sendo exterminados pela indústria da carne de cachorro, ou simplesmente sendo jogados em aterros.
Como todos os cães, os Greyhounds merecem ser protegidos. Até que as corridas com apostas sejam banidas, os cães continuarão enfrentando o triste destino que os aguarda: esquecimento, abandono e morte. É hora de dizermos "basta"! Por favor, unam suas vozes ao crescente coro das pessoas que acreditam que é errado tratar os Greyhounds desta forma tão cruel.