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sábado, 13 de setembro de 2008

Natural Dog Care - Capítulo 1

Desenvolvimento Natural

Aqui ele fala do começo da domesticação do cão (lobo), que também era usado como comida mas, como o ser humano tem tendência a achar os filhotes lindos, acabava deixando alguns dos filhotes dos lobos compartilharem da sua vida. Logo perceberam que os lobos os ajudavam nas caçadas e na proteção, e os homens proporcionavam a mesma coisa aos lobos.
Fala também que, devido ao desejo do homem de criar raças novas, ele acabou criando formas de cães que não existiriam na natureza, como pernas curtas, cheios de rugas etc. Fala também que é contra as cirurgias estéticas, já que são apenas vaidades humanas e não vale a pena o sofrimento do animal para isso.
Diz também que a raça canina que mais tem "sangue lobo" é o Malamute.

Acasalamento, Gravidez e Parto
Aqui ele fala do acasalamento, machos dominantes, pseudociese (que nada mais é do que hormonal - os hormônios preparam a fêmea para a gravidez e, mesmo que esta não ocorra, o corpo continua a produzir esses hormônios, levando à pseudociese - gravidez psicológica).
Uma parte que achei muito interessante foi a que ele disse que, quando um feto fêmea, dentro do útero, se desenvolve ao lado de fetos machos, ela pode ficar masculinizada, ou seja, fica uma fêmea mais agressiva e dominante.
Fala também que muitas raças feitas pelo homem estão comprometidas na hora do parto ou pós-parto. Exemplos: bulldog inglês - filhotes muito cabeçudos; yorkshire terrier - filhotes muito grandes (ambos os casos os nascimentos devem ser feitos através de cesárea); dálmata - ninhadas muito grandes para a fêmea cuidar, necessitando de mamadeira.
Fala muito sobre a castração (muito bem, claro!). Diz que as fêmeas que forem usadas na reprodução devem ser mental e fisicamente maduras, bem como de excelente temperamento.
Fala das fêmeas Bull Terrier, que têm mais tendência a comer os filhotes, de tanto que os lambem: começam lambendo-os, depois os comem, tentando limpá-los.
Diz que não se deve vacinar a fêmea durante a gravidez e nem os cães que vivem com ela, enquanto ela está grávida - isso porque os vírus que existirem na vacina podem passar de cão para cão.

Aprendizado
Aqui ele fala que a influência de como será o temperamento do filhote começa no útero. Cadelas estressadas e com desvios de temperamento, transmitem isso aos filhotes.
Os filhotes precisam de lugares com coisas para conhecer, assim, não serão medrosos e sim, confiantes. Também é da 5ª a 12ª semana que animais, situações inusitadas e pessoas diferentes devem ser apresentados ao filhote. As lições aprendidas nessa etapa da vida jamais serão esquecidas.
As atitudes que o cão tem conosco são as que ele aprendeu com sua mãe e irmãos. Claro que os filhotes não devem ser deixados apenas com a mãe, necessitam ser manuseados pelos humanos desde o nascimento, para adquirir confiança.
Filhotes aprendem por observação.
O ato de lamber a boca é natural. Quando filhote, o cão lambe a boca da mãe, que regurgita alimento. Isso, pra ele, é uma recompensa, por isso os cães, quando nos agradam, lambem nossa boca, para lhe darmos a recompensa merecida. Claro que a recompensa tb pode ser carinho, mas a mais apreciada são os petiscos.
Curiosidade: algumas raças se mostram mais dominantes, geneticamente, do que outras. Um exemplo é o Springer Spaniel Inglês - as fêmeas desenvolvem a agressividade por dominância aos 8 meses de idade, enquanto os machos apenas aos 35 meses.

Brincadeiras
Aqui ele fala da importância da brincadeira para os filhotes, que só assim eles aprendem a linguagem corporal necessária para evitar confrontos, mostrar dominância / submissão etc.
É nessa fase também que os filhotes definem a hierarquia social entre eles, entre dominantes e subordinados. Aprendem também a controlar a sua força, mordendo de leve ao brincar e pra valer ao caçar.
Cães que não brincam podem vir a não aprender lições facilmente, serem cães meios "bobos" mentalmente falando. Além disso, temem as pessoas, barulhos e outros animais, desenvolvendo uma agressividade perigosa.
Brincar também ensina os filhotes a solucionarem problemas.

Cuidados / Limpeza
Aqui ele fala que os cães se coçam, lambem e rolam no chão justamente para manter a pelagem limpa. Mas é assim também que eles pegam doenças dos parasitas, por isso devemos sempre manter os cães livres dessas pragas.
O ato do cão, após comer, se esfregar, é para limpar a boca. Ele se chacoalha também para arrumar os pêlos, principalmente depois do banho e ao acordar.
O ato de rolar pode ser para coçar ou para se impregnar com cheiros que eles acham deliciosos, como fezes por exemplo. Isso tem fundamento: os lobos se esfregavam nas fezes das presas para facilitar a caçada, já que camuflava o cheiro "de lobo".

Envelhecimento
Aqui ele fala da velhice nos cães, que não foi programada pela natureza, já que a expectativa de vida dos cães aumentou devido à qualidade de vida que os humanos lhes deram. Por isso que as cadelas não entram na menopausa, embora os cios sejam mais desregulados, e as chances delas desenvolverem infecções no útero são grandes.
Ocorrem algumas modificações no cérebro do cão idoso. As veias sanguíneas do cérebro perdem elasticidade e os pulmões perdem eficiência. O cérebro não recebe muito oxigênio e isso acaba afetando a memória do cão. Outra coisa que acontece é que, ao mesmo tempo, pequenas hemorragias ocorrem no tecido cerebral, deixando o cão mais irritado quando perturbado.
Também fala daquilo que já sabemos: os cães passam a urinar e defecar pela casa, perdem memória e ficam mais confusos - isso por volta dos 16 anos.
Uma coisa interessante, é que as fêmeas idosas castradas ficam mais agressivas, enquanto os machos idosos castrados ficam menos agressivos.
O cão idoso não pode fazer exercícios pesados mas os donos podem massagear os cães para estimular a circulação sanguínia, que é deficiente nos velhinhos. Eles passam a dormir mais durante o dia e menos à noite.
Curiosidade: como a expectativa de vida dos cães cresceu mais que a nossa, o cálculo para saber qual a idade do cão equivalente a nossa agora não é mais de 7 anos, e sim de 5 anos e meio. Por exemplo: se o cão tem 1 anos, equivale a 5 anos e meio humanos.