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terça-feira, 9 de janeiro de 2007

Por que os animais devem ter direitos?


A maioria de nós cresceu comendo carne, usando couro e indo a zoológicos e circos. Muitos de nós comprou nossos amados bichinhos em pet shops, alguns tiveram porquinhos da índia e mantevem lindos pássaros em gaiolas. Nós vestimos lã e seda, comemos hambúrguers do McDonald’s, e pescamos. Nós nunca consideramos o impacto desses ações nos animais envolvidos. Por alguma razão, agora você está perguntando: Por que os animais devem ter direitos?

No livro "Libertação Animal", Peter Singer afirma que o princípio básico de igualdade não requer tratamento equivalente ou igual; ele requer consideração igual. Essa é uma distinção importante quando estamos falando de direitos dos animais. As pessoas geralmente perguntam se os animais devem ter direito, e, de forma simples, a resposta é "Sim!" Animais certamente merecem viver suas vidas livres de sofrimento e exploração. Jeremy Bentham, o fundador da Escola Reformista Utilitária de Filosofia Moral, diz que quando formos decidir sobre o direito de um ser vivo, “A questão não é ‘Eles podem pensar?’ nem ‘Eles podem falar?’ mas ‘Eles podem sofrer?’” Nessa passagem, Bentham aponta a capacidade de sofrer como uma característica vital que dá a um ser vivo o direito de igual consideração. A capacidade de sofrer não é só mais uma característica como a capacidade para a linguagem ou cálculos matemáticos. Todos os animais têm a capacidade de sofrer da mesma maneira e na mesma intensidade que os humanos. Eles sentem dor, prazer, medo, frustração, solidão, e amor maternal. Sempre que resolvermos fazer algo que iria interferir as necessidades deles, estamos moralmente obrigados a levá-los em conta.

Defensores dos direitos dos animais acreditam que eles possuem um valor próprio - um valor completamente diferente (e independente) de sua utilidade para os seres humanos. Nós acreditamos que toda criatura com desejo de viver tem o direito de ser livre de dor e sofrimento. Direito dos animais não é apenas uma filosofia - é um movimento social que confronta a visão tradicional da sociedade, onde todos os animais não humanos existem exclusivamente para o nosso uso. Como a fundadora do PETA, Ingrid Newkirk, disse, “Quando diz respeito à dor, amor, alegria, solidão, e medo, um rato é um porco, um cão e um garoto. Cada um valoriza sua vida e briga por ela.”

Apenas o preconcento nos permite negar aos outros o direito que esperamos ter para nós mesmos. Quer seja baseado na raça, sexo, orientação sexual, ou espécies, o preconceito é moralmente inaceitável. Se você não comeria seu cão, por que comer um porco? Cães e porcos têm a mesma capacidade de sentir dor, mas é o preconceito baseado em espécies que nos permite pensar em um animal como companhia e outro como jantar.

Fonte: PETA - http://www.peta.org/