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segunda-feira, 16 de junho de 2008

A Verdade

A VERDADE

Estes dias eu li um texto sobre a verdade, o qual transcrevo abaixo, que me fez pensar em muitas coisas.

A Verdade
A Verdade visitava os homens, sem roupas e sem adornos, tão nua quanto o seu nome. Todos os que a viam viravam-lhe as costas de vergonha ou de medo, e ninguém lhe dava as boas-vindas. Assim, a Verdade percorria os confins da Terra, rejeitada e desprezada.

Numa tarde, muito desolada e triste, encontrou a Parábola, que passeava alegremente, num traje belo e muito colorido.

- Verdade, por que estás tão abatida? – perguntou a Parábola.
- Porque devo ser muito feia, já que os homens me evitam tanto.
- Que bobagem – disse a Parábola, sorrindo. – Não é por isso que os homens te evitam. Toma, veste algumas das minhas roupas e vê o que acontece.

Então, a Verdade pôs algumas das lindas vestes da Parábola e, de repente, por onde passava, era bem-vinda.

Então, a Parábola falou:

- O que acontece é que os homens não gostam de encarar a Verdade nua. Eles a preferem disfarçada!

* * *
A busca da Verdade é o objetivo de todos nós. Referimo-nos à busca do conhecimento, das leis eternas, do certo e do errado. É esse conhecimento que nos elevará a Deus. Foi isso que Jesus quis dizer com suas palavras: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.

Assim, nós erramos, e ficamos presos às conseqüências dos nossos atos, porque ainda não aprendemos a fazer o certo, a seguir o caminho do Bem. Então, vem o sofrimento para nos despertar e ensinar.

Por mais que a verdade nos faça sofrer, é preferível ouvi-la a ficarmos envolvidos pela mentira, já que, mais cedo ou mais tarde, ela será revelada.

No entanto, nem todos estão preparados para ouvir a verdade nua e crua.

Algumas pessoas não têm estrutura emocional para encarar a realidade. Outras não têm capacidade de compreensão, por deficiência intelectual. E outras, ainda, por orgulho, se recusam a falar e a ouvir sobre a verdade.

Dessa maneira, quando somos compelidos a falar a verdade, devemos revestir nossas palavras com as roupas da compreensão, da tolerância e da bondade, para que ela possa ser compreendida e aceita.

Poderíamos dizer que ela é como um grande diamante. Se oferecermos essa jóia de elevada pureza e resistência a alguém, devemos colocá-la numa almofada e entregá-la suavemente, para que possa ser bem recebida. Mas, se a atirarmos contra a pessoa, é bem possível que a machuquemos.

Muitos se acham seus defensores, dizendo-se autênticos e sinceros e, por isso, se tornam palmatórias do mundo. Não percebem, porém, que assim, vivem a machucar as pessoas, afastando-as de sua convivência. Podem ser mesmo sinceros, mas também são duros e cruéis.

Somente Deus possui a verdade absoluta e Ele sempre usa da misericórdia para nos apresentá-la, pouco a pouco, de acordo com a nossa capacidade de compreensão.

Portanto, para falar a verdade é preciso, primeiro, ter a sabedoria de saber falar, para colocar as palavras certas nas horas certas.

É preciso, também, ter amor no coração, entender a natureza humana e suas necessidades, para conquistar a simpatia daquele que está em erro e, dessa forma, poder ampará-lo nos enganos e sofrimentos.


Ao ler este texto, me veio à mente que o mesmo acontece com o vegetarianismo. As pessoas, por ignorância, não sabem de onde vêm aquilo que comem. Outras, mesmo sabendo, fingem não acreditar que o alimento possa vir de tanto sofrimento e falam a famosa frase: “Ah, não quero estragar o meu almoço / jantar”. Como se o simples fato de fecharmos os olhos e abrirmos a boca para comer um suculento (ECA) bife faça com que o que acontece nos bastidores de um matadouro, de um transporte e de uma criação de gado não seja verdade.

É como se a Verdade fosse conversar com eles, abrir-lhes os olhos, e eles batessem a porta na cara dela. Sem nem ao menos pensar que aqueles animais sentem dor, medo, fome... assim como nós.

Outros, ainda, dizem: “Ah, mas as vacas (porcos, galinhas etc) foram criadas para virarem comida, Deus as fez assim mesmo”. Certo... e nos países onde as vacas são sagradas? E naqueles onde os cães são alimentos? “Ah, que horror, como podem comer cães?”. Pois é, não existe a menor diferença entre um e outro. Deus os criou como seres que têm o mesmo direito à vida, ao respeito, que nós. Deus não seria justo ao criar alguns para morrer e outros para serem acariciados. Onde a justiça Divina? Onde a bondade Divina? Ou será que vocês realmente acham que Ele se sente satisfeito ao ver milhares de animais sendo torturados diariamente, para satisfazer paladares exigentes? A carne não é necessária ao ser humano. Tanto que nós, vegetarianos, estamos aí para provar: somos saudáveis, temos menos incidência de várias doenças e vivemos mais.

Sei que muitos continuarão com seus velhos hábitos, mas sei também que é questão de tempo para que, num futuro, abram seus olhos, aceitem receber a Verdade em sua casa, assim como eu um dia a aceitei, e joguem pro alto todos os antigos conceitos, as tradições, e passem a respeitar a vida, seja ela de qual forma for. Cada um tempo o seu tempo, e devemos respeitar isso. O que não quer dizer que pararei com meus textos, mostrando a realidade que existem por trás daquele prato que a maioria ainda chama de “delicioso”.


Fúlvia Zepilho de Andrade Junho/2008