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terça-feira, 27 de novembro de 2007

Lidando com a Ansiedade de Separação

Sentindo Sua Falta

Cães são animais de matilha. Com os donos sendo a “matilha”, cães domesticados naturalmente preferem a companhia dos humanos. Mas, uma coisa é ter seu cão lhe seguindo pela casa, outra é seu cão uivar sem parar quando você está no trabalho ou fazer as necessidades pela casa, mostrando desagrado com sua ausência. Quando o comportamento do seu cão na sua ausência parecer extremo, ele pode estar sofrendo de ansiedade de separação.



A ansiedade de separação nos cães é uma série de comportamentos que ocorrem em alguns indivíduos quando seus donos ou “familiares” não estão presentes. Estes comportamentos incluem: destruição, vocalização, fazer necessidades em locais impróprios, anorexia, tentar fugir, ficar zanzando pela casa e/ou depressão”, de acordo com Debra F. Horwitz, em seu artigo "Separation Anxiety in Dogs" (Conferência Veterinária da Costa Atlântica, 2001).


Sintomas e Tratamento
É importante ter em mente que os sintomas listados acima nem sempre indicam ansiedade de separação. Podem indicar tédio, falta de exercício ou pouco ou incompleto treinamento de onde fazer as necessidades. Doenças também podem causar muitos destes sintomas. Se o seu cão mostra alguns destes sintomas em sua ausência, é importante conversar com um veterinário comportamentalista para um diagnóstico mais preciso e um plano de tratamento. A ansiedade de separação pode ser o segundo problema de comportamento mais diagnosticado, depois da dominância. Mas é importante tratar todo e qualquer problema de comportamento. Um veterinário comportamentalista competente deve ser capaz de oferecer técnicas de mudanças de comportamento efetivas para qualquer dos sintomas, sejam ou não resultados de ansiedade de separação.


Uma vez que o diagnóstico foi feito, o tratamento geralmente é uma combinação de remédio e mudança de comportamento, dependendo da gravidade da situação. Os remédios podem ter um papel importante no tratamento da ansiedade de separação. Proporciona várias oportunidades de empreender técnicas de mudança de comportamento em cenários da vida real, algo que pode ser difícil de implementar sem assistência farmacológica. Algumas vezes a vida real aumenta o critério muito rapidamente para efetivar a mudança de comportamento; os remédios podem prover a vantagem necessária e aliviar o amado animal do desconforto e da ansiedade.


Buscas na internet proporcionam grande quantidade de informações sobre o tratamento da ansiedade de separação. Mas tenha em mente que um veterinário comportamentalista é a melhor fonte para o tratamento. O exercício deste artigo é para lhe dar um entendimento dos princípios comportamentais em jogo na ansiedade de separação.


O exercício ioiô para acalmar
Este exercício é para ensinar o cão como ficar calmo durante curtas e controladas ausências do dono. É útil para cães que sofrem de casos de ansiedade de separação de bem leves aos mais severos, ou para cães que somente não gostam que seus donos saiam de perto. Um diagnóstico profissional de ansiedade de separação não é necessário para começar este exercício, mas se o seu cão tem uma reação forte a ele, é melhor consultar um comportamentalista rapidamente.


Os princípios deste exercício são os mesmos usados no tratamento, o que torna mais fácil entender como o tratamento funciona. A percepção ganha com este simples exercício torna menos provável que sérios erros sejam cometidos se ou quando se tentam procedimentos mais complexos de mudando de comportamento.


O que o exercício faz é mostrar ao cão que ficar calmo é a maneira mais rápida e confiável de trazer o dono de volta. Ficar ansioso, uivar, latir, cavoucar, não trarão o dono de volta.
Como qualquer bom programa de mudança de comportamento, este exercício começa de modo simples e vai dificultando, garantindo sucesso. É importante fazê-lo fácil para o cão ter sucesso em cada passo. Sem sucesso, não há reforço; sem reforço, há menos comportamento desejado.


Começando
Para começar, ache um jeito de conter o cão, para ele não o seguir. Pode ser um portãozinho, uma caixa de transporte ou mesmo alguém segurando o cão. Não faz mal repetir o exercício com cada um destes itens, se estiverem disponíveis. Misture-os sempre que possível, assim se tornará mais prático o uso de cada um deles em várias situações. Simplificando o exercício, vamos assumir que usamos uma guia para prendê-lo.


Certifique-se que seu cão está usando um peitoral ou uma coleira normal, amarrado a um poste ou a algo que ele não arraste, a guia sendo comprida o bastante para o cão sentar, deitar e dar a volta. E você começa parado bem em frente ao cão. Fique quieto e calmo. Não dê qualquer comando – dizer “Espere aí, volto em um minuto” ou “Fica”, por exemplo – pois queremos que o comportamento seja um padrão e não algo que precise de um comando.


Se seu cão está excitado, espere até que ele se acalme antes de começar. Você precisa de bastante tempo para completar este exercício; você não pode se dedicar parcialmente a ele se seu cão ainda mostra sinais de ansiedade.

Aumentando o critério dentro do método 300 Peck
* Se afaste um passo do cão. Se ele estiver calmo, clique e volte para ele.
* Se afaste dois passos do cão. Se ele estiver calmo, clique e volte.
* Se afaste três passos do cão. Se ele estiver calmo, clique e volte. Se ele não estiver calmo, espere até que ele se acalme, então clique e volte. Comece de novo, se afastando apenas um passo dele.

O método para aumentar o critério é conhecido como "300 Peck". Ele faz com que você aumente o critério um passo de cada vez até que o cão falhe, então, volta o critério para o primeiro passo e começa de novo. Este método é uma maneira fácil de aumentar o critério além de alcançar uma razão alta de sucesso.

Com estes pequenos sucessos, logo você poderá sair da sala e sair da vista do cão. Mantendo a política do “o cão deve ter sucesso”, não deixe a sala ainda. Leve o cão para outro cômodo e repita o procedimento – do começo – naquele cômodo. Faça o exercício em vários cômodos da casa e depois fora dela.


Sair da vista é um grande passo e aumentará o critério rápido demais se não forem feitas tentativas em outros locais primeiro. Em muitos locais fora de casa você pode se afastar dezenas de passos do seu cão antes de sair da vista dele. Quando você puder se afastar de 20 a 25 passos dele e ele permanecer calmo, volte para o primeiro lugar da casa onde você treinou e tente o “fora-de-vista”, onde você vai para outro cômodo.


Quando for a vez dos fora-de-vista, comece contando segundos fora de vista, ao invés de passos de distância. O exercício agora usa o critério da duração ao invés do critério da distância. O objetivo é ser capaz de ficar longe do cão por longos períodos de tempo sem que o cão demonstre ansiedade. O exercício é o primeiro passo na direção deste objetivo, em circunstâncias controláveis.


Uma babá eletrônica pode ser de grande ajuda em estágios avançados deste exercício, assim quando você estiver longe, você poderá ouvir seu cão através deste aparelho.


E se meu cão falhar?
Se seu cão não permanecer calmo em nenhum dos passos acima, tudo o que você pode fazer é esperar que ele se acalme, clique e volte. Volte o critério para um passo e tente de novo.


Comportamento ansioso é apenas comportamento. Parece terrível, mas não pode durar para sempre. Se seu cão (ou ninguém perto) não corre risco de se machucar, espere. Se você realmente não pode esperar, pelo menos espere por uma redução do comportamento ansioso antes de voltar para o cão. Se o comportamento ansioso for extremo, procure ajuda profissional o mais rápido possível!


Onde estão os petiscos?
Neste exercício não é necessário dar petisco, brincar ou oferecer qualquer recompensa usada no adestramento com clicker. Se seu cão tem ansiedade de separação, tudo que ele quer é estar perto de você. Qualquer outra recompensa é desnecessária e pode até mesmo atrapalhar o exercício.


Para um cão que sofre de ansiedade de separação, sua volta é um reforço. Você terá a confirmação do reforço com a eficácia do exercício. Idealmente, o comportamento calmo irá aumentar e você será capaz de se afastar cada vez mais, ou permanecer fora de vista por mais tempo. Se este progresso não ocorrer, não continue o exercício até que você tenha procurado ajuda profissional.


Este exercício tenta aumentar o limiar de o quão distante você pode ficar de seu cão ou quanto tempo você pode ficar longe dele antes dele ficar ansioso pela sua volta. Mostre a ele que você sempre volta se ele estiver calmo. Dar petisco irá confundir o cão. Se você der um petisco, não está mostrando ao cão que você sempre volta quando ele está calmo, ao invés disso mostra que ele ganha um petisco. Isto pode ou não ser um bom reforço para um cão que sofre de ansiedade de separação.


Observe e espere
Sabemos se este exercício produz mudanças no estado emocional? Não, apenas podemos observar o cão e os resultados. É observando o comportamento do cão que nos leva a acreditar que ele sofre de ansiedade de separação. Se não fosse assim, não teríamos com o quê nos preocupar, pois nem prestaríamos atenção na mudança do comportamento!


Este é um exercício básico e fundamental para o tratamento da ansiedade de separação. Tenha em mente que em qualquer caso de ansiedade de separação podem haver aspectos do problema que precisam de tratamento e orientação de um profissional competente e qualificado para obter os melhores resultados.



Sobre o autor: Aindan Bindoff é o editor do Positive Petzine,um site com vários artigos para donos de cães e adestradores. Ele vive e trabalha na Tasmânia, Austrália.

Fonte: http://www.clickertraining.com/node/1556?SSAID=181540

7 comentários:

Ana Amelia Sacknies da disse...

Minha York de 1 ano chora e uiva só quando saímos de casa. Quando estamos em casa ela vai pra almofada dela dormir mesmo longe da gente! Ela fica em outros cômodos sozinha na sua caixa de transporte tb!
Já recebemos carta do condomínio reclamando. Ela é obediente, s
Obrigada.
Um abraço,
Ana e Rafael

Anônimo disse...

Oi minha cachorrinha, resmunga qdo meu marido sai, ou qdo ela percebe que saimos mas estamos perto da casa, ex. vizinha. Gostaria de saber se isso é sintoma de Ansiedade por separação

Fúlvia e Suzie disse...

Ana e anômimo!

Ana, sua cachorrinha parece ter mesmo a ansiedade de separação. Procure seguir as dicas deste post; antes de vcs saírem de casa e deixá-la sozinha, dêem uma boa caminhada com ela, de cerca de 40 minutos a 1h. Ela precisa gastar energia. Cão cansado é cão feliz. Não faça da sua saída algo traumático, mas sim uma festa: dê um ossinho, um bichinho. Nada de despedidas. E na chegada, nada de festas.

Anônimo, sua cachorrinha parece que só tem saudades. A ansiedade de separação é algo mais grave. Mas, siga as dicas do post e do meu comentário para a Ana. A minha Whippet não tem este problema porque trabalhei com ela (e ainda trabalho) desde que ela chegou em casa.

Sabrina disse...

Olá,
Tenho um poodle de 16 anos e depois que minha outra cachorrinha morreu (depois de 15 anos de convívio com ele), ele começou a uivar toda vez que estou longe de casa. Se estou em casa, ele dorme o dia todo, mas basta eu sair para ele começar a uivar sem parar. Já tentei alguns exercícios porém por ser mto velho, ele está surdo e cego o que torna mto difícil. Como posso proceder?

非凡 disse...

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natalia disse...

Olá, daqui a 3 semanas vou viajar de avião com a minha cadelinha de 7 meses. Serão dois vôos. Uma hora e meia o primeiro e depois esperarei mais umas 4 horas pelo segundo vôo, de duas horas. Ela sempre faz escândalo quando a gente sai. Uma vez ela chorou até ficar rouca, é muito persistente. Tenho medo de ela se desesperar lá em cima, pois não tem atendimento para os bichinhos no avião, nem companhia. Isso está me desesperando, tenho medo de ela passar mal e ninguém ver. Sedativo não é indicado, pois possui muitos efeitos colaterais, que aumentam na autitude (segundo eles). Queria que ela ficasse calminha. O que eu faço? Pelo bem da minha filhinha.

Canil von Ludolf disse...

Tenho uma shih tzu de 8 meses sobrevivente da cinomose. Esta ganhando movimentos aos poucos mas não anda.
Esta muito dependente de mim e vocaliza sempre que sente minha ausência.
Que tipo de exercício posso fazer com ela?

Grata.