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terça-feira, 14 de setembro de 2010

Cão educado é cão feliz

Cão educado é cão feliz. Mas, por que? Simples: um cão educado é bem recebido com seus tutores em locais que aceitem animais de estimação (hotéis, restaurantes, bares); um cão educado vive com contato intenso com seus tutores, pois segue as regras da casa e não causa transtornos; um cão educado vive mais, pois permite que seus tutores verifiquem com mais rapidez quaisquer eventuais problemas de saúde, seja uma simples pulginha a um caso recém iniciado de dermatite; um cão educado tem mais amigos, é bem vindo nas casas dos amigos dos tutores devido ao seu bom temperamento; e por aí vai.

Como vimos, só existe vantagens em se ter um cão educado. Hoje vou tratar de três probleminhas relacionados a receber visitas em nossa casa e educar nosso melhor amigo para ser um excelente anfitrião!

Lembrando que sou contra a chamada punição positiva, ou seja, quando acrescentamos algo ruim para evitar um comportamento do cão (pisar nas patas dele quando ele pula na gente, por exemplo). O cachorro evita fazer por medo e esse método pode comprometer o laço que nos une aos nossos amados (em alguns casos compromete mesmo, a ponto de o cão não fazer mais nada por medo, pavor da gente). Meus comentários no texto estão em vermelho. 

Se seu cachorro...
Corre até a porta sempre que toca a campainha
Ensine-o o comando "espere". Coloque sentado ou em stay (alguns cães, como os galgos, se sentem desconfortáveis quando ficam sentados, portanto, neste caso, opte por deixá-lo em stay) e com a palma da sua mão aberta perto do cachorro diga "espere". Depois de alguns segundos com ele parado, recompense-o. Aos poucos, vá se distanciando devagar do cachorro, até você colocar a mão na maçaneta da porta. Se seu cachorro sair da posição, repita o procedimento até que você consiga abrir a porta sem que ele saia correndo por ela. Para testá-lo, peça para alguém da família tocar a campainha. Se ele correr, feche a porta. Não deixe que seu cachorro saia do lugar até que a pessoa tenha entrado na sua casa. Confesso que este treino eu não conhecia e vou colocá-lo em prática quando chega gente. Quando saímos ela não tenta sair, mesmo se deixarmos a porta aberta. Falta fazer o teste com a chegada de gente (Letíciaaaa... você vai me ajudar neste, filha).

Se seu cachorro...
Pula nas visitas
Não faça escândalo. Ao invés disso, diga ao visitante: "Meu cão está sendo treinado. Por favor, ignore este comportamento". Então, dê as costas ao seu cachorro e peça que o visitante faça o mesmo. Pular é a maneira que nossos cães usam para chamar nossa atenção. Quanto menos atenção ganhar, menos excitado ficará. Quando seu cão se acalmar - quando estiver com as quatro patas no chão -, espere uns cinco segundos e então recompense-o. Até que este comportamento acabe, você terá mais alguns episódios de cães pulando nas visitas. Mas seja persistente! Afinal, você quer ser o primeiro a cumprimentar as visitas. A Suzie tem melhorado, mas não está 100% neste treino. E eu tenho ciência que a culpa não é dela, mas desta humana que vos escreve.

Se seu cachorro...
Pede comida na mesa
Bloqueie-o com seu corpo e diga "Para trás" (eu uso um "Ê ê" que a Suzie entende na boa) enquanto o retira do local com delicadeza (nada de ficar dando joelhada no cachorro, pisando nas patinhas, nada disso, ok?). O bloqueio corporal é como os cães controlam seu espaço então, quando fazemos isso, comunicamos aos cães que aquele é nosso espaço e o reivindicamos. Lembre-se: bloqueie sem fazer contato físico.

Fonte: Victoria Stilwell     
Foto: Suzie fingindo ser bem comportada (tirada por uma grande amiga, Helena, lá de Brasília)

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Salmonella: a Bactéria do Mal

Esta semana, a Sylvia Angélico passou este texto para que lêssemos a respeito da salmonella e seus riscos. Este artigo foi escrito por dois médicos veterinários naturopatas, o Dr. Kim Bloomer e a Dra. Jeannie Thomason. Ambos escrevem nos sites www.aspenbloompetcare.com e www.theholedog.org. O texto foi retirado do site www.dogsnaturallymagazine.com. Espero que gostem!

Salmonella: a bactéria do mal

Em 2007 testemunhamos o maior recall de rações na história dos alimentos comerciais para pets. Desde então, mais e mais tutores demonstram maior interesse em que seus animais tem comido. Prestar atenção nos recalls de alimentos, petiscos e produtos destinados aos animais é sinal de responsabilidade. A causa mais comum de recalls ultimamente é devido à contaminação por salmonella. O Centre for Disease Control (CDC), Food and Drug Administration (FDA) e o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) advertem que a salmonella pode ser prejudicial às pessoas que manipulam estes produtos para animais de estimação, além de ocasionar problemas para os próprios animais. Consequentemente, tutores de animais estão bem cientes do que é, na verdade, uma ocorrência natural da bactéria que traz menos risco aos cães que se imagina.

Bactéria Boa e Má
Qualquer cão (e humano) tem bactérias “boas” e “más” vivendo em seus intestinos, fazendo parte da flora intestinal. Para que o sistema imunológico funcione bem, as bactérias boas, ou probióticos,  devem representar 80% da flora intestinal. As bactérias “más” (incluindo ocorrências de salmonella e E. coli), representam os 20% restantes. Os cães, sendo carnívoros oportunistas, feitos para comer coisas que nós trememos só de pensar, tem o trato gastrointestinal com características únicas que previnem que bactérias patogênicas, como salmonella e e. Coli, aumentem em número e causem um desequilíbrio na flora intestinal.

A saliva dos cães tem uma enzima digestiva que contem propriedades que neutralizam as bactérias e previnem que microorganismos patogênicos migrem em grande número para os intestinos. Qualquer bactéria remanescente é eliminada pelo forte ácido hidroclorídrico feito para, especificamente nos carnívoros, criar o pH correto (entre 1 e 2) para que as enzimas matem qualquer bactéria residual que esteja indo para os intestinos.

Quando o sistema imunológico dos animais está saudável, as poucas bactérias que sobrevivem ao forte ácido estomacal passa para o intestino delgado, que em um animal saudável contém enzimas digestivas, bicarbonato e sais biliares, secretados pelo fígado e pâncreas. Estas enzimas digerem as paredes celulares de qualquer bactéria perigosa sobrevivente e os sais biliares do fígado digerem gordura (no seu estado natural, cru) e transporta agentes anti-microbianos. Um sistema digestivo saudável também secreta uma enzima poderosa chamada lisozima que ataca as paredes celulares bacterianas. Qualquer bactéria que sobreviva a este arsenal terá que aderir à parede do intestino para que o cão fique doente.

As bactérias existem naturalmente e de maneira simbiótica no corpo dos animais e geralmente não causam nada de mais. A dieta, ambiente onde vive, química corporal e sistema imunológico influenciam a flora intestinal dos cães.

A flora intestinal de um cão saudável é relativamente estável. Esta estabilidade desencoraja qualquer infecção ocasionada por patógenos externos, como a salmonella, e previnem seu crescimento.

Uma Dieta Saudável
Quando damos comida cozida e processada (como é o caso das rações), elas invalidam as enzimas que são cruciais para manter a boa digestão e a saúde. Então, o corpo do cão precisa lançar mão de suas reservas de enzimas para processar esta comida artificial, assim rapidamente reduzindo estas importantes enzimas.

Apesar das defesas naturais dos cães contra a salmonella, é preciso apenas um pequeno número de bactérias para gerar uma infecção, embora, como dito anteriormente, este número esteja diretamente relacionado à saúde imunológica dos cães.

Para diminuir o risco de doenças relacionadas à salmonella nos cães, é preciso lhes dar uma dieta apropriada. Cães são carnívoros oportunistas, que precisam de uma dieta composta de carnes cruas e ossos. Nos perguntamos se a carne crua e os ossos não teriam bactérias perigosas, como a salmonella, e a resposta é sim. Mas, o fato de esta bactéria estar presente na carne crua não é uma surpresa. Não existe carne “livre de bactérias”. A maioria das vacas, porcos e aves usados anualmente estão contaminados com a ocorrência natural de bactérias. É provável que a carne que você compra para você mesmo esteja contaminada, assim como a carne crua que você dá para seu animal. (Tudo bem, a gente não come carne aqui, de nenhuma espécie, mas o texto é feito para todos, então...).

“A carne de animais saudávels acaba se contaminando nos abatedouros. A carne fica infectada por microorganismos quando é manuseada, embalada, processada, armazenada e transportada. Embora muitos procedimentos tenham sido incorporados no processo de produção de carne para reduzir o risco de contaminação, as bactérias persistem. Todos os produtos podem ser considerados contaminados.

O ácido estomacal dos cães mata as bactérias patogênicas pois foi feito para isso. Grãos e outros alimentos que não são comuns em uma dieta carnívora natural alteram o pH intestinal, tornando-o mais alcalino. Esta mudança na acidez afeta negativamente a habilidade do cão de destruir bactérias potencialmente perigosas como a salmonella.

As bactérias sobreviventes que passam até o trato intestinal tendem a aumentar em um cão que come grãos. Grãos, alimentos processados e vegetais demoram mais para ser digeridas porque os carnívoros não possuem tantas enzimas que quebram, digerem e assimilam os nutrientes destes alimentos. Esta demora cria uma boa oportunidade para que as bactérias perigosas, como a salmonella, se multipliquem e causem doenças.

Finalmente, cães alimentados com dietas pobres ou não apropriadas tem o sistema imune mais fraco devido à falta de enzimas vitais e de nutrientes que deveriam vir de uma dieta natural; e isto com certeza aumenta o risco de doenças vindas de bactérias.

O Fator Humano
Nosso trato intestinal não é eficiente como o do cão, então reduzir o risco de salmonella para nós, humanos, e mais importante. Para isso, é necessários termos hábitos sanitários saudáveis quando preparamos a comida de nossos cães, seja ela ração, petisco ou alimentação natural.

Lavar muito bem as mãos depois de manusear a comida do cão é importantíssimo! Além disso, a pia da cozinha e utensílios devem ser lavados com um produto anti bacteriano e atóxico, como vinagre branco, suco de limão, peróxido de hidrogênio. (Bom, além disso eu passo o detergente nosso de cada dia).

Conclusão: depois de tomarmos todo o cuidado com a salmonella do ponto de vista da saúde humana, ela não é um risco para cães saudáveis e que comem uma alimentação natural.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Treinando Dois Cães: É Possível? Parte III

Continuando com a série.

Deita-Fica
Pode ser um pouco mais difícil de se fazer em dupla, porque um deles pode não querer se mostrar submisso ao outro. Seus cães devem ficar confortáveis deitados um ao lado do outro, para não haver problemas.

Faça com que este exercício seja o melhor possível para os cães. Faça carinho na barriga e dê muitos petiscos, além de começar com um tempo pequeno (não os deixe muito tempo deitados, vamos começar aos poucos, lembra?). Comece também com um cão longe do outro e, à medida em que eles ficam mais confortáveis, pode ir aproximando-os.

Os dois na guia
Antes de começar, seus cães devem ficar bem tranquilos na presença um do outro.

Eles devem andar ao seu lado e um ao lado do outro.

1. Peça para os cães se sentarem.
2. Coloque a guia. Clique e recompense.
3. Com sua mão direita, segure a guia do cão mais perto de você; com a esquerda, segure a do outro cão (os dois estão do mesmo lado, ok?).
4. Se eles sabem andar sem puxar, ande com eles.
5. Ande cinco passos, pare, peça para eles sentarem, clique e recompense.
6. Gradualmente aumente o número de passos (sempre tendo em mente que os cães devem ser bem sucedidos e o treino terminar com os dois felizes por terem feito direitinho). Peça para eles sentarem e deitarem ao longo do exercício.

Preste atenção para não tensionar a guia. Quando seu cão está andando direitinho e a guia fica tensa, você está punindo o cão.

Se um deles, ou os dois, não estiverem com a guia frouxa, ao invés de dar trancos na guia, dê meia volta. Elogie, recompense, clique e premie seus cães quando eles fizerem o que você quer.

O objetivo é ensinar os dois cães a obedecer simultaneamente, apesar do local e das distrações.

Nas próximas semanas falarei um pouco de truques em duplas. Nada mais lindo que ter dois cães fazendo o mesmo truque, não é mesmo?

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A Inteligência dos Cães - Parte 2

Seguindo com a série, hoje vou falar um pouco sobre a Inteligência Instintiva. Avisando: falarei das três inteligências, mas todas serão divididas, Ok?!

Inteligência Instintiva (parte I)

É bem provável que nunca saibamos como nós e os cães estabelecemos nosso primeiro contato pessoal e de trabalho. Mas, supõe-se que os cães que escolheram estar conosco, e não o contrário. Antes do desenvolvimento da agricultura, a humanidade não ligava muito para os cuidados sanitários, então, era comum haver ossos, pedaços de pele e resíduos de caçadas perto dos acampamentos humanos. Os cães aprenderam a rondar as habitações humanas e, com isso, arrumavam comida de vez em quando, sem precisarem caçar. As pessoas primitivas toleravam a presença dos cães porque eles davam conta do lixo. Ainda hoje, em lugares menos desenvolvidos, os cães párias desempenham essa função: eliminar o lixo.

Aos poucos, as pessoas perceberam que os cães poderiam fazer mais do que apenas limpar o lixo. Os cães passaram também a servir de comida quando a caça escasseava.

Cães Vigia e de Guarda
A função do cão vigia é dar o alarme: seu latido é um perfeito sinal de advertência. A função original do latido é reunir a matilha para reagir diante de um problema ou possível intruso, sendo natural na maioria dos cães, não importando seu tamanho. Já dizia um ladrão: "Ao invés de um cão grande, tenha um cão pequeno que lata bastante. O grande pode passar a maior parte do tempo dormindo. O que importa é o barulho". Algumas pessoas fazem uso desta sabedoria, tendo em casa cães pequenos e latidores (como terriers) e grandes para meter medo. 

O primeiro uso consciente dos cães foi na vigia e na guarda. Na pré-história, o mundo era um lugar hostil. Muitos animais espreitavam os humanos como presas, e os acampamentos eram alvos fáceis. Um predador furtivo, que atacasse à noite, era muito perigoso. Os ataques de outros bandos também eram perigosos, seja por hostilidade entre as tribos, seja para roubar comida, mulheres e crianças. Os cães que ficavam perto dos acampamentos faziam barulho sempre que um predador ou bando de pessoas estranhas se aproximava. Ao tornar-se óbvio que os acampamentos ficavam mais seguros com a presença dos cães, estes passaram a ser tambem vigias e guardas, não apenas comedores de lixo.

É provavel que a primeira característica comportamental canina específica escolhida pelos humanos fosse a tendência a latir. A primeira domesticação de cães deve ter envolvido filhotes de lobo e chacal, e aqueles que eram melhor vigias, latindo ao menor sinal de perigo, tinham mais chance de ser conservados e cruzados por seus donos. 

Stanley Coren relacionou, junto com especialistas, adestradores e proprietários de cães, as quinze melhores raças de vigia, ou seja, aquelas que latem ao menor sinal de perigo (ou apenas para o gato no muro...):

1. Rottweiler
2. Pastor Alemão
3. Scottish Terrier
4. West Highland White Terrier
5. Schnauzer Miniatura
6. Yorkshire Terrier
7. Cairn Terrier
8. Chihuahua
9. Airedale Terrier
10. Poodle
11. Boston Terrier
12. Shih Tzu
13. Daschund
14. Soft Coated Weathen Terrier
15. Fox Terrier
  

Rottweiler, tido como o melhor vigia, e Fox Terrier (na versão pelo liso) ocupando a 15ª posição.

Segundo eles, estas raças são excitáveis e latem em presença de um intruso ou na maioria das situações que julgam fora do normal. Apesar deles julgarem que a maioria dos cães são razoavelmente vigilantes e dão o alarme na maioria das vezes, consideraram as doze raças com menos aptidão para latir dando o alarme, sendo inadequados para a tarefa de vigia:

1. Bloodhound
2. Terra Nova
3. São Bernardo
4. Bassethound
5. Bulldog Inglês
6. Old English Sheepdog
7. Clumber Spaniel
8. Irish Wolfhound
9. Scottish Deerhound
10. Pug
11. Husky Siberiano
12. Malamute do Alaska















Bloodhound (esquerda) e Malamute do Alaska (direita), entre as raças com menos aptidão para a vigilância

Estas raças são ótimas para quem quer um cão que não incomode os vizinhos.

Agora, falando dos cães de guarda. Sua função é intervir fisicamente se um intruso perturbar a propriedade, invadir imóveis ou atacar pessoas. O bom cão de guarda é naturalmente agressivo diante de estranhos que entrem em seu território e parece sempre suspeitar de quem não conhece. Também pode-se limitar a manter os intrusos acuados, latindo, rosnando e adotando uma postura obviamente agressiva.

Suas reações são deflagradas por algumas razões. A territorialidade é uma delas, e a mais comum. A maioria dos cães de guarda ameaçam fisicamente quem quer que esteja invadindo seu território. 

Os cães de ataque são cães de guarda que respondem a um comando, perseguindo e atacando qualquer pessoa apontada pelo adestrador. Por exemplo: os cães policiais são treinados para atacar em duas condições: quando seu parceiro humano está sendo ameaçado ou a um sinal deste. Cães de guarda naturais precisam de muito pouco treinamento: eles precisam sim de um treinamento de obediência, além de serem treinados para dirigir sua agressão a alvos apropriados. Ou seja, enquanto as habilidades de guarda fazem parte da inteligência instintiva, o controle destas habilidades exige um pouco de inteligência de trabalho e obediência.

Cães de guarda são falíveis e o maior problema é ensiná-los a diferenciar estranhos inócuos dos hostis. 

Stanley Coren e os mesmos especialistas classificaram os cães segundo sua habilidade como cães de guarda, baseando suas avaliações no temperamento, força física, coragem e resistência ao contra-ataque. Foram treze as raças escolhidas como as melhores guardiãs:

1. Bullmastiff
2. Dobermann
3. Rottweiler
4. Komondor
5. Puli
6. Schnauzer Gigante
7. Pastor Alemão
8. Rhodesian Ridgeback
9. Kuvasz
10. American Staffordshire Terrier
11. Chow Chow
12. Mastiff
13. Pastores Belga (Malinois, Groenendael, Lakenois e Tervueren) - não foram diferenciados como raça.









Bullmastiff, tida como a melhor raça de guarda

























Da esquerda para a direita: Pastor Belga Tervueren, Groenendael, Malinois e Lakenois, tidos como as raças que ocupam a 13ª posição dos cães de guarda mais eficazes

Estes especialistas citam o Poodle Standard como opção muito boa para guarda, porém seu aspecto físico não intimida. As pessoas o veem como cão de luxo, apesar de ser tão bom de briga quanto um Pastor Alemão. Disseram que, entre um Pastor Alemão fraco e um Poodle forte, as pessoas ainda tem mais medo do primeiro, por ser mais intimidador.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Treinando Dois Cães: É Possível? Parte II

Vamos à segunda parte desta série de como treinar dois cães.

O Básico
Antes de começar a treinar seus dois (ou mais) cães, reveja os comandos básicos com cada um deles separado: vem, senta, deita e fica. Se você quer que os dois fiquem parados juntos, pratique individualmente primeiro. Você quer que os dois cães respondam rapidinho ao que você pedir antes de colocar uma distração - e outro cão É uma distração.

Você não precisa de mais do que dez minutinhos para rever estes exercícios com cada cão. Mais que isso significa que um deles (ou os dois) ainda não estão prontos para o trabalho em equipe.

Se os dois querem trabalhar mas um deles ainda não está totalmente pronto (não entende direito o que queremos dele), existem dois jeitos de lidar com isso. Um é colocar o cão numa área cercada, como o crate ou outro cômodo da casa. O outro é deixar o cão no "deita-fica" enquanto você treina o primeiro cão. Este último não é muito recomendável, porque o "deita-fica" pode não estar assim tão consistente e seu peludo atrapalhar o desempenho do outro.

Vem
Mesmo que seus dois cães conheçam o comando e o acatam com facilidade, você deve ser bem rápida com o clique e a recompensa. Se for muito difícil, diga "Isso!" no lugar do clique.

1. Se afaste pouco dos dois cães e diga "Vem".
2. Quando eles se aproximarem, clique e recompense os dois ao mesmo tempo (por isso use e abuse do "Isso!" para que suas mãos estejam livres).

Se um dos cães chegar primeiro, dê-lhe a recompensa mas não clique ainda. Clique somente quando o outro cão chegar. Se um deles não vier de jeito nenhum, ele não está pronto para trabalhar em dupla. Pratique mais com ele sozinho por um tempo.

Repita o exercício e varie as distâncias. Você inclusive pode ir para outros cômodos da casa e chamá-los: é super divertido!

Senta - Fica
Este pode ser um pouco mais difícil que o primeiro, mas se os dois sabem fazê-los, será mais fácil. Sempre comece com um tempo curto, sem distrações e sem distância. Quando os cães fizerem direitinho juntos, você pode adicionar a distração (e diminuir o tempo de novo) e, depois, a distância (diminuindo o tempo e a distração).

1. Peça para os cães sentarem. Clique e recompense.
2. Peça para eles sentarem e espere (eu não falo "fica", tá? Eu só peço para sentar mesmo e a Suzie fica naquela posição até eu liberar).
3. Deixe eles sentados por alguns segundos (comece com poucos segundos, uns 2 tá de bom tamanho) e vá aumentando gradativamente, até uns 10 segundos. Clique e recompense a cada acerto, claro (2 segundos, 3 segundos, 4 segundos etc).
4. Quando eles já ficarem 10 segundos, aumente 5 segundos no tempo até chegar a um minuto.

Se os cães, ou um deles, sair da posição antes do tempo, significa que você deu um passo maior que a perna. Comece de novo e aumente o tempo de forma mais devagar (se 5 segundos de acréscimo for muito no começo, aumente só 2 segundos). Lembre-se: o treino deve ser muito legal e eles devem acertar praticamente sempre.

Aqui, você tem que usar o nome do cão pra diferenciar quem errou. Antes, você usava o "oops" sozinho. Você ainda pode usá-lo, mas precisa dizer o nome do cachorro antes (ex. Su, ops). Quando ele acertar, elogie-o "Suzie, aê!".

Quando eles ficarem sentados por um minuto, comece a se mover perto deles (distração) e diminua o tempo (nada de querer que eles fiquem sentados por um minuto enquanto você vira estrelas e faz cambalhotas pela sala). Só depois acrescente a distância, novamente diminuindo o tempo e retirando as distrações (aí, aumenta o tempo e acrescenta as distrações). Tudo deve ser fácil: quando dificultamos uma parte, facilitamos a outra. Os cães não são generalistas =)

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

A Inteligência dos Cães - Parte 1

Depois de um post muio bacana no blog da Camilli, resolvi que iria publicar uma série de matérias falando sobre os tipos de inteligência canina. Sim, isso mesmo, os cães tem vários tipos de inteligência, não apenas a famosa "inteligência de trabalho ou de obediência", na qual os cães estão listados do mais inteligente ao menos inteligente.

Como o próprio autor do livro A Inteligência dos Cães diz, não se pode dizer que um cão é menos ou mais inteligente que outro com base em apenas um tipo de inteligência.

Vejamos no nosso caso: temos vários tipos de inteligência (linguística, espacial, lógica, interpessoal, intrapessoal etc) e, hoje em dia, não se pode mais declarar que a pessoa X é mais inteligente que a pessoa Y porque a primeira tem notas excelentes em matemática, enquanto a outra se dá bem em português. Todos são inteligentes, à sua maneira e na sua inteligência predominante. Assim são com os cães.

Variedades de Inteligência Canina
A relação homem-cão se origina do fato que os cães realizam funções para nós. Estas funções podem ser utilitária ou psicológica. As funções utilitárias mais comuns são a guarda (pessoal e de propriedades), caça, pastoreio, busca, resgate e no auxílio a deficientes. A função psicológica mais comum é a de fazer companhia. Nos últimos anos, esta função teve um papel mais formal, com os cães fazendo parte de uma terapia preventiva e curativa para os idosos, pessoas isoladas socialmente ou com distúrbios psicológicos. Vejam quantas aptidões diferentes buscamos nos cães! Algumas delas, como as de caça, busca e rastreamento, refletem aspectos de comportamento normais em todos os cães selvagens e seus descendentes e, portanto, são de natureza hereditária ou instintiva. Outras, como a de cão de serviço, envolvem treinamento prolongado.


A melhor maneira de avaliar o grau e natureza da inteligência canina é observar como ela se apresenta nas várias tarefas realizadas pelos cães, tanto para si mesmo quanto para os humanos. São três dimensões diferentes de inteligência manifesta (a inteligência mensurável total de um cão): inteligência adaptável, de trabalho (ou de obediência) e instintiva. 

Nesta primeira parte, darei uma pequena introdução de cada tipo de inteligência e, nas semanas seguintes, falarei mais a fundo sobre cada uma delas. 


Inteligência Adaptável
Quando falamos de inteligência, normalmente nos referimos a habilidades de aprendizagem e solução de problemas. A capacidade de aprendizagem é o número necessário de experiências para que alguém codifique algo na forma de memória relativamente permanente. Quem tem boa capacidade de aprenzigem necessita de poucas exposições a determinada situação para formar associação e lembranças utilizáveis. A resolução de problemas é a capacidade de vencer obstáculos mentalmente, juntar fragmentos de informação numa resposta correta ou descobrir novas formas de empregar a informação aprendida em situações novas. Quem é bom na resolução de problema precisa de menos tempo para chegar à solução e tem menos falsas tentativas e soluções inviáveis.


Estas capacidades configuram a inteligência adaptável. Um exemplo deste tipo de inteligência é seguir a pista da presa para o jantar ou cuidar dos filhotes. Se surgem problemas com frequência, suas soluções são armazenadas na memória (aprendidas), de modo que se possa gerar a melhor resposta, e mais rápido, ao defrontar-se com situações parecidas. Assim, a aprendizagem e a resolução de problemas interagem para tornar o comportamento mais eficiente.


Inteligência de Trabalho ou de Obediência
Quando pensamos em inteligência canina, pensamos em um cão super obediente e altamente treinado fazendo várias coisas que seu tutor pede. Quando o cão demonstra compreender o significado de determinadas ordens, reagindo de forma apropriada, ele demonstra um dos aspectos mais importantes da sua inteligência manifesta - importante porque, se os cães não reagissem ao controle e comando humano, não nos seriam úteis nem capazes de executar as tarefas pelas quais os estimamos. Como esses atributos de inteligência são demonstrados também nas competições de obediência, podemos dar seu nome de inteligência de obediência. Mas, como ela também é uma inteligência necessária para cumprir tarefas no mundo real, poderíamos chamá-la de inteligência de trabalho

Pode parecer lógico que um cão com inteligência adaptável alta tenha uma melhor inteligência de trabalho. Mas, muitos cães com inteligência adaptável alta parecem ser indiferentes às tentativas de lhes ensinarem exercícios de obediência; por outro lado, os que tem inteligência adaptável moderada, executam exercícios de obediência muito bem. 


Enquanto a inteligência adaptável mede o que o cão pode fazer por si mesmo, a inteligência de trabalho deve ser vista como medida do que o cão pode fazer pelos humanos. A inteligência de trabalho contém um componente social. Do ponto de vista humano, reflete respostas ao seu tutor; do ponto de vista canino, é a resposta ao líder da matilha. 


Inteligência Instintiva
É uma inteligência raramente considerada. Inclui todas as aptidões e comportamentos que fazem parte da programação genética. Nos cães, é responsável por grande parte de suas habilidades.

No começo da criação de cães, as pessoas se deram conta de que acasalando cães com traços comportamentais desejáveis específicos podiam desenvolver uma linhagem que carregava aqueles comportamentos em seus genes. Através deste acasalamento seletivo, configuramos o tamanho, tipo, cor e temperamento dos cães, além de selecionarmos certas características comportamentais.


As habilidades herdadas do cão, quer através de pessoas, quer através da seleção natural, viram características que determinam as diferenças entre as raças. Estas habilidades e predisposições comportamentais geneticamente determinadas constituem a inteligência instintiva do cão - aquilo que pode ser transmitido de geração a geração através dos mecanismos biológicos de herança. Alguns aspectos da inteligência instintiva podem ser bem específicos, como a tendência a latir ou a apanhar a caça; outros podem ser gerais e amplos e podem afetar o desempenho do cão quanto à resolução de problemas, obediência ou outros aspectos do comportamento. 


Misturando Mentes
Se os cães apresentam três diferentes tipos de inteligência, qual a mais importante ou a que domina o comportamento do cão? Estas formas de inteligência afetam uma à outra de algum jeito? É preciso um certo nível de inteligência adaptável para produzir uma inteligência de trabalho, mas um cão pobre em inteligência de trabalho não significa pobre em inteligência adaptável. A maneira como a inteligência instintiva interage com as outras é mais complexa. A maioria das raças tem alguma forma de inteligência instintiva que as torna especiais. Isso irá refletir num padrão particular de aptidões, habilidades, predisposições comportamentais e assim por diante. Mas alguns cães parecem mais dominados por suas inteligências instintivas que outros e, no caso de algumas raças, a inteligência instintiva não produz nenhuma aptidão relevante.

Por exemplo, o Dobermann e o Poodle não apresentam habilidades instintivas muito acentuadas que os diferenciem de outras raças. Ambos têm inteligência adaptável e de trabalho bem desenvolvidas mas, profissionais que treinaram Dobermanns para cuidar de ovelhas e Poodles para caçar ratos revelaram que os cães acharam a tarefa muito difícil. Mesmo se o treinamento é feito até o fim, é provável que o desempenho final não seja dos melhores. Os cães conseguirão fazer o trabalho, mas o desempenho nunca será excelente.


Um cão com inteligência instintiva forte e manifesta para certas aptidões, estará melhor entrosado nesse campo de atividade e talvez não se adaptará em ambientes diferentes onde aqueles comportamentos não são possíveis ou não são apreciados. Um cão que não possui aptidões instintivas notáveis pode ter inteligência adaptável melhor e, de acordo com sua personalidade e outros fatores, pode muito bem ser a opção em situações onde as tarefas que deverá realizar e os ambientes aos quais precisará se adaptar são complexos e variados.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Vacinação em excesso: já pensou nisso?

Por: Zé Magrelo e Fúlvia Zepilho

Por se tratar de uma questão polêmica, faz um bom tempo que eu e Débora ensaiamos tocar no assunto e chegou a hora.
E por esse motivo que esse post foi escrito a 4 patas e 4 mãos...hehe.
Preparem-se e boa leitura a todos!

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Com as recentes notícias de mortes de animais de estimação durante a campanha de vacinação no Rio e em SP não poderíamos deixar de comentar um tema sobre a qual já estávamos lendo e pesquisando muito:  
As consequencias da vacinação em excesso em nossos animais.

Vacinose é o nome que se dá às doenças crônicas causadas pelas vacinas
A grande maioria terá uma desagradável surpresa com esse artigo, afinal de contas, quase todos nós imaginamos a vacina como uma das melhores coisas da medicina moderna, salvando milhões de vidas. Para nós a vacina sempre foi maravilhosa e salvadora. Mas, infelizmente, não é bem assim!

Vale lembrar que nem tudo é obra das vacinas.
A melhora no saneamento básico e na dieta contribuem para o declínio das doenças.

Dr. Richard H. Pitcairn, veterinário homeopata, descobriu que em alguns casos, onde foi ministrado um remédio homeopático baseado em determinados sintomas, havia uma melhora, mas não cura.
Frustrado pela falta de cura, ele suspeitou que estes casos representavam uma doença crônica induzida pela vacinação.
Sua suspeita se provou ser correta quando um remédio selecionado para combater os “efeitos da vacinação”, ao invés de um remédio baseado nos sintomas do animal, de fato curavam ou melhoravam significativamente o quadro.

Um outro estudo feito no Reino Unido, com mil cães e mil gatos, revelou que 10% dos animais têm reações às vacinas!
Este estudo mostrou que de 7,54% a 12,42% dos cães tiveram reação adversa à vacina num período de 45 dias após a vacinação.
Um número quase idêntico de gatos (7,56% a 12,44%) também sofreu reação no mesmo período.
Este resultado contradiz o que os produtores das vacinas sempre dizem sobre seus produtos, que causam menos de 15 reações em cem mil animais vacinados.
Detalhe: o estudo feito no Reino Unido tem 99% de confiabilidade.
Interessante, não?!

Não queremos dizer que devemos parar de vacinar nossos animais, longe disso!
As vacinas para filhotes são muito importantes, sim (e necessárias).

O que devemos ter é critério na questão da revacinação. Inclusive nos Estados Unidos (que eu tenho notícia) os cães e gatos são revacinados a cada 3 anos, ou seja, a vacina importada que costumamos aplicar em nossos cães oferece imunidade num período mínimo 3 anos e mesmo assim nós revacinamos nossos pets todos os anos!

Vejam na tabela abaixo a duração da imunidade das vacinas.
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A seguir, os protocolos vacinais (EUA), do mínimo ao máximo, ou seja, do menor uso de vacinas ao uso exagerado das mesmas. O protocolo vacinal empregado no Brasil é ainda superior ao considerado exagerado nos EUA.

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Não apenas em nosso país, mas mundo afora, os animais recebem vacinas demais.

Alguém poderia nos dizer...
Porque os humanos não tomam tantas vacinas assim?
Porque os humanos não são revacinados anualmente, como ocorre com os animais?
Alguém tem idéia dos efeitos negativos do excesso de vacinas?


A verdade é que justamente ao contrário do que todos nós imaginávamos, estudos mostram que nossos animais estão vivendo menos e desenvolvendo doenças graves devido ao excesso de vacinas.

A prática mais comum é a aplicação anual da vacina antirrábica, supondo-se que uma picada anual é necessária para manter a eficácia da vacina. Na verdade, não há estudos que comprovem que esta prática é necessária. Aliás, a recomendação de vacinar anualmente cães e gatos vem dos fabricantes das vacinas, não tem nenhum embasamento científico.

É óbvio que a revacinação anual tem mais a ver com economia que com bem-estar animal.

Está comprovado! Existem estudos sérios comprovando os malefícios de se vacinar em excesso os animais, resultando em redução da longevidade, ocasionando diversas doenças como alergias, alopécia, gastroenterites crônicas, diferentes tipos de leucemia, tumores, alteração de comportamento, epilepsia entre outras... além de acarretar custos desnecessários aos tutores dos animais.

Queremos que vocês estudem também, leiam mais sobre o tema e tirem as suas conclusões. Por isso selecionamos vários links bem interessantes para vocês:

Leiam e fiquem por dentro:

Vacinas para Cães e Gatos: Estamos vacinando demais? -Homeopatas
Um trechinho do que você vai ler: "A imunologia moderna reconhece, já há alguns anos, que a imunidade conferida pelo contato com os vírus é longa ou ainda, por toda a vida. Não há requerimento imunológico para revacinar anualmente, nem a nós, nem a eles."

Estamos vacinando demais? II -Homeopatas
trechinho: "A revacinação de pacientes com imunidade suficiente não agrega de forma mensurável a sua resistência a enfermidade, e pode incrementar o risco de eventos adversos pós-vacinais.”

Vacinas e Vacinoses em Cães e Gatos -Homeopatas
trechinho do que você vai ler: "A medicina transformou-se em um grande e rentável negócio. Diversas Associações Veterinárias em todo o mundo, há anos, vem preconizando reforços vacinais com intervalos superiores a 3 anos, 7 anos e em muitos casos sem nenhum reforço após as primovacinações. É chegada a hora da classe veterinária se posicionar com relação às evidências de novas pesquisas na área de imunologia veterinária e repensarem seus protocolos vacinais."

Quanto dinheiro você está jogando fora com vacinas para pets? -Cachorro Verde
Um trechinho só para você ter idéia do que vai ler: "Reações vacinais retardadas podem ocasionar doença tireoidiana, alergia, artrite, tumores e convulsões em cães e gatos. Existe ainda a evidência de uma conexão entre as imunizações felinas e o aparecimento de sarcoma induzido por aplicações de vacinas (um agressivo tumor maligno)."

Seu pet é supervacinado? -Cachorro Verde
Tradução de um artigo científico escrito pela médica-veterinária norte-americana Jean Doods, que há décadas pesquisa o assunto da supervacinação.

Vacinação dos pets a cada 3 anos? -Cachorro Verde

Vacinações são necessárias ou não? -Mãe de Cachorro também é Mãe
o que você vai encontrar: "Vacinações de rotina são provavelmente a pior coisa que fazemos com nossos animais. Elas causam todo tipo de enfermidades. Repetir anualmente as vacinas é uma afronta ao equilíbrio energético dos nossos animais. Veterinários imunologistas nos dizem que vacinas precisam ser aplicadas apenas uma ou duas vezes no decorrer da vida do animal. Em primeiro lugar, não há necessidade para vacinações anuais e, em segundo lugar, elas definitivamente causam doenças crônicas."

Vacinação - Tempo de Mudanças -Ville Chamonix
trecho do artigo:"Meu objetivo com este artigo não é discutir se as vacinas são eficazes na prevenção da doença. Acredito que elas funcionam e previnem contra a maioria das doenças agudas. Também acredito que são capazes de desenvolver problemas crônicos e, muitas vezes, fatais, em alguns cães"

Rompendo paradigams antigos sobre vacinação de cães -Ville Chamonix

Fontes:
http://www.weim.net/emberweims/Vaccine.html
http://www.news.wisc.edu/8413
http://www.vaccinationnews.com/dailynews/2003/May/09/IsYourPet9.htm
http://www.cyberpet.com/dogs/articles/health/vaccin.htm

É isso galera, o recado está dado.

Provavelmente eu e a Dé faremos mais posts em conjunto, já que existem outros assuntos sobre os quais temos conversado bastante, mas ainda requer certa pesquisa. Na hora certa colocaremos tudo no papel.

Beijos da Dé e da Fúl, lambeijos do Zé e da Su ( até rimou..hehe)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Treinando Dois Cães: É Possível? Parte I

Depois de falar sobre ter um segundo cão e de mostrar a melhor maneira de apresentar dois cães, vou falar do desafio que é treinar dois cães (ou mais) ao mesmo tempo.

O texto que escreverei será dividido em partes, e é de autoria de Miriam Fields-Babineau, autora de mais de 30 livros sobre cães e adestramento canino.

Livro: Click & Easy: Clicker Training for Dogs
Tradução e Adaptação: Fúlvia Zepilho de Andrade

Com a vida corrida que temos, nossos cães são deixados sozinhos por mais de oito horas por dia, cinco dias na semana. Mas, assim como nós, os cães são seres socias e esta separação é a causa de muitos problemas. Ter dois cães pode ajudar a amenizá-los ou, até mesmo, eliminar os problemas.

Cerca de 30% dos tutores entende que os cães gostam de estar na companhia de outro da mesma espécie, ao invés de ficar sozinho em casa e, consequentemente, têm mais de um cão. Mas nem tudo são flores: quando se tem mais de um cão, há muita dificuldade em controlar o comportamento e educar os dois. Algumas pessoas chegam mesmo a desistir e acabam por simplesmente conviver com cães problemáticos. Os principais problemas são: correr à porta, roer as coisas, latidos excessivos, pular nas pessoas, puxar a guia. Como se vê, os problemas não são poucos. Por isso é bom educar os dois (ou mais) cães que você tenha em casa. O convívio será harmonioso, ao invés do caos total!

Com um pouco de trabalho, você conseguirá se comunicar com seus cães ao mesmo tempo e todos eles serão atentos à você e farão o que você pedir. A parte mais difícil será fazer com que cada cão, individualmente, faça determinado comportamento sem os outros por perto, atrapalhando. Quando se usa o clicker, parece que todos os cães querem ser o centro do universo.

Trabalhando com mais de um cão

Quando se tem dois cães, o timing precisa ser muito bom e devemos usar comandos claros. Também é preciso trabalhar com cada cão separadamente antes de começar a treinar em dupla. Claro, existem exercícios que dá para ensinar os dois ao mesmo tempo, mas com outros o ideal é fazer com um de cada vez.

Para evitar confusão, os cães precisam aprender seus nomes e também o nome da dupla. O nome da dupla é usado quando você quer que os dois façam a mesma coisa (por exemplo, "meninos", "pequenos", "turminha").

Trabalhar com um cão de cada vez é importante para que você crie laços com cada um. Afinal, você quer que cada cão crie um laço com você, e não apenas entre eles.

Já sabemos que os cães são influenciados pelo comportamento de outros cães, por isso todo e qualquer treino deve ser feito em um local sem distrações, como dentro de casa. Você deve pensar: "Ah, mas em casa eu não consigo fazer nada, moro em apartamento". Pois é, eu também moro em apartamento e consigo fazer muita coisa: "vem" a curta distância, senta, deita, fica e vários truques.

Seus cães vão querer lhe agradar (e ganhar muitos petiscos), por isso aprenderão rápido. Essa é a beleza do reforço positivo: sem punições, os cães ficam ansiosos por aprender, por trabalhar com a gente.

Se você usar o clicker, espere que os dois cães tenham executado o comportamento: senão, corre-se o risco de marcar um comportamento pela metade, do cão que demorou mais pra executar o comportamento, e você terá mais trabalho pela frente. Se um termina antes do outro, elogie-o sim (senão ele vai achar que fez algo errado, quando na verdade não o fez), mas espere o outro terminar para clicar e dar a recompensa.

Suas ferramentas para o trabalho em dupla serão sua voz, seus gestos, o clicker, uma petisqueria bem recheada, paciência e imaginação. Vamos começar? Semana que vem, publicarei a segunda parte.

Bom treino!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Entrevista: Ana Corina, do Mãe de Cachorro Também é Mãe

Não faz muito tempo "descobri" um site muito bacana, intitulado "Mãe de Cachorro também é Mãe". Ana Corina, dona do site, escreve maravilhosamente bem e nos brinda com artigos que nos fazem pensar, repensar e mudar nossas atitudes para com os animais. Seus textos são para educar a nós, humanos, a sermos os melhores tutores possíveis de um animal de estimação. Eles merecem!


1. Nome, profissão, cidade onde mora. (Não precisa dizer idade, pq sei que pra muita gente isso é muito chato hehehehe. Brincadeiras à parte, idade realmente é irrelevante, né?!) Ana Corina, formada em letras com licenciatura plena em português e inglês pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Moro em Floripa, SC. Profissão? Blogueira, consultora e colunista sem remuneração, hahaha.

2. Você tem cão? Qual? Como ele chegou até você? Tenho o Shoyo, um yorkshire grudado em mim que comprei em 2003. Graças a ele aprendi que existem criadores de fundo de quintal, pessoas inescrupulosas que usam os animais como objetos e luto contra esse tipo de comerciante desde então. E no meu coração, tenho vários outros, principalmente o Sushi, o outro yorkie que eu havia comprado, a Moira, uma mastim napolitano que adotei também em 2003 e o Tóto, meu primeiro amor canino, o melhor cão sem raça definida do mundo, todos amores que já cruzaram a ponte do arco-íris.

3. Como surgiu a ideia de fazer o site "Mãe de Cachorro"? Quando ele surgiu? O blog nasceu em 6 de janeiro de 2007 e na verdade não foi programado... Queria muito deixar um recado no blog de uma amiga que estava no exterior, o que só era possível tendo conta no Blogger. Então criei uma às pressas, porque era uma brincadeira nossa que eu seria a primeira a comentar no blog dela, e na hora de criar a tal conta tive que criar um nome e pensei "Mas se eu fosse falar de algo, sobre o quê seria?". Simples! Mãe de cachorro também é Mãe. No início só fiz a conta no Blogger e larguei parada até porque pensava "Quem vai querer ler isso?", hehe. 

4. O que você pretende com o site? Qual o propósito dele? (Tipo, conscientizar as pessoas do que, falar sobre qual assunto, essas coisas) Ao efetivamente começar a postar eu pretendia apenas desabafar, defender que temos o direito de nos sentir mães e pais de nossos animais de estimação sem sermos vistos como loucos ou pessoas que não conseguem conviver em sociedade. Depois o blog cresceu, fui aprendendo sobre guarda responsável etc. e hoje é meu projeto voluntário de educação.

5. Dos assuntos que você aborda, qual(is) você acha o(s) mais polêmico(s) e por quê? Mais polêmicos? Hummm, acho que dá para dizer que são os que vão contra o que todo mundo está acostumado sobre o tratamento de cães e gatos, como oferecer alimentação natural ao invés de ração seca, não entupir os animais de remédios desnecessários e de substâncias tóxicas (como anti-pulgas etc.) e agora essa questão de alertar as pessoas para o perigo real do excesso de vacinação. É muito complicado viver em um país onde não há ainda uma tradição de estudar por conta própria, de questionar o que nos é imposto. A propaganda dos grandes laboratórios e dos fabricantes de rações é absurdamente eficaz e focada nos veterinários. Quem sofre com isso são os animais... E as pessoas também, porque não percebem que são tão cobaias quanto eles...

6. Você escreve várias séries, como a filhotes, guia de raças etc. Qual delas te dá mais prazer? Qual a mais trabalhosa? Qual a de maior utilidade? Essas séries são novidade lá no blog e tratam de assuntos que percebo ainda existir uma necessidade de mais esclarecimento e informação. As duas têm sido um grande aprendizado e na verdade o "prazer" que tenho é saber que meus leitores estão ficando mais bem informados, com mais base para melhor tratar os peludos, sabe? A série Filhotes é a mais trabalhosa porque tenho que ler um capítulo inteiro do livro, traduzir, adaptar, resumir... É tempo pra caramba! Acho que utilidade não tenho como mensurar... As duas são úteis à medida que as pessoas deixarem de botar um filhote (ou um cão/gato, na verdade) em suas vidas sem pensar na responsabilidade que isto demanda e implica e também escolher cães levando em conta as características de temperamento deles e delas. Se todo mundo fizesse isso, o impacto na redução do abandono seria imenso.

7. Existem projetos novos por vir? O que você espera do futuro do site (e dos cães, por que não?). Então... Na verdade eu preciso capitalizar o blog para que possa continuar com ele. Estou trabalhando absurdamente, 7 dias por semana, sem parar há mais de um ano. Essa consultoria gratuita que presto aos leitores e o contato com eles nas redes sociais demanda um tempo imenso, mas não quero deixar de fazer porque são pessoas que estou ajudando, são incontáveis cães e gatos castrados, vários doados/adotados, veterinários e outros profissionais indicados a quem precisa achar um profissional que faça preços sociais ou que seja realmente bom e ético etc., tudo através do blog e seus desdobramentos na internet, além dos e-mails trocados diretamente com os leitores. Só que infelizmente eu não nasci rica e nem casei com alguém que tenha condições de me sustentar 100%, então estou criando novos produtos para poder continuar com meu trabalho voluntário e também para continuar ajudando financeiramente os animais como faço há alguns anos.  Quanto ao futuro do Mãe de Cachorro... Espero que ele cresça e apareça cada vez mais, que eventualmente transforme-se em um livro (que me falta tempo para escrever, mas...) e que atinja o maior número de pessoas possível, porque educação é o que vai efetivamente contribuir para o que espero ser um futuro melhor, mais justo e de mais respeito e bem-estar para cães, gatos e todos os animais. Acredito muito que cada pessoa tem seu tempo de evolução. Hoje ela gosta apenas do seu cachorro, amanhã começa a olhar para o animal de rua, daqui a um tempo passa a refletir no que põe no prato e vê que não há muita diferença entre seu peludo e o pobre do boizinho que virou vitela e por aí o mundo evolui. Mas se as pessoas ao ler o blog já passarem a  ter um animal de estimação apenas se tiverem condições de mantê-lo como precisa e merece, se alimentarem melhor seus animais, os castrarem e não os vacinarem em excesso, já está mais do que bom! Beijo grande e espero que seus leitores gostem da entrevista!
 

Ana, muito obrigada pela entrevista! Com certeza os leitores vão gostar e aproveitar as dicas maravilhosas do seu site! Parabéns!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Cão ocupado é cão feliz

Todos sabemos que cão cansado é cão feliz: devemos, portanto, proporcionar atividades para o cão, tanto físicas quanto mentais, para que eles não se tornem destrutivos, latidores e/ou desenvolvam comportamentos compulsivos, como se lamber, perseguir moscas imaginárias e ficar fissurados com luzes. Uma das muitas atividades é a caminhada, sobre a qual já falei aqui.
Quando você chega em casa, depois de um dia de trabalho, e encontra os móveis roídos, livros rasgados e seu sapato todo mastigado, não é porque seu cão é mal e quis se vingar de você por ficar tanto tempo longe. Ele estava entediado, sem ter o que fazer. Imagine-se na pele do cão: eles não sabem ler, não assistem TV, não usam o computador e não podem simplesmente pegar a chave de casa e dar uma voltinha quando ficam cansados de ficar em casa. Imaginem não fazer nada disso e ficar 10 horas no maior tédio, sem ter o que fazer?
Então, o que podemos fazer? Os cães precisam de estímulo e podemos proporcioná-lo através de brinquedos que desafiem o cão. Um deles é o Kong, sobre o qual já falei aqui e aqui. Brinquedos e brincadeiras também são muito importantes (vejam aqui, aqui, aqui e aqui).
Antes de sair para o trabalho ou para qualquer outro lugar que você vá passar muito tempo, faça uma caminhada vigorosa com seu cão, brinque com ele, esconda petiscos pela casa,  dê-lhe um Kong recheado (até congelado, se ele conseguir comer rápido demais o recheio) e um brinquedo que o cão tenha que trabalhar para ganhar seus petiscos (a Suzie tem uma garrafa pet cheia de buracos, que vão soltando pedaços de biscoito e uma bola que faz o mesmo serviço). 
Brinquedos para o cão roer (tá, raramente eu deixo a Suzie roer um osso de couro quando vou passar muito tempo fora) também fazem parte do repertório se seu cão é daqueles que roem tudo que veem pela frente. 
Recentemente vi quebra-cabeças para cães, mas o preço me fez desistir de ter um... Quem puder comprar, pode valer muito a pena.
Com base em todas estas informações, seu cão não ficará mais entediado e será um cão cansado, ocupado e extremamente feliz!

domingo, 22 de agosto de 2010

Marcadores e Reforços Secundários


Marcadores e Reforços Secundários

No post anterior falei sobre reforços secundários e mencionei que o clicker seria um marcador. Neste post, vou falar sobre a diferença entre eles. Sabemos que o clique, ou um “Isso” pode ser usado para comunicar ao cão que um comportamento específico será recompensado. Clicando ou dizendo “Isso” no momento certo é muito poderoso e uma maneira precisa de comunicar ao animal exatamente que é o que ele faz naquele momento que o fará ganhar o petisco (cliques são mais precisos que palavras).

Bom, você também pode chamar o clique ou o “Isso!” de reforço secundário, já que eles são ligados ao reforço primário, como a comida, e o animal aprende a associar o clique/marcador com o petisco. Mas... o clique é um reforço secundário ou marcador?

Deixa eu responder de um outro ponto de vista. A etologia, esudo do comportamento animal em seu ambiente natural, passa bastante tempo estudando a comunicação. Uma das maneiras tradicionais de ver a comunicação é distinguir entre Mensagem e Significado. A Mensagem pode ser vista como o que o animal tenta expressar, seja de forma intencional ou não. O Significado, por outro lado, é a informação que o animal recebe. Como todo ser humano que vive ou tenha vivido um relacionamento sabe, eles não são sempre iguais. Neste caso, a Mensagem do clique ou de outro marcador é clara: “ISTO que você acabou de fazer é o que fará você ganhar o petisco!”.

Não sabemos o que o animal pensa disso – será que ele tem alguma ideia que estamos “marcando” um comportamento? Estão conscientes que o clique o faz ganhar um petisco se ele repetir o mesmo comportamento? (Eles não precisam executar o comportamento de forma perfeita. Já vimos animais que fazer um comportamento perfeito e, depois de um tempo, erram, geralmente quando eles começam a pensar no que estão fazendo!). Será que estão se condicionando ao som do marcador? Parece razoável que nossos cães, se pudéssemos falar com eles, definiriam a Mensagem do clique como sendo um marcador E um reforço secundário. Talvez o mais importante, do nosso ponto de vista, é como defini-lo, porque é isso que nos leva à maneira como usamos o clicker. Se você, assim como eu, prefere saber sobre o comportamento, tudo bem. Mas é importante sabermos o lado científico da coisa, não é mesmo?

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Momentos

Estas fotos retratam os momentos dos quais eu vivencio em casa, momentos que me mostram que, por maiores sejam meus defeitos, tenho conseguido educar minhas meninas a respeitar uma à outra (claro que com a Suzie é mais limitado) e a conviverem em harmonia.

Um beijo que sela esta bela amizade que começou ainda na barriga...
Parece que estava descansando... mas estava aprontando todas na cama. Arteira!Abraçada com o ursinho da Letícia. Cansada depois do passeio.Um momento de cumplicidade (ela colocou a patinha na minha mão sem eu pedir).

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Usando Reforços Secundários

Em primeiro lugar, acredito que a maioria saiba que “Reforços Primários”  são coisas muito recompensadoras (o que, automaticamente, faz o animal aumentar a frequência de um comportamento). Ou seja, são coisas que o animal precisa para sobreviver: comida, água etc. Quando você dá ao cão um petisco por ele ter sentado, você está usando um reforço primário.

Os reforços secundários são coisas aprendidas pelo animal, que ele associa aos reforços primários, então, obtém-se uma resposta similar ao do condicionamento clássico. Por exemplo: ao se repetir “Muito bem!” e dar um petisco, eventualmente o cão trabalhará para lhe ouvir falar o tão desejado “Muito bem!”.

É preciso ligar o reforço secundário ao primário uma parte do tempo, não importando a quanto tempo você o vem usando. Mesmo se o animal, por natureza, gosta do reforço secundário, este deve ser mantido com um reforço primário se você deseja um comportamento totalmente confiável. O mesmo vale se o animal ama o reforço secundário. Exemplo: algumas Belugas adoram que cocem suas línguas, é muito bom para elas e elas inclusive pedem por isso. Mas, ainda assim, isso é um reforço secundário, e devemos tomar cuidado para não usá-lo demais.

Você condiciona TODOS os comportamentos secundário como se fosse um comportamento. Ou seja, coçar a língua, dê um petisco. Afagar a barriga do cão, dê um petisco. Mesmo se o seu cão adore ter a barriga acariciada, inicialmente reforce-o com comida, se ele gostar de comida. Isto torna o comportamento (acariciar barriga) muito mais poderoso no futuro.

Quando seu cão estiver animado com o que você faz, comece a usar isto (carinho na barriga, o que quer que seja) como reforço, pedindo um comportamento, usa o reforço secundário e, em seguida, o reforço primário. Depois de ter feito isso por um tempo, use o reforço secundário sozinho em uma sessão, e nunca um seguido do outro. Gradualmente aumente o uso do reforço secundário, mas não use-o demais. IMPORTANTE: não me refiro ao clicker. O clicker é um marcador, e não um reforço.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Não compre um Bouvier

Há um tempo atrás falei sobre não comprar um Setter Irlandês, a menos que se conhecesse e quisesse realmente a raça. Hoje vou falar do Bouvier de Flandres, uma raça não muito conhecida no Brasil ainda, mas que pode ser vítima da compra impulsiva, de maus criadores, como acontece com muitas raças no Brasil hoje em dia. Para que você faça uma escolha acertada e não compre um cão que tem um temperamento incompatível com o seu, evitando que este seja abandonado, como muitos cães de raça hoje o são (acredite, existem muitos cães de raça sendo abandonados, e os números só aumentam, simplesmente pelo simples fato das pessoas comprarem os cães de forma impulsiva e/ou vítimas de criadores de fundo de quintal).

Interessado em comprar um Bouvier de Flandres? Deve estar, senão não estaria lendo isto. Você já deve ter ouvido que o Bouvier é um cão maravilhoso. Bom, mas você também precisa saber, antes que seja tarde, que o Bouvier NÃO É A RAÇA PERFEITA PARA TODO MUNDO. Como raça, eles têm algumas características que algumas pessoas acham encantadoras, mas outras pessoas as acham um pouco desagradáveis e outras acham completamente intoleráveis.

Existem diferentes raças para diferentes necessidades. Existem mais de 300 raças caninas no mundo. Talvez você se dê melhor com outra raça. Talvez você se dê melhor com um gato. Ou talvez com um peixe, um passarinho, um hamster ou com plantas.

Não compre um Bouvier se você estiver atraído pela raça principalmente por sua aparência.

A aparência do Bouvier que você vê nas exposições é o produto de muitas horas de banho e escovação. Esta beleza "construída" cuidadosamente é passageira: em poucos minutos de liberdade, brincando nos campos ou passeando na chuva devolvem a sua aparência natural. A aparência natural do Bouvier é de um cão grande, de pêlos desgrenhados, geralmente um pouco sujo e com uns matinhos agarrados em seu pêlo desarrumado. Sua estética é parecida com uma cama totalmente desarrumada. Lembre-se que o seu apelido em alemão, "Vuilbaard" significa "barba suja". A verdadeira beleza do Bouvier está no seu caráter, não na sua aparência. Existem muitas outras raças cuja beleza natural supera de longe a do Bouvier. A aparência de algumas raças de pêlo longo e a maioria das raças de pêlo curto precisam de menos escovações que a do Bouvier.

Não compre um Bouvier se você não quer compartilhar sua casa e sua vida com seu cão.

Os Bouviers foram criados para participar no trabalho na fazenda com a família e para passar a maior parte do tempo em que está acordado para trabalhar com a família. Eles são muito companheiros e querem estar sempre perto de você. São mais felizes vivendo com você na sua casa e saindo com você. Enquanto eles geralmente agüentam ser deixados sozinhos em casa (preferivelmente com uma portinhola que dê acesso ao quintal), eles não devem ser relegados a viver somente no quintal ou no canil. Um filhote que vive longe da casa é provável que cresça anti-social (medroso e/ou muito agressivo), incontrolável e infeliz. Ele pode desenvolver alguns passatempos, como latir ou cavar, o que ira irritar você e seus vizinhos. Um adulto que viva excluído do convívio familiar será muito triste também. Se você realmente prefere não ter um cão companheiro o maior tempo possível, não gostar que ele durma na sua cama durante a noite e não quer que ele faça parte da maioria de suas atividades diárias, você deve mesmo escolher uma raça menos dependente da companhia humana. Também se o seu trabalho ou outras obrigações evitam que você passe algum tempo com o seu cão, é melhor escolher outra raça. Nenhum cão é realmente feliz com a companhia dos donos, mas os galgos são mais tolerantes em viver em canis ou no quintal por mais tempo, a menos que eles vivam em grupos de dois ou mais. A melhor escolha seria um gato, já que eles são solitários por natureza.

Não compre um Bouvier se você não pretende educar (treinar) seu cão.

A obediência básica e as regras de treinamento para uma boa convivência em casa NÃO É opcional para o Bouvier. Você deve ensiná-lo a responder prontamente a comandos como "vem", "deita", "fica" e andar "junto", sempre com coleira e guia. Você também deve ensiná-lo a respeitar as regras da casa: por exemplo, será permitido ao seu Bouvier subir na mobília? Será permitido que ele fique pedindo comida na mesa? O que você permite ou proíbe não é importante, mas é "crucial" que você, e não o cão, faça essas escolhas e que você reforce suas regras constantemente. Você deve se comprometer a estar presente nas aulas de obediência do cão, na escola ou com o adestrador particular, e fazer pequenas sessões de obediência (5 a 20 minutos) em casa por dia, para reforçar o aprendizado. Conforme os comandos forem aprendidos, eles devem ser integrados na sua vida o tempo todo, para reforçar ainda mais a boa convivência entre vocês. Filhotes de Bouvier são relativamente fáceis de treinar: eles gostam de agradar, são inteligentes, de natureza calma e muito atentos. Uma vez que o Bouvier aprenda algo, ele tende a guardar aquilo na memória. Seu lindo, doce e pequeno filhote de Bouvier irá crescer e se tornar um cão grande, poderoso, com uma personalidade forte e determinada a terminar qualquer coisa que tenha começado. Se ele cresceu te respeitando e respeitando as suas regras, então toda sua força mental e física trabalhará para você. Mas, se ele cresceu nem saber nenhuma regra e sem orientações dadas por você, certamente ele fará suas próprias regras e seu poder físico e mental freqüentemente agirão contra seus desejos e necessidades. Por exemplo: ele pode arrastar você rua abaixo, como se estivesse competindo numa corrida de trenós (Iron Dog); ele pode roubar comida da mesa; ele pode proibir que os seus convidados entrem na sua casa.

Este treinamento não pode ser delegado a outra pessoa, por exemplo, mandar o cão para um "internato", porque a relação de respeito e obediência é pessoal entre o cão e o indivíduo que o está educando. Enquanto você definitivamente quer muito a ajuda de um adestrador experiente para te ensinar como educar o seu cão, na verdade você mesmo pode educar o seu Bouvier. Como cada lição é bem assimilada, então as outras pessoas da casa (exceto as crianças muito pequenas) devem trabalhar com o cão, insistindo que o cão lhes obedeça.

Muitos dos Bouviers que são resgatados de abrigos mostram claramente que eles receberam pouco ou nenhum treinamento básico, nem em obediência nem em regras de boa convivência dentro de casa; mas esses cães respondem muito bem ao treinamento dado pelos trabalhadores dos abrigos ou pelo seu novo dono, que o adotou. Parece provável que o fracasso em treinar o cão é um dos motivos para que os Bouviers sejam abandonados.

Se você não pretende educar o seu cão, de preferência durante sua infância, você se daria melhor com uma raça que seja pequena e socialmente submissa, por exemplo, um Pastor de Shetland. Esta raça precisa de treinamento, mas aprendem mais rápido que um Bouvier. Na direção oposta, se o seu objetivo em treinamento de obediência é orientado para competições de obediência de alto nível, por favor, tenha em mente que o Bouvier não está entre as raças com melhor performance nesta categoria. (Os Bouviers podem, com treinamento adequado, se sair muito bem em competições de trabalho, como agility, corridas, faro, proteção e pastoreio).

Não Compre um Bouvier se Você Tiver uma Personalidade Fraca Para Ser o Líder da Matilha.

Os cães não acreditam em igualdade social. Eles vivem em uma hierarquia social liderada pelo cão líder (Alfa). O cão alfa geralmente é bom, afetuoso, e não é tirano para com os seus subordinados; mas não há dúvida em sua mente que ele é o chefe e é ele quem dita as regras. Qualquer que seja a raça, se você não assumir a liderança, o cão a assumirá cedo ou tarde e com conseqüências mais ou menos desagradáveis para o dono abdicado. Como cão destreinado, o cão líder faz suas próprias regras e as força para que os outros membros da casa as sigam, por meio de uma postura física dominante e um olhar fixo, seguidos de um rosnado ou então de uma mordida. As raças diferem umas das outras no assunto dominância social; e indivíduos dentro de uma mesma raça também diferem entre si consideravelmente. Os Bouviers são uma raça que tendem a ser de personalidade social dominante. Você realmente não pode deixar que um Bouvier se torne o seu chefe. Você não tem que ter a personalidade ou os modos de um Sargento da Marinha, mas você tem que ter calma e a segurança de um chefe de família ("Porque eu sou sua mãe e pronto!!") ou de um professor de sucesso. Se você acha que vai ter dificuldades em assumir a liderança com calma e confiança, então escolha uma raça conhecida por seu temperamento subordinado, como um Golden Retriever ou um Pastor de Shetland, e peça ao criador para selecionar um dos filhotes mais submissos da ninhada para você. Se a idéia de "ser o chefe" te deixa com medo ou te repele, não compre um cão. Gatos não esperam liderança. Um passarinho ou um hamster, ou um peixe também não precisam de liderança e nem de regras para viver bem dentro de casa.

Liderança e treinamento estão interligados: a personalidade de liderança permite que você treine o seu cão, e sendo treinado por você reforça ainda mais a percepção do cão que você é o Alfa.

Não compre um Bouvier se você não valoriza um companheiro calmo e afetuoso.

Um Bouvier se torna profundamente ligado e devotado à sua família humana, mas eles não demonstram isso de forma tão clara assim. Alguns são notadamente reservados, outros são mais sociáveis, mas poucos adultos demonstram suas afeições claramente. Eles gostam de estar perto de você, geralmente na mesma sala, de preferência em uma poltrona confortável ou em uma almofada ou embaixo da mesa, mas só "fazendo companhia". Eles gostam de ser acariciados e abraçados quando você o faz, mas são moderados e não ficam exigindo sua atenção o tempo todo. Eles são emocionalmente sensíveis com suas pessoas favoritas: quando você está alegre, orgulhoso, bravo, ou agoniado, seu Bouvier irá perceber isso imediatamente e pensará que ele foi a causa disso tudo. O relacionamento pode ser um dos melhores, profundo e sutil, é uma relação de adulto para adulto, embora certamente nenhum dos dois seja destituído de espírito brincalhão. Quando filhotes, claro, eles serão mais dependentes, mais brincalhões, e mais expansivos. Em suma, os Bouviers tendem a ser equilibrados e pensativos, ao invés de serem palhaços vertiginosos.

Várias raças retém a disposição brincalhona na infância, como por exemplo o Australian Sheperd, o Malamute do Alaska e outros. Várias outras são mais expansivas e/ou dependentes, como por exemplo o Golden Retriever.

Não compre um Bouvier se você é exigente com relação à limpeza da sua casa.

O pêlo abundante e despenteado do Bouvier e o seu amor por brincar na água e na lama o tornam um eficiente transportador de sujeira para dentro de casa, deixando a sujeira no chão e nos tapetes e possivelmente também nas suas roupas e móveis. Um Bouvier que entre em casa depois de alguns minutos de um banho de chuva pode transformar uma casa limpíssima em um chiqueiro em um instante. Sua barba cheia fica molhada toda vez que ele bebe água, então deixa-a pingar pelo chão ou te molha quando te lambe. (Claro que é possível cortar a barba e manter os pêlos das patas e das orelhas aparados para diminuir a sujeira).

Embora seja verdade que os Bouvires não trocam de pêlo, você descobrirá que a escovação geralmente resulta em tufos de pêlos espalhados pela casa, a menos que você deposite os mesmos diretamente da escova para o lixo. Isto não significa que você deve ser relaxado ou desleixado para viver feliz com um Bouvier, mas o que você tem que ter em mente de que a companhia do seu cão seja mais importante para você do que a limpeza da casa e que você se sinta bem morando numa casa limpa, mas não impecável.

Todos os cães, como todas as crianças, fazem mais ou menos bagunça pela casa, e quase todas as raças caninas (exceto o Old English Sheepdog) são menos preocupantes que o Bouvier neste aspecto. O Basenji é provavelmente o mais limpo deles, devido aos seus hábitos parecidos aos dos felinos; mas os gatos são ainda mais limpos, e um peixe dificilmente irá fazer bagunça na sua casa.

Não Compre um Bouvier se você é exigente quanto a odores desagradáveis

Os Bouviers são uma das raças caninas que têm mais problemas de flatulência (gases). A quantidade e o aroma da emissão de gases depende em parte da dieta, cerca de meia hora depois das refeições prepare o seu nariz! (Já que o período máximo da emissão é de cerca de trinta minutos a uma hora, não será irracional colocar o cão no quintal durante este período). A pelagem do Bouvier, quando úmida, tende a ter um cheiro parecido com o de um pântano. Um Bouvier molhado confinado em um carro ou em uma sala pequena por uma hora, mais ou menos, pode produzir um aroma que até os menos sensível irá perceber. Algumas pessoas acham que a pelagem do Bouvier tem um cheiro desagradável, mesmo quando ele está seco e foi recentemente banhado e escovado. A barba do Bouvier tende a reter partículas de comida, que logo se torna fedida se ela não for lavada freqüentemente.

Quase todas as raças de pêlo curto, a não ser as raças de caça (os hounds) ou o o Chesapeake Bay Retriver (tem o pêlo oleoso), são menos propensas a ter mau cheiro. Também existem outras raças com menos propensão a soltar gases, mas é difícil saber, pois muitos donos e criadores não discutem muito esse assunto.

Não Compre um Bouvier se você não gosta de escovações regulares e muitos cuidados com a pelagem

A pelagem densa e emaranhada do Bouvier requer cuidados regulares, não apenas para ficar com um aspecto bonito, mas também para preservar a saúde da pele e para detectar e remover matinhos, parasitas e outros invasores perigosos. Para uma escovação “pet”, você deve gastar uns 10 a 15 minutos por dia (por exemplo, enquanto você ouve música ou assiste à televisão) em dias alternados, ou então por meia hora duas vezes na semana. Claro que toda vez que o seu Bouvier passar por algum tipo de vegetação que grude nos pêlos, você terá que gastar uma hora ou mais para limpa-lo direito. Você também deve inspecionar os pés e outras áreas vulneráveis todos os dias. Em áreas onde há registros da Doença de Lyme (transmitida por carrapatos), você deve também inspecionar sua pelagem diariamente. Os cuidados “pet” não precisam de muita habilidade, mas requer tempo e assiduidade. Manter o cão com a pelagem curta o semi-curta através da tosa reduz o tempo de escovação, mas não elimina a necessidade da assiduidade. Os cuidados para um exemplar de exposição necessitam de muita habilidade e um tempo consideravelmente maior e esforço, ou então um profissional super capacitado (e caro).

Quase todos os Bouviers que estão em abrigos mostram os efeitos de muitos meses de nenhum cuidado com sua pelagem, resultando em uma pelagem muito embaraçada e terrivelmente suja, algumas vezes com urina e fezes já secas na pelagem ao redor do ânus e no ventre. Parece que a má vontade de manter a pelagem sempre bem cuidada é a principal causa do abandono.

Muitas outras raças precisam de menos cuidados com a pelagem; raças de pêlo curto precisam de poucos cuidados. O Rottweiler tem um temperamento e uma personalidade parecidos com as do Bouvier, e precisam de menos cuidados que ele.

Não compre um Bouvier se você não gosta de fazer exercícios físicos diariamente

Os Bouviers precisam de exercício para manter a saúde do coração e dos pulmões e para manter o tônus muscular. Devido à sua disposição tranqüila, calma e preguiçosa, o seu Bouvier não irá se exercitar por conta própria a menos que você o acompanhe nos exercícios ou brinque com ele. Um Bouvier adulto deve fazer um passeio matinal de alguns quilômetros ou mais, com você andando rapidamente, correndo ou andando de bicicleta com ele ao seu lado, e a mesma coisa ao entardecer. Para os filhotes, caminhadas mais curtas e mais devagar, várias vezes ao dia são os melhores exercícios.

Todos os cães precisam de exercícios diariamente, com menos ou mais vigor. Se proporcionar este exercício está além da sua conta, física ou temperamentalmente, então escolha uma das muitas raças pequenas e enérgicas que se exercitam sozinhas no seu quintal. A maioria das raças pequenas de companhia (toys) e os Terriers têm essas características, mas não fique surpreso se um Terrier começar a cavar o seu jardim, já que a escavação é o trabalho que essas raças costumavam fazer. Gatos podem se exercitar dentro de casa com brinquedinhos. Hamsters também se exercitam sozinhos numa roda giratória. Plantas não precisam de nenhum exercício.

Não compre um Bouvier se você acredita que os cães deveriam correr “livres”

Quer você viva em uma cidade ou no campo, nenhum cão pode correr “livre” pelas ruas, fora da sua propriedade e sem supervisão direta e controle. O preço dessa “liberdade” é inevitavelmente ou um machucado ou a morte: por cães agressivos, por automóveis, por espancamentos ou por vizinhos irados. Mesmo que os Bouviers amem a vida caseira e não tenham tanta vontade de dar suas passeadas como muitas outras raças, um Bouvier que viva num local que não seja fechado está destinado a sofrer um desastre. Como outras raças que foram desenvolvidas para pastoreio, a maioria dos Bouviers herdou uma quantidade substancial de “instinto de pastoreio”, que é um instinto reforçado e que sofreu poucas modificações com relação à caça e captura de grandes presas. O Bouvier que vive em uma propriedade no campo que não seja cercada, cedo ou tarde descobrirá o rebanho dos vizinhos (ovelhas, gado, cavalos, galinhas) e a resposta do seu instinto será o de caçar e molestar estes rebanhos. A lei estadual quase sempre dá ao proprietário do rebanho o direito de matar qualquer cão que esteja caçando ou “atormentando” seu rebanho, e quase todos os proprietários de animais de fazenda são muito rápidos nisso! O Bouvier que vive numa casa na cidade que não seja cercada também provavelmente vai exercer seu instinto em pessoas que estiverem correndo, andando de bicicleta ou até mesmo em automóveis. Um Bouvier perfeitamente educado em obediência pode desfrutar de uma liberdade limitada e supervisionada em caminhadas sem coleira com o seu dono em locais apropriados para isso.

Se você não quer a responsabilidade de confinar e supervisionar o seu cão, então nenhuma raça de cão é adequada para você. Um gato castrado pode sobreviver a essa “liberdade” irresponsável dada pelo dono por um pouco mais de tempo que um cão, mas eventualmente podem ocorrer desastres com ele. A melhor resposta para aqueles que desejam um animal de estimação “livre” é ir até estações de alimentação para alguns animais silvestres, que visitam estes locais para ganhar comida e que eventualmente irão tolerar sua observação.

Não compre um Bouvier se você não pode comprar, alimentar e nem proporcionar cuidados de saúde para um.

Os Bouviers não são uma raça barata para se comprar, pois um programa de criação que é voltado para características de temperamento, treinamento e saúde (principalmente contra a displasia) não é barato. O tempo que o criador deve gastar com a educação e a socialização de cada filhote também é cara. O filhote barato de um “criador de fundo de quintal” que acasalou dois Bouviers qualquer sem nenhum tipo de seleção pode se mostrar extremamente caro em termos de desvio de temperamento, um cão que não é saudável, e que não foi devidamente socializado. Em contrapartida, um adulto ou filhote mais velho estão disponíveis, por um preço mais acessível, vindo de um dono desencantado com a raça ou mesmo de um criador ou um abrigo onde o cão tenha sido abandonado; a maioria destes Bouviers “usados” são capazes de se tornarem cães maravilhosos para você se você lhes proporcionar treinamento, liderança e compreensão. Qualquer que seja o custo inicial do seu Bouvier, a manutenção não será barata. Como são cães de porte grande, os Bouviers comem refeições também grandes. (Também não é preciso dizer que o tamanho das fezes será grande). Cães grandes tender a ter grandes contas no veterinário, já que a quantidade de anestesia e de medicamentos é proporcional ao peso corporal. A castração, que custa mais em cães grandes, é uma despesa essencial para todos os Bouviers que somente serão cães de estimação, já que “fecha a fábrica”, previne sérios problemas de saúde por toda a vida dele e faz com que o cão se torne uma companhia mais agradável. Os Bouviers estão sujeitos a dois problemas cujos tratamentos são caros: a displasia coxo-femural e a torção gástrica. (A melhor garantia contra a displasia é comprar o cão apenas de canis idôneos e que façam o controle da doença através de chapas radiográficas, que os pais e, se possível, os avós também tenham resultado negativo para a doença. Sim, geralmente isso significa pagar um pouco mais. Já a torção gástrica pode ser uma predisposição genética , não existem testes preventivos quer permitam selecionar os padreadores e matrizes que não tenham o problema. Sua melhor prevenção é não alimentar seu cão logo depois ou antes de fazer exercícios que exijam grande esforço). Um banho e tosa profissional, se você usar, é caro. Ferramentas adequadas de banho e tosa para usar em casa são uma boa opção, cara também, mas uma vez compradas irá sobreviver por muitos cães – uma vida inteira. Finalmente, a modesta taxa de participação em aulas de obediência básica é um investimento necessário para uma vida harmoniosa com seu cão; tais pagamentos são o mesmo para todas as raças, apesar que de um modo concebível você irá precisar se deslocar um pouco longe de casa para achar adestradores que sejam competentes com todas as raças, inclusive com o Bouvier. Os gastos com vacinação são geralmente o mesmo para todas as raças.

Todos os cães, de qualquer raça e de qualquer preço, precisam de gastos significativos com sua manutenção, e todos estão sujeitos a precisar de emergências veterinárias de alto custo. O mesmo acontece com todos os gatos.

Não compre um Bouvier se você quer o “cão da moda, o cão mais matador, o cão mais feroz”

Embora a habilidade do Bouvier como um cão de proteção pessoal e como cão policial seja bem conhecida, e ocasionalmente exagerada, o Bouvier não é melhor neste aspecto que as outras raças de guarda. Nem todos os Bouviers tem capacidade igual: alguns são muito protetores e alguns são menos, mas a maioria tem habilidade e capacidade natural insuficientes para este tipo de trabalho. Devido à sua disposição pacífica, o Bouvier é um pouco mais devagar para responder de forma agressiva a uma ameaça do que a maioria das raças de guarda. Pela mesma razão, entretanto, o Bouvier é, talvez, mais receptivo a ser controlado pelo condutor e um pouco mais desejoso de não morder ou de parar de morder quando for dada a ordem. Qualquer que seja a raça, antes que o cão possa ser treinado para proteção, ele deve ter um grande respeito pelo seu líder e deve ter sido muito bem treinado em obediência básica. Igualmente essencial, ele deve ter um temperamento estável e também deve ter sido socializado o bastante para saber que a maioria das pessoas são amigas e inofensivas, assim ele pode, mais pra frente, aprender a distinguir as pessoas más das boas. Mesmo com um cão assim, o treinamento para proteção exige centenas de horas de dedicação do adestrador, sempre com a supervisão direta de um especialista. Por favor, não compre qualquer cão para proteção a menos que você esteja absolutamente comprometido com a grande quantidade de trabalho que será necessário.

Em contraste ao cão treinado para proteção, treinado para morder sob comando ou em reação direta a um ataque físico ao seu dono, o “cão dissuador” desencoraja a vasta maioria de ladrões, seqüestradores e assaltantes devido à sua presença, sua aparência e ao seu comportamento. Vendo este cão, o malfeitor em potencial simplesmente decide procurar uma outra vítima em outro lugar. Para este trabalho, tudo o que se precisa é um cão grande e que mostre ser bem treinado e destemido. O Bouvier pode exercer essa função muito bem, somando-se ainda a sua coloração geralmente escura e sua aparência feroz e pêlos emaranhados, dando a impressão de ser mais perigoso do que ele realmente é. Se o cão foi ensinado a latir sob comando, por exemplo: “Fang, fique de olho nele!” ao invés de “Fifi, fale por um biscoito”, esta habilidade pode ser útil para aumentar o efeito dissuador.

Outras raças de cães que são igualmente adequadas para proteção ou para dissuasão incluem o Dobermann, Rottweiler, Pastor Alemão, Briard, Pastor Belga Groenendael, Pastor Belga Tervueren e Pastor Belga Malinois. Destes, os três primeiros são reconhecidos pelo público geral como “cães de polícia” e são provavelmente bem mais temidos pela maioria dos criminosos em potencial do que o Bouvier. O Malamute do Alaska, embora não seja adequado para proteção, é bem efetivo na dissuasão devido a sua aparência muito parecida com os lobos.

Não compre um Bouvier se você quer um cão totalmente amigável e sem instinto protetor

A maioria dos Bouviers tem uma personalidade confiante. Quando dão de cara com uma ameaça, um Bouvier típico estará mais preparado para brigar do que para fugir. Assim, ele pode responder de forma agressiva em situações onde a maioria das outras raças desiste. A maioria dos Bouviers tem uma inclinação para agir de forma agressiva para repelir intrusos no seu território (sua casa, por exemplo) e para reagir em um assalto por seus donos (você e sua família). Sem treinamento e sem a sua liderança para guiá-lo, o cão não pode julgar corretamente quem repelir e quem tolerar. Sem treinamento e sem sua liderança, mais cedo ou mais tarde ele pode machucar uma pessoa inocente que irá te processar (com sucesso). Com bom treinamento e com sua liderança, ele pode ser muito valioso como seu defensor e de sua família.

Se você acha que não precisa de um cão assim ou se você tem dúvidas quanto à sua habilidade e disposição para fornecer a socialização tão essencial, o treinamento e ser o líder da “matilha”, então escolha uma das muitas raças conhecidas por terem um temperamento nada agressivo, como um Pastor de Shetland ou um Golden Retriever.

Não compre um Bouvier se você não aceita fazer parte da vida do seu cão

Nenhum cão merece ser largados porque seus donos querem se mudar para um apartamento onde animais não são aceitos ou porque ele não é mais um filhote lindo ou não cresceu para ser um vencedor nas exposições de beleza ou porque os seus donos falharam na liderança e no treinamento e permitiram que o cão se tornasse um jovem delinqüente incontrolável com um repertório de comportamentos indesejáveis. As chances de um segundo lar responsável e afetuoso para um cão “usado” nunca são muito boas, mas elas são especialmente escuras para um cão grande, de pelos emaranhados e mau educado. Um Bouvier que foi deixado em um abrigo quase não tem chances de sobreviver – a menos que ele tenha a sorte grande de ser adotado por alguém. As chances de adoção para um Bouvier jovem, bem treinado e bem cuidado cujos donos procuram a assistência do abrigo mais próximo são muito boas; mas quanto mais velho o Bouvier, mais difícil é a adoção. Contate um abrigo bom ou um clube especializado na raça se você diagnosticou uma doença terminal ou tem outra razão válida qualquer para procurar um lar adotivo. Contate um clube especializado na raça se você está começando a ter dificuldades no treinamento do seu Bouvier, para que eles possam ser resolvidos. Prepare-se, você e sua família, para assegurar a continuidade dos cuidados ou um lar adotivo para o seu Bouvier se você pode perceber que ele tem pouco tempo de vida.

A expectativa de vida do Bouvier é em torno de 10 a 15 anos. Se isto parece ser muito tempo para você, então não compre um! Ao invés disso, como a maioria dos cães tem uma expectativa de vida tão ou mais longa, é melhor não ter cão nenhum!

Conclusão

Se todas as “más notícias” anteriores sobre os Bouviers não o desanimaram a ter a raça, então leia tudo sobre o BOUVIER! Eles são maravilhosos, como você já ouviu!

Se comprar um filhote, compre-o cuidadosamente de um criador “responsável” e “entendido da raça” que na sua criação dá mais prioridade por bom temperamento e capacidade de aprendizagem e boa saúde em todos os aspectos. Tal criador vai interrogar e educar os potenciais compradores cuidadosamente. Tal criador vai continuar disponível para conselhos e consultas pelo resto da vida do filhote e vai insistir em receber o cão de volta se de alguma forma você for incapaz de mantê-lo.

Entretanto, como uma alternativa a comprar um filhote de Bouvier, você pode querer algumas considerações sérias sobre adotar um Bouvier resgatado. A despeito da responsabilidade do seu antigo dono, quase todos os Bouviers resgatados provam ser reabilitados com prazer e se tornam maravilhosos companheiros para a nova família responsável e afetuosa que o adotou. Muitas pessoas que trabalham em abrigos são adestradores experientes que avaliam o temperamento e proporcionam treinamento adequado antes de oferecer os cães para adoção, e que oferecem suporte para tirar dúvidas mais tarde. Contate criadores de Bouvier ou algum clube especializado na raça para saber quem faz o trabalho nos abrigos.

Observação

(Este artigo, escrito há muitos anos atrás, se tornou um clássico sobre o Bouvier. Foi reimpresso muitas vezes pelos clubes da raça para ser usado na educação de futuros proprietários de Bouviers. Este artigo tem permissão de ser impresso e distribuído gratuitamente na esperança de salvar Bouviers inocentes da negligência e do abandono por aqueles que, antes de mais nada, nunca deveriam ter adquirido um exemplar da raça!).