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sábado, 26 de junho de 2010

Por fora, bela viola

Recentemente li este texto no blog do Cachorro Verde (clique aqui para conhecer este blog) e muito me interessou. Em outubro do ano passado publiquei um texto sobre um programa que foi ao ar no mesmo período chamado "Segredos do Pedigree"(aqui). O texto da Sylvia Angélico trata exatamente deste tema, focando na raça Golden Retriever. Abaixo, segue o texto na íntegra. Boa leitura a todos!

Por fora, bela viola…

Antes de adquirir a Sarabi, minha primeira Golden Retriever, visitei sites de canis brasileiros, norte-americanos e canadenses. Fiquei surpresa ao aprender que no exterior existem inúmeros tipos de Goldens, dependendo do foco da criação. De cara, pude identificar duas grandes correntes: os irresistíveis Goldens de exposição, de ossos largos, pelagem farta, cabeça quadrada e olhos apertadinhos; e os versáteis Goldens “de trabalho”, bem menos vistosos, mais leves, atléticos e rústicos.

Aliás, aproveito para desfazer o pré-conceito de que cães de trabalho são fruto de criações descompromissadas. Os canis de Goldens “de trabalho” a que me refiro são criações sérias e respeitadas que seguem o padrão da raça e que registram seus filhotes nos órgãos cinófilos competentes.

No Brasil, entretanto, encontrei apenas os Goldens criados para exposições. Na época, essa falta de opções não me incomodou muito. Além de Goldens assim serem mais bonitos, nossos criadores se gabavam de fazerem um rigoroso controle de saúde.

Com o tempo e, principalmente, após a aquisição de nossa segunda Golden, a Corah, percebi a existência de falhas graves no tal “rigoroso controle de saúde” anunciado. Apesar da incidência cada vez maior de Goldens com displasia coxofemoral, caso de minha Corah, há Goldens sendo acasalados antes dos dois anos, idade em que devem ser submetidos à radiografia que verifica a presença da doença. Igualmente irresponsáveis são os criadores que simplesmente desconsideram os laudos das radiografias de seus cães displásicos, ou que obtêm um segundo laudo suavizando os resultados do exame. Finalmente, milhares de reais são gastos com inscrições de exposições, handlers, exercícios e tratamentos para deixar os Goldens mais bonitos e fortes. Mas conta-se nos dedos quantas radiografias de nosso plantel são enviadas a órgãos de respaldo internacional, como a OFFA – mesmo estando as despesas do envio embutidas no valor do exame radiográfico feito por diversos centros diagnósticos brasileiros. Isso sem falar nos campeões de pista submetidos a cirurgias estéticas absolutamente antiéticas.

Essa escancarada falta de compromisso entre criadores tidos como referências nacionais me fez enxergar a Cinofilia voltada para exposições com outros olhos. Será que os eventos caninos de conformação e beleza se reduziram a um belo e fútil desfile de coleções?

Ano passado, o documentário britânico Segredos do Pedigree, apesar do dispensável formato sensacionalista, abriu os olhos de cinófilos de todo o mundo para as conseqüências do inbreeding – o polêmico acasalamento consangüíneo que, segundo todos os praticantes, “é seguro desde que feito com critério”. Em tempo, o acasalamento consangüíneo – pai com filha, mãe com filho ou entre irmãos – é uma maneira de fixar rapidamente características físicas desejáveis na prole, como uma ossatura mais pesada ou uma pelagem mais densa. Daí a predileção dos criadores que priorizam a beleza por esse tipo de acasalamento.

Mas qual seria o preço a pagar por tanta facilidade? Quando não estamos mais falando de raças em formação, quando já temos no mundo uma quantidade suficiente de exemplares de uma raça para diversificar os acasalamentos e ampliar o gene pool, será que o inbreeding continua sendo uma necessidade?

Pesquisas recentes indicam que a consangüinidade não é o atalho genético inócuo que muitos criadores acreditam ser. Coincidência ou não – pessoalmente, acredito que não – a média de longevidade dos Goldens das linhagens de trabalho, que carregam muito menor taxa de inbreeding, é superior à média de longevidade dos Goldens extremamente consangüíneos criados para exposições de beleza. Enquanto que os cães do primeiro grupo frequentemente atingiram os 12 a 14 anos de idade, os outros dificilmente passaram dos 10 anos, com muitas mortes prematuras aos 6 e 7 anos de idade.

As recentes discussões sobre o empobrecimento genético e a exacerbação de traços físicos que ameaçam a qualidade de vida dos cães de raça motivaram até mesmo o conservador The Kennel Club, na Inglaterra, a emitir orientações no sentido de desencorajar a preferência de criadores e árbitros de exposições por cães muito exagerados. Resta saber, contudo, se essas diretrizes sequer serão lidas, uma vez que muitos juízes de exposição são também criadores que banalizam os riscos do inbreeding e da criação de cães exagerados.

Fato é que cada um faz o que considera necessário para ter êxito no seu hobby de escolha. De certa forma isso é válido. Ora, se o objetivo de um criador é vencer competições de beleza, imprimir a sua marca nos cães, desenvolver cães mais exuberantes, fortes, marcantes, peludos; tudo bem. O problema, a meu ver, é a manutenção de um cão que reúne tantos extremismos fora da pista.

E essa é a grande ironia por trás de toda essa discussão. A finalidade direta ou indireta de qualquer criação comercial é a venda de filhotes para famílias. Aquele cão que brilha nas pistas, mas que não sobrevive sem ar-condicionado, ou que requer escovações diárias para a pelagem não embolar e criar fungos, será o membro da família de alguém.

Para muitos criadores que priorizam resultados dramáticos em pista, as crescentes limitações de saúde de seus cães são toleráveis. Mas será que para a família que adquire esses cães os fins também justificam os meios?

Minha consciência em relação aos cães de raça tem se alterado e se expandido muito nos últimos dois anos. Tenho me aberto a novos pontos de vista e abandonado conceitos de “certo e errado” que não parecem afinados à filosofia que venho buscando como dona de cães e como futura médica-veterinária holística.

No Brasil, até mesmo por falta de opções, tendemos a enxergar a coisa apenas pelo prisma da criação voltada para exposições de beleza. Mas o que não falta na Cinofilia mundial são pontos de vista diferentes, de acordo com o objetivo de cada criação.

O que me traz ao texto abaixo. A autora, Gayle Watkins é uma criadora norte-americana de Golden Retrievers de trabalho há 29 anos e adepta das dietas naturais para cães. Com a permissão dela, reproduzo um de seus artigos mais refrescantes, traduzido para o português. O original você encontra aqui.

“Os tempos estão mudando”

por Gayle Watkins and Andy Chmar

Estava lendo o AKC Gazette (Informativo do American Kennel Clube) hoje de manhã e a coluna da (raça) Silky Terrier me chamou a atenção. Na verdade minha reação foi tão forte que decidi escrever este post. A autora da coluna, Vicki Bratton escreveu algumas “Questões sobre Criação” e nesse pequeno artigo apresentou muitas das antigas crenças sobre criação de cães que eu acredito terem sido a ruína dos cães de raça. Se a raça que crio, o Golden Retriever, pode servir como um indicativo, os cães de raça estão enfrentando declínios na expectativa de vida, aumento do número de doenças hereditárias e características tão extremadas que resultam em dificuldades de manter alguns exemplares de certas raças.

Eu não conheço a senhora Bratton e não pretendo atingí-la, uma vez que ela está somente identificando três valores chave que têm passado por gerações de criadores e organizações nacionais como o AKC. Entretanto, gostaria de colocar que esses valores, estabelecidos no final dos anos 1800 e começo de 1900, eram tão experimentais quanto o conceito de “registros fechados” e de “cães de raça pura“. Conceitos que têm sido praticados em apenas algumas outras espécies e não tão amplamente. E o estado atual dos cães de raça e dessas outras espécies está revelando as falhas fatais dessa prática.

Primeiro, ela diz “Eu acredito que poucos cães merecem ser reproduzidos – apenas os melhores, aqueles que possuem características que beneficiariam a raça, deveriam ser usados para criação.” Num primeiro momento (e para mim, no início da minha carreira como criadora), isso parece fazer sentido perfeitamente. Nós queremos criar somente o melhor, certo? O que poderia estar errado com isso?

Se você pensar em um único acasalamento, esse comentário parece razoável, mas quando consideramos uma população inteira, como uma raça de cães, essa idéia gera uma diminuição na variedade genética. Isso também é chamado de “Fenômeno do Padreador Popular” e é algo que acontece com o Golden Retriever. Estudos mostram que os Goldens possuem o menor número de machos reprodutores: apenas 5%. Esse método consolida os maus genes de poucos cães dentro da raça e reduz as oportunidades de acasalamentos abertos (out-crosses) para as gerações futuras.

Se tivéssemos uma completa e perfeita informação de toda a genética e conhecêssemos o futuro de cada cão, talvez isso não fosse uma prática tão perigosa, porque poderíamos ver os genes deletérios que cada cão carrega, mesmo os mais campeões, e para onde a raça tende a ir no futuro. Mas, de acordo com a situação atual da genética canina e com o que mostram as bolas de cristal, não temos essa informação. Conseqüentemente, ao reduzirmos a variedade genética, nós consolidamos os maus genes dos padreadores populares junto com os bons genes que desejamos e escolhemos. Tipicamente, nós não percebemos esses problemas até muitas gerações mais tarde, num momento em que pode ser tarde demais caso um padreador popular já tenha se espalhado pelo gene pool. Nos Goldens, a disseminação de doenças como a uveíte pigmentar (problema oftalmológico) e a disfunção cricofaringeana (problema de deglutição) parecem ser resultado de uma super seleção de padreadores populares.

E, é claro, os conselhos da Sra. Bratton presumem que criadores de cães são capazes de definir “o melhor”. Isso é definido na pista de exposição, onde apenas a aparência de um cão é avaliada? – não há nenhuma avaliação de temperamento, saúde, inteligência ou desempenho. Ou é na performance em campo que o propósito da raça é avaliado? As exposições de beleza não levam em conta nenhuma outra característica, particularmente temperamento ou saúde. Competir é da natureza humana, ou pelo menos da natureza norte-americana, então nossa história de conquistas na criação se tornou uma competição que nos desviou de avaliar o padrão para preferirmos o extremo. Ser bom o suficiente não é o bastante. Isso acaba gerando divisões na raça. Os cães da mesma raça que competem em exposições têm a aparência e a atitude completamente diferentes daqueles que praticam esportes e competições de caça. É preciso um olho treinado para saber que se tratam de cães da mesma raça. Então, como é que isso nos ajuda a selecionar o melhor?

Ou nós dependemos dos criadores de hoje para determinar o melhor para o futuro? Para mim, isso dá responsabilidade demais a pessoas que vivem numa sociedade que está cada vez mais longe da agricultura e criação de animais. Os criadores de cães de hoje em dia não vêm mais de criadores ou conhecedores de cavalos ou gado, ou fazendeiros. Hoje em dias as pessoas decidem que gostam da aparência de uma determinada raça, se envolvem com ela, e mesmo com pouquíssimo conhecimento se tornam criadores. A comunidade cinófila com a qual se envolvem – exposições, performance ou estimação – descreve o que é o ideal e lá vão elas produzir cães para vencer. É difícil para essas pessoas dar um passo para atrás e ter uma visão mais ampla ou mesmo uma perspectiva histórica da situação.

Na Alemanha, criadores de cães possuem diretores de criação que avaliam todo o plantel e julgam quais animais são apropriados para reprodução. Mesmo sendo um sistema imperfeito, pelo menos este método conta com cinófilos responsáveis, experientes e instruídos para tomar importantes decisões sobre criação. Norte-americanos nunca toleraram esse nível de controle nacional, e, com exceção de criadores de algumas poucas raças, como o Shiloh Shepherd, não apóiam a idéia.

Em relação à criação de cavalos, federações regionais, nacionais e internacionais estabeleceram padrões de criação e programas de inspeção para ajudar os criadores a selecionarem seu plantel. Criteriosamente, juízes experientes e respeitados comparam os animais reprodutores com o padrão estabelecido. Até nos Estados Unidos esse processo é aceito para cavalos, mas não para cães, onde a criação é deixada para criadores individuais, independentemente de seus conhecimentos ou experiência.

A Sra. Bratton continuou então dizendo “Acredito que a castração é obrigatória se um cão não possui alguma coisa de que a raça realmente precisa.” O foco da nossa sociedade em relação à castração beira a obsessão. Pesquisas recentes estão mostrando claramente que a castração não é um procedimento tão neutro quanto pensávamos; ela pode causar alguns problemas de saúde que são mais comuns e freqüentes e tão fatais quanto os dois cânceres (mamário e testicular) limitados pela castração (mais informações aqui). Igualmente importante, na minha opinião, é que a castração remove os genes daquele cão do gene pool da raça para sempre (ao menos que o sêmen desse cão seja colhido e congelado. E essa opção não existe para fêmeas no momento).

Muitas vezes a decisão de castrar é feita muito cedo na vida do cão, normalmente por volta de 8 semanas, antes de sabermos como aquele cão vai ficar ou mesmo “do que a raça realmente precisa”. Como eu digo aos meus clientes, apenas porque um cão é inteiro não significa que ele ou ela tem que cruzar, apenas significa que ele/ela pode cruzar. Mas, significa, principalmente, que os genes daquele cão podem ser adicionados à raça no futuro, mesmo que só para oferecer diversidade.

Sou uma estudante de pedigrees de Golden Retriever, então passo horas entre pedigrees antigos em nosso maravilhoso banco de pedigrees online (obrigada, Amy!). Já que estou criando uma raça que está enfrentando um declínio da expectativa de vida e um aumento meteórico nos casos de câncer, longevidade é uma característica que procuro. De vez em quando encontro um pedigree maravilhoso, cheio de cães longevos que pareciam ser bons cães de caça. Entretanto, meu ânimo acaba rápido quando descubro que nenhum desses cães foi reproduzido e seus genes se perderam para sempre. Se isso acontecesse apenas uma ou duas vezes, tudo bem, mas na raça que crio isso tem acontecido centenas e centenas de vezes já que nosso gene pool encolhe cada vez mais. Me entristece saber como poderíamos usar esses genes hoje, mesmo que os criadores de ontem nem imaginassem isso.

Finalmente, a Sra. Bratton diz “Se cada geração que você produz não é melhor do que a geração anterior, então você precisa reavaliar seu programa de criação”. Novamente, à primeira vista essas palavras parecem um lema a ser seguido, não? Não deveríamos estar fazendo progresso? Certamente não queremos andar para trás, certo?

Vamos pensar um pouco mais sobre isso. Pela minha perspectiva, essa crença é uma das causas dos extremos vistos na raça que crio, e há algumas raças, como os Buldogues e Bull Terriers, que largamente já ultrapassaram os Goldens no departamento de extremos. Se a raça que você cria está bem, seu trabalho é melhorá-la se você quer ser um bom criador, então provavelmente você vai escolher uma pequena, porém bem nítida característica da raça e se focar nisso. O resultado desse tipo de abordagem é que os Goldens hoje possuem uma pelagem muito mais longa do que qualquer caçador, ou mesmo dono de cão de estimação, deseja. E hoje se compra Goldens nas mais específicas nuances, como “British Cream” (“Creme Inglês”). Da mesma forma, Labradores de exposição possuem caudas de lontra mais acentuadas do que qualquer cão de caça jamais precisou.

Mas esses são exemplos relativamente benignos. Há muito mais resultados perigosos da obsessão por uma única característica. O tamanho da cabeça dos Buldogues e seus corpos bizarros criaram um animal que não pode cruzar ou parir naturalmente. As rugas dos Shar-Peis resultam em entrópios e infecções de pele. Pequineses enfrentam sérios problemas respiratórios por conta de suas caras achatadas. E por aí vai…

Existe um pouco de arrogância em se pensar assim. Quem somos nós para dizer que o Golden Retriever original não é o ideal? Quem somos nós para dizer que podemos melhorar aquele animal? Bem, se você comparar os primeiros Goldens com os atuais Goldens de exposição você vai ver que alguém achou que poderia fazer significantes “melhorias” já que existe pouquíssima semelhança entre os fundadores da raça e os atuais campeões.

Não acredita em mim? Aqui estão duas fotos tiradas do Retrieveman, um ótimo blog, aliás. O primeiro é o Campeão Noranby Campfire, o primeiro Golden Retriever campeão de conformação; e o segundo é um típico exemplo dos atuais Goldens campeões. A mesma raça? Uma raça melhorada? Se sua resposta é “sim” só porque o segundo cão é mais “bonito”, pergunte-se qual dos cães se parece mais com um cão de trabalho com o qual você gostaria de caçar regularmente na Escócia, terra de origem do Golden?



Também me pergunto quando é que em nossas “carreiras” como criadores é que estamos preparados para produzir melhor. Não é só depois de um certo tempo de criação que sabemos o suficiente, temos uma perspectiva ampla e estamos intelectualmente preparados para finalmente definir o que é o melhor e fazer as decisões que nos levarão até lá? Então, o que é que devemos fazer no começo das nossas “carreiras”? Como desenvolvemos experiência antes de termos experiência?

Eu diria que o maior objetivo a que um criador pode aspirar é reproduzir e manter um cão que represente os primeiros cães dessa raça, sejam eles os cães nativos de uma região, ou as escolhas dos fundadores originais da raça. O ajuste apropriado mais lógico é alinhar os cães à função da sua raça. Variações de raças de trabalho baseadas no terreno ou região podem ser apropriadas, mas também podem resultar na formação de uma nova raça.

Há um pequeno número de criadores e geneticistas indo contra a maré e questionando esses antigos pontos de vista dos criadores, mas se o American Kennel Club continuar a apresentar essas falácias como o caminho para o sucesso, temo pelo futuro dos cães de raça. Cães de raça estão em um momento crítico. Se não questionarmos o que fizemos no passado, se não fizermos uso dos avanços da genética para guiar nossas decisões de seleção, se não pudermos ser honestos sobre o uso apropriado de cada raça, as futuras gerações de criadores e proprietários de cães vão colocar a culpa – bem merecida – sobre os nossos ombros.

Postado por Gaylan’s Golden Retrievers em 21 de março de 2010 às 7h47

Teste da Suzie


Esses dias recebi um tweet do Cachorro Verde sobre um site que faz o teste do comportamento do seu cão. É um teste muito bacana, em inglês, e compara seu cão com outras raças e cães da mesma raça do seu (que já fizeram o teste). Não se demora nem 20 minutinhos pra fazer e é revelador =)

Eles indicam com umas bandeirinhas se seu cão está dentro da média, se está fora e, caso esteja fora da média, o que pode ser feito (exemplo, ele é mais agressivo do que deveria, lá você terá dicas do que pode ser feito).

Depois você lê uma página para interpretar a pontuação do seu cão.

Suzie se saiu bem para a raça, mas é mais sensível ao toque que a maioria, um pouco mais excitável e menos animada (eu sabia!!!). Querem fazer o teste com seu cão? Clique aqui e bom divertimento!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

O melhor jeito de apresentar dois cães


Esta semana falei sobre ter um segundo cão aqui. Hoje, vou falar um pouquinho mais sobre este assunto, que muito me interessa (e que pode interessar para outras pessoas também).

Algumas pessoas dizem que é impossível ter um cão só. Mais cães significa mais amor, mas também mais responsabilidade. Uma destas responsabilidades é o custo. Dar conta dele pode ser um desafio, principalmente se seus cães tiverem problemas de saúde.

Se você levar outro cão para sua casa, siga as dicas abaixo para tornar o processo mais fácil para todos os envolvidos. Veja a melhor maneira de se apresentar dois cães.

1. Mantenha a apresentação amigável - É possível apresentar dois cães de uma maneira relaxada, deixando-os se cheirarem e brincarem, desde que ambos sejam sociáveis com outros cães.

2. Vá devagar - Se você não tem certeza de como os cães reagirão, seja cuidadoso: leve-os para caminhar em um território neutro (um parque, por exemplo). Quando eles mostrarem um comportamento amigável ou se eles ignorarem um ao outro, faça este exercício no seu quintal (ou perto de sua casa). Finalmente, deixe-os juntos em casa.

3. Fique atento as sinais - Uma cauda abanando nem sempre significa que os cães estão felizes em se ver. Uma cauda ereta que abana é um sinal de dominância que pode levar à agressão. Se a cauda de um dos cães estiver entre as pernas, ele está com medo e nervoso. Esta situação pede uma aproximação gradual e supervisionada, para evitar que o cão fique com mais medo ainda. Se a cauda do cão está na horizontal e abana de forma relaxada, está tudo bem!

4. O cão dominante aparecerá - Quando os cães eventualmente se encontram sem guia, um deles acaba estabalecendo a dominância. Esta é uma atitude normal e necessária na relação cão-cão, mas algumas vezes o processo pode parecer assustador. Os cães se rodeiam e podem até se desentender, ao ponto de um deles acabar deitado de costas, com o outro em cima dele. Eles podem até mordiscar o pescoço um do outro. Tente não se preocupar demais se isso acontecer. É normal para os cães. Assim que o cão dominante se estabelecer, ele não repetirá esta "manobra".

5. Dê suporte ao cão dominante - Uma vez que os cães estiverem juntos, dê suporte ao cão dominante (normalmente o cão que já morava com você antes). Mostre-lhe que ele é o número um. Ele deverá ser alimentado primeiro, acariciado primeiro, o primeiro a receber atenção e ter direito ao seu lugar favorito para dormir. Não espere que os cães saibam dividir: dividir não é normal para os cães. Alimente os cães separadamente e não dê nada muito gostoso para eles (ossos de couro, orelha de vaca) roerem no início. Quando a hierarquia estiver estabelecida, você poderá dar todos os brinquedos e petiscos que os cães quiserem.

Introduzir um novo cão em casa pode ser muito fácil quando feito da maneira correta. Não fique chateado quando seu cão der um chega pra lá no novato. Este é o jeito como os cães recém chegados aprender as regras da casa. Logo eles se tornarão ótimos amigos.

Se você está pensando em ter outro cão, pense nos custos extras e se você dará conta deles. Não é só comprar mais comida: é mais que isso. Ter uma cão é um responsabilidade muito grande e pode ser caro. À medida que se aumenta o número de cães na casa, também aumenta sua responsabilidade e gastos. Falei mais sobre isso aqui.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Um feriado no Museu


Por Suzie

Neste feriado meus pais me levaram no Museu. Seria mais um passeio gostoso de feriado/fim de semana se não fosse por um detalhe: minha mamis, finalmente, me soltou pra eu correr. Pois é, minha mamis, superprotetora, resolveu me soltar um pouquinho.

Mas não foi nada mal planejado. A gente foi bem lá pra baixo, depois da estátua e da escadaria, do outro lado do córrego ainda. Quando não tinha cachorro passando, só gente, ela falou pro papis que ele poderia me soltar um pouco, desde que ela, mamis, estivesse mais distante. Tipo aquela brincadeira de "Vem" que eu gosto.

Papis me soltou, mamis me chamou e eu corri, corri como se nunca tivesse corrido antes na vida. Fiquei muito feliz, corri em volta dos meus pais e da minha maninha, sorrindo, feliz da vida! Quando mamis me chamava, lá estava eu ao seu lado. Aí, chegou a hora de irmos embora, de eu voltar a ficar atada à mamis. Mas nem liguei: estava tão feliz de curtir meus momentos de liberdade, que até caminhei direitinho do lado dela, nem fiquei enchendo pra cheirar tudo quanto era mato, árvore, poste e cachorro no caminho.

Mamis, enfim, confiou um pouquinho em mim e nela mesma, afinal, ela me adestrou pra quê? Ela disse que vai me soltar mais vezes, mas só nestas mesmas condições: sem cachorro perto e lugares mais seguros. Mas não sempre. E falou que vai levar uns petiscos bem gostosos também. O que será? Tibicos? Hummmmmm!!!

Foto: Eu na chácara do meu avô.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Ter um segundo cão


Acho interessante como as pessoas acham lindo quando comentamos que queremos mais um filho. Agora, quando eu falo que quero MESMO ter outro cachorro, JUNTO com a Suzie (e não só depois dela, hunf!), acham que sou louca. E ter dois filhos é o quê, então, senão insanidade? Pra mim, ter dois cães é muito mais fácil. Mas, vamos à matéria?

Ter um segundo cão: duas vezes mais legal
Se você tem um cão e tem pensado em adotar outro, pense bem antes de fazê-lo. Há muitas coisas a serem levadas em consideração como, o cão ideal, manter a paz e equilibrar o orçamento.

Para se manter um cão adulto, gasta-se em torno de R$800,00 a R$1.400,00 por ano, se o cão não tiver problemas. Se você precisar deixar o cão em hotel ou se ele tiver algum problema de saúde, o custo será mais alto. Então, quando você pensa em ter outro cão, você deve pensar nos custos para este cão também.

Agora, vamos falar do cão em si. Quanto melhor for a escola, mais fácil será a transição. Uma hierarquia natural se desenvolverá nas primeiras semanas e geralmente o cão mais velho irá, e deverá, ocupar a posição de "alfa".

O que é melhor: um cão do mesmo sexo ou do sexo oposto? Muitos veterinários e comportamentalistas recomendam um do sexo oposto, pois diminuem as chances de agressão. Bom... eu adotaria outra fêmea, já que a Suzie se dá bem com exemplares do mesmo sexo também.

Que raças evitar? Evite aquelas que são conhecidas por serem agressivas com outros cães, como Pit Bull, Terriers. Claro, pesquise MUITO e escolha uma raça que tenha grandes chances de se dar bem com seu cão. Eu já tenho as minhas escolhidas: Whippet, Sheltie, virinha...

Se certifique que as personalidades dos cães combinem. Se seu cão tem muita energia, pegue um filhote ou cão jovem. Mas, se ele for mais pacato e não muito tolerante, melhor pegar um cão já adulto.

Com o cão já selecionado, a apresentação dos cães é muito importante. Observe seu comportamento, veja como eles reagem um ao outro e decida como continuar.

Considere todos estes fatores quando escolher um segundo cão - e não se esqueça das despesas extras com os cuidados com o mesmo. Além de se gastar mais com comida, brinquedos e cuidados, há também os gastos com veterinário. Então, se você pensa em ter dois cães, seus gastos irão aumentar sim, mas suas alegrias também.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

As meninas em revista!!


Lembram que eu falei que as meninas sairiam na revista Alô Bebê? Pois então, recebi ontem a revista em casa. As fotos ficaram lindas! Quem quiser ler, me manda um e-mail, tá bom?

Só publico uma foto linda das duas =) Tá com gostinho de quero mais? Manda e-mail hehehe.

Aguardem, estou cheia de novidades pra colocar aqui no blog, viu?! Só questão de tempo mesmo, que é curtinho aqui em casa...

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Brinquedo do Mês: Treinando seu cão – Parte Dois


No post anterior apresentei os benefícios do “Brinquedo do Mês”. A primeira parte também foi uma introdução a algumas atividades possíveis. Nesta segunda parte, focarei nos benefícios de usar brinquedos nos quais podemos colocar comida dentro. Sempre supervisione o uso de brinquedos novos até que você tenha certeza que são seguros com o cão sozinho.


A maioria de nós estamos familiarizados com os benefícios do Kong. Este brinquedo, recheado com algo que o cão adore, ocupa seu amigo peludo em uma gama de situações possíveis (quando sozinho em casa, na chegada de visitas, na hora da janta, ou simplesmente quando você precisa de tempo para fazer alguma coisa).


Do ponto de vista comportamental, os benefícios são inúmeros. Um Kong rechado pode ajudar a moldar comportamentos bons e melhorar os negativos. Muitos usuários de Kong conseguiram, com sucesso, prevenir, melhorar ou eliminar problemas comportamentais comuns, tais como ansiedade de separação, treinamento na caixa de transporte, roer objetos, brincar de morder, latir, cavar, entre outros. Dar ao cão um Kong recheado proporciona uma atividade positiva e recompensadora que acaba com o tédio.


Agir de forma preventiva é altamente recomendado por adestradores e comportamentalistas. Introduzir um Kong recheado logo que o cão é filhote ou em intervalos regulares, ajudam a prevenir muitos comportamentos negativos. Por exemplo, a ansiedade de separação, como muitos donos podem afirmar, é um problema comportamental sério e muito difícil de solucionar quando diagnosticado. Para ajudar a prevenir a ansiedade de separação, calmamente ofereça um Kong recheado antes de deixar o cão sozinho: isso pode ajudar a amenizar os problemas causados pela ansiedade.


Atividades de treinamento usando diferentes brinquedos para rechear

A cada novo brinquedo que você dá ao cão, disponha de certo tempo para treiná-lo a usar o brinquedo corretamente. Sempre comece pelo nível mais fácil de cada brinquedo. Recheie o brinquedo com petiscos na frente do cão. Então, coloque o brinquedo no chão perto do cão, para lhe mostrar como funciona, até que o primeiro petisco saia. Então, deixe que seu cão continue. É muito importante que o cão ganhe na introdução do brinquedo e em cada nível de dificuldade. Os reforços positovos manterão o cão entretido e desejoso de trabalhar mais. Alguns níveis deverão ser apresentados repetidamente até que o cão domine as habilidades necessárias para brincar. Se o cão se frustra ou perde o interesse, volte a um nível anterior (mais fácil).


Alguns brinquedos possuem aberturas ajustáveis que ditam o nível de dificuldade e a duração da brincadeira. Em outros, o nível de dificuldade pode ser ajustado com o tamanho e forma dos petiscos usados: quanto menor o petisco, mais fácil é o nível de dificuldade. Não use petiscos maiores que o buraco!


Para os brinquedos de borracha “recheáveis”, quanto maior o petisco maior a dificuldade e tempo consumido na atividade. Também se pode colocar líquidos saudáveis ou uma combinação de petiscos e líquidos e congelar o brinquedo para aumentar o tempo de brincadeira.


Assim que o cão aprenda a usar diversos brinquedos “recheáveis”, ele está apto a começar a usar vários brinquedos de uma vez. Vários brinquedos aumentam o tempo de atividade, resultando numa oportunidade maior de ocupar o cão de forma positiva. Atividades mais longas reduzem ou eliminam as chances de desenvolver comportamentos negativos. Abaixo, dois métodos com vários brinquedos:


  1. Desafio Progressivo – recheie três ou mais brinquedos, um em um grau de dificuldade maior que o outro. Ofereça-os de uma vez. A maioria dos cães começará com o mais fácil deles antes de ir para o mais difícil. Este método garante uma vitória rápida com o brinquedos mais fácil, motivando o cão a continuar brincando com os outros brinquedos.

  2. Vários Brinquedos – escolha três ou mais brinquedos, recheando apenas um e oferecendo todos de uma vez. Seu cão usará o olfato para determinar qual brinquedo contém a recompensa. Depois, recheie outro brinquedo e repita o processo.

terça-feira, 30 de março de 2010

Suzie tocando pandeiro

Não resisti e coloquei aqui o vídeo da Suzie tocando pandeiro. Ela aprendeu em alguns minutos. Clicker é tudo de bom minha gente! E shaping tb. Depois, fui colocando o comando e agora ela é fera no pandeiro =)

O bom é que, quando ela toca, a Letícia se empolga e toca também, tanto o pandeiro como a flauta. Família musical. Só eu que não sei tocar nada...

Divirtam-se!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Brinquedo do Mês: Treinando seu cão – Parte Um

É comum querermos ajuda para desafios comportamentais comuns em nossos cães, como latidos excessivos, destruição, montar, ansiedade de separação, hiperatividade entre outros. A maioria pode ser resolvido com um treino próprio e consistente. Mas, mesmo um cão bem treinado pode ter comportamentos indesejados se estiver sendo pouco estimulado ou estiver entediado. Os brinquedos têm um papel importante em reduzir o tédio e na manutenção dos bons comportamentos. Também podem prevenir situações nas quais comportamentos indesejados podem se desenvolver. Aqui, assumimos que você e seu cão tenham noções básicas de adestramento canino.


Os brinquedos podem ser oferecidos durante e depois do processo de treino inicial para ocupar, distrair, recompensar, facilitar o treino de caixa de transporte, reduzir a ansiedade de separação e, claro, simplesmente por diversão e entretenimento. O uso adequados dos brinquedos, junto com um reforços positivos consistentes dados aos comportamentos aprendidos, são fundamentais para se ter um cão bem educado.


Para se obter o melhor dos brinqeudos e manter seu cão interessado neles, faça um rodízio de brinquedos. Um ótimo jeito de manter os brinquedos sempre interessante é o método “Brinquedo do Mês”. Este método proporciona várias vantagens, assegurando uma boa seleção de brinquedos legais enquanto susbtitui-se aqueles já deixados de lado ou danificados. Para a segurança do seu cão, sempre substitua os brinquedos danificados. Abaixo, alguns benefícios adicionais quando se adota o método Brinquedo do Mês.


Oportunidades de Adestramento – Com cada novo brinquedo oferecido, nós temos a oportunidade de ensinar algo novo aos nossos cães. Muitas das possíveis oportunidades dependem do tipo de brinquedo oferecido (pegar, cabo-de-guerra, educativo etc).

1. Reconhecer o Nome é algo que pode ser aplicado com qualquer tipo de brinquedo. Escolha um nome para o brinquedo e sempre se refira a ele por este nome. Um nome simples, único, é melhor (ex.: bola, Kong, porco, disco etc). Com o tempo seu cão associará o brinquedo ao nome. É um ótimo exercício de inteligência que, uma vez executado, leva a um sem número de atividades positivas que irão desafiar e ocupar seu cão.

2.
Busca / Pega Bolinha é uma das atividades mais versáteis e benéficas que podemos ensinar. Para alguns cão, buscar é um comportamento inato, para outros cães levará mais tempo. Mas, com um pouco de persistência qualquer cão pode ser ensinado a buscar. Um simples jogo pode proporcionar um treino saudável ou oportunidades de manter o treino já feito, assim como proporcionar estreitar nossos laços e exercício.

Partindo do princípio que você deu nome aos brinquedos, você pode treinar ou reforçar vários comandos durante uma sessão de busca, começando com um “senta-fica” ao seu lado, seguido por um “Busca (ou Pega) –
nome do brinquedo” enquanto você joga o brinquedo. Assim que o cão pega o brinquedo, diga “nome do cão – Vem”. Quando o cão chegar perto, use o comando “Solta / Larga”. Então, vá repetindo.

No exemplo acima usam-se cinco comando em uma única vez. Seja criativo com os jogos e brincadeiras de buscar e você poderá adicionar mais comandos por vez.

3.
Esconde – Esconde é outro excelente jogo, onde podemos brincar com vários brinquedos e é ótimo para aqueles dias frios e/ou chuvosos, quando não podemos sair com nossos cães. De novo, este jogo funciona melhor se você tiver dado nome aos brinquedos. Escolha dois ou três brinquedos para seu cão procurar.

Comece escondendo os brinquedos à vista, para ser mais fácil de achá-los no começo. Peça para o cão sentar na sua frente e diga “Procura –
nome do brinquedo”. Pode ser que você precise ajudar seu cão, guiando-o até o brinquedo por um tempo, até que ele entenda o jogo. Assim que ele achar o brinquedo, elogie o cão com entusiasmo. Repita o procedimento e peça que ele ache outros brinquedos. Seja paciente, este jogo requer semanas de treinamento para ficar bom.

Nota minha: aqui em casa faço uma variação deste jogo (ainda não fiz com brinquedos, pretendo fazer em breve). Uso petiscos espalhados pela casa, ração, frutas. Ela tem que ficar sentada na cozinha, esperando, enquanto escondo tudo pela casa. Depois, é uma farra só quando eu falo “Pode vir!”. Ela acha bem rapidinho. Também eu me escondo, e a farra é a mesma quando ela ouve o “Pode vir!”. Só que ela me acha muito fácil, risos.

sábado, 20 de março de 2010

Cigarro: Não!


Que o cigarro faz mal pra nós, humanos, estamos cansados de saber, mas, mesmo assim, muita gente ainda continua fumando. E agora, fuçando na net, achei este texto que não poderia deixar de compartilhar com todos vocês, que amam seu cães mais que tudo: fala sobre os malefícios de cães que vivem com fumantes. É um texto bem bacana, que nos faz pensar em parar de fumar. Se não conseguimos por nossa causa, conseguimos por amor aos nossos peludos.

Para ler o texto, clique aqui!

E aí, ainda querem fumar?

quinta-feira, 18 de março de 2010

Receitas vegetarianas: Parte I

Oi pessoal, tudo bem?

Andamos sumidas porque nossa vida é uma correria sem fim mesmo... risos. Mas, trago algumas coisinhas gostosas pros nossos peludos, que nos alegram tanto, não é mesmo?

Para quem, como nós, se preocupa com o meio ambiente e com o bem-estar de todos os animais, não apenas dos de estimação nem somente dos nossos peludos, são receitas veganas, livres de crueldade animal. São excelentes para nossos cães, inclusive alguns veterinários atestam o bem que uma dieta vegetariana faria pelos cães (incluindo aí a longevidade), mas não é esse o assunto. As receitas foram retiradas da Revista dos Vegetarianos nº 41 (Março/2010).

Espero que todos gostem!

BASICÃO
- 6 xícaras de água
- 1 xícara de aveia em flocos
- 1 xícara de flocos de trigo prensados
- 1/2 xícara de trigo para quibe

Numa panela grande, coloque todos os ingredientes para cozinhar em fogo alto. Assim que ferver, abaixe o fogo e cozinhe por mais 20 minutos ou até os grãos ficarem suaves, mas não moles.

JANTAR DE BATATA E CEREAL
- 7 batatas pequenas
- 1 xícara do cereal Basicão
- 1 colher de sopa de tahine

Lave e corte as batatas em cubos. Cozinhe-as na panela de pressão por 5 minutos após a fervura. Amasse as batatas ligeiramente e adicione os demais ingredientes. Misture bem e sirva morno.

VEGETAIS ESPECIAIS
- 1/2 xícara de água
- 2 cenouras picadas
- 2 talinho de aipo (salsão) picados
- 1 abobrinha picada
- 2 colheres de sopa de gérmen de trigo
- 1 colher de sopa de manteiga de amendoim ou tahine
- 1 colher de chá de melado de cana (ou açúcar)

Bata por um minuto no liquidificador a água, a abobrinha e a cenoura. Adicione os demais ingredientes e bata por mais um minuto.

JANTAR DE TOFU E ABACATE
- 1 xícara e meia de tofu amassado
- 1/2 abacate amassado

Misture tudo e sirva.

Posso garantir que Suzie ama tudo isso, porque vira e mexe ela come uns legumes, tofu amassado com frutas ou em cubos e aveia nas frutas. Nunca lhe fez mal, pelo contrário.

Bom apetite!!!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Machucado da Suzie - evolução

Atendendo a pedidos, digo aqui como foi a recuperação da Suzie.

Foi ótima, ótima mesmo! Nos primeiros dias ela não andava muito, mancava um pouco, devia doer bastante ainda. Aos poucos, foi voltando à sua rotina de exercícios e brincadeiras (porque rotina de dormir essa ela não perde nunca... risos).

Eu lavava a patinha dela todo dia, pra ver se conseguia limpar direito (não conseguia, tinha medo de machucar de novo), passava pomada e renovava o curativo. Isso até sábado de manhã. Na madrugada de sábado pra domingo, ela tinha tirado o curativo e, não sei como, colado o esparadrapo num dedo... risos.

Lambeu tanto que acabou deixando a pata mais ou menos limpa (nada que um bom banho não resolva... vamos ver quando ela vai tomar o primeiro banho do ano... risos).

Vejam como ficou curtinha a unha dela. Pelo menos a parte morta caiu mesmo. Agora, é ver se vai ou não nascer de novo. Pelo que conversei com outras pessoas, a unha quebrada nasce menor, diferente da outra.
A unha, agora pequenininha, da pata da Suzie. Sem curativo \o/

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Mais um machucado pra coleção...

Quem conhece a Suzie sabe: ela só tem a cara de séria, de moça comportada. Mas é uma espoleta. Tanto que, neste ano, já conta com um machucado novo: a perda da unha do 5º dedo. Como aconteceu algo assim? Vou explicar...

Segunda, feriadão, estávamos em Campinas e fomos, com meu pai, pro sítio, levar as meninas e pegar caqui (delícia). Chegando no caminho, a Suzie já começa a abanar o rabo, querer sair (ainda na estrada... risos), como se falasse "Ai mãe, jura que estamos indo pra chácara?? Posso correr? Posso correr? Posso correr?" Pode, Suzie...

Chegando lá, foi só tirar a guia e abrir a porta do carro e lá estava nossa primogênita correndo e ficando marrom de barro. Pensei "chegando em Campinas, vou dar um banho nela, afinal, ela dorme com a Letícia...".

Letícia e Suzie correndo, duplinha dinâmica. Aí, a gente pensa: vamos brincar de esconde-esconde com a Suzie. Luis foi se esconder enquanto eu segurava a Suzie. Ele escondido, solto a Suzie e ela sai na carreira linda dos galgos. De repente, ela vai pra outro lado e volta pra mim, mancando, com um sorrisão no rosto. Fui olhar e... SANGUE. Ai, como sou medrosa pra sangue de filho meu, minha gente... Deixei a cargo do Luis olhar. Pior: não tinha comigo nada... nada pra passar nela, estava tudo em Campinas... Olhei aquela unha torta e perguntei pro Luis "Ela quebrou o dedo?". E ela lá, com a maior cara de felicidade do mundo! "Não, Ful, ela quebrou a unha". E o sangue escorrendo... E eu agoniada.

Falamos pro meu pai que dali teríamos que correr num veterinário. Aí, ele ligou pro veterinário da Preta e marcou a 1 da tarde (tudo bem, já eram 11h e a gente estava a pelo menos meia hora de Campinas).

Conseguimos estancar o sangue dela, demos uma limpadinha na pata e a deixei dentro de casa, deitada no sofá. Castigo... risos.

Os homens terminaram de pegar os caquis e limpar umas ferramentas, eu e Letícia brincando de pega-pega, Suzie presa, no maior sono no sofá da sala. 11:40, voltando pra Campinas. Deixamos meu pai e a Lê em casa, comemos alguma coisa e levamos a Suzie no vet.

Chegando lá, aquela coragem pra entrar... E revi o veterinário que conheço desde os meus 14 anos. Não mudou nada... risos. Bom, aí ele tratou da Suzie, disse que não ia arrancar a unha porque, com a experiência dele, seria muito dolorido pro cachorro, sangraria demais, ou seja, seria pior. Então, ele cortou bem curta a unha dela (a do outro dedo também), deu pra gente um remédio pra passar caso sangrasse de novo e aplicou um anti-hemorrágico. Disse que, depois de 48h, a gente poderia arrancar a unha, porque aí já teria secado a veia e não sangraria mais.

Chegamos na casa dos meus pais e fomos almoçar. Quando fui no sofá, dar um beijinho na Suzie (Luis tinha levado a Lê pra tirar um cochilo), o que eu vejo? SANGUE e a unha dela jogada no sofá. Ela não quis esperar as 48h e resolveu arrancar a unha sozinha. Não deu um pio. E eu gritei... risos. Corre pegar o remédio, corre lavar a pata, corre pegar os apetrechos de primeiros socorros e não tivemos dúvidas: vamos enfaixar essa danada.

Enfaixamos, ela ficou bonitinha. Até hoje está enfaixada. Tentei lavar a pata dela, mas não consegui tirar todo o sangue que ficou. E o medo de abrir alguma coisa e sangrar de novo? Por sorte vamos no vet (porque ela precisa tomar vacina) e vou pedir pra ele (ou ela, mudou o vet...) dar uma olhadinha ali.

Tem que se manter enfaixada porque, só de tirar a faixa pra refazer o curativo, lá vai o linguão da Suzie lamber o lugar, cutucar... pelo menos a faixa ela não tira.

O banho? Lógico que ela escapou dele. Foi um banho de gato mesmo, com lencinho umedecido e pronto, pode dormir com a Letícia.

Quem vê deve pensar que a gente não tem cuidado com ela, né?! Mas quem conhece, sabe como somos com a Suzie. Imagina se a gente não tomasse cuidado? Acho que ela nem estaria mais aqui...

(Ainda bem que eu tinha escrito justamente sobre primeiros socorros...)
Suzie dormindo no sofá, como se nada tivesse acontecido.
Detalhe da patinha esquerda enfaixada logo que aconteceu. Detalhe também pra plaquinha dela (risos). Fico devendo foto do machucado por estar meio nojento ainda...

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Primeiros Socorros para Cães: Parte 1

Este texto compreende:
Emergências gerais: fala do kit de PS e um plano de ação

* Imobilizando
* Verificação da emergência
* Choque (estado de choque no caso)
* Respiração artificial e RCP
* Engasgos
* Feridas e sangramentos (enormeeee)
* Retirando corpos estranhos
* Transporte de emergência

Emergências Específicas: fala de identificar e tratar problemas (aí tem tabelas sobre tudo: quantidade de água, de comida, de urina, atividade do cão, peso etc)

* Exame completo do cão (acho excelente)
* Hipertermia
* Afogamento
* Queimaduras
* Choque elétrico
* Envenenamento
* Contaminação do pelo
* Inalação de veneno
* Engolindo veneno
* Venenos mais comuns de casa
* Plantas venenosas
* Animais venenosos

A parte de envenenamento em diante será publicada em um outro post, por compreender muita coisa (o texto ficaria enorme, mais do que já está). Então, chega de conversa e vamos ao texto =)

As emergências mais comuns que afetam os cães são as físicas. Tais acidentes são mais comuns durante o clima mais agradável (primavera, verão) e, mais frequentemente, ocorrem fora de casa. Podem ser de pouca gravidade, como um cortezinho na pata, ou algo mais grave, como atropelamento. A curiosidade natural do cão também o predispõe a outras emergências como, sufocar com objetos, contato com substâncias venenosas (abordado em breve – saiba mais aqui) e afogamento. Infelizmente nós, os humanos, somos os responsáveis por muitos destes acidentes, como hipertermia, feridas a balas e envenenamento criminoso. Neste artigo veremos o que fazer em cada situação de emergência.

Kit de primeiros socorros para seu cão

  • Rolo de atadura

  • Bandagem ou spray antisséptico que não arda

  • Gaze

  • Atadura adesiva

  • Gel lubrificante solúvel em água

  • Faixas / ataduras esterilizadas

  • Fita adesiva

  • Água oxigenada 3%

  • Carvão ativado em pó

  • Esparadrapo

  • Creme hidrocortisona

  • Termômetro

  • Pinças

  • Tesoura sem ponta

  • Antihistamínicos

É impossível prevenir todos os acidentes mas, com pequenas atitudes, você pode minimizar os riscos. Também é importante estarmos preparados para emergências.

  • Treine seu cão para obedecer comandos e fique sempre de olho nele.

  • Tenha um kit de primeiros socorros (em casas, passeios, viagens), além de focinheira e água limpa.

  • Tenha com você o telefone do veterinário, de outro veterinário (se o principal não atender) e de hospitais veterinários.

CONTENDO OS CÃES

Conter os cães é muito útil em casos de acidentes quando o cão está consciente, além de ajudar o veterinário a examiná-lo (seja em rotina, seja em uma emergência).

Ao se aproximar de um cão machucado, fale de maneira calma, evite contato visual, verifique a expressão da face e do corpo para ver o quão assustado está; veja se ele não está excessivamente submisso ou agressivo, que pode ser sinal de medo.

Se o cão estiver muito assustado ou for agressivo, será preciso colocar uma focinheira nele. Se você não tiver uma, pode improvisá-la (ver fotos). Pode-se também usar um colar elizabetano, para proteção extra.

CONTENDO UM CÃO PEQUENO

CONTENDO UM CÃO GRANDE


IMPROVISANDO UMA FOCINHEIRA

  1. Pegue uma atadura, ou gaze, ou gravata, ou qualquer tecido macio e resistente, de cerca de 70cm. Dê uma volta no focinho do cão.

  2. Vá para trás do cão, deixando o corpo dele restrito em suas pernas. Fala calmamente com o cão. Leve o tecido para trás do cão, na nuca. Não dê nó.

  3. Atrás da orelha do cão, bem na nuca, dê um nó. Certifique-se de que a focinheira não atrapalha a respiração. Se você não conhece o cão, mantenha-o com focinheira até chegar ao veterinário.

FAZENDO UM COLAR ELIZABETANO

Ele previne o cão de tirar curativos. Mas também, pode ser útil para prevenir que o cão nos morda. Para fazer seu próprio colar elizabetano, pegue um plástico, ou um papel cartolina bem grosso, de pelo menos 5cm maior que o rosto do cão; um estilete para fazer um buraco; fita adesiva; tecidos.

Corte o papel cartão em formato crescente, para formar um cone (grude as pontas com fita adesiva). Faça três ou quatro buracos perto da parte mais fina do cone. Coloque na cabeça do cão e, pelos buracos, passe o tecido para amarrar o colar na coleira dele.

DICA DO VETERINÁRIO:

Restrinja o cão o menos possível, pois, quanto mais se sentir apertado, mais o cão irá se debater. Coloque focinheira se o cão estiver muito assustado ou se o machucado for extremamente dolorido.

  • Se aproxime de qualquer cão machucado com muito cuidado – quando assustado ou com dor, o cão pode morder.

  • Não coloque focinheira em um cão engasgado ou com dificuldade de respirar.

  • Não coloque uma focinheira de material rude, como corda, exceto em uma emergência extrema; você pode machucar a face do cão.

  • Não mexa com cães desconhecidos em áreas onde a raiva é endêmica sem tomar medidas que evitem as mordidas.

AVALIANDO A EMERGÊNCIA

Quando um cão está doente ou machucado, você deve avaliar seu estado rapidamente: as vias aéreas, respiração e circulação, além de procurar sinais de choque. O choque clínico (falência da circulação) é fatal: ele pode evoluir lenta ou rapidamente. Se não há sinais de respiração ou batimentos cardíacos, ou o cão está em choque, corra ao hospital veterinário!

Depois de qualquer acidente, vá ao veterinário, mesmo que pareça não haver acontecido nada de mais. Nunca subestime os riscos de danos nos órgãos.

SEU CÃO ESTÁ CONSCIENTE OU INCONSCIENTE?

Se ele responder aos estímulos, está parcial ou totalmente consciente. Se ele não responde aos estímulos, está inconsciente e devemos verificar vias aéreas, respiração e circulação.

REFLEXOS NATURAIS

  1. Olhos – toque a pálpebra (perto do focinho). Se o cão estiver consciente, piscará. Se não, os olhos continuarão abertos, mesmo se você tocar nos olhos do cão.

  2. Luz – ponha uma luz nos olhos do cão. A pupila deve retrair. Se não, pode indicar que o coração parou de bater. Se a pupila já estiver retraída, pode ser sinal de dano cerebral.

  3. Patas – Belisque um dedo do cão. Um cão consciente irá retirar o pé imediatamente. Um cão ligeiramente inconsciente, mexerá o pé. Se não houver movimento, ele está totalmente inconsciente.

VIAS AÉREAS, RESPIRAÇÃO E CIRCULAÇÃO

  1. Vias aéreas – verifique se estão livres. Procure objetos. Se o cão está inconsciente, mantenha o pescoço reto, abra a boca e retire qualquer objeto. Coloque a língua para fora para manter as vias aéreas abertas; esta ação é extremamente importante em cães de cara achatada, cuja língua obstrui facilmente as vias aéreas.

  2. Respiração – Veja quantos movimentos do peito há em 15 segundos e multiplique por 4. Se o peito não se mover, segure um lenço em frente ao nariz do cão para ver se ele respira, ou coloque sua mão no peito do cão para senti-lo mexer. Cães grandes normalmente respiram 10 vezes por minutos, enquanto os menores, 30 vezes.

  3. Circulação – Sinta o pulso pressionando a parte interna da coxa. Conte os batimentos por 15 segundos e multiplique por 4. Normalmente, os batimentos normais variam de 50 por minuto em cães grandes a 160 por minuto em cães pequenos.


CHOQUE

É uma condição potencialmente fatal. Acontece quando a circulação sanguínea falha e os tecidos ficam sem oxigênio. Se não tomarmos medidas de emergência, o cão irá morrer.

Uma causa comum de choque é um sangramento severo interno ou externo. Outra possível causa é a desidratação, que reduz os níveis de fluidos no sangue. A desidratação tem um risco grave: em casos extremos pode levar ao coma e à morte. Particularmente, é um perigo para os cães que tenham problemas renais, ou perdem fluidos através do vômito, diarréia ou queimaduras. Um problema relacionado é o choque anafilático, causado por uma grave reação alérgica.

Para detectar o choque, olhe as gengivas e pressione-as para ver o suprimento de sangue. Faça o seguinte:

Pressione a gengiva e veja por quanto tempo ela permanece branca após você soltá-la:

  1. Mais de 4 segundos – choque profundo – leve ao veterinário imediatamente.

  2. Mais de 2 segundos – choque médio – leve ao veterinário em poucas horas.

  3. Menos de 1 segundo – pressão alta – veja o veterinário em 24h.

O choque pode acontecer de uma hora pra outra ou demorar horas. Sinais de choque são:

  • respiração e batimentos cardíacos bem rápidos;

  • gengiva pálida;

  • patas e orelhas geladas;

  • ansiedade ou letargia;

  • fraqueza;

  • temperatura normal ou baixa.

Sinais de um estado de choque avançado:

  • respiração irregular;

  • batimentos cardíacos irregulares;

  • gengivas muito pálidas ou azuis;

  • fraqueza extrema;

  • temperatura muito baixa (menor que 36 graus).

SEU CÃO ESTÁ DESIDRATADO?

Pegue a pele da nuca do cão e estique-a. Em cães saudáveis, a pele volta ao normal quase que imediatamente. Mas, e se a pele demorar mais que um ou dois segundos para voltar ao normal? Se demorar muitos segundos, em cães de qualquer idade, pode ser sinal de desidratação ou má nutrição. No primeiro caso, deve-se levar o cão ao veterinário imeadiatamente. No segundo, no mesmo dia. Se demorar poucos segundos, em um cão idoso, é apenas perda de elasticidade natural relacionada à idade, ou seja, não há razão para se preocupar.

LIDANDO COM O CHOQUE

Não deixe o cão sozinho e nem lhe dê nada para beber ou comer. Verifique vias aéreas, respiração e circulação e faça ressuscitação, se necessário. Pare qualquer sangramento visível. Além disse, cubra o cão com um cobertor, para mantê-lo aquecido e leve-o imediatamente ao veterinário.

RESPIRAÇÃO ARTIFICIAL E RESSUSCITAÇÃO

Só faça respiração artificial se o cão parar de respirar. Primeiro, veja as gengivas: se estiverem rosa, o sangue está carregando oxigênio para o corpo; se azuis ou brancas, oxigênio não está circulando.

Só faça massagem cardíaca se o coração tiver parado. Primeiro, procure por batimentos cardíacos. Veja os olhos: as pupilas dilatam quando o coração para. Procure o pulso. Veja as gengivas: se o coração parou, elas estarão bem pálidas ou brancas.

AÇÃO DE EMERGÊNCIA

A ressuscitação pode ser necessária nos seguintes casos:

  • perda de sangue;

  • engasgo;

  • concussão;

  • coma diabético;

  • choque elétrico;

  • falha do coração;

  • afogamento;

  • envenenamento;

  • inalou fumaça.

COMO FAZER A RESSUSCITAÇÃO

  1. Limpe as vias aéreas – deite o cão do lado direito, com a cabeça mais baixa que o corpo. Tire qualquer objeto da boca e do nariz, coloque a língua dele pra fora. Fecha a boca do cão e deixe o pescoço alinhado com o corpo.







  2. Respiração artificial – coloque sua boca no nariz do cão e assopre até que o peito dele encha e depois tire a boca. Repita de 10 a 20 vezes por minuto até que o cão consiga respirar sozinho. Verifique o pulso a cada 15 segundos para verificar se o coração ainda está batendo.




  3. Massagem cardíaca – Coloque sua mão (se o cão for muito pequeno, apenas uma; um cão maior, coloque as duas) logo atrás do cotovelo esquerdo do cão. Pressione rápida e firmemente em direção ao pescoço. Repita de 100 a 120 vezes por minuto. Depois de 15 segundos de massagem cardíaca, faça respiração artificial por 10 segundos. Continue, até que o pulso volte e o cão respire sozinho. Vá imediatamente ao veterinário e anote quando você começou a ressuscitação.





ENGASGOS

Também pode ser fatal. Pode resultar de um machucado ou alguma coisa que tenha bloqueado as vias aéreas. Na maioria dos casos, acontece quando o cão engole um objeto. Em um cão inconsciente, pode acontecer se o cão vomitar e o vômito bloquear a garganta. Também pode acontecer devido à picada de um inseto na boca ou ao choque anafilático, que fazem com que a garganta inche e bloqueie a passagem de ar.

Se seu cão está engasgados, não espere: o cão pode sufocar! Engasgar é assustador para os cães. Contenha o cão para que ele não lhe machuque.

MEU CÃO ESTÁ ENGASGADO?

  • Estressado; sons de engasgos; cutucar a boca com a pata; olhos injetados; língua azul; agitação ou inconsciência – vias aéreas completamente bloqueadas → faça rapidamente os primeiros socorros!

  • Cão agitado; tossindo, mas não respira com dificuldade; cutuca a boca com a pata; esfrega o focinho no chão; respiração desagradável – vias aéreas parcialmente bloqueadas; corpo estranho preso na boca → procure qualquer obstrução na boca.

TRATANDO O ENGASGO EM UM CÃO INCONSCIENTE

  1. Segure o cão pelas patas de trás, erga-o e, gentilmente, chacoalhe-o por 10 segundos. A gravidade, e os movimentos do corpo, ajudam a deslocar o que estiver bloqueando a garganta. Se não adiantar, ou o cão é grande demais para levantar, veja a seguir.



















  2. Deite o cão de lado. Com uma mão apoiando as costas, pressione o abdomen logo após as costelas. Se o cão for muito grande, deite-o de costas e use as duas mãos no abdomen. Pressione o abdomen em direção à garganta, duas vezes. Faça isso com cuidado, sem colocar muita pressão no ventre.

  3. Verifique a boca do cão. Se a obstrução for visível, coloque as mãos na boca dele e remova o objeto. Se o cão ainda estiver engasgado, vá para o próximo passo.

  4. Se o objeto ainda estiver nas vias aéreas, faça duas respirações artificiais e pressione novamente o abdomen. Veja a boca de novo.

  5. Verifique o pulso e faça ressuscitação se necessário. Repita até que o cão tussa e volte a respirar. Se a respiração artificial ou a ressuscitação forem necessárias, corra ao veterinário assim que você terminar de cuidar do cão!

TRATANDO ENGASGO EM UM CÃO CONSCIENTE

  1. Contenha o cão. Se for pequeno, enrole-o em uma toalha com apenas a cabeça visível. Se for grande, prenda-o entre suas pernas. Ou então, peça a alguém que segure o cão enquanto você examina a boca do mesmo e retira o objeto.

  2. Abra a boca do cão. Com o auxílio de uma pinça retire o objeto preso ao dente ou que esteja grudado no céu da boca.

MACHUCADOS E SANGRAMENTO

Feridas abertas expõem os tecidos a bactérias e podem causar risco de infecção. Os sinais são:

  • pele cortada ou perfurada;

  • dor;

  • sangramento;

  • aumento de lambedura em uma área específica.

Embora feridas asbertas possam parecer mais graves, danos internos sob feridas fechadas podem ser igualmente sérios. Os sinais são:

  • inchaço;

  • descoloração da pele;

  • dor e aumento da temperatura na região;

  • machucados superficiais, como arranhões.

Sangramento intenso ou lento e contínuo, podem levar ao choque.

VERIFICANDO SANGRAMENTO

  • Sangue esguichando do ferimento → sangramento arterial → levar ao veterinário imediatamente.

  • Sangramento não para depois de cinco minutos de pressão → danos graves aos vasos sanguíneos → levar ao veterinário imediatamente.

  • Sangramento em um ferimento perfurante (como tiro) → ferimento interno → levar ao veterinário imediatamente

  • Sangue vivo em vômito ou diarréia → ferimento interno → levar ao veterinário imediatamente

  • Sangramento profuso em um corpo aberto → ferimento interno → levar ao veterinário imediatamente

  • Sinais de choque → sangramento severo → levar ao veterinário imediatamente

  • Ferimento que sangra maior que 2cm → levar ao veterinário no mesmo dia

  • Área do sangramento muito suja → levar ao veterinário no mesmo dia

TRATANDO FERIMENTOS ABERTOS GRAVES

  1. Pressione o ferimento com uma gaze ou então, com um tecido limpo, como uma toalha. Se não houver nada por perto, use papel toalha ou lenço de papel. Pressione a área por pelo menos cinco minutos, colocando mais material absorvente se necessário.

  2. Mantenha o material no ferimento com uma bandagem. Mantenha a área machucada acima do nível do coração, se possível, mas não eleve a pata se houver suspeita de fratura. Vá ao veterinário imediatamente.

TRATANDO FERIMENTOS ABERTOS PEQUENOS

  1. Use pinça, ou seus dedos limpos, para remover qualquer material da ferida. Lave o machucado com água oxigenada, antisséptico ou água limpa.

  2. Se houver pelo entrando no machucado, limpe uma tesoura e corte o pelo.

TRATANDO FERIMENTOS FECHADOS

  1. Tome cuidado ao tocar este tipo de ferimento. O toque pode ser doloroso e o cão pode morder. Se houver arranhões superficiais, limpe-o com água oxigenada. Procure machucados não aparentes, principalmente se o cão sofreu um acidente (atropelamento) ou outro trauma.

  2. Coloque uma bolsa de gelo no ferimento. A extensão total do machucado pode não ser aparente por muitos dias. Sempre entre em contato com o veterinário, mesmo se o machucado parecer sem importância.

BANDAGEM

  1. Limpe o machucado e coloque um material absorvente nele, como gaze.

  2. Começando por uma ponta da pata, coloque uma bandagem. A primeira volta é para segurar a gaze, depois, vá cobrindo todo o machucado. Não aperte demais; você pode cortar a circulação daquela área.

  3. Prenda a bandagem com fita adesiva.

MACHUCADOS NO CORPO

Para um machucado no tronco, a bandagem previne contaminação e ajuda o cão a parar de lambê-lo. Primeiro, lave o machucado com água limpa. Enrole uma toalha limpa em volta do corpo do cão, ou uma fronha, e prenda com alfinetes. Vá ao veterinário com urgência!

ORELHAS MACHUCADAS

  1. Com uma gaze, faça pressão no machucado, dos dois lados da orelha, por alguns minutos.

  2. Fale calmamente com o cão e certifique-se de que ele não liga para a bandagem. Coloque a orelha dele para trás da cabeça e segure-a nesta posição. Coloque a bandagem em volta da cabeça e abaixo da mandíbula.

  3. Certifique-se que a bandagem não interfere na respiração do cão; o cão deve conseguir beber e comer normalmente. Veja a bandagem de tempos em tempos e vá ao veterinário dentro de 24h.

CAUDA MACHUCADA

  1. Coloque uma gaze e faça uma pequena pressão para controlar o sangramento.






  2. Faça um curativo na cauda.






  3. Se a cauda for grande o suficiente, coloque-a ao lado do corpo e enrole-a ali com uma bandagem (assim evita o cão abanar o rabo e bater em coisas duras, machucando-o ainda mais). Vá ao veterinário no mesmo dia.



NARIZ SANGRANDO

Comum e não perigoso. Coloque uma bolsa de gelo do lado onde o nariz está sangrando. Não coloque nada dentro das narinas para bloquear o sangue. Telefone para o veterinário.










UNHA SANGRANDO

  1. Aplique sulfato ferroso ou um palito de nitrato de prata (também existem medicamentos que param este tipo de sangramento). Leve o cão ao veterinário.

  2. Para evitar que sangre ainda mais, faça um curativo em toda a pata do cão, deixando a bandagem por não mais que 24h: acima deste tempo, aumenta o risco de infecção.








MEMBRO FRATURADO

  1. Se for uma fratura exposta, cubra-a com gaze ou outro tecido esterilizado. Não coloque mais nada e nem tente colocar o osso no lugar!

  2. Coloque objetos duros, como paus, revistas enroladas, em cada lado do membro fraturado. Gentilmente, coloque-os junto ao membro com uma bandagem, sem apertar demais.

  3. Leve o cão ao veterinário imediatamente. Sempre verifique a circulação sentindo a temperatura dos dedos. Se estiverem frios, o curativo está apertado demais. Neste caso, você tem que rafazê-lo.

REMOVENDO CORPOS ESTRANHOS

DAS PATAS

  1. Se seu cão está lambendo demais as patas, dê uma olhadinha nelas. Se encontrar alguma coisa, esterilize uma pinça, passando-a por uma chama, e remova qualquer objeto visível. Limpe o local com antisséptico.

  2. Se não for visível, lave a pata várias vezes ao dia em uma solução de 1 colher de chá de sal para 1 xícara de água até que o objeto apareça na pele. Para remover um objeto logo abaixo da pele, raspe gentilmente a pele com uma agulha esterilizada e retire o objeto com a pinça. Nunca tente retirar algo que esteja muito abaixo da pele – deixe que o veterinário faça isso.

DOS OLHOS

Se seu cão está esfregando os olhos com as patas ou no chão, abra os olhos do cão e procure por alguma coisa que possa estar neles. Se você vir um objeto estranho, vá pingando água limpa nos olhos do cão até que o objeto saia. Se um objeto penetrou no olho, não tente removê-lo, mas leve o cão ao veterinário imediatamente.

DAS ORELHAS

  1. Se o cão está sempre ao ar livre, ou coça muito as orelhas, dê uma olhada nelas, principalmente se o seu cão tem orelhas longas e caídas. Se o objeto for visível, remova-o cuidadosamente com pinça ou seus dedos.










  2. Agora, se você não consegue ver nada, talvez o objeto esteja preso no canal auditivo. Leve o cão ao veterinário para que ele o remova. Enquanto isso, deixe o cão mais confortável pingando um pouco de óleo mineral ou óleo de oliva no ouvido dele. Em alguns casos, o óleo faz o objeto boiar e sair do canal auditivo e você pode conseguir removê-lo.






DICA DO VETERINÁRIO

Seguindo os passos a seguir, você pode diminuir o risco do seu cão se machucar com objetos estranhos.

  • Treine seu cão para não roer objetos perigosos, tais como galhos ou ossos que soltam lascas.

  • Não deixe que o cão brinque com bolas ou outros brinquedos pequenos o bastante para ser engolidos.

  • Depois de exercitar o cão, examine seu pelo e pele para ver se não há nenhum corpo estranho nele.

TRANSPORTE DE EMERGÊNCIA

Se o cão não consegue andar, você terá de carregá-lo. A dor pode fazer com que o cão fique agressivo e pode ser necessário usar uma focinheira. Mas, não a use se o cão estiver vomitando, convulsionando, tiver engolido veneno ou tiver machucado a boca.

LEVANTANDO E CARREGANDO

CÃO PEQUENO












CÃO GRANDE

CÃO CRITICAMENTE MACHUCADO

  1. Leve o cão ao veterinário na posição em que você o encontrou. Se ele estiver deitado, improvise uma maca. Use algo como papelão: certifique-se que ele caiba no carro, junto com o cão. Se você não achar papelão, use um cobertor ou toalha grossa. Talvez você precise de alguém para ir com o cão.

  2. Mantenha as costas viradas para você. Com uma mão no peito e outra na garupa, gentilmente coloque o cão na “maca”.

  3. Peça ajuda, se precisar, e leve o cão para o carro. No carro, as costas do cão devem estar encostadas no banco. Se ninguém puder ir com você, ajeite o cão com travesseiros e cobertores. Cubra-o para mantê-lo aquecido e reduzir o risco de choque.

EMERGÊNCIAS ESPECÍFICAS – identificando e tratando problemas

Abaixo, várias tabelas para que você saiba o que fazer em determinadas situações. Lembrando que observar sempre o comportamento do cão ajuda a identificar possíveis problemas logo no início, sendo maiores as chances de cura.


DICA DO VETERINÁRIO

Os cães tem ótimos relógios biológicos. Também adoram rotina. Como resultado, eles têm necessidade física e psicológica de se aliviar no tempo certo. Isto é uma vantagem para nós, donos, porque torna mais fácil para nos organizarmos no quesito “toalete”. Um cão normalmente evacua duas vezes ao dia e urina cerca de quatro vezes, embora alguns indivíduos urinem com mais ou menos frequência.

É importante aprender a rotina e os rituais do nosso cão. Qualquer mudança nos hábitos ou no comportamento indicam um possível problema físico ou mesmo psicológico. Em qualquer caso, devemos contatar o veterinário.

EXAME COMPLETO DO CÃO

Abaixo, dicas de como fazer um exame completo no cão. O ideal é você ensinar o cão desde pequeno a ser manuseado desta maneira, examinando-o de cabo a rabo e recompensando-o sempre. Assim, além dele se acostumar a ser manuseado, você também saberá qual o estado normal dele e, qualquer anormalidade, já será fácil detectar e, se significar algum problema, as chances de cura serão maiores, já que você detectou algo anormal logo no comecinho.

Vamos ver como se examina um cão?

OLHOS

Procure por opacidade, vermelhidão ou machucados. Verifique as pupilas (muito dilatadas ou pequenas); pupilas dilatadas em luz normal podem indicar medo, dor ou choque. Mova rapidamente seu dedo perto dos olhos do cão; o cão deve vê-lo e piscar.

ORELHAS

Examine-as e veja se não há sangramento e machucados. Veja como o cão porta as orelhas; abaixadas podem indicar submissão, mas também dor, estresse ou fraqueza.

NARIZ

Veja se não há sangramento ou outra anormalidade. Veja se está seco, com crostas ou se perdeu pigmentação. Veja como as narinas se movimentam conforme o cão respira; se elas se moverem excessivamente, pode indicar problemas respiratórios.

BOCA

Veja se a gengiva está inflamada e se há dentes ruins. Veja se não há objetos estranhos e machucados na língua e céu da boca (palato). Estes machucados podem ser indicativos de um acidente (seja atropelamento, seja queda).

CABEÇA E PESCOÇO

Passe as mãos na cabeça, boca e pescoço. Veja se há inchaço, calor no local ou feridas. Mova a cabeça dele de um lado para o outro e para cima e para baixo, para ver se está com dor.

PEITO

Passe as mãos firme mas gentilmente no peito e costas do cão, veja se há excesso de calor, inchaços, protuberâncias ou sensibilidade ao toque. Afaste o pelo e veja se há descoloração da pele.

ABDOMEN

Veja se não está quente demais, duro, inchado, com protuberâncias ou sensível ao toque. Se você precisar sentir o pulso femoral, fica na parte interna da coxa, onde ela encontra o abdomen.

PATAS

Examine cada pata (perna) do cão, primeiro as dianteiras, depois as traseiras, vendo se estão simétricas. Sinta cada articulação e se não estão quentes ou inchadas.

PÉS

Veja se os pés estão ralados ou com outro tipo de machucado. Não esqueça de ver as almofadinhas também; veja se não há unhas quebradas e o estado da pele entre os dedos.

CAUDA

Não deve haver nenhum inchaço ou estar muito quente. Se ele não estiver mexendo muito a cauda, dê uma pressionada de leve na ponta dela, para ver se ele reaje. Falta de resposta indica machucado na cauda ou na espinha.

GENITAIS

Veja se o escroto está inchado ou machucado. Dê uma olhada também na abertura do pênis e da vulva, se há inflamação. Se o cão de repente começa a ter cheiro de urina no pelo, pode ser sinal de doença ou machucado.

REGIÃO ANAL

Levante a cauda do cão. A região anal deve estar limpa, sem sinal de fezes. Se houver um cheiro forte, indica que o cão está assustado ou machucado e precisa esvaziar as glândulas anais.

MEDINDO A TEMPERATURA

A temperatura normal do cão é de 38 a 39ºC, aproximadamente. Nervosismo, exercícios, calor e infecções aumentam a temperatura. Uma temperatura mais baixa pode ser devido ao choque ou exposição ao frio. Quando posssível, use um termômetro digital. Lubrifique-o com gel e insira-o gentilmente no reto, com um leve movimento giratório. Segure o termômetro, e a base da causa, por um minuto e meio, e retire-o. Desinfete o termômetro depois do uso.


ºC

O que fazer

Acima de 41

Refresque o cão, vá ao veterinário imediatamente

40,6

Vá ao veterinário dentro de 24h

40

Febre; telefone para o veterinário

39,4

Febre; telefone para o veterinário

38,9

Normal

38,3

Normal

37,8

Normal

37,2

Vá ao veterinário dentro de 24h

36,7

Aqueça o cão; vá ao veterinário imediatamente


HIPERTERMIA

O cão elimina calor através da língua, ofegando. Se o ambiente onde ele está está muito quente, este processo se torna ineficaz e o cão superaquece. A temperatura corporal aumenta rapidamente, levando à hipertermia. Se a temperatura chegar a 40,5ºC, o cão está em perigo. A morte pode ser rápida se não se resfriar o cão imediatamente.

TRATANDO A HIPERTERMIA

  1. Tire o cão do ambiente quente o mais rápido possível. Leve-o para uma área fresca, ventilada. Se possível, deite o cão em uma superfície gelada, ela ajuda a diminuir a temperatura corporal. Dê água gelada, com uma pitada de sal, para o cão beber (este sal ajuda a repor o sal perdido pela transpiração).

  2. Refresque a cabeça do cão; diminui o risco de aquecer o cérebro e melhora a respiração. Limpe a boca do cão, tirando a saliva, e passe uma esponja com água gelada na mesma. Coloque uma bolsa de gelo na cabeça do cão, para ajudar a reduzir o calor do cérebro.

  3. Se você está fora de casa, molhe o cão com mangueira ou coloque-o numa piscina infantil. Em casa, dê uma chuveirada ou coloque-o na banheira. Ou então, cubra-o com uma toalha molhada e vá jogando água gelada na toalha, para resfriá-lo. Massageie as patas do cão, para melhorar a circulação e evitar o risco de choque.

  • Nunca coloque a cabeça do cão na água.

  • Se o cão está inconsciente, não deixe a água entrar na boca ou nariz.

  • Em casos graves, o cérebro pode inchar. Trate contra choque, se necessário e vá imediatamente ao veterinário.

PREVENINDO

Hipertermia é um caso normal de morte evitável. Você pode preveni-la seguindo passos simples:

  • Proporcione sempre boa ventilação, acesso à sombra e bastante água fresca;

  • Em clima quente, cães de face achatada, idosos ou obesos devem ficar em ambientes frescose com bastante água;

  • Nunca deixe seu cão no carro, mesmo que você estacione na sombra e deixe a janela aberta;

  • No frio, nunca deixe seu cão no carro debaixo do sol.

AFOGAMENTO

SALVANDO O CÃO

  1. Salve o cão. Se ele estiver consciente, enrole-o numa toalha e mantenha-o aquecido. Se estiver inconsciente, tire a água dos pulmões: levante o cão pelas patas de trás e segure de ponta cabeça por 10 a 20 segundo, chacoalhando o corpo do cão.

  2. Deite o cão com a cabeça mais baixa que o peito, para ajudar a sair a água dos pulmões. Tire qualquer objeto da boca do cão e puxe a língua dele para manter as vias aéreas livres. Veja a respiração e circulação. Se houver batimentos cardíacos, mas sem respiração, faça respiração artificial; se ambos tiverem parado, faça ressuscitação.

QUEIMADURAS

TRATANDO QUEIMADURAS DE PRIMEIRO GRAUO mais rápido possível, lave o local da queimadura com água gelada para minimizar o dano à pele. Coloque uma bolsa de gelo por 20 minutos. Cubra a queimadura com uma bandagem que não grude. Vá ao veterinário no mesmo dia.




TRATANDO QUEIMADURAS DE SEGUNDO E TERCEIRO GRAUS Veja se há sinais de choque e trate-o. Passe um gel solúvel em água e coloque um pano seco. Evite usar algodão ou outro tecido com fibras, que grudam na queimadura. Leve o cão ao veterinário imediatamente.




TRATANDO QUEIMADURAS QUÍMICAS Use luvas. Lave a queimadura com água por cerca de 20 minutos. Para queimaduras com ácidos, use uma solução de bicarbonato de sódio em água. Lave a pele com xampu. Vá ao veterinário imediatamente.





DICA DO VETERINÁRIO

  • Nunca deixe seu cão sozinho perto do fogão ou da churrasqueira enquanto você cozinha.

  • Não aplique óleos, cremes, manteiga ou margarina na queimadura; elas danificam o tecido da pele ou aumentam o risco de infecção.

  • Ao tratar uma queimadura química, use luvas para se proteger.

  • Em queimaduras dentro da boca, deite o cão de lado e contenha-o. Lave a boca do cão com água gelada.

CHOQUE ELÉTRICO

AÇÃO DE EMERGÊNCIA

  1. Desligue a força. Se não for possível, coloque luvas de borracha, fique numa superfície seca e use um cabo de vassoura para tirar o cão da fonte do choque. Não coloque sua vida em risco. Se o cão está rígido, não toque-o até que a força tenha sido desligada. Não entre em contato com fluidos que estejam em contato com o cão.

  2. Veja se o cão está respirando e se tem circulação. Faça respiração artificial se a respiração tiver parado e ressuscitação se o coração parar. Trate queimaduras na boca lavando-as com água gelada e trate as queimaduras na pele com bolsa de gelo, para diminuir possíveis danos.



DICA DO VETERINÁRIO

Seguindo os passos a seguir, você diminui os riscos de choque elétrico.

  • Examine sua casa e jardim; tire do caminho qualquer fio ou cabo elétrico que possa ser roído pelo cão.

  • Sempre dê ao cão brinquedos apropriados pra roer, desde a infância dele.

  • Coloque um spray de gosto amargo nos fios e cabos elétricos, para que o cão desista de roê-los.

  • Nunca deixe o cão sozinho em um local com fios e cabos ligados na tomada.

  • Se não for possível remover os fios, desligue-os da tomada quando você estiver ausente.

Fonte: Livros - "Primeiros Socorros para Cães"
- " Caring for your Dog"
Fotos: Livro "Caring for your Dog" ; Suzie e Fúlvia

Obs.: Nenhum cão (no caso, a Suzie) foi ferido durante as sessões de fotos (apenas ganhou muitos petiscos por sua colaboração - e um passeio extra).