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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Cães e manias compulsivas: lamber, coçar, mastigar.

Você está ficando louco ouvindo seu cão coçar a orelha a noite toda? Lambendo sua pata sem parar? Mordendo o seu próprio rabo?
Se você se sente desconfortável, imagina o seu cão.

Comportamentos compulsivos são bastante comuns em cães e possuem uma variedade de causas, que também podem ser nocivas. Um dos primeiros sinais de que seu cão tem um problema é o desenvolvimento do que chamamos de hot spot (foto abaixo) – uma área vermelha, úmida, e irritada que aparece após lambedura ou mordedura constante. Embora os hot spots, também chamados de “dermatite úmida aguda” possam ocorrer em qualquer parte do corpo do seu cachorro, eles são mais comumente encontrados na cabeça, tórax ou quadril. Como os cães geralmente coçam, lambem ou mordem incessantemente uma área que está irritada, os hot spots podem se tornar grandes e incrivelmente doloridos muito rapidamente.
Os cães tem esse comportamento por várias razões, que vão desde alergias e tédio, até infestação por parasitas.

Alergias. Quando a coceira nos cães fica fora de controle, ela é geralmente o resultado de alergias a alimentos ou a causas ambientais, incluindo mofo e pólen. Os cães também podem desenvolver uma irritação de pele denominada “dermatite alérgica por contato”, quando eles entram em contato com substâncias como pesticidas ou sabão.
Tédio ou ansiedade. Assim como as pessoas ansiosas podem roer suas unhas ou ficar enrolando o cabelo nos dedos, os cães também respondem fisicamente a algo que os chateia. Alguns cães desenvolvem uma condição parecida com a desordem obsessiva-compulsiva dos humanos. Ela pode se manifestar com comportamentos como lamber, coçar ou morder alguma parte do corpo, podendo causar danos severos.
Pele seca. Uma variedade de fatores, incluindo o clima frio e uma deficiência de ácidos graxos, pode causar o ressecamento da pele dos cães. Seu bichinho pode responder ao desconforto lambendo ou coçando a pele e o pelo.
Desbalanços hormonais. Se o organismo do seu cão não está produzindo hormônio tireoidiano suficiente, ou ainda produzindo muito cortisol, infecções cutâneas superficiais podem ocorrer. Você vai notar pequenos pontos vermelhos na pele, e seu cão vai lambê-los ou coçá-los como se estivesse incomodado com alguma alergia. Porém, há também outras causas para o aparecimento dessas lesões.
Dor. Ao tentar determinar se seu cão está lambendo ou coçando excessivamente, considere a possibilidade de que alguma coisa o está deixando desconfortável. Por exemplo, se você notar que seu cão está mordendo a pata repetidamente, ele pode ter um espinho preso nela. Também pode indicar um problema ortopédico, incluindo problemas de coluna e displasia coxofemural.
Parasitas. Entre as causas mais comuns de coceira em cães, estão as pulgas, carrapatos e sarnas. Embora os carrapatos sejam geralmente visíveis a olho nu, as pulgas geralmente passam despercebidas até que haja uma grande infestação, e as sarnas são microscópicas. Portanto, não assuma que seu cão não está com parasitas só porque você não pode vê-los.

Como existem várias causas para os cães se coçarem, leve seu cão ao veterinário assim que notar algum problema. Ele vai te ajudar a descobrir a causa do comportamento, e determinar a melhor forma de tratamento. Dependendo da causa do comportamento compulsivo do seu cão, o tratamento pode incluir:

• Eliminar os parasitas.
• Mudar a alimentação.
• Medicação própria.
• Prevenir o comportamento.
• Abordar a ansiedade ou o tédio.

Algumas vezes, comportamentos compulsivos de lamber, coçar ou morder, se desenvolvem em resposta ao medo, stress ou estímulos inadequados. Para reduzir as chances de isso acontecer, tenha certeza de que seu cão recebe quantidades adequadas de exercício, atenção, e amor. Também é de grande ajuda treinar seu cão a roer brinquedos ou ossos para aliviar o stress substituindo assim o comportamento compulsivo.

Fonte: http://pets.webmd.com/

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Lidando com a depressão


A depressão em cães pode ser mais comum do que sequer imaginamos.

Quantas vezes não achamos que nossos cães estão mais calmos, mais dorminhocos, não é mesmo? Sim, pode ser verdade, mas pode ser também que ele esteja com depressão.

Foi o que aconteceu com a Suzie. Depois de passar um tempo (necessário, infelizmente) longe da gente, ela voltou para casa normal mas, no dia seguinte, mostrou vários sinais de que alguma coisa não estava bem com ela:
- uivando quando sozinha;
- não fazia festa pra gente;
- tremia de medo;
- passava a maior parte do tempo deitada e/ou escondida;
- desinteresse total por comida, petiscos e água;
- andava devagar quase parando e com a cabeça muito baixa nos passeios;
- não queria interagir com a gente e nem com outros cães, amigos ou não;
- olhar triste.

Sabe, a gente nunca quer acreditar que um cão nosso, que amamos e que faz parte de nossa família, esteja com depressão. Foi muito chato o veterinário ter confirmado minhas suspeitas. Conversei com uma amiga, terapeuta floral, que indicou um floral que a fez melhorar muito. Ela teve uma recaída, sim, mas logo voltou ao normal.

O tratamento, no caso da Suzie, foi o floral e fazer muitas atividades com ela: obediência, passeios, brincadeiras e estimulá-la, sempre. Além de dar atenção quando ela estivesse mais animada, ignorando um pouco quando ela estivesse "pra baixo".

Não é gostoso ter um cachorro deprimido em casa... nem um pouco. Me dava tristeza ver como ela estava, nem gosto muito de lembrar, triste demais. Ainda bem que ela está melhor, parou um pouco com o floral (voltou agora, pra ficar mais animadinha depois de um machucado feio que fez no encontro de galgos no domingo).

Se o seu amigo está mais calado que de costume, mais calmo, com alguns medos... procure saber mais sobre o assunto. Eu pesquisei muito, junto com o vet, pra chegarmos a essa conclusão. Também não podemos nos precipitar e auto-medicar nossos peludos. O vet, depois da gente, é o melhor amigo dos cães, não se esqueçam disso.