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quarta-feira, 28 de março de 2007

Extinção - Soluções com Clicker

Extinção é a suspensão do reforço. Quando você modela um comportamento, você começa por reforçar uma pequena parte deste comportamento. Quando você torna seus critérios mais duros, você para de reforçar usando menos recompensas. Por isso, os comportamentos não são mais recompensados e o cão para de apresentá-los, escolhendo, então, apresentar um novo comportamento que será reforçado.

Extinção não é punição. Punição é um acontecimento. Quando você pune, você ou adiciona algo (punição positiva) ou retira algo (punição negativa) para reprimir um comportamento. A extinção não é um acontecimento. Você não adiciona nem subtrai algo – você simplesmente não faz nada. Vamos ver um exemplo.

Todo dia, uma pessoa joga um biscoito pela cerca para o cão que vive ali. Um dia, entretanto, o biscoito cai um pouco mais longe que o normal. O cão tenta pegá-lo, mas não o alcança. Ele tenta cavoucar o chão, mas ele é muito duro. Então, tenta escalar a cerca, mas ela é muito alta. Tenta dar a volta, mas o portão está fechado. Ele tentará cada vez mais – esticando-se todo, contorcendo o corpo para ganhar milímetros extras para conseguir o biscoito. Ele vai tentar dar um impulso e pular bem alto. Mas, se ele não se sair bem nunca, uma hora ele irá desistir. Da próxima vez que ele estiver ali, ele pode tentar de novo, mas desistirá mais rápido.

Esse foi um exemplo da extinção. A cerca não deu um choque nele quando ele tentou passar por baixo ou escalá-la. O homem não tirou o biscoito dali. O que aconteceu foi que suas tentativas falharam. Quando uma tentativa não funciona, ele tenta outra. Tenta de novo. Tenta cada vez mais. Tenta algo diferente. Essas são as características da extinção – características que nós levamos em conta quando aumentamos nossos critérios quando moldamos um comportamento. Depois que ele parou de tentar pegar o biscoito, ele ocasionalmente tentará de novo. Esta é outra característica da extinção, chamada "recuperação espontânea". Se ele pegou o biscoito durante a recuperação espontânea, o comportamento poderá voltar, muito forte. Entretanto, com poucos reforços, o comportamento acaba novamente.

Então, como usar a extinção? Quando você adestra, defina o critério específico que você deseja em cada seção. Por exemplo, quando você começa a ensinar o comando "senta", você irá recompensar o cão por ter posto o bumbum no chão. Se o cão faz qualquer outra coisa – por exemplo, ele deita ou late – você ignora.

Quando o cão começar a se sentar, você aumenta seu critério. Ao invés de apenas qualquer tipo de "sentado", você decide recompensar apenas quando o cão senta bem retinho – sentado quando os pés traseiros estiverem alinhados com os pés dianteiros. De repente, alguns dos "sentados" que você costumava recompensar não estão mais sendo recompensados. O cão experimenta outros tipos de "sentado" para descobrir em qual deles ele ganhará a recompensa. Estas "experimentações" são parte da extinção – tentar de novo, tentar cada vez mais, tentar algo diferente. Gradualmente ele sentará cada vez mais reto, certo. Como você não recompensa mais os outros tipos de "sentado", eles acabarão.

A extinção também pode ajudar a solucionar alguns problemas de comportamento. Por exemplo, um cão que pula nas pessoas para chamar a atenção. Se as pessoas de repente não respondem a este comportamento – literalmente virando "estátua" – o cão terá que tentar algo diferente para receber a atenção que ele tanto quer. Se as pessoas derem muita atenção ao cão como recompensa apenas quando ele estiver sentado – e rejeitar os pulos – então o cão começará a sentar para receber os agrados.

Mas, para isso se tornar verdadeiro, o treinador deve controlar os reforços. Se um comportamento em si é auto-recompensador ou recompensado pelo ambiente, a extinção falhará, a menos que o treinador possa oferecer uma recompensa melhor. Latir freqüentemente é um comportamento auto-recompensador. Esperar que o cão comece a latir quando alguém passar pelo portão para simplesmente deixá-lo chateado com o "reforço negativo" é algo fútil. Quando se estiver lidando com comportamentos auto-recompensadores ou que o ambiente recompensa, uma combinação de direção, reforços positivos e reforço negativo são soluções alternativas.

Comparação entre extinção e reforço negativo:
* Ambos diminuem a ocorrência de um comportamento.
* Reforço negativo é um ACONTECIMENTO – remove alguma coisa que causa o mau comportamento.
* Extinção é um NÃO ACONTECIMENTO. É falta de reforço. Neste caso você não pega algo bom para fortalecer o comportamento ou faz algo que reprima um comportamento. A extinção é algo que apenas "não deu certo" e não acontece a recompensa.
* Ambas são frustrantes para o aluno. O nível de frustração varia de cão para cão em situações específicas.
* A punição é uma maneira efetiva de se mudar um comportamento, mas mesmo quando usada corretamente, pode ter outros efeitos, como medo e agressividade. Na extinção não ocorrem esses "efeitos colaterais".
* A extinção leva o cão a mudar o seu comportamento – tentar de novo, tentar cada vez mais, tentar algo diferente. A punição, por outro lado, reprime um comportamento, levando o cão a fazer menos coisas, restringindo-as apenas àquelas que ele sabe que vai ganhar alguma coisa.
* A extinção pode causar uma diminuição no número de respostas. Mas, isso é mais comum de ocorrer se o número total de recompensas também diminuir, como quando o treinador coloca muitos critérios ou os aumenta muito rápido.
* A extinção só funciona quando o comportamento não é auto-recompensador para o cão.

Para saber mais: www.clickersolutions.com

segunda-feira, 19 de março de 2007

Qual a diferença?

Imagine alguém batendo em seu cão. O que você faria? Acharia engraçado? Acharia que ele não sente dor? Então, porque acha engraçado e divertido assistir aos rodeios, onde os animais sofrem, apanham, pulam de dor, quebram as patas e, no caso dos bezerros, a coluna? Qual a diferença?

O que você sentiria se alguém quisesse jogar ácido em seu cão, só pra ver o que acontece e se realmente ele é ácido? Você aceitaria? Então, porque aceita usar cosméticos que fazem testes em animais, sejam eles cães, gatos e coelhos, testes estes feitos sem anestésicos e que provocam dores extremas? Qual a diferença?

Desliga a TV quando aparecem cenas de animais caçando outros animais? Acha um absurdo comer-se carne de cachorro na China? Mas você já visitou um matadouro? Já viu as condições nas quais os animais ditos de “abate” (bois, porcos e aves) são mantidos, transportados e assassinados, ops, abatidos? Qual a diferença?

Você está com um filhotinho em casa. Procura mantê-lo sempre bem alimentado e vivendo em condições excelentes de higiene, além de lhe proporcionar exercícios e brincadeiras. O que você acharia de dar-lhe uma alimentação pobre, deixando-o anêmico e deixá-lo viver enclausurado durante boa parte da infância, sem ver a luz do sol e sem espaço sequer para se deitar? Um absurdo? Pois saiba que é isso que acontece com os bezerros destinados à produção de carne de vitela. Você está comendo a carne de um animal anêmico e que sofreu durante três longos meses, desde o dia do seu nascimento. Qual a diferença?

Você deixaria seu cão ser adestrado por alguém que batesse nele, usasse de violência para conseguir um simples “Senta” ou “Deita”? Então, por que vai a circos que têm animais, que são adestrados por meio de choques, pauladas, ficam dias sem comer, apenas para entreter o público? Qual a diferença?

Você gostaria que alguém pegasse seu cão, gato, ou até mesmo você, desse um choque para matar (o que na verdade só faz desmaiar) e tirasse a pele dele (ou sua) ainda vivo, sentindo todas as dores possíveis e imagináveis? Então, por que acha lindo um casaco de pele, que precisou de um número grande de animais mortos para ser feito (cerca de 70 raposas, se for de raposas, e mais de 120 coelhos, se for de coelho), animais que são esfolados ainda vivos? Qual a diferença?

O que você sentiria ao viver preso em uma jaula, sem companhia, sem nada para fazer, e com pessoas atirando pedras em você, gritando, batendo nas grades da jaula? Saiba que muitos animais vivem nestas condições: animais de zoológicos, de circo, de fazendas de pele, de fábricas de filhote, bois, porcos... Qual a diferença?

Por outro lado, gostaria de viver em um galpão, com luz 24h por dia, vivendo em um lugar com capacidade para cinco pessoas mas vivendo com cinqüenta, sendo pisoteado, um lugar super quente, estressado e sem conseguir dormir e sequer se mexer? As galinhas, perus, patos e outras aves vivem nestas condições, só para que você possa saborear uma deliciosa coxinha. Qual a diferença?

Você gostaria de, ao chegar numa certa idade, ou mesmo quando estivesse doente, momentos onde mais se precisa de carinho e de uma família, ser abandonado na rua? Então por que você faz isso ao seu cão ou gato quando ele chega na velhice? Eles sofrem tanto quanto você. Qual a diferença?

Você acha um absurdo castrar o seu animal, pois ele sentirá falta de sexo? Saiba que a maioria dos animais, cujos donos pensaram a mesma coisa, tiveram filhotes e, destes, a maioria se encontra no corredor da morte nos milhares de CCZs espalhados pelo país, morrendo muitas vezes de forma dolorosa, como em câmaras de gás ou a pauladas. E, destes animais, 40% a 50% são cães de raça. Você já imaginou que um filhote da sua linda cadela pode vir a para em um destes “agradáveis” lugares? Gostaria que isso acontecesse? Qual a diferença entre ele e um outro?

Uma criança de um ano é menos inteligente que um cão, um boi ou até mesmo um porco. Você a comeria? Por que não? Qual a diferença?

Você acaricia um cão, mas come um boi. Por que ama um e come outro? Qual a diferença?

Muitos acham que os animais foram feitos para nós, mas isto não é verdade. Seria o mesmo que achar que as mulheres foram feitas para os homens, ou que os negros foram feitos para os brancos. Não deixa de ser um pensamento especista (como o primeiro é sexista e o segundo, racista). Os animais sofrem, sim, e muitas vezes até mais que nós, pois seus sentidos são mais aguçados. A única diferença, é que eles não conseguem falar. Mas, será mesmo necessário que eles tenham que falar para que entendamos o quanto sofrem? Quem já olhou nos olhos de um animal que está no matadouro? Nos olhos de um cão abandonado? De um animal machucado? De um animal enjaulado? Uma imagem vale mais do que mil palavras, e os animais se expressam através de imagens. Nós é que não as compreendemos. E ainda qualificamos os animais de irracionais. Justamente pelo fato de não os compreendermos. E tudo aquilo que não compreendemos, tendemos a destruir.

Prova disso é a enorme quantidade de animais ameaçados extinção, a produção em massa de carne animal, alimento esse dispensável aos humanos, que em sua essência, não são classificados como carnívoros (basta ter a curiosidade de olhar em um livro de Zoologia e ver que não somos carnívoros), a produção de pele e couro, totalmente inúteis e supérfluas ao nosso bem-estar. Por que fazemos tudo isso? Porque nos falta um sentimento: compaixão. A compaixão não é ter apenas dó, mas sim se colocar no lugar de, e fazer algo que faça a diferença, em prol daquele ao qual tivemos compaixão.

Nós temos a inteligência, mas a usamos em malefício do próximo, seja humano ou animal. Inventamos inúmeras coisas ótimas, mas também outras que visam a destruição. Outras, que visam apenas o paladar de pessoas que se dizem “chiques”, mas que na verdade são fúteis e cruéis. É o caso da produção de vitela e patê de fígado de ganso.

Usamos nossa inteligência para abusar dos animais. Não há nada de diferente na criação deles hoje com o holocausto da Segunda Grande Guerra Mundial. Onde está o nosso coração, nossos sentimentos? Nos preocupamos somente com nós mesmos, o que é uma lástima.

Meu sonho é viver em uma sociedade onde haja RESPEITO e AMOR, um complementando o outro. Só assim viveremos em uma sociedade justa, uns ajudando os outros. E não falo apenas pelos animais, mas também pelos humanos. A minha luta é pelos animais; isto não quer dizer que eu despreze os humanos.

Será que meu sonho é uma utopia? Deus queira que não; e eu luto para que se torne uma realidade.

Uma frase me marcou muito: “Na relação homem x animal, nós somos aqueles que mais têm dívidas”. Não me lembro quem a disse, nem onde a ouvi, mas é a mais pura verdade. Pense nisso!

Por Fúlvia Zepilho de Andrade

segunda-feira, 5 de março de 2007

Alguns Conselhos Para Promover o Vegetarianismo

Alguns conselhos para promover o vegetarianismo e o veganismo http://www.veganoutreach.org/advocacy/conseils.html
Tradução e adaptação do artigo Tips for promoting Veganism traduzido por Laurent Dervaux.

COLOCAR-SE NO LUGAR DO OUTRO
Para promover de forma eficaz o vegetarianismo, temos que concentrar nossos esforços em :
· Informar o público com documentos credíveis, convincentes e objetivos.
· Responder perguntas objetivas
· Fornecer documentos às escolas
· Fazer campanhas com folhetos para obtermos refeições vegetarianas nos estabelecimentos públicos e demais refeitórios.
· Colaborar com os produtores para que possam existir mais pratos vegetarianos
· Fornecer às pessoas uma lista de restaurantes vegetarianos ou que proponham alternativas vegetarianas.

A experiência nos mostrou que a maneira mais eficaz de aumentarmos o número de vegetarianos é através da informação do público feita de forma construtiva e compreensiva, em vez de criarmos uma atmosfera de confronto . Colocar-se à disposição das pessoas implica paciência e habilidade e pode ser frustrante, mas vale a pena.A necessidade de divulgar informações é evidente quando compreendemos que a maior parte das pessoas não enxerga o vegetarianismo assim como nós o vemos. A maioria o enxerga como uma privação de seus alimentos preferidos, alimentos que acreditam serem necessários para se sentirem satisfeitos e sadios. Desde crianças aprenderam que comer produtos de origem animal era bom e necessário. Então é preciso que lhes forneçamos novas informações de maneira que vejam as coisas de forma diferente sem entretanto lhes colocar em uma atitude defensiva.
Além de terem que renunciar a seus alimentos preferidos, existe um outro obstáculo que dificulta a aceitação e a prática do vegetarianismo. Este obstáculo vem do fato das pessoas não quererem encarar as implicações morais da alimentação carnívora.
Recusar comer os animais, não é apenas reconhecer que estávamos errados no passado, é também mostrar implicitamente à família, aos amigos e aos colegas que isto não é correto. Essa atitude defensiva é bem compreensível e levanta um problema cuja solução não é fácil.

IDÉIAS
É preciso passar uma impressão positiva e forte do vegetarianismo, defendendo-o de maneira hábil para que ele seja bem percebido pelo público. O simples fato de ser um vegetariano auto-confiante e que se exprime bem é suficiente para induzir as pessoas a falarem sobre o tema.
Idéias que podem levar as pessoas a se informarem sobre o vegetarianismo :
· Colocar uma observação que mostra que você é vegetariano em seu endereço e-mail ou na assinatura abaixo dos emails. Algumas pessoas também incluem um link para um site web vegetariano ou uma citação célebre na assinatura de seus emails.
· Usar roupas onde apareça a palavra “Vegetariano” – pode proporcionar a ocasião de promover o vegetarianismo e de fornecer documentos às pessoas que perguntam sobre as roupas.
· Escrever artigos e cartas às revistas, jornais, inclusive aos endereços de outros grupos locais (pacifistas, ecologistas). Em vez de recitar de cor uma lista de argumentos, conte uma história para os leitores, algo que lhes permita fazer uma identificação com você. È pouco provável que, de cara, vários leitores se tornem vegetarianos, mas um texto que leve as pessoas à refletirem contribui para destruir as barreiras da resistência e da negação.
· Propor uma conferência ou um debate sobre o vegetarianismo ou os animais e a ética. As Igrejas, as universidades e os centros municipais que propõem freqüentemente séries de conferências e debates, procuram sempre palestrantes. Associações maiores podem fornecer o material necessário.
· Divulgar documentários
Para um grande número de pessoas, podemos alugar aparelhos de televisão. vídeo e salas.

· Deixar os documentos visíveis
Como por exemplo panfletos pregados em sua porta ou deixados em lojas de produtos naturais, restaurantes, bibliotecas, etc. Na internet podemos encontrar posters que podemos copiar e imprimir e que convém perfeitamente pregados em um grande quadro de aviso das universidades.

· Propor comida vegetariana.
Parece algo lógico, mas não é. Já caímos em várias armadilhas no passado e essas situações afastaram as pessoas da comida vegetariana. Uma armadilha é a de se servir pratos muito leves, o que confirma para as pessoas o preconceito de que a comida vegetariana não satisfaz e tem pouco sabor. Outra armadilha são os alimentos que têm “o mesmo gosto” do que a carne. Na maioria das vezes, isso é falso, pois o gosto é bem diferente. Último problema: servir pratos exóticos que sejam muito temperados ou estranhos demais para quem os prove. Aconselhamos então que vocês sirvam pratos fáceis de serem preparados, à base de alimentos simples (massas, batatas, feijões e leguminosas) acompanhados com diferentes tipos de molhos, por exemplo, uma entrada de houmous (pasta de grão de bico com tahini e limão). Se você servir alimentos parecidos com a carne (proteína de soja texturizada, seitan), sirva-os com temperos normais (mostarda, pepino em conserva, etc).

· Criar ou afiliar-se a um grupo local de vegetarianos
A liberação animal faz progressos graças à distribuição de grande quantidade de panfletos, graças a associações que são bem visíveis, que possuem muitos membros e que operam localmente. Algumas pessoas lerão um panfleto sobre o vegetarianismo, depois se tornarão vegetarianas por conta própria, mas a maioria das pessoas precisará de uma estrutura que as apóie, que lhes aconselhe sobre a compra de certos alimentos, de listas de restaurantes vegetarianos, de informações e referências nutricionais. Com certeza este grupo deverá responder artigos estúpidos que serão publicados, deverá tentar fazer palestras em escolas e clubes, dar cursos de culinária, colaborar localmente com as escolas e restaurantes para aumentar o número de opções vegetarianas, apoiar os estudantes que hesitem em colocar um logotipo “vegetariano” em suas roupas, etc. Há tanta coisa que um grupo local pode fazer... Para obter mais informações sobre a criação de um grupo local, entre em contato com as grandes associações ou leia o guia VUNA na internet.

· Distribuir folhetos
Em vez de fazer uma manifestação, os militantes (ou mesmo uma só pessoa, o que promove ganho de tempo para o grupo) pode ir até uma universidade (uma feira, um mercado ou algum outro evento) e propor folhetos (ou uma mesa informativa com documentos). Mesmo se este tipo de ação não traz uma vitória imediata, provoca impactos que fazem a liberação animal progredir. De que outra maneira podemos empregar eficazmente uma hora de nosso tempo?

COMO COMUNICAR
Saber comunicar de forma a levar as pessoas a refletirem não é algo que se aprende de um dia para outro. Ao longo dos anos, aprendemos a evitar um certo número de inconvenientes e entrevermos outras possibilidades.Normalmente as pessoas não reagem bem à comunicação unidirecional, nossa em direção a elas. Por exemplo, alguns militantes têm a tendência de fazerem de tudo para tentarem convencer os outros, isso lhes faz passar por fanáticos religiosos. Do mesmo modo, quando os militantes dão a impressão que tentam converter, as pessoas resistem.Um militante nos contou o que funcionou para ele: “entrei para a universidade há cerca de um ano. Duas vezes por semana eu usava minha camiseta e meu pullover que continham a palavra “Vegan”. Durante meses a fio apenas algumas pessoas fizeram observações, depois, pouco a pouco, outras pessoas passaram a me perguntar sobre o veganismo. Eu tento não enchê-las de informações mas ofereço-lhes um panfleto ou um folder maior quando isso é possível. Alguns fazem piadinhas sobre a carne, eu respondo com um sorriso e tento não me mostrar chateado. Se desejamos que as pessoas se tornem vegetarianas, devemos criar ocasiões nas quais o vegetarianismo suscite a curiosidade e não pareça algo fora de mão. É necessário que saibamos demonstrar inteligência, doçura, racionalidade, que nos mostremos como pessoas que desejaríamos ter como amigos, que desejaríamos conhecer e com as quais gostaríamos de parecer.

É difícil ficar calmo quando as pessoas caçoam de nós ou dos animais que são comidos. Mas devemos ter em mente que o mais importante é a difusão e o aumento do vegetarianismo, não a proteção de nossos egos; por isso devemos sempre responder de forma cordial propondo informações pertinentes.
Quando conversamos com uma pessoa verdadeiramente franca e sincera, devemos escutar tudo e responder da mesma forma, com honestidade. Mesmo que tenhamos uma convicção forte, devemos, todavia, reconhecer que também temos limites.
Visto que a civilização humana foi construída sobre a exploração dos humanos e dos animais, o mundo no qual vivemos traz em si uma certa ambigüidade moral. Você pode dizer, por exemplo: “Não ambiciono ter todas as respostas à pergunta Como devemos viver? Mas sei que os animais sofrem nas fazendas industriais e nos abatedouros e penso que devemos fazer o máximo para evitarmos contribuir com estes sofrimentos”.Os graus de abstinência
Podemos apresentar o veganismo de duas formas diferentes. A primeira, indicando que um vegan deve sempre pesquisar todos os ingredientes de origem animal nos produtos que compra e se abster daqueles que tiverem a mínima porcentagem deles.
A segunda atitude consiste a apresentar o veganismo dizendo que um vegan não deve se estressar constantemente para evitar todos os sub produtos de origem animal.

ARGUMENTOS ESPECÍFICOS
Antes, precisávamos de discutir sobre tudo com as pessoas, sempre com a tendência de termos um argumento a cada uma de suas objeções contra o veganismo, e assim a conversa ia até os hábitos alimentares de Jesus ou do avô carnívoro que morreu com 102 anos, ou ainda os esquimós que encalharam em uma ilha deserta ou o caso do coração de um porco que salvou um menino.
Face a estas questões, é muito difícil segurar sua língua, não dar uma resposta irônica, malvada ou racional. Mas não se trata de ganharmos um jogo, cada argumento sólido não vale um ponto. Nosso papel é o de levarmos as pessoas a mostrarem compaixão e devemos por isso sermos conscientes e respeitarmos suas motivações, seus medos, seus desejos e suas fraquezas. Devemos sempre direcionar a discussão ao fato que comer os animais causa sofrimentos e que cada um de nós pode evitar contribuir com esses sofrimentos.
Freqüentemente as pessoas usam a religião para justificarem o fato de matar os animais para comê-los. Alguns vegetarianos respondem a este argumento dizendo que Jesus era vegetariano. Mesmo se alguns dados históricos fazem crer que Jesus foi membro de uma seita vegetariana, a maioria das pessoas não acreditará nisso pois é algo que entra em contradição com toda sua vida religiosa e devotada. Utilizar este argumento nos faz passar por pessoas prontas a dizerem tudo para ganhar nossa causa, ou pessoas ainda cheias de ilusões.

Uma resposta poderia ser: “Você acha que Deus te puniria pelo fato de você não comer os animais? E se você fosse alérgico à carne?” depois, refira-se novamente ao fato que os animais também sofrem e querem viver. “Porque temos tantos alimentos na terra, comer carne é algo desnecessário. Podemos colocar em prática nossa compaixão, que Deus, segundo numerosas pessoas dizem, nos deu, e escolhermos um alimento que não faça nenhum ser sofrer”.

Vários militantes nos perguntam o que devem responder quando as pessoas falam sobre a criação de animais ao ar livre. Aconselhamos que você insista que as criações de animais do tipo “tradicional” não são controladas de forma rígida para que o bem estar dos animais possa ser assegurado, e também insista no fato dos abatedouros serem um lugar de violência e sofrimento para os animais. Enquanto os animais forem vistos como meros objetos de consumo, podemos esperar que sejam maltratados.

Até as pessoas que dizem “eu não poderia viver sem comer carne” podem ter vontade de saber um pouco mais sobre o vegetarianismo quando nós tentamos compreender o que essas pessoas sentem. Pode ser algo muito difícil para os que são vegans há muitos anos, para quem comer vegetais é algo tão fácil e se tornou um hábito natural. Pode ser difícil para essas pessoas se lembrarem como o vegetarianismo pode soar para alguém que baseia sua alimentação no consumo de produtos animais. Respondemos que “a maioria dos que hoje em dia são vegetarianos ou vegans, um dia também sentiram que nunca poderiam parar de comer carne (dê um exemplo pessoal)... alguns reduzem pouco a pouco os produtos animais, parando de comer presunto no café da manhã, logo depois parando de comê-lo no almoço e, depois, no jantar. Talvez mais tarde possa parar também todos os outros produtos de origem animal. Quanto menos consumirmos os produtos oriundos dos animais, menos os animais sofrerão.

Erik Marcus aborda bem o problema em seu livro Vegan : The New Ethics of Eating :
"Quando comecei a me interessar pelo vegetarianismo e pelo veganismo, escolhi descobrir receitas de outros países ou um novo tipo de alimento a cada semana. Na primeira semana descobri a cozinha indiana, na outra, um cereal estranho chamado “quinoa”. A cozinha tailandesa, a do Oriente Médio, o seitan, o levedo de cerveja. Em pouco tempo meu cardápio estava mais variado e rico em diversidade e sabor do que o antigo, quando comia carne”.
· Depois de termos vencido várias etapas, esperamos muito dos outros
Um vegetariano recente geralmente tenta discutir suas idéias novas com os outros, e fica surpreso com sua família e seus amigos que geralmente opõem uma certa resistência a estas novas idéias e também reagem com raiva ou ridicularizando-as. Adicionado a este fato, a maior parte dos vegetarianos vê os comedores de carne como pessoas que apóiam uma certa forma de crueldade e passam a desenvolver contra os onívoros um sentimento próximo ao ódio.
Efetivamente, para o vegetariano parece ser quase um dever evitar os onívoros e boicotar toda reunião onde haja carne.
Muitos de nós passamos por essa fase e muitos vegetarianos antigos lamentam por terem cedido à raiva e à indignação no início.

Entretanto, para mudarmos a forma como a sociedade trata os animais, é preciso que a compaixão que sentimos por eles transpareça através da dor que sentimos face à exploração que sofrem. As pessoas apenas se interessarão ao vegetarianismo se nos fizermos respeitar e admirar, em vez de nos considerarem como frios e moralizadores.Esperamos que os outros reajam exatamente como nós. Daí vem a grande dificuldade que temos em nos manter amáveis e dóceis. Devemos realmente compreender os outros, lhes dar tempo para administrarem suas próprias situações, em vez de envenenarmos os relacionamentos, fazermos inimigos e alimentarmos o esteriótipo do vegetariano extremista e agressivo.

Mesmo que seja difícil, é, com certeza, preferível tanto em nossos relacionamentos com os outros quanto para a nossa boa saúde mental, que não esperemos muito das pessoas. O que não significa que o sofrimento animal deva ser esquecido. É importante dizer honestamente o que você sente. Enquanto mantermos a amabilidade e a tolerância, nosso exemplo durável de vegetariano, combinado com as informações que passamos, torna-se uma força positiva para as pessoas.

Se desejamos que as pessoas compreendam, respeitem e se identifiquem com os animais, devemos ter esse mesmo comportamento com aqueles com quem conversamos.

Mesmo se várias informações disponíveis atualmente não estejam atualizadas ou estejamos mal documentados, podemos encontrar outros documentos para nos ajudar a melhor conhecermos todos os pontos que possam ser abordados, por exemplo os documentos das sociedades vegetarianas acessíveis pela internet.Além disso, ninguém precisa ser uma enciclopédia viva. As razões mais simples para se tornar vegetariano são, geralmente, as mais persuasivas: “Eu não gosto de sofrer e, por essa razão, não quero que os animais sofram”.

Há várias maneiras de abordar a situação dos animais não-humanos. Nos Estados Unidos, alguns acentuam as noções de justiça e de direitos, que convém bem aos ideais americanos. Os que se referem aos direitos dos animais referindo-se à noção moral do que é justo, mostram às pessoas, que acreditam neste mesmo ideal, que a noção de justiça deve também incluir os animais não-humanos. Outros se apóiam na necessidade de ajudar os outros, de cuidar dos outros, e falam de compaixão, de dor, do horror sentido face aos sofrimentos dos animais.

Vendo como as pessoas reagem quando respondem às nossas perguntas, podemos decidir que que tipo de argumento usaremos : ética ou compaixão. Claro que várias pessoas dão importância aos dois (a moral e a compaixão).

As pessoas detestam a injustiça pois causa o sofrimento de vítimas inocentes. Você pode dizer então: “Muitos crêem que a compaixão e o ideal de um mundo mais justo devam governar nossas relações com os animais”. As pessoas procuram ser lógicas, no que concerne suas idéias. Mostre-lhes que a preocupação com o sofrimento dos animais e a preocupação com o que é moralmente justo conduz a recusarmos explorar os animais.

OBSERVAÇÕES FINAIS
A evolução moral e espiritual que buscamos precisa de tempo e paciência para ser realizada.

O combate pela paz e pela justiça é tão velho quanto a humanidade. Para sermos capazes de militarmos até o fim de nossos dias, devemos também cuidar de nós fisicamente, emocionalmente e espiritualmente.

quinta-feira, 1 de março de 2007

A importância das Brincadeiras

Assim como brincar e se divertir torna nossa vida menos estressante, o mesmo acontece com os cães. Na verdade, incorporar brincadeiras na rotina diária do cão é vital para que ele desenvolva uma personalidade saudável e amorosa.

Brincar é importante por muitas outras razões:

· Melhora a saúde física do cão. Brincadeiras ajudam a manter o coração do cão saudável, mantém as articulações lubrificadas e melhoram sua coordenação.

· Saúde mental. Jogos com regras forçam o cão a usar o cérebro, não apenas o corpo.

· Desenvolve habilidades sociais. Quando seu cão brinca com outros cães e pessoas, ajuda a melhorar suas habilidades sociais.

· Aumenta sua ligação com seu cão. Mesmo que seja por poucos minutos por dia, brincar com seu cão ajuda a fortalecer os laços entre vocês.

· Melhora sua saúde. Quer maneira melhor de aliviar o estresse de um dia agitado no trabalho e praticar um pouco de exercício que voltar para casa e brincar com seu cão?

Como brincar com seu cão
Existem maneiras certas – e erradas – de brincar. A coisa mais importante para lembrar é que você é o chefe. Você decide quais serão as brincadeiras e estabelece as regras. Isto ajuda a estabelecê-lo como líder. Também ajuda a evitar que seu cão fique muito excitado e fora de controle enquanto brinca. Se seu cão se torna difícil de lidar, simplesmente pare a brincadeira até que ele se acalme.

Quando você ensina um novo jogo ao cão, use muitas recompensas quando ele o fizer direitinho.
Lembre-se: as recompensas não precisam ser apenas petiscos – você também pode recompensá-lo com seu brinquedo favorito, carinhos e elogios.

Quando você começa a ensinar um novo jogo, faça-o de forma simples e aumente a dificuldade dele aos poucos, até que o cão entenda completamente as regras do jogo. Além disso, espere que ele entenda completamente um jogo antes de ensiná-lo outro, senão, ele vai ficar super confuso.

Dicas para a hora da brincadeira
· Evite jogos de luta, que encorajam o cão a morder e/ou mostrar um comportamento agressivo.

· Tenha o controle sobre o jogo o tempo todo. Mostre ao cão que você é o líder, não outro cão. Brincar de buscar objetos ensina esse controle.

· Não inclua seu corpo ou roupas como parte das brincadeiras.

· Incorpore comandos como “Senta”, “Deita” e “Fica” em todas as brincadeiras.

· Você decide quando é hora de parar. A melhor hora pra parar a brincadeira é quando seu cão ainda está com vontade de brincar.

· Se, por alguma razão, o cão parece não entender o jogo em algum ponto, volte para o início dele ou simplesmente tente de novo alguns dias depois. Não fique nervoso se ele não estiver entendendo – é só um jogo!
http://www.pedigree.com/dogsandpuppies/adult+dogs/behavior/fun+with+dogs/dogknows_importanceofplay.asp
A importância das brincadeiras e do exercício para a saúde e longevidade do cão

Brincadeiras e exercícios mantém o sistema respiratório e circulatório do seu cão em boa saúde. Ajuda a controlar a obesidade, mantém a musculatura definida e as articulações flexíveis. Também gasta energia, alivia o tédio e mantém a mente dele ativa. Os exercícios são especialmente importantes em animais idosos; embora suas habilidades podem variar, dependendo de sua saúde. Melhor de tudo, quanto mais tempo você passa com seu cão, melhor é a ligação entre vocês e, consequentemente, melhora a relação. O ideal é brincar e exercitar o cão todos os dias.

Quando devo começar a exercitar meu cão?
O melhor é começar quando ele é novo. Mas, não importa a idade dele, o exercício é benéfico.

· Filhotes – até a 7ª semana, os filhotes não respondem às brincadeiras, pois ainda estão aprendendo a se mover, andar e socializar. A partir da 7ª ou 8ª semana, você pode começar a lhe dar brinquedos simples, para que ele os investigue e brinque com eles. Já para os gatos, não é indicado brincar com eles quando têm menos de 4 semanas de vida. Durante o primeiro mês eles dormem e mamam a maior parte do tempo, para crescer. Assim que ele tiver pelo menos um mês, você pode apresentá-lo às brincadeiras.

· Animais mais velhos precisam começar devagar no programa de exercícios. É recomendável levá-lo ao veterinário, para exames que verifiquem se seu cão (ou gato) está saudável e pronto para começar os exercícios e brincadeiras. Uma boa maneira de deixar seu cão animado com os exercícios é incorporá-lo às brincadeiras.

Fique de olho neles!
· Fique de olho para ver se ele não está se super exercitando ou se está com dor. Se você notar algum sinal, dê uma pausa e, se isso não ajudar, pare. Leve-o ao veterinário se o problema continuar.

· Mantê-lo bem alimentado e com água fresca e limpa disponível é importante. Certifique-se de que há água suficiente para ele.

· Fique de olho em sinais de super aquecimento: ofegar demais, salivar, gengivas vermelhas, batimentos cardíacos rápidos, vômitos, diarréias e fraqueza. Se você acha que ele está super aquecendo, pare e resfrie-o com água fresca.

Como brincar e se exercitar com seu cão
· Cães adoram correr e pegar coisas, então é fácil dar-lhes o exercício que precisam. Um jogo de “pegar a bolinha” (ou qualquer outro objeto que ele goste), diário e por quinze minutos é o suficiente para deixá-lo feliz e cansado, principalmente se petiscos estiverem envolvidos.

· O cabo-de-guerra é um bom jogo também, mas é importante manter regras em jogos como esses, para que ninguém se machuque.

· Se o seu cão ama a água, tente fazê-lo pegar objetos jogados na água. É muito divertido, principalmente em dias quentes, além de manter o cão refrescado.

. Se você quer começar um plano de exercício, por que não tenta com seu cão? Eles adoram correr e são a perfeita desculpa para que você saia e se exercite! Lembre-se de começar devagar, começando com uma caminhada leve, seguida de uma corrida e terminando com mais uma caminhada leve.
http://www.entirelypets.com/pl.html

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

Desidratação

A desidratação é um dos quadros clínicos mais comuns na medicina veterinária, pois são muitas as doenças que podem causar perdas excessivas de líquidos ou diminuição do consumo de água.
A massa total de água nos mamíferos varia muito conforme a idade. Os animais jovens possuem entre 70% e 80% do peso vivo em água, enquanto os adultos têm entre 60% e 65%.

Causas de desidratação
São variadas as causas que levam à desidratação, e podem ser divididas em dois grandes grupos: as que causam diminuição de consumo (como por exemplo, ausência de consumo alimentar, doenças sistêmicas que inibem os centros de apetite e sede, e também a privação de água) e as que causam excesso de perdas (urina em excesso - poliúria, distúrbios gastrintestinais - estômago e intestino - como vômitos e diarréias, respiração ofegante, salivação excessiva, alterações de pele como queimaduras, entre outros).

Os sinais clínicos de desidratação ocorrem quando há perda de peso da ordem de 5 a 8%, enquanto perdas de 10 a 15% resultam, normalmente, em choque.
Os sinais clínicos mais utilizados para estimar o grau de desidratação são a elasticidade da pele, hidratação da córnea e cavidade oral, pressão ocular, tempo de preenchimento capilar, entre outros.

Tabela: Grau de desidratação e sinais clínicos normalmente presentes.
até 5% - Sem sinais.
5% - Leve inelasticidade da pele, mucosa seca, urina concentrada, cansa fácil.
6 - 8% - Pele sem elasticidade, Tempo de preenchimento capilar acima de 3 segundos, olho profundo, mucosa oral viscosa e seca, conjuntiva congesta e seca, urina concentrada.
10 - 12% - Pele severamente inelástica, TPC acima de 3 segundos, olho profundo na órbita, mucosa pálida, pulso rápido e fraco, contração muscular involuntária , depressão.
12 - 15% - Choque e morte iminente.

Fluidoterapia
A fluidoterapia é o que comumente chamamos de “soro”. Ela é geralmente necessária para a correção da desidratação ou para a manutenção da hidratação em animais que não estão se alimentando e/ou bebendo água. A fluidoterapia pode também ser utilizada para manutenção do acesso vascular para administração de medicamentos ou durante a cirurgia. Desequilíbrios hidroeletrolíticos (da água e eletrólitos do corpo) ocorrem em várias situações clínicas em animais domésticos, já citadas acima. Em animais de grande porte, as condições clínicas mais comuns que requerem fluidoterapia são diarréias, choque, síndrome cólica, desidratação após exercícios físicos extenuantes sob condições climáticas adversas, desequilíbrios metabólicos, obstrução ou ruptura esofágica e doenças renais.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANDRADE, Silvia Franco. Manual de Terapêutica Veterinária, 2º edição, Editora Roca LTDA, São Paulo, 2002. Pág. 478 a 491.
DIBARTOLA, S.P. Introduction to fluid therapy. In: DIBARTOLA, S.P. Fluid Therapy in Small Animal
Practice. 2.ed. Philadelphia, W.B. Saunders, 2000. cap. 9, p. 189-210

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

A Carne é Fraca


Oi pessoal =)


Esse blog, dedicado aos animais, também é dedicado àqueles vistos como alimento. Segue o link do vídeo A Carne é Fraca, onde não fala apenas sobre o que já sabemos: crueldade nos matadouros e granjas, mas também do prejuízo que é, para a saúde, o meio ambiente e para as pessoas, a indústria da carne no Brasil e no mundo. Esse vídeo foi feito pelo Instituto Nina Rosa (www.institutonirarosa.org.br) e conta com a participação de várias pessoas, inclusive médicos e jornalistas, é um vídeo totalmente brasileiro, com as nossas realidades.




Não se assustem: continuearemos com dicas sobre saúde, comportamento, adestramento e matérias sobre raças, mas também dedicaremos um espaço à defesa animal, pois eles merecem!

sábado, 10 de fevereiro de 2007

Adestrando com Sucesso


Um bom adestramento tem um papel importanto em assegurar um relacionamento saudável e feliz entre você e seu filhote. Através dele, o filhote aprende a entender o que você espera dele e a estar melhor "equipado" para se adequar ao ambiente onde vive. O adestramento também ajuda você a entender o comportamento do seu filhote e em como se comunicar melhor com ele - o que resulta em um relacionamento mais recompensador.


Cada filhote é diferente. Você verá que o filhote vai começar a entender ao quê ele responde e as sessões de adestramento devem ser feitas de acordo com o aprendizado. Abaixo, algumas dicas que deixam o adestramento mais fácil e efetivo.


Comece cedo

Você deve começar a adestrar ao filhote alguns comandos básicos o mais cedo possível. Para o treinamento ter benefícios, ele deve primeiro ser capaz de responder ao seu nome.


Uma vez que o filhote tenha completado a vacinação, você pode levá-lo para pequenos passeios. Mantenha-o sob controle quando estiver em um lugar público e, para isso, uma coleira e guia são essenciais. Apresente-o à coleira e guia e deixe que ele se acostume a usá-las antes de levá-lo para o primeiro passeio.


Assim que ele se acostumar, você pode dar início ao adestramento básico. Todos os membros da família devem estar envolvidos no programa de adestramento. Use palavras curtas para os comandos, com vogais que sejam claramente diferentes.


Consistência

Seu comportamento tem um impacto direto no comportamento do filhote. Se as suas regras mudam constantemente o filhote pode ficar confuso e se comportar de maneira imprópria. Certifique-se também que todos na casa dão ao cão a mesma mensagem que você. Por exemplo, o filhote ficará confuso se for permitido sentar no sofá enquanto você assiste TV mas for repreendido por pular no sofá para sentar ao lado da visita. Todos na casa devem seguir as regras que foram estabelecidas para o filhote.


Matricule-o em uma aula de obediência

Considere matricular o filhote em uma aula de obediência. Feita por profissionais experientes, estas aulas lhe ensinarão a como adestrar o filhote da melhor maneira. Estas aulas podem ser feitas em grupos ou individuais. Um benefício das aulas em grupo é que expõe o filhote a outros filhotes, o que ajuda na boa socialização. Lembre-se, as lições aprendidas nas aulas devem ser reforçadas em casa.


Como achar uma boa escola de obediência:

Pergunte. Seu veterinário, o criador de onde você comprou o filhote ou o abrigo de animais podem lhe indicar uma boa escola.


Observe ao menos dois ou três instrutores ou aulas antes de se decidir. Converse com o potencial instrutor de obediência antes de tomar a decisão para se assegurar que você concorda com a filosofia de adestramento usada.


Torne o adestramento alegre e recompensador

Se o adestramento for divertido o filhote responderá melhor. Recompense-o com carinhos e elogios, e um petisco se você desejar, para que ele saiba que respondeu aos comandos corretamente. Não o puna por não ter obedecido a um comando - simplesmente ignore-o. Se for punido, ele associará o comando com punição e dificilmente responderá a ele.


Ambos, você e o filhote, precisam estar dispostos para treinar. Se você estiver cansado ou não se sentir bem, é melhor remarcar a aula. Mantenha as lições curtas - cinco a dez minutos são suficientes - mas tente fazê-las todos os dias. Sempre termine a sessão de forma positiva, pedindo que o filhote faça um comando que você tenha certeza que ele saiba e obedecerá no ato.

A Linguagem Corporal Importa


Fácil pensar que o cão entende tudo o que dizemos. Afinal de contas, parece que ele "nos entende". Mas a verdade é que os cães não tem o centro da fala no cérebro. Eles interpretam os gestos, ou seja, a linguagem corporal, para entender outros cães e também seus donos.

O que a minha linguagem corporal quer dizer? Como posso me comunicar de maneira mais eficiente com meu cão?

Evite Mensagens Erradas
Os cães se confundem facilmente quando nossas palavras e tom de voz não combinam. Por exemplo, se você briga com o cachorro em um tom alegre, ele interpretará sua bronca como um elogio. Você precisa usar diferentes expressões e tons de voz para situações diferentes e mantê-los de forma consistente. Evite também dar comandos em um tom de voz interrogativo. Isto comunica ao cão que você está inseguro e não sabe exatamente o que quer que ele faça. Ele não sabe como interpretar seu comando e não fará nada.

O Poder da Postura
A resposta do cão à sua postura depende do relacionamento entre vocês. Por exemplo, se você se mostra superior ao cão dominante, colocando a mão sobre ele, se encostando nele, ele pode ver isso como desafio. Um cão submisso pode urinar. Por outro lado, deitar no chão ao lado do seu cão e deixar que ele sente no sofá ou no seu colo, é um sinal de igualdade social. Sua posição relativa ao cão medroso ou ansioso é tão poderosa que mesmo a menor mudança pode causar um grande efeito. Exemplo, você senta perto do cão, ele se sentirá menos ameaçado e se aproximará de você. Se você ficar parado em pé, ele vai se afastar. Se você se ajoelha, o cão também se aproxima.

O Rosto Importa
O cão também interpreta nossa expressão facial. O sorriso, por exemplo, é universalmente interpretado como um sinal positivo. Do mesmo jeito, uma cara feia diz que algo ruim está para acontecer. O contato visual também tem um grande papel na comunicação não-verbal. Olhar para um cão, de propósito ou não, é um sinal de confronto. Seu cão irá naturalmente desviar o olhar, a menos que tenha sido treinado para manter contato visual.

sábado, 3 de fevereiro de 2007

Abra a boca....

Quando foi a última vez que você olhou dentro da boca do seu cão? Não só uma olhadinha rápida, mas uma inspeção do palato (céu da boca), gengiva e as partes rosadas (mucosas) da boca.

Se você diz: "Eu nunca pensei em fazer isso", atenção: 1 a cada 20 cães com tumores orais apresentam, no início, lesões na boca. Estas lesões geralmente passam despercebidas porque raramente procuramos por sinais de doença, como descoloração ou qualquer feridinha. A demora na detecção torna os tumores orais difíceis de tratar, então, o melhor a fazer é checar a boca do cão quando for escovar os dentes dele (que, aliás, é uma necessidade!).

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

O que é um Bom Criador?

Um criador é uma pessoa que tem dois cães do sexo oposto e produz filhotes. Simples assim. O termo “criador” não implica, necessariamente, nenhuma qualidade especial à pessoa como, conhecimento sobre a raça, sua habilidade de avaliar cães, de escolher cães bons ou outra coisa. Se você tem dois cães, eles acasalam e você é responsável, então você é um “criador”. É a mesma definição de todas aquelas pessoas que abastecem as pet shops e tornam as fábricas de filhote uma realidade.

O que faz uma pessoa ser um “Bom Criador”? Esta é a questão. Significa que você deve manter um filhote de cada ninhada? Não. Significa que você deve ter padreador e matriz campeões? Não. Significa que você deve produzir uma ninhada a cada 5 anos? Não. Você deve ser membro de um clube da raça? Não. Você deve planejar cuidadosamente cada ninhada... não, nem mesmo isso.

Você deve conhecer a sua raça (não é válido para Schnudles, Cockapoo, Labradoodles etc, que as pessoas vendem caro e não são de raça pura). Não significa que você deva participar de uma competição e fechar o campeonato e nem ir a várias exposições. Significa que você deve estar envolvido com a raça por mais de 6 meses (ou mesmo alguns anos) antes de criar, deve conhecer pessoas que criam a raça, aprender sobre as diferentes linhas de sangue, se familiarizar com a função da raça e mais importante de tudo, aprender sobre problemas de saúde e temperamento que possam acometer a raça. Bons criadores não sabem tudo e eles sabem que não sabem tudo. Eles aprendem com cada ninhada e QUEREM aprender com cada uma delas.

Bons criadores fazem exames de saúde em seus cães e não acasalam cães portadores de doenças que possam ser transmissíveis (como displasia, por exemplo). Bons criadores educam os novos donos a respeito do que pode estar no pedigree dos filhotes, como doenças, e acasalam cães saudáveis. São interessados e abertos.

Ser um bom criador significa que você tem um carinho especial por cada filhote nascido em seu canil. Você cria um ser vivo e pensante que merece a melhor vida que pode ter na Terra. Isso não quer dizer que você tenha que levá-lo a uma exposição ou colocá-lo para trabalhar. Significa que eles vivem em lares onde são amados e considerados membros da família, com suas qualidades individuais, como um cão amável. Nenhuma pessoa que produza 6 ninhadas em menos de 3 meses pode realizar estas tarefas, a menos que tenha 20 ou 30 pessoas cuidando destes filhotes diariamente. Eles devem ter atenção individual, ser manuseados diariamente, ter as unhas aparadas, ser banhados, alimentados com uma ração de boa qualidade, ser vermifugados e vacinados apropriadamente e serem ensinados algumas coisas antes de ir para a nova casa (pelo menos conhecer uma caixa de transporte, uma coleira e guia). Os donos dos filhotes que vêem de um Bom Criador devem ter no criador um mentor, um amigo e uma pessoa com conhecimento sobre a raça, com a qual possam tirar as dúvidas mais comuns.

Ser um Bom Criador significa que você pegará os filhotes de volta, não importando as circunstâncias, pelo bem da vida delas. Não significa que você deve manter todos com você ou controlar o resto da vida deles e dos seus donos... mas você precisa estar por perto se eles precisam de você. Você tem que achar lares perfeitos? Ninguém consegue isso com 100% de garantia, mas ter lares em listas de espera antes de criar, de ter uma ninhada, ajuda. Ser um Bom Criador não significa que você não terá nunca problemas com os cães, ou com os donos, ou ter ninhadas que não se tornarão bons cães, os quais não poderão ser acasalados... mas que você deve ter em mente que coisas assim acontecem e saber encará-las positivamente.

Não há uma definição que se possa dar sobre o número de ninhadas por ano, filhotes produzidos por década, número de campeões por ano etc. Estas coisas definem um Bom Criador de sucesso... Mas em como você apresenta estes filhotes ao mundo e em como você apresenta os novos donos a esta enorme responsabilidade: os filhotes.

Resumindo... considere esta estatística: 80% ou mais de filhotes morrem devido a problemas de comportamento.

A grande maioria dos cães que são mortos (eutanásia) o são devido a problemas de comportamento, e não a problemas de saúde. Comportamento é a razão principal pela qual os cães são abandonados ou eutanasiados em nosso mundo. Melhor Amigo do Homem? Não tanto hoje em dia. Um Bom Criador é a primeira linha de defesa para diminuir esta estatística... eles escolher os donos dos seus filhotes, os ajudam a educá-los e ajudam em problemas, quando eles acontecem. Alguém que pensa seriamente em criar cães deve pensar sobre a saúde física e mental de todos os filhotes que eles planejam ter. Se você dá conta do recado, você pode ser um Bom Criador.

Fonte:
Lisa M. Costello - http://www.rejoycewhippets.com/goodbreeder.html

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Comece a treinar com o clicker - Parte II

4. Testando o comando

Tente dizer o comando verbal. Se o seu cão fizer o truque, clique dê a ele um "jackpot" — um monte de petiscos que ele adora e bastante carinho!
Dica: Sempre que você REALMENTE gostar de algo que seu cão fizer, clique e recompense com petiscos melhores.
Se ele não executar o truque quando você der o comando verbal, você se adiantou. Trabalhe nos Passos 2 e 3 por mais tempo.

5. Ignore comportamentos sem o comando

Quando o cão estiver constantemente fazendo o truque quando você der o commando, pare de clicar/recompensar ele por fazer no resto do tempo. Simplesmente ignore esses comportamentos “espontâneos”. Continue a clicar/recompensar quando ele fizer sob comando.

Nota 1: Você vai perceber que seu cão vai começar a fazer o truque várias vezes assim que você parar de recompensar. Isso é normal. (Você provavelmente faz a mesma coisa quando um botão pára de funcionar. Ao invés de tentar alguma outra coisa, você simplesmente aperta o botão várias vezes, mais forte, antes de desistir!).

Nota 2: Capturar o comportamento é uma boa maneira de controlar comportamentos indesejados, como latir ou pular em você. Mas esteja atento para o que acontece depois (ver Nota 1). Para manter comportamentos indesejados sob controle, é sempre bom dar o comando do comportamento que você não quer, clicar/recompensar de vez em quando – faça sessões de pulos ou latidos!

6. Torne-se um recompensador aleatório

Agora, tente fazer o seu cão repetir 2 ou 3 vezes o truque antes de clicar/recompensar.

Dica: É uma boa idéia dizer “Muito bem!” a cada vez, só para que seu cão saiba que está fazendo certo.
Isso é chamado “colocar o comportamento em um programa de reforço variável”. O cão não sabe quando ele vai receber a grande recompensa, então ele vai continuar tentando – da mesma forma que pessoas na loteria.
Importante: Já que você está recompensando com menos frequência, você também pode ser mais exigente – apenas recompense os “senta” mais certos, ou as levantadas de patas mais altas. Aqui é que o comportamento é aprimorado. Nota: Algumas pessoas preferem aprimorar o comportamento antes de adicionar o comando verbal.

7. Generalize

Agora ensine o cão que esse comando vai funcionar em todo lugar. Mude para diferentes locais da casa e tente. Vá para fora e tente. Tente com a coleira ou sem. Tente no carro, no parque e no veterinário.

Dica 1: Você pode precisar voltar alguns passos, talvez até mesmo voltar para o Passo 2, se o nível de distrações é alto.

Dica 2: Você pode dar recompensas maiores para cada conquista.
Seu cão irá “generalizar” o comportamento, e vai aprender que é o comando que é importante, não o fato de que ele está na cozinha, de que está quase na hora do jantar ou que está com a coleira.

Você conseguiu! Seu cão aprendeu um novo truque, e você aprendeu uma nova maneira de treinar!

This information was originally prepared for the San Francisco SPCA's training department. Copyright Stacy Braslau-Schneck, 1998.

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

Por que os animais devem ter direitos?


A maioria de nós cresceu comendo carne, usando couro e indo a zoológicos e circos. Muitos de nós comprou nossos amados bichinhos em pet shops, alguns tiveram porquinhos da índia e mantevem lindos pássaros em gaiolas. Nós vestimos lã e seda, comemos hambúrguers do McDonald’s, e pescamos. Nós nunca consideramos o impacto desses ações nos animais envolvidos. Por alguma razão, agora você está perguntando: Por que os animais devem ter direitos?

No livro "Libertação Animal", Peter Singer afirma que o princípio básico de igualdade não requer tratamento equivalente ou igual; ele requer consideração igual. Essa é uma distinção importante quando estamos falando de direitos dos animais. As pessoas geralmente perguntam se os animais devem ter direito, e, de forma simples, a resposta é "Sim!" Animais certamente merecem viver suas vidas livres de sofrimento e exploração. Jeremy Bentham, o fundador da Escola Reformista Utilitária de Filosofia Moral, diz que quando formos decidir sobre o direito de um ser vivo, “A questão não é ‘Eles podem pensar?’ nem ‘Eles podem falar?’ mas ‘Eles podem sofrer?’” Nessa passagem, Bentham aponta a capacidade de sofrer como uma característica vital que dá a um ser vivo o direito de igual consideração. A capacidade de sofrer não é só mais uma característica como a capacidade para a linguagem ou cálculos matemáticos. Todos os animais têm a capacidade de sofrer da mesma maneira e na mesma intensidade que os humanos. Eles sentem dor, prazer, medo, frustração, solidão, e amor maternal. Sempre que resolvermos fazer algo que iria interferir as necessidades deles, estamos moralmente obrigados a levá-los em conta.

Defensores dos direitos dos animais acreditam que eles possuem um valor próprio - um valor completamente diferente (e independente) de sua utilidade para os seres humanos. Nós acreditamos que toda criatura com desejo de viver tem o direito de ser livre de dor e sofrimento. Direito dos animais não é apenas uma filosofia - é um movimento social que confronta a visão tradicional da sociedade, onde todos os animais não humanos existem exclusivamente para o nosso uso. Como a fundadora do PETA, Ingrid Newkirk, disse, “Quando diz respeito à dor, amor, alegria, solidão, e medo, um rato é um porco, um cão e um garoto. Cada um valoriza sua vida e briga por ela.”

Apenas o preconcento nos permite negar aos outros o direito que esperamos ter para nós mesmos. Quer seja baseado na raça, sexo, orientação sexual, ou espécies, o preconceito é moralmente inaceitável. Se você não comeria seu cão, por que comer um porco? Cães e porcos têm a mesma capacidade de sentir dor, mas é o preconceito baseado em espécies que nos permite pensar em um animal como companhia e outro como jantar.

Fonte: PETA - http://www.peta.org/

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Corrigindo seu cão: alternativas para punição

O adestrador de seu cão recomenda o uso dessas técnicas?

Vou lhe explicar minha opinião do por quê eu nunca uso e não recomendo essas técnicas.

O objetivo primário de treinar um filhote ou adulto é estabelecer que você transmite segurança para o cão, ou que ele pode confiar em você. Os cães sabem o que é “seguro” e “perigoso”, então eles rapidamente aprendem o que é “certo” e “errado”. É seguro roer o sofá quando você não está em casa? Sim, é - e também é divertido! É seguro roer o sofá quando você está em casa? Não é, pois você faz gestos ameaçadores para o cão, se comporta de modo agressivo com ele, algumas vezes até o agredindo fisicamente, ou então se comporta de um jeito que o cão percebe que você está muito chateado.

Se alguém faz gestos ameaçadores para um cão todo o tempo, será mais difícil para o cão considerar que aquela pessoa é segura, ou que é alguém em quem ele possa confiar. Isso pode ser muito prejudicial para o adestramento e para a relação que você tem com seu cão.

Se a lata e a pistola d’água são usadas de modo que o cão perceba que são atos ameaçadores e agressivos, terá o mesmo efeito. A maioria das vezes é por isso que esses métodos são recomendados.

Não acredito que as pessoas necessitem corrigir um filhote usando de punições. Afinal de contas, o filhote está em processo de aprendizagem. Será que realmente é justo, ou produtivo, dar corretivos (punições) no filhote quando você está construindo uma relação de confiança e aprendizado com ele?

Colocando as coisas em perspectiva:
Por exemplo, digamos que eu quero ensinar você que digitar no computador não é mais aceitável. Você pode usar o mouse, mas não mais o teclado. Digamos que toda vez que você tentar usar o teclado eu esguicho água na sua cara, ou melhor ainda, com vinagre ou alguma coisa que você com certeza se lembrará. Embora provavelmente você aprenda que digitar me leva a esguichar algo em você, acredito que esse aprendizado é secundário ao fato que agora você aprendeu que eu sou imprevisível, ameaçador e agressivo. Agora você tomará mais cuidado comigo, pois você pensará que eu posso ter uma pistola d’água. Isto pode ser muito prejudicial para nossa relação. Pode até ser difícil para você sentar em frente ao computador para usar o mouse, mesmo que eu peça isso, porque você não sabe quando eu começarei a esguichar algo em você por causa de outra coisa (ou por nenhuma razão perceptível que você possa compreender).


Usando ameaças ou atos agressivos são contra-produtivos, e eles ensinam aos filhotes e aos cães adultos a terem menos confiança nos donos e os ensinam apenas a não fazer algo quando você está por perto, com uma pistola d’água na sua mão. Claro que alguns filhotes são espertos e sabem que eles não devem fazer algo errado, mesmo quando você não está por perto, ou quando você não tem a pistola d’água, mas muitos não fazem essa associação.

Se eu tiver que usar uma pistola d’água, vou usá-la como uma brincadeira, não como punição. Aposto que meu mestiço de Labrador adoraria tentar pegar a água que sai do esguicho! Ou então eu a usaria em uma tentativa ridícula de treinar a pessoa que recomenda o seu uso: cada vez que a pessoa se comporta de maneira ameaçadora ou agressiva (sob a forma de punição ou corretivo) para o cão… ESGUICHO! Bem na cara dele! O resultado? Ele provavelmente não vai mais querer treinar o cão perto de você. Duvido que eles se inspirariam nisso para mudar seus hábitos de adestramento, a menos que você esses problemas com ele, enquanto esguicha. E mesmo assim, velhos hábitos são mais difíceis de mudar.

Quanto as latinhas, são os itens essenciais mais recomendados, ligeiramente atrás da caminha/casinha. O único momento em que ela pode surtir efeito e ser segura é se o cão não vê-la como ameaça, e só é usada para chamar a atenção do cão e acabar com sua concentração.

Entretanto, um assobio ou palmas provavelmente serão eficazes. Existe cães que são muito, muito difíceis de distrair e algumas vezes sacudir a latinha fará com que o cão levante a cabeça e permaneça parado por um segundo, então você pode redirecionar sua energia e agradá-lo. Se este é o caso, a sacudidela só será necessária uma ou duas vezes e não será vista como uma ameaça, ato agressivo ou assustador.

Mais Perspectivas:
Digamos que eu goste de lhe ensinar a parar de bater seus pés no chão enquanto você está sentado na frente do computador. Cada vez que você bater seu pé no chão e vou jogar algo bem barulhento na sua direção. Não irei te machucar ou causar qualquer dano físico, e você poderá ficar surpreso e ter muito medo de mim e/ou do computador, mas o mais provável é que você pare de bater com o pé no chão. Depois de um tempo, sente calmamente e imagina algo sendo atirado em sua direção, fazendo um barulho estrondoso próximo à sua cabeça, ou mesmo na sala. Que efeito isso terá em você? O que dizer do seu cão então? Ok, você volta a digitar mas... oh! Aí está você batendo os pés no chão de novo, então eu jogo outra vez o negócio barulhento na sua direção. Funcionou! Você não bate mais o pé no chão! (esse “loud fire cracker” é algo que você joga em direção ao animal e ele estoura, fazendo um baita de um barulho, assustando-o).

Vamos fingir que continuemos treinando-o deste modo por mais dois ou três dias. Que tipo de efeito isso terá sobre você, falando a verdade? Aposto que você viveria em um estado de estresse. Estará esperando por algo estourar na sua orelha, fazendo barulho. E você vai escolher ficar no computador quando eu não estiver por perto. Na verdade, você escolherá não ficar mais perto de mim sempre que puder ou então, não chegar mais perto do computador. Suas atitudes em relação a mim provavelmente mudarão, pois você não saberá mais o que esperar de mim. Se você vê que essas coisinhas barulhentas são ameaçadoras ou agressivas, você vai começar a gritar comigo (rosnar, latir, morder) quando eu usá-las, para tentar me mostrar que elas estão lhe causando estresse e possivelmente para se defender, afinal de contas, elas estão explodindo bem perto de você!

Garrafas que esguicham e latas que chacoalham tem probabilidade de causar mais problemas do que os que já existiam antes.

Nova Perspectiva Criativa:
Paciência e Aprendizado
Vamos lhe ensinar a parar de bater os pés no chão enquanto está no computador. Esperarei pacientemente por cerca de 15 a 20 minutos até que você pare de bater os pés. Quando seus pés estiverem parados, direi “Muito bem!” e lhe darei R$ 10,00. Cara! Por quê você me deu isso? Outros 15 minutos se passaram e seus pés param novamente… “Muito bem!”. Aqui R$ 20,00 para você! Após poucos dias você provavelmente descubrirá que mantendo seus pés parados lhe traz coisas boas: meu elogio e algo que você gosta: dinheiro. O que o seu cão gosta? Tente comida, um brinquedo, uma brincadeira favorita, e claro, seu elogio e atenção.

Outra Nova Perspectiva Criativa
Ambiente Seguro e Aprendizado
Vamos lhe ensinar a parar de digitar no computador. O modo mais fácil? Tire o teclado, assim ele fica inacessível. Se eu lhe dou um “ambiente seguro” onde você não cometa nenhum erro, será mais fácil lhe ensinar a usar apenas o mouse. Se eu não puder tirar o teclado, talvez eu o cubra com alguma coisa para você não apertar as teclas. Ao mesmo tempo, eu o elogio por usar o mouse, lhe recompenso por usar o mouse e lhe ensino (com elogios e recompensas) como usar o mouse, assim você perde o interesse em usar o teclado.

Infelizmente, nossa sociedade foca muito punir maus comportamentos ao invés de recompensar aqueles que são bons. Algumas vezes requer muita paciência e criatividade para descobrir como ensinar algo a um filhote ou a um cão adulto sem recorrer a ameaças e atos agressivos, mas é necessário ser criativo, senão corremos o risco de perder a confiança do cão, que é tudo na relação homem/cão.

O Treinamento com Clicker e seus conceitos podem introduzir você a um modo criativo de adestrar seu filhote ou cão adulto, ao invés de recorrer a punições injustas. Lembre-se, é injusto “punir enquanto se adestra” porque o filhote ou o cão adulto ainda nem aprendeu o que você espera dele e então você está minando seus próprios esforços. Se você não gosta de idéia de treinar com clicker, por favor reserve um pouco do seu tempo para aprender os conceitos do condicionamento, os conceitos que você trabalhará sem o clicker (embora os cães aprendam mais rápido e mais fácil com o clicker). Eu, pessoalmente, não uso o clicker com meus cães regularmente, não sabia nada do clicker quando adestrei meus cães, mas eu tentei e quando eu quero ensinar algo novo aos meus cães (ou ensiná-los a não fazer algo), eu uso o clicker, ou então os conceitos do condicionamento operante, focando a importância do meu relacionamento com meu cão e continuamente construindo uma relação de confiança e respeito mútuos.

Sua lição de casa:
Recompense seu filhote ou cão adulto pelo menos duas vezes a cada hora que você estiver com ele quando o cão estiver fazendo algo certo. Exemplos: deitado quietinho, mordendo um brinquedo dele, simplesmente olhando para você, seguindo você sem causar problemas. Varie suas recompensas, algumas vezes usando a voz e carinhos, outras vezes usando comida, brinquedos, brincadeiras ou bolas.

Quando seu filhote ou cão adulto fizer algo inapropriado, retire o objeto inapropriado, ou retire o cão do ambiente inapropriado rapidamente e imediatamente substitua o objeto ou ambiente por um apropriado, assim você pode elogiar e recompensar o cão.

Exemplos:
Roendo objetos inapropriados - retire os itens da boca do filhote rapidamente e vá para a caixa de brinquedos do cão e encoraje-o e recompense o cão por achar um brinquedo apropriado, quando o cão assim o fizer, brinque com ele e recompense-o.

Acidentes no treinamento de bons modos em casa - rapidamente pegue o cão ou o filhote ou o empurre (sem bater ou machucar) o bumbum do filhote na intenção de fazer com que ele pare de fazer xixi e leve-o para fora, onde ele possa fazer xixi e ser recompensado.

Pular nas pessoas - rapidamente vire de costas para o cão até que suas quatro patas estejam no chão, então ajoelhe e faça carinho no cão e recompense-o. Ou retire o cão de perto das pessoas rapidamente (pegando-o no colo ou ajudando o cão a sair de perto das pessoas). Então as pessoas podem se aproximar do cão e ajoelhar (para ficar fácil para o cão ficar com as quatro patas no chão) e recompense-o, agradando-o.

O tempo (timing) é muito importante. Deixe-me enfatizar que você não deve recompensar seu cão por ter parado um comportamento, mas por se comportar corretamente. Isso significa que você deve recompensar seu cão através das rotinas diárias normais, como o cão estar olhando para você, seguindo você, ficar deitado quietinho etc. Uma vez que esse tipo de relacionamento é estabelecido, um simples “Ei! O que você está fazendo?” irá fazer com que o cão para qualquer coisa que ele esteja fazendo e olhe para você, uma oportunidade perfeita para você encorajar o cão a ter um comportamento apropriado. Isso significa que você deve recompensar o cão durante o bom comportamento.

PS: Timing seria aquele tempo crucial, por exemplo, quando você pega seu cão “no ato” e rapidamente fazer com que ele faça algo bom (ou punir). Seria logo que ele começa a fazer algo errado, tem que ser punido na hora, porque de nada adianta punir 10 segundos depois, tem que ser na hora. É isso que entendo como timing.

O tempo (timing) é tão importante nas punições como nas recompensas. Muitas pessoas possuem um timing pobre quando elas começam a adestrar seus cães. Mas se você recompensa no tempo errado, seu cão ainda quererá trabalhar para você. Se você o pune no tempo errado, será prejudicial para sua relação com o cão. Neste caso, timing pobre é erro seu, não do cão. Por quê seu cão teria que pagar pelo seu erro se é você quem o pune na hora errada? É imperativo perceber que nós, humanos, nem sempre temos o timing perfeito e, portanto, ele é essencial para escolher entre usar recompensas e o reforço positivo ao invés de usar corretivos e punições para adestrar nossos cães.

Você descobrirá que para qualquer problema de comportamento você pode criar uma solução que requeira paciência, compromisso e respeito para o cão. Não demorará muito até que você descubra que esta é a resposta para possivelmente todos os problemas que você encontrará em seu cão.

Mais informações sobre o clicker:
http://www.clickertraining.com
http://www.stbernardrescue.org/behavior/clicker_training.html

segunda-feira, 25 de dezembro de 2006

Comece a treinar com Clicker - Parte I

Então, você comprou um clicker e está pronto para tentar essa nova maneira de treinar seu cachorro? Essas dicas vão te ajudar a começar.


Passo 1. "Carregue " seu clicker

Click o clicker uma vez (aperte e solte) e dê ao seu cão um pestisco.

Dica: Use algo que seu cão realmente goste no começo. Pequenos pedaços de comida são melhores porque o cão geralmente engole rápido e está pronto para a próxima rapidamente.

Repita isso até que seu cão reaja ao clicker (ficando surpreso, mexendo as orelhas em sua direção, ou de repente olhar para você procurando pelo petisco). Se ele fizer isso, você está pronto para o próximo passo.

Dica: Tente manter o seu “timing” aleatório (1-5 segundos entre um click/recompensa e o próximo click/recompensa).

Nota técnica: Isso é chamado de “estabelecer um reforço secundário”, mas a maioria das pessoas chama isso de “carregar o clicker”!

Lembre-se: Clique primeiro, depois recompense.


Passo 2. Três maneiras de treinar: Capturar, Guiar, ou Modelar comportamentos

Capturando um comportamento
Espere até que seu cão faça alguma coisa que você gosta. Pode ser qualquer coisa: levantar uma pata, sentar, tocar sua mão com o focinho, olhar pra você ou ficar com as quatro patas no chão (para um cão que gosta de pular em você).
Quando ver algo, click durante o comportamento e dê ao cão a recompensa (petisco).

Dica: Se o seu cão está muito distraído para notar que você está lhe dando um petisco, volte ao “Carregando seu clicker”.

Toda vez que seu cão exibir aquele comportamento novamente, click e recompense.

Dica: "Timing" (exatidão no momento de clicar) é importante. Pense no clicker como uma câmera que marca o instante em que o cão está fazendo a coisa certa.

Nota: Não se preocupe em dizer o nome do comportamento por enquanto. Cães aprendem por associação, e você quer que ele associe o comando à completa e correta ação. Além do mais, você poderia distrair o cão ou até você mesmo!

Guiando um comportamento
Segure o pestico na frente do focinho do cão. Ele provavelmente vai tentar lamber, mas não deixe que ele o coma ainda. Você pode usar esse petisco como um “ímã do focinho”, já que o cão provavelmente vai seguir ele a todo lugar. Você pode “atrair” ou “guiar” o cão na posição que você quer que ele aprenda. Por exemplo, você pode guiar um “senta” movendo lentamente o petisco do focinho para trás da cabeça dele (mantenha baixo para que ele não pule).
Assim que ele estiver na posição desejada, click o clicker e dê a recompensa da sua mão.

Modelando um comportamento
Essa é uma maneira avançada de “capturar”. Você começa clicando/recompensando o menor sinal do comportamento que você quer chegar no final do treinamento, e depois se concentra em dar pequenos passos até seu objetivo final.
Por exemplo, você deve clicar/recompensar toda vez que seu cão vira a cabeça para a esquerda. Logo ele vai estar fazendo isso mais e mais. Então você clica/recompensa quando ele vira mais. Então, somente quando ele virar e der um passo à esquerda. Então, quando vira a cabeça e dá dois passos, e então três. Eventualmente você vai ter um cão que vai dar uma volta inteira em um círculo, e só vai clicar/recompensar para isso. Então, você vai esperar até que ele faça dois círculos para clicar/recompensar. Então, só vai clicar/recompensar os mais rápidos. Finalmente, você vai ter giros “modelados”.


3. Adicione um comando verbal

Quando seu cão estiver fazendo o truque constantemente, no ponto que VOCÊ pode prever quando ele está para apresentar o comportamento, comece adicionando o comando.
Por exemplo, se você sabe que ele está para sentar, diga “Senta”. Se você sabe que ele está para levantar a pata, diga “dá a pata”.
Combine o comando com o comportamento várias vezes.

Dica: cães não sabem o que são “comandos”. Mas seu cão VAI aprender que se ele fizer aquele truque quando ele ouve o comando, ele vai ser recompensado.

Aviso: Se você pegar o hábito de repetir o comando, o seu cão vai achar que ele é “senta-senta-senta”, e vai SEMPRE esperar você dizer três vezes antes de responder a ele!

Fonte: San Francisco SPCA's training department. Copyright Stacy Braslau-Schneck, 1998.

domingo, 17 de dezembro de 2006

Clicker - Uma breve introdução

O que é “treinamento com clicker”??
É o termo popular para o método de ensino baseado no que sabemos sobre como os seres vivos aprendem.
Estudos mostraram que qualquer criatura – seja um cachorro, gato, golfinho, papagaio, peixe, cavalo, lhama ou humano – é mais suscetível ao aprendizado e à repetição de ações que resultam em consequências que ele goste e deseja.
O treinamento com clicker oferece consequências desejadas pelo animal, em troca das ações ou comportamentos desejados pelo treinador.
Chamamos essas conseqüências de “recompensa” e o processo que leva à recompensa é chamado de “reforço”. Treinamento com Clicker, portanto, é um sistema de treinamento baseado em “reforço-positivo” (coisas que o animal deseja).

Por que o clicker é usado?
A principal diferença entre o treinamento com clicker e outros treinamentos baseados em recompensas, é que o animal tem como saber EXATAMENTE qual comportamento fez com que ele ganhasse a recompensa. Essa informação é comunicada com um som único e distinto, um “click”, que ocorre ao mesmo tempo que o comportamento desejado – seguido da recompensa.
Sem o “click”, você pode demorar para recompensar e o animal pode não fazer a conexão entre a recompensa e aquela ação, ou, pior, pode associar a recompensa à uma outra ação, ocorrida logo em seguida à que você gostaria.

Com o click o treinador conseque “marcar” precisamente o comportamento, fazendo com que o animal saiba exatamente o que ele estava fazendo. É por isso que os treinadores chamam o “click” de “marcador de eventos”. O “click” também faz a conexão entre o comportamento e a recompensa.

Por que usar o click? Por que não uma palavra?
O click se torna mais potente do que uma palavra porque não é um som que o animal pode ouvir em outras circunstâncias. Ele significa apenas uma coisa: uma recompensa está a caminho pelo que você fez quando ouviu o click.
Ele pode ser produzido instantaneamente e no momento exato em que o comportamento ocorre. Mesmo um comportamento muito pequeno e rápido (o movimento da orelha, por exemplo), pode ser “clicado”.

Diferente das nossas vozes, em que a mesma palavra pode ter vários tons e expressar emoções e significados diferentes a cada vez, o som do “click” é exatamente igual todas as vezes, e seu significado nunca varia.

Humanos são criaturas verbais, mas os animais não. Pode ser difícil para eles diferenciar uma única palavra de tantas outras sem significado que lhes dizemos todos os dias. O significado do click, no entanto, é sempre claro. É sempre dirigido ao animal, e é sempre coisa boa.
A clareza com que o click permite ao treinador se comunicar com seus animais tem um efeito profundo no relacionamento entre eles. O nível de interação aumenta, e o treinador e o animal se tornam mais interessados e divertidos um para o outro.

Como funciona esse treinamento?
Depois de associar o click a coisas boas, o treinador clica no exato momento em que o comportamento ocorre: o cavalo levanta a cabeça, o treinador clica (simultaneamente). O cachorro senta, o treinador clica.
Clicar é como tirar uma foto de um comportamento que o treinador quer que se repita. Depois de “tirar a foto”, o treinador dá ao animal alguma coisa que ele gosta, normalmente petiscos, mas também brincadeira, carinho ou qualquer outra recompensa.
Logo, (às vezes com dois ou três cliques) o animal vai associar o som do clicker com algo que ele gosta: a recompensa. Como ele deseja repetir esse evento prazeroso de ganhar o que quer, ele vai também repetir a ação que estava fazendo quando ouviu o click.
Qualquer comportamento pode ser treinado, com qualquer animal.

O clicker e as recompensas precisam ser usados para cada comportamento, para sempre?
Não. Uma vez que o comportamento foi aprendido e o animal entende o comando, não há mais a necessidade de clicar. Você pode manter o comportamento recompensando o animal ocasionalmente.

Comportamentos aprendidos também são mantidos com recompensas do dia-a-dia: por exemplo, sentar quietinho na frente da porta é recompensado com você abrindo a porta para o animal sair/entrar.

Clique aqui para ver um vídeo exemplo de treinamento com clicker com cavalo: Ensinado ele a subir em um pedestal (sem nem mesmo tocá-lo!).

Se quiser ver outros animais e treinamentos com clicker, clique aqui.



Fonte: Karen Pryor Clickertraining - http://www.clickertraining.com/

sábado, 16 de dezembro de 2006

Setter Irlandês Vermelho e Branco

HISTÓRIA
O Setter Irlandês Vermelho e Branco é originário da Irlanda e, no começo, era o único aceito. Surgiu por volta do século XVIII, onde Sir Thomas Staples of County Tyrone e Evans of Gortmerron mantinham exemplares dessa raça.
Mas, por volta do século XIX, até os dias de hoje, enquanto o Setter Irlandês Ruivo ganhava fama pelo mundo, seu irmão "malhado" ficou restrito a apenas lugares remotos da Irlanda. Apesar disso, nunca desapareceram.
Sendo recessivo, Setters malhados podem nascer de acasalamentos entre dois Setters Vermelhos. Muitos caçadores dizem que eles são mais fáceis de treinar para a caça, por serem menos dispersos que seus irmãos unicolores.
Em 1970 o Kennel Club Irlandês promoveu uma campanha para salvar a raça da extinção, com apenas sete exemplares! Muitos donos e criadores do Setter bicolor foram chamados para terem seus cães registrados e usados nos programas de acasalamento. Graças a esse esforço, hoje o Setter Irlandês Vermelho e Branco está fora de perigo.

TEMPERAMENTO
O temperamento de ambas as raças é praticamente igual, mas os malhados são um pouco mais independentes. Mas, como caçadores, são melhores, se cansam menos e brincam menos em serviço.
É um excelente cão para família, sabendo se portar quieto dentro de casa. É exuberante, aristocrático, apegado ao dono e adora exercícios.
É um cão inteligente, aprendendo fácil as regras da casa e hábitos de higiene. Demonstra ser um cão amigo e doce mas, na verdade, também é um cão determinado, corajoso e espirituoso.
Muito dependente, adora fica perto dos donos. Não gosta de ser deixado sozinho e gosta de dar seus passeios. Gostam muito de colo e de ser abraçados por seus donos, principalmente quando mais novos.
Adoram brincar de bolinha, é seu jogo predileto! É considerada a raça mais ativa do mundo.
É um cão cheio de energia, precisa de muitas caminhadas (as adora) e pode se dar bem também no agility, já que gosta de correr, pular etc.
Não é um cão que late a toa, mas gostam de conversar com os donos, ou seja, quando estes chegam em casa, eles latem para cumprimentá-los. Também são bons cães de alarme, pois latem para pessoas e situações suspeitas. Na rua, não latem em hipótese nenhuma e são amigáveis com estranhos.
Extremamente sociável, se dá bem com cães e gatos, aves nem tanto, já que eram suas presas habituais. Nesse tipo de relacionamento, é melhor ter cuidado.
Na presença dos donos, aceitam muito bem estranhos, afinal, não são cães de guarda, somente de alarme, como foi dito acima. Mas conhecem seu território, o que pertence aos donos e são muito fiéis à família, podendo vir a defendê-las (e seu patrimônio) se sentir que estejam ameaçados.
Adoram crianças e se dão bem com elas, seja de que idade forem. Claro que deve-se tomar conta com crianças pequenas, menores de 5 anos, pois os cães, ao brincar, podem machucá-la e elas, também podem machucar os cães com brincadeiras e gestos brutos, mas eles não revidam nunca.

CARACTERÍSTICAS


O Setter Irlandês Vermelho e Branco é muito parecido com o Setter Irlandês Vermelho. As principais diferenças são que, os malhados possuem as orelhas inseridas mais altas, são um pouco menores, com ossatura um pouco mais forte e sua pelagem não é tão exuberante.
Provavelmente é muito parecido ao Setter Irlandês Vermelho de 100 anos atrás.
Os machos medem de 62 a 66cm e as fêmeas de 57 a 61cm. O peso varia de 23 a 32 quilos.
Possui um porte atlético, sem ser muito magro. Como é um cão de campo e não de beleza, como o Setter Irlandês Vermelho, deve ser julgado pelo temperamento e trabalho, e não pela beleza.
Os olhos são ovais, avelã escuro a marrom escuro, brilhantes.
A mordedura em tesoura (os incisivos da superiores se fecham logo à frente dos inferiores) é a preferível, mas a em torquês (os incisivos superiores e inferiores se tocam) também é aceitável. A dentição deve ser completa, ou seja, com 42 dentes.
O pêlo é semilongo, liso, formando franjas na cauda, orelhas, parte de trás das patas, ancas, peito e barriga. No resto do corpo, o pêlo é mais curto, mas cobre-o completamente, não apresentando falhas na pelagem. Não pode ser crespo. A coloração base é o branco, com manchas vermelhas espalhadas pelo corpo. A pelagem deve ser viva, brilhante, apresentando saúde.

CUIDADOS
Se adapta a áreas pequenas, desde que exercitado regularmente, mas alguns criadores não recomendam para apartamento.
Esta raça não precisa de tosa, mesmo porque é julgado por ser um cão de trabalho, não de beleza, como seu "irmão" Vermelho.
Banhos devem ser dados uma vez ao mês, com xampu neutro. Escovações são necessárias para evitar nós na pelagem, pelo menos três vezes na semana. Como a pelagem é lisa, os cuidados são poucos e são muito fáceis de se manter limpos.
Orelhas e olhos devem ser limpos regularmente.

PERGUNTAS FREQUENTES
Como é o Setter irlandês ruivo e branco?
O Setter Irlandês Ruivo e Branco pertence ao grupo de Cães de Aponte e data do século XIV. É um cão de porte médio a grande, com um pelo longo e liso, branco com manchas ruivas. É extremamente amigável e amável e muitas vezes é o cão ideal para as famílias pois são excelentes companheiros das crianças, extremamente confiáveis.

O macho é melhor quer a fêmea?
A fêmea tem um cio a cada seis meses e pode durar aproximadamente duas semanas e meia. Pode também haver o problema de nesse período a fêmea atrair machos e ela não poder sair para não engravidar. As fêmeas tendem a ter um pouco menos de pelo que os machos. As fêmeas são geralmente mais dependentes que os machos, sendo portanto mais caseiras.

Ele precisa de muito exercício?
Sim, precisam de muito exercício. Todos os Setters precisam de todo o exercício que você puder oferecer. Este não é o cão ideal para quem vive em apartamento ou não gosta de fazer caminhadas diárias. O Setter Irlandês Ruivo e Branco pode correr andar facilmente alguns quilômetros diariamente e depois de uma parada rápida estar pronto para outra, se você o permitir.

Ele precisa de muita escovação?
O ideal é que se escove o pelo todos os dias para a retirada de pelos mortos. Banhos podem ser dados quando necessário. É bom também retirar os pelos das orelhas, para evitar infecções, como a otite. No banho, o melhor é protegê-las com um chumaço de algodão para evitar a entrada de água nelas. Uma limpeza semanal das orelhas e dos olhos também é excelente para evitar maiores problemas.

Ele é fácil de treinar?
Nenhum cão é fácil de treinar – requer muita paciência e conhecimento sobre os cães em geral e as raças em particular. Entretanto, o Setter Irlandês Ruivo e Branco é fácil de treinar, mais do que o Setter Irlandês Ruivo. Eles são muito inteligente e desejosos de agradar – se você der comandos básicos diariamente o retorno será um cão muito obediente! O treinamento pode durar apenas alguns minutos por dia – 5 a 10 minutos de treino por dia são muito mais benéficos do que 1 ou 2 horas a cada duas semanas. É também muito fácil para a socialização.

SAÚDE
O Setter Irlandês Vermelho e Branco é relativamente saudável e é uma das raças mais longevas, chegando aos 13, 14, 15 anos com muita saúde.
Um dos problemas mais comuns relativos à raça é a atrofia progressiva da retina, detectada através de exames. Os portadores da doença não devem acasalar, já que ela leva à cegueira.
Dermatites e alergias também podem afetar a raça.