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quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

O Livro dos Níveis de Treinamento

Olá pessoal! Vamos começar uma série nova aqui na Canto dos Bichos, sobre adestramento com clicker baseado no livro Level Book, de Susan Ailsby, com tradução livre feita por mim e autorização da própria autora para publicar a versão em português neste site.
É uma série com 26 capítulos, fora a introdução que postarei agora, cada um deles dedicado a um comportamento para se trabalhar com o cão em vários níveis de dificuldade.
Leiam a introdução, pois ela explica direitinho o propósito do livro. Após, postaremos aos poucos cada comportamento. E divirta-se com seu cão!

INTRODUÇÃO
Para competir em torneios de obediência, o cão deve aprender a sentar (nível de competição), ficar parado, deitar, ficar em todas as posições por tempos variados, andar junto e vir quando chamado. Para competir em agility, o cão deve saber “ondular” (passar pelo slalom), pular, passar por túneis, andar na passarela e na gangorra. Pastoreio, caminhadas, schutzhund, conformação, trilhas na água, flyball, faro, busca, freestyle – todo tipo de esporte canino têm suas necessidades. A maior causa de “falhas” não é devido ao treinamento em si, mas em outras pequenas coisas.

Os cães chegam nas competições exaustos da viagem de carro. Passam todo o fim de semana sem sossego. Eles investem e mordem outros cães. Se assustam com barulhos altos e estranhos. Choram e uivam nas suas caixas de transporte. No meio da apresentação, querem ver outros cães e pessoas. Fingem trabalhar, mas sem qualquer trabalho de equipe. Ou se apresentam brilhantemente fora do ringue e perdem completamente a cabeça dentro dele. Adestradores e cães voltam para casa frustrados e chateados.

A “informação secreta” que falta para os adestradores é: um grande cão de competição necessita das MESMAS habilidades que um cão de estimação. O quão longe o adestrador vai para chegar à perfeição de determinado comportamento depende inteiramente dele. Claro que um cão de estimação não precisa do mesmo grau de treinamento que um cão de serviço. Para obter o título de obediência nível um, não é necessária a mesma quantidade de adestramento que um cão que participe de provas de agility. As habilidades BÁSICAS, entretanto, são as mesmas, e é sobre elas que o livro fala.

Quando você completar o Nível Um, começará a ver que você pode se comunicar com seu cão.

Um cão de Nível Três tem a maioria das habilidades que precisa para ser um ótimo companheiro. E mais: você terá as habilidades necessárias para ensiná-lo qualquer comportamento a mais que você deseje.

No Nível Cinco, você e seu cão realmente se comunicam e já têm a maioria das habilidades assim como muitos comportamentos, os quais levam diretamente a habilidades específicas necessárias para determinados esportes. Você trabalhou bastante em atenção, trabalho de equipe e duração do comportamento.

Nível Seis e Sete – agora, você começa a entrar em nível competitivo e cães de serviço. Um cão de Nível Seis está a um passo de um título de competição, porque tem todos os comportamentos necessários. Neste tempo, treine habilidades para competição, como concentração, trabalho de equipe, desejo e habilidade em aprender, busca por resultados e entender que, para conseguir o que ele quer, deve descobrir o que você quer e dar-lhe isto.

Podemos fazer tudo ser possível. Por quê? Simplesmente porque o cão já sabe que vocês são um time. QUEREM aprender coisas novas. Entendem auto-controle. Ficam descontraídos perto de outros cães, pessoas, equipamentos e situações.

Os comportamentos abaixo são passos importantes para transformar o cão em um parceiro e membro da equipe. Nos níveis finais, o adestrador pode escolher meios específicos do seu próprio interesse, ou, trabalhá-los ainda mais para dar ao cão maior versatilidade:
1.Vem. De ir de uma pessoa para outro, a vir através de outros cães e pessoas, para um Chamado formal.
2. Contatos. Uma habilidade do agility com aplicações para muitas áreas. Você pode parar o cão onde você estiver, quando você quiser.
3. Crate. O cão aprende a ficar confinado em casa, no carro e no veterinário. Para entrar na caixa de transporte de boa vontade e permanecer nela – calmo, quieto e relaxado.
4. Distância. O cão aprende a responder a chamados perto e LONGE de você.
5. Deita.
6. Deita-fica. À vista, fora de vista, confiante e calmo.
7. Finish. Movimento lateral para obediência e agility. O cão fica a sua esquerda.
8. Frente.
9. Vá para a cama. Coloca o cão em qualquer lugar para que você possa fazer o que precisa com o cão calmo e confiante fora do caminho.
10. Deixa ver. Mexer no corpo do cão em qualquer circunstância, cortar as unhar, escovar o pêlo, fazer curativos etc.
11. Junto. Concentração total e controle total.
12. Lição de casa. Várias questões para dar ao adestrador um bom fundamento da teoria por trás do treinamento.
13 e 14. Salto em altura e em distância. Qual esporte NÃO requer um salto confiante e entusiasmado?
15. Andar com a guia frouxa. É uma das coisas mais difíceis a se ensinar ao cão!
16. Pé na Estrada. Concentração no treinamento de todos os comportamentos em lugares estranhos, dois níveis abaixo daquele onde você está, garantindo ao cão que seja capaz de executá-lo em muitos lugares e garantir que o adestrador entenda que “ele faz em casa” NÃO é um bom indicador que ele pode fazer em qualquer lugar!
17. Busca. Indicador da verdadeira comunicação entre cão e pessoa.
18. Cheiro. Um pouco de diversão para seu plano de treinamento.
19. Senta.
20. Senta-fica.
21. Parado.
22. Parado-fica.
23. Alvo. Com a pata e com o focinho, o targeting é a base de centenas de comportamentos e é um jeito fácil de conseguir muitos outros.
24. Truques. Os truques são usados para explicar as várias maneiras existentes para se capturar um comportamento, para ensinar o cão e o adestrador a serem criativos e para lembrar ao adestrador o motivo dele ter pego um cão.
25. Olha. Um comportamento de duração e concentração difícil e importante.
26. Zen. Quanto mais o cão quer uma coisa, mais ele terá que pensar em como fazer o que o ADESTRADOR quer. Uma explicação perfeita da vida e do adestramento!
O resto é com você. Vamos clarear alguns pontos e, então, começar.

OS NÍVEIS
Os Níveis são um exemplo de “divisão”. Todas as coisas gerais que o cão precisa saber são divididas em comportamentos específicos (como Senta e Alvo), e então divididas em pequenos pedaços que, salvo problemas de comportamento, podem ser ensinados em poucas semanas ou meses. Os Níveis são feitos para dar aos cães e aos adestradores um caminho claro de seguir, lembrar coisas que podem ter sido esquecidas no treinamento, e uma boa amostra de habilidades necessárias. Cada comportamento começa facilmente, e fica mais e mais difícil ao longo do progresso da dupla cão e adestrador através dos Níveis. Habilidade é baseada em habilidade, competência em competência.

O tempo que cada cão e adestrador leva para passar de Nível depende de muitas coisas – a habilidade e experiência do adestrador, a quantidade de tempo gasto diária ou semanalmente (ou mensalmente) no adestramento, seja ele o tempo gasto na superação de problemas, como falta de interesse nos petiscos, ou adestramento anterior que o cão tenha tido. Estes Níveis foram feitos para que adestradores e cães comuns fiquem em um determinado Nível por dois ou três meses. Mas isto varia muito, principalmente com o tempo gasto no treinamento, ou seja, quanto mais se treina, mais rápido os objetivos são alcançados. Exemplo: uma pessoa se dedica 8 horas semanais no adestramento e a outra o faz quando bem entende. A primeira consegue terminar o Nível Três em três meses de adestramento, enquanto a outra demora um ano para atingir o mesmo objetivo.

CAPTURANDO COMPORTAMENTOS
Existem três maneiras úteis de se capturar um comportamento.

CAPTURAR: Cães não dormem de pé. Até mesmo o filhote mais ativo deitará uma certa hora. Clique quando isto acontecer. Vantagem – totalmente fácil para o adestrador e o único jeito de capturar movimentos como se chacoalhar e espirrar. Desvantagem – não é útil para comportamentos que o cão não faz naturalmente. Dica – se organize para atingir o sucesso. É mais provável que um cão molhado se chacoalhe que um cão seco.

ATRAINDO: Use um petisco ou um alvo para mover a cabeça do cão para capturar o comportamento que você deseja. O focinho é atraído para cima, a cauda se abaixa, voila, ele sentou! Vantagem – fácil para cão e adestrador, a maneira mais rápida de capturar vários comportamentos, e a maioria das “atrações” produz um comando gestual automático para o comportamento. Desvantagem – se você usar este método com freqüência, o cão não executará o comportamento sem ver o petisco. Também dá ao cão a opção de decidir que o comportamento não vale o petisco (como ir para a caixa de transporte). Dica – livre-se deste método o mais rápido que puder.

MODELANDO: divida o comportamento em pequenas partes e recompense o cão por conseguir realizar cada uma. Vantagem – permite que você capture comportamentos que não conseguiria obter de outra maneira, ensina o cão e o adestrador a serem criativos, supera o medo ou a relutância de realizar pequenas partes ao invés de dar grandes saltos – “Não estou pedindo que você entre na caixa de transporte, só estou pedindo que você OLHE para ela...”. Desvantagens – difícil de começar sem alguém que lhe mostre como fazê-lo. Requer que o adestrador pense. Dica – no começo, escreva uma lista de pelo menos dez passos para cada comportamento, e se você nunca modelou um comportamento antes, comece com algo que não seja tão importante para você (o cão rolar, ao invés de andar junto), aí você pode ficar frustrado, mas não histérico.

No adestramento, estes três métodos raramente estão isolados. O adestramento envolve a combinação engenhosa de todos os três em uma explicação que o cão facilmente entende.

MÃOS QUIETAS, CORPOS QUIETOS, BOCAS QUIETAS
Quando um bom cavaleiro faz sua rotina com seu cavalo, parece que não está fazendo nada. Suas mãos mal se movem, seu corpo mal se move e qualquer palavra que diga é apenas um sussurro. Este é o ideal também para o adestrador de cães – mãos, corpo e boca quietos. Concentre-se no que suas mãos, seu corpo e sua voz dizem ao cão. Ele aprenderá mais rápida e facilmente quando não se distrair devido a sons e movimentos.

CLICK = PETISCO
O click diz ao cão que ele fez o que você queria. Você vai para o trabalho, no fim da semana é pago. O cão vai para o trabalho, quando ele ouve o click, ELE é pago. TODO CLICK É SEGUIDO DE UMA RECOMPENSA. O click SIGNIFICA petisco. Não precisa ser sempre um petisco – pode ser um brinquedo, cabo de Guerra, carinho, passeio ou qualquer outra coisa que ele queira. Por ser mais fácil de entregar e facilitar o treinamento, a comida será a “arma” primária.

Outra parte importante do adestramento com clicker é que O CLICK TERMINA O COMPORTAMENTO. Se você pede por um Senta-Fica de 10 segundos e você clica quando os dez segundos acabam, O COMPORTAMENTO ACABOU. Se o cão continuar no lugar enquanto você dá a recompensa, tudo bem, mas, se ele se sentar e vir até você para pegá-la, tudo bem também. Se você quer trabalhar com “dar uma volta por trás dele para que ele fique na posição junto”, você clicará quando estiver atrás dele, ou não até que você esteja de volta na posição. O click termina o comportamento.

80% CERTO ou DEZ VEZES CERTO, UMA VEZ ERRADO ou 300-REPETIÇÕES
Não é fácil decidir quando pedir mais ao cão. Ele executa um Deita-Fica por 5 segundos – oba, quem iria imaginar que este pequeno filhote CONSEGUIRIA ficar no lugar por 5 segundos? Mas e agora? Você continua a praticar o Fica de 5 segundos para sempre, ou o quê?

Existem três maneiras de medir o sucesso. A primeira é de Bailey. Quando você obtém 80% de sucesso, peça mais. Ou seja, se você pratica um Deita-Fica de 5 segundos e ele executa 6 de 10 certos, acertou apenas 60%. Você precisa praticar mais neste nível (ou menos, se for realmente ruim). Quando ele conseguir 9 acertos, será 90%, e você pode pedir um Deita-Fica de 6 segundos.

O segundo é da autora deste livro, Sue Ailsby. Quando ele executar dez vezes corretamente, você pode deixar ela errar uma vez. Ou seja, se ele executa um Deita-Fica de 5 segundos dez vezes, você pode dar um pulinho e pedir que ele fique por seis segundos. Na verdade, é muito parecido com o de cima, porque a maioria das pessoas acaba fazendo oito ao invés de dez vezes.

O terceiro é geralmente referido a “300 Repetições”, referente a duração. Partindo do zero, peça um Deita-Fica de 1 segundo. Click e recompense (click and treat – C/t). Então, 2 segundos. 3 segundos. 4 segundos, 5 segundos. 6 segundos. 7 segundos oops, ele errou. VOLTE PARA UM SEGUNDO, comece de novo e faça os mesmos passos. O próprio cão lhe dirá onde está o início do entendimento, e quando poderá avançar. Se você pensar, é o mesmo processo dos outros dois. Quando você trabalha em um Deita-Fica de 10 segundos, você fará 10 C/t e depois pede para ficar 11 segundos. E quando você chegar em tempos onde não serão mais necessários intervalos de 1 segundo (352 segundos, 353 segundos...) você pode aumentar os intervalos em 5 ou 10 segundos. Deixe que o cão lhe diga quando.

COMANDOS
Cães são animais supersticiosos. Eles observam cuidadosamente uma coisa para predizer outra. O som da geladeira abrindo prediz comida. O som do carro na rua prediz que o dono está chegando em casa. Eles aprendem predições que nós nem nos damos conta. Por exemplo, quando estou me aprontando para sair, minha Whippet não tem como dizer se estou ou não planejando levá-la comigo, mas se estou, ela irá pular e abanar a cauda e, se eu a deixar para trás, ela logo deitará na cama.

Sem dúvida que eles aprendem comando, não importa o quão descuidados somos quando estamos lhes explicando.

Para nossos propósitos, o cão aprenderá a responder melhor aos seus comandos se você os introduzir corretamente.

Quando você explica um novo comportamento, não diga nada. Deixe o cão se concentrar em aprender o que você quer. Primeiro consiga o comportamento. Então, espere que o cão o ofereça por conta própria. Uma vez que você saiba que terá o comportamento desejado, pode começar a usar o comando QUANDO O CÃO ESTÁ EXECUTANDO O COMPORTAMENTO. Você não usa a palavra para dizer ao cão fazer alguma coisa, você está apenas dizendo a palavra para que ele a associe com o comportamento que executa. Faça isso várias vezes, então, teste o conhecimento dizendo a palavra e veja como ele responde. Se ele ouve e lhe oferece o comportamento (“Espere, espere... ‘Senta’ significa abaixar minhas patas traseiras, certo?”), ótimo, click e recompense. Se ele ouve e não faz nada ou lhe oferece um comportamento diferente, volte ao início (dizendo a palavra quando o cão executa o comportamento) por mais alguns dias.

E claro, uma vez que você tenha o comando “unido” ao comportamento que você quer, use o comando para obter este comportamento. Se você usa o comando e NÃO obtém o comportamento – bom, uma vez é um golpe de sorte. Duas vezes é um problema. Quando você se pega repetindo o comando, ou você dá o comando para um comportamento e obtém outra coisa ou até mesmo o comportamento errado, PARE DE USAR O COMANDO! Volte, capture o comportamento, “reúna” o comando e parta daí.

SOLUÇÃO DE PROBLEMAS
Não importa qual é o problema, existem três áreas para procurar a solução.

A primeira são os Critérios. Critério é o que você espera do cão. Adestradores inexperientes pedem vários critérios de uma vez só. Por alguma razão, são chamados de “Lumpers” (algo como “exagerados”). São aqueles que buscam um comportamento completo e perfeito logo no começo. Eles querem que o cão “fique”, o adestrador joga um sino no meio da sala, pede para o cão pegá-lo e trazê-lo de volta e então, que ele sente perfeitamente na frente do adestrador, devolva o sino e sente junto ao seu lado esquerdo. Isto é um grande exagero. E se alguma coisa der errado neste caso, é muito difícil de consertar.

Por outro lado, bons adestradores “dividem” os comportamentos em pedaços bem pequenos. Não há nenhum problema em corrigir uma falha em “pegar o sino” se este comportamento for ensinado em seis pequenos estágios. Simplesmente identifique em quais destes estágios está o problema e refaça-o do jeito que quiser.

Exagerar é um dos maiores problemas no departamento dos Critérios. Outro é esquecer quais eram seus critérios. Claro, você pode mudar de idéia sobre o que você quer quando você vê que o que PENSAVA que queria não está funcionando. E se você não se importa no jeito como o cão pega o sino, tudo bem. Mas, se você SE IMPORTA e um dia clica quando o cão segura o sino nos molares, no outro quando ele segura com os caninos e, no outro dia, quando ele o segura nos incisivos, você não consegue capturar nenhum comportamento consistente do cão.

Quando você tem um problema – ou, de preferência, ANTES de você tê-lo – por que não escrever os passos do treinamento para cada comportamento, e exatamente quais são os seus critérios para cada pedacinho?

A segunda área a ser examinada é Índice de Reforço. Adestradores experientes dão informações aos cães cinco vezes mais rápido que os inexperientes. Cães adestrados com o clicker podem trabalhar por vários minutos por vez sem informações adicionais dos adestradores, mas desistirão do adestramento se não tiverem reforços positivos suficientes.

Cães iniciantes não tem tanta resistência e frequentemente são rotulados como “teimosos” ou “entediados”. Na verdade, estes cães só precisam de mais informações. Nos primeiros estágios do adestramento, um cão deve receber cliques PELO MENOS a cada dois segundos. Um cão que não consegue se concentrar no adestramento pode ser atraído para o mesmo através de dez ou vinte petiscos que lhe forem dados, um de cada vez, o mais rápido que o adestrador conseguir. É chamado de Reforço Rápido. É como se o cão dissesse: “Oh! EXISTE uma razão para brincar disso! Que divertido!”.

E, finalmente, para resolver um problema, dê uma olhada no seu Timing. Se você obtém o comportamento que antecede ou precede o comportamento que você realmente quer, você provavelmente não está acertando o comportamento correto com o clique.

AVALIANDO OS NÍVEIS
Leve os Níveis o mais sério que puder. Se está a procura de sugestões de coisas novas para ensinar ao seu cão, é a sua chance. Se você quer apenas se divertir, tudo bem. Se você deseja usar os Níveis como um plano para adestrar seu cão, tenho algumas sugestões sobre passar de um Nível para outro.

Se você tiver alguém para lhe ajudar, peça para que ele “julgue” você e seu cão em cada comportamento. Desta maneira vocês se acostumarão a se apresentar na frente de outras pessoas. Se você não tem ninguém, você mesmo pode testar o cão na maioria dos comportamentos, principalmente nos primeiros Níveis. Mas não vale roubar! O cão precisa ser competente no começo dos comportamentos para ser capaz de se sair bem nos outros. Não passe o cão de Nível até que ele possa lhe oferecer um comportamento em um dia em que você e ele não o tenham treinado.

Todos os comportamentos de um Nível não devem ser ensinados de uma só vez. Teste o cão para cada comportamento quando ele estiver preparado para tanto. Na verdade, você pode “testar” qualquer comportamento de qualquer Nível a qualquer hora, não precisa passar por todos os comportamentos do Nível Um antes de testar um comportamento do Nível Dois. Mas lembre-se que o propósito dos Níveis é lhe mostrar onde podem estar as falhas no treinamento, então, se você pula um comportamento, certifique-se de voltar para ele antes que você avance muito em outras áreas.

Imprima uma “checklist”. Faça uma lista de todos os comportamentos de cada Nível com uma anotação bem curta sobre como foi a performance do cão em cada um deles, examine-as e veja se existe algum comportamento que precise de mais prática.

AZUL E VERMELHO
COMPORTAMENTOS “SEM COMIDA” E COMPORTAMENTOS OPCIONAIS

Alguns comportamentos estão em azul. Estes devem ser testados sem comida ou clicker (ou brinquedos) com você, na mesa ou em qualquer lugar da área do teste. Por quê? Porque ninguém quer passar o resto da vida andando sempre com um pacote com comida pro cachorro. Porque você não pode levar comida nos julgamentos. O cão precisa se apresentar sem a presença de comida ou brinquedos na frente dele, para guiá-lo. Temos que fazer o cão acreditar - (“ter fé”) – que ele SERÁ recompensado, ele vendo / cheirando ou não a recompensa quando pedimos que execute o comportamento. Então, os comportamentos “azuis” começam cedo – no Nível 2 já começamos a querer que o cão tenha um pouco daquela “fé”.

Os comportamentos vermelhos são opcionais. Adestradores diferentes tem objetivos diferentes para os cães. Alguns (especialmente adestradores nos estágios iniciais da mudança do adestramento tradicional para o adestramento com clicker) são desconfiados ao ensinar um cão a Sentar ou a Olhar enquanto anda. Um adestrador pode não querer que um cão muito novo ou muito velho salte, ou ver um uso futuro para a discriminação de odores. Em cada Nível há comportamentos opcionais. No Nível 3, existem oito comportamentos opcionais. Para passar de nível, o cão deve ser testado em quatro deles. No Nível 4, ele também deve passar em 4 de 8 opcionais. No Nível 5, 8 de 11. No Nível 6, 8 de 16 e no Nível 7, 10 de 16, para que o cão possa passar de Nível.

Antes de ir longe demais no Nível Três, é uma boa idéia ler o resto dos Níveis e marcar quais comportamentos opcionais você deseja trabalhar, pois comportamentos de Níveis mais avançados geralmente dependerão dos fundamentos que você tenha colocado nos Níveis anteriores. Uma opção é trabalhar TODOS os comportamentos em todos os Níveis – o cão se torna mais versátil.

UM JOGO BEM LEGAL – “JOÃO BOBO”
Pegue pessoas suficientes para sentar em cadeiras em um círculo, fazendo com que ele fique fechado – assim, uma vez que o cão esteja no círculo, não poderá sair. Você pode brincar com menos pessoas se ficar em um canto ou tiver algo com que bloquear os “buracos” da roda. Todos têm excelentes petiscos, e o adestrador (no caso, você) senta no círculo com outra pessoa.

O jogo pode ser feito de dois jeitos diferentes, dependendo do desejo do adestrador. O objetivo do jogo é ter um cão equilibrado, ou seja, melhorar seu comportamento. Cães tímidos, sérios ou relutantes em conhecer e receber agrados de outras pessoas jogam de um jeito. Cães atrevidos e aqueles que ignoram o adestrador para ver outras pessoas, jogam de outro jeito.

Para cães tímidos, todos menos o adestrador alimentam o cão. Algumas vezes deve-se começar a brincadeira com todos desviando o olhar e segurando o petisco com a mão aberta. Outras vezes, é necessário jogar os petiscos no chão perto do cão para começar. O adestrador não pode alimentá-lo, mas pode dar um “oi” quando ele parar perto. Os outros podem ou não chamá-lo, depende da reação do cão. Eventualmente, as pessoas podem esticar a mão, fazendo com que o cão tímido tenha que tocá-la para ganhar o petisco, mas ninguém quer pegar o cão. É uma experiência totalmente positiva para o cão e, na segunda ou terceira vez que ele brinca, pode até chorar para entrar na roda. O cão se tornará mais calmo, relaxado e amigável.

Para os outros, o jogo é feito do jeito oposto. Todos têm petiscos, mas ninguém pode dar nada ao cão. Toda a roda brinca de Zen com o cão, exceto o adestrador (você). Zen é mais ou menos isso: a pessoa tem o petisco na mão aberta e, quando o cão chega perto para comê-lo, a pessoa a fecha e não o deixa pegar o petisco. Ninguém recompensará o cão de maneira alguma. Ninguém irá falar com ele, olhar para ele ou fazer carinho nele. Se ele colocar as patas em cima de alguém, essa pessoa se levantará ou virará de costas. Nenhuma interação. As OUTRAS pessoas tentarão atrair a atenção do cão, chamando-o “Aqui, aqui, quer um biscoito?” estalando os dedos e assoviando (sem chamar o cão pelo nome). Mas, quando o cão chegar perto delas, elas param. Cedo ou tarde, provavelmente por acidente, ele voltará sua atenção para o adestrador, que lhe dará os petiscos sucessivamente, um de cada vez, então, balança ao mãos e diz ao cão “Vá brincar”. A este comando, as outras pessoas da roda começam a chamá-lo novamente. Logo o cão não deixará sua mãe ou pai por nada no mundo! Também se pode brincar colocando a comida no chão e todos colocando o pé em cima dela, mas é mais anti-higiênico.

Uma das coisas mais legais deste jogo é que convence o cão que as pessoas podem ser totalmente inúteis e que não são ameaçadoras.

Brinque disse por poucos minutos antes do início das aulas semanais de adestramento. Depois de algumas semanas, o jogo que você fará será baseado na atitude do cão naquele dia em particular e, neste ponto, o cão estará bem “equilibrado”.

NO JOGO (IN THE GAME)
Estar “no jogo” é uma maneira de descrever a PRIMEIRA coisa que você DEVE ter antes de adestrar ou trabalhar com seu cão em QUALQUER situação. Por exemplo, duas pessoas estão trabalhando com um cão cada uma em agility. Um cão não sabe exatamente como fazer o slalom mas presta atenção na situação e se esforça para tentar descobrir o que o dono quer. O outro cão sabe fazer o slalom perfeitamente, mas não presta tanta atenção. Com qual cão eu gostaria de trabalhar?

Eu quero trabalhar com aquele que “está no jogo”, está no clima, mesmo que não saiba nada do que deve ser feito.

Muitas pessoas se chateiam porque o cão “se recusa” a fazer o slalom, ou não o fazem da maneira correta, quando o que elas precisam fazer é voltar para o começo. O slalom não é nada se o cão não estiver no clima.

Certo. MAS, como fazer um filhote entrar no clima? Existem pessoas que começam com o filhote no banheiro, por não haver distrações. Não importa onde você irá trabalhar, tome muito cuidado para controlar as oportunidades para fazer outra coisa. Então estabeleça que você quer ser bem sucedido e o cão ficará desesperado para trabalhar. O que quero dizer é: trabalhe quando o cão estiver com fome. E ele não pode precisar fazer suas necessidades, nem passear. Você pode usar a ração do cão, ou petisco caninos, salsicha, o que for melhor. Ou então, pode brincar de cabo-de-guerra com ele.

Se você trabalha com um filhote com fome, que está a espera da janta, e ele vai fazer outra coisa, cancele toda a sessão e vá embora – levando a refeição dele com você, claro. Então, não lhe dê nada até a próxima refeição, quando você trabalhará com ele novamente.

Quando você estiver trabalhando, note – ele está realmente atento por cinco minutos, e então, os problemas surgem? Talvez VOCÊ ESTEJA devagar com o reforço positivo. Alguns cães trabalham melhor se ganham três ou quatro petiscos pequenos (podem ser pellets (bolinhas) da própria ração) do que se ganharem apenas um por clique. Quando o cão perceber que está sendo alimentado, pode diminuir a quantidade de comida oferecida. Já outros cães preferem ganhar menos quantidade, mas precisam receber comida mais vezes para continuarem atentos ao trabalho. Se você estiver trabalhando com um cão cujo interesse evolui menos que o adestramento, é melhor trabalhar com o cão durante metade da refeição e, depois de um comportamento realmente bem feito, oferecer o resto da refeição.

Se “no jogo” é o que você pensa o tempo todo, quando trabalha com o cão, o corpo e a mente do cão começarão a entrar no clima toda vez que você começar a trabalhar. Depois de um tempo, será algo natural para vocês dois, mas só se você mantê-lo como a primeira e mais importante coisa que irá ensinar ao cão. Quanto mais você praticar, mais natural se tornará.

É horrível ver uma pessoa tentando fazer agility (ou qualquer outra coisa) com o cão cheirando e andando por todos os lados. Elas podem até estar trabalhando agility, mas não trabalhando o CÃO.

VOCÊ LEVA PARA O COFRE!
Toda vez que você recompensa seu cão por um comportamento, você está “armazenando” este comportamento. Pense que você coloca uma moeda num copo toda vez que dá um petisco ao seu cão. Chame o cão, ele vem, petisco para ele e uma moeda no copo. Ele vem 100 vezes, você lhe dá 100 petiscos e coloca 100 moedas no copo. Digamos que para seu cão, vir quando chamado vale a pena. Toda vez que você chama o cão e NÃO lhe dá um petisco, está desperdiçando seu dinheiro do “cofre”. Quando você não tiver mais dinheiro no copo, você também não obterá mais o comportamento.

Cada comportamento tem um valor diferente para cada cão. Para alguns, pegar algo e levar ao dono é um comportamento barato. São cães que gostam de buscar coisas, o fazem se sentir bem fazendo isso. Esses cães podem “vender” 3 buscas por um centavo, ou 50 buscas por um real. Mas, para esse mesmo cão, ir para a caixa de transporte pode ser um comportamento caro. Um exemplo são os cães de serviço, que precisam ficar com o dono o tempo todo, ou seja, estão ACOSTUMADOS a ficar com o dono o tempo todo. Ir para a caixa de transporte e ter que ouvir o dono tirar o casaco e pegar as chaves do carro é um insulto para eles. Ir para a caixa de transporte é um comportamento que vale 50 centavos, e é MELHOR ter esse dinheiro antes de PENSAR em colocá-lo na caixa sem um petisco, ou haverá problemas na próxima vez.

Fonte: http://dragonflyllama.com/%20DOGS/Levels/LevelBehaviours/LevelsBook.html

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

"Click and Treat" e outros mitos do adestramento

"Adestramento tradicional não funciona" E "Adestramento com Clicker não funciona"
Claro que funcionam. Milhares de cães de estimação, de trabalho e de competição provam a eficácia de ambos os adestramentos. Desde que um método específico siga os princípios do aprendizado para um indivíduo (no caso, o cão), o método funcionará.

"Nenhum método funciona para todos os cães"
Verdade. Um método é uma receita, instruções passo a passo para adestrar ou modificar um comportamento. Nenhuma receita funciona para todos os cães e é por isso que muitos métodos alternativos foram desenvolvidos.

Infelizmente, os métodos são limitados, a menos que o adestrador também entenda os seus princípios. No passado, os adestradores ensinavam métodos ao invés de princípios e, como resultado, indivíduos (e as vezes raças inteiras) que não respondiam aos métodos ensinados eram incorretamente chamadas de muito "estúpidos", "teimosos", "dominantes", "agressivos" ou "se entediam facilmente" para adestrar.

O adestramento com clicker é uma tecnologia para mudar comportamentos. Os princípios do aprendizado são largamente enfatizados. Pela primeira vez, a habilidade de avaliar um método para um indivíduo, para modificá-lo, ou mesmo para criar uma receita totalmente nova é tirada do "instinto", "experiência" e "talento", e ensinadas e explicadas para todos.

O adestramento com clicker, usado com habilidade, funciona para todo cão mental e fisicamente capaz de aprender, porque nenhum cão é imune aos princípios do aprendizado.

"Adestramento tradicional é cruel e não-humano" E "Cães adestrados pelo método tradicional são medrosos/ agressivos" E "Cães medrosos devem ter sido adestrados pelo método tradicional e sofrido abusos"
Estes mitos são ditos frequentemente por clicker trainers, e não são justos, além de serem incorretos. Existem pessoas que usam aversivos em nome do adestramento? Claro. Mas existem ainda mais pessoas que usam o método tradicional sem causar nenhum dano. Existem cães adestrados pelo método tradicional que falham neste método e se tornam medrosos ou agressivos? Infelizmente, sim. Mas muitos mais se tornam trabalhadores felizes, e um cão miserável não é necessariamente um sinal de adestramento abusivo.

"Como todo adestramento pode ser explicado usando o 'condicionamento operante' (tradução livre), todos os adestradores são adestradores operantes"
Só porque um método de adestramento pode ser explicado usando os termos condicionamento operante, não quer dizer que o adestrador aplica o método é um adestrador operante. Para isso, ele deve entender seus princípios e ser capaz de aplicá-los e modificá-los em qualquer situação e para qualquer indivíduo. "Adestradores operantes" não são limitados aos métodos do adestramento com clicker (e nem todo clicker trainer é operante), mas como o adestramento com clicker enfatiza bastante os princípios do aprendizado desde os estágios iniciais, mais adestradores operantes são clicker trainers.

"Adestramento com clicker é ineficaz porque nenhum cão adestrado por este método alcançou... (alguma coisa)"
O Adestramento com clicker aumentou sua popularidade devagar nos últimos 15 a 20 anos. Mas, nos últimos 2 ou 3 anos as aulas com o método clicker começaram a aparecer com uma certa regularidade. Antes disso, os adestradores estavam por conta própria, ensinando uns aos outros com a ajuda de listas de discussão, websites e uma seção limitada de livros e vídeos. Mesmo agora a maioria das aulas é destinada a donos de cães.

Um competidor em potencial, que quer adestrar seu cão tradicionalmente tem muitas fontes à sua disposição já que muitas pessoas fazem isso antes dele. Existem vários métodos, competidores experientes para ajudar, instrutores e livros e vídeos.

Os que quere usar o clicker para competir não têm tanta sorte. Alguns esportes - como agility - são dominados pelo clicker e têm bastante bibliografia, mas outros - como treinamento de campo - não têm nada para ajudar o novo competidor. As receitas tradicionais não servem; o adestrador - geralmente um iniciante - deve partir do começo.

Para obter um título você precisa:
  • um adestrador que entenda completamente o estilo de adestramento que usa;
  • um adestrador que entenda completamente o esporte que participa e os comportamentos que precisa treinar;
  • um cão que tenha talento e habilidade física para fazer os comportamentos obrigatórios em um nível preciso o bastante para vencer;
  • o desejo de treinar e competir o bastante para obter o título;
  • dinheiro para treinar e competir o bastante para obter o título;
  • tempo para treinar e competir o bastante para obter o título;
  • habilidade para treinar para obter o título.

Você deve ter todos estes elementos. A verdade é que leva anos para se tornar bom o bastante para treinar até os níveis superiores em qualquer esporte, mesmo que você tenha a bibliografia para lhe ajudar.

"Clicker trainers não usam punição"
Incorreto. Eles usam punição negativa, que é a remoção de algo que o cão quer. Por exemplo, "penalty yards" é um método comum usado para ensinar a andar com a guia frouxa (loose leash walking). O cão vê algo que quer. Enquanto ele andar calmamente, o adestrador o deixa chegar perto do que ele quer. Mas, se o cão começa a puxar, o adestrador anda para trás. Andar calmamente; consegue o que quer - reforço positivo. Puxar; perde o que quer - punição negativa. Este método é extremamente claro para o cão porque ganhar ou perder o que quer é controlado pelas ações dele mesmo.

"Adicionar um aversivo (punição positiva) é mais severo, mas mais eficaz, que remover o reforço (punição negativa)"
Punição positiva é mais severa que punição negativa? Mais eficaz? E o reforço positivo? É mais ou menos poderoso que o reforço negativo? Mais ou menos eficaz?

Nenhum.

Toda aplicação de reforço e punição, positiva e negativa, vão do leve ao extremo. Exatamente onde a aplicação particular se encaixa depende do cão e da situação específica.

Punição e reforço são definidos por seus resultados. Aplicações que envolvem aversivos se generalizam mais facilmente, mas mesmo quando usadas corretamente podem ter efeitos negativos. Ambos precisam de habilidade para serem aplicados corretamente, mas o potencial para o impacto negativo do programa de adestramento é maior se o adestrador aplicar o aversivo incorretamente.

"Correções são vitais para mostrar ao cão que ele deve obedecer"
Credibilidade é obtida através de repetições. A verdadeira credibilidade é alcançada com fluência, depois que o animal passar do ponto de executar o comando somente devido à consequência, positiva ou negativa.

Para obter um comportamento confiável, só existe uma maneira de fazê-lo. Praticar. Generalizar o comportamento. Praticar em condições onde você precisa que o comportamento seja confiável. Trabalhar em latência. Fazer anotações e treinar até que você alcance o nível de credibilidade que precisa, seja ele 9 de 10 ou 999 de 1000.

Você determina quais comandos são os mais confiáveis e obtém respostas imediatas ao treiná-los. Mas não se engane ao pensar que o adestramento, não importa quantos aversivos use e quão severos são, superam o livre-arbítrio.

"O clique deve ser seguido por petisco"
O clique deve ser seguido por um reforço - algo que o cão queira. Há uma variedade deles. Alguns dos mais usados são:

  • Comida;
  • Brinquedos;
  • Carinho, atenção;
  • Oportunidade de fazer algo que o cão queira (life rewards);
  • Oportunidade de executar um comportamento bem conhecido.

Em uma sessão formal de adestramento você quer obter o maior número de repetições possível. Comida é um excelente reforço porque pode ser dividida em pedaços bem pequenos e comidas rapidamente. Brinquedos também são bons reforços, mas brincar com eles leva tempo, ou seja, você obterá menos repetições em uma sessão. Carinho e atenção são ótimos complementos para comida e brinquedos, mas geralmente não desejados o suficiente pelo cão, se usados sozinhos, principalmente em locais com distrações. A oportunidade para fazer algo que queira algumas vezes é o reforço mais poderoso que você tem.

A coisa mais importante para lembrar é que é o cão que determina o que é e o que não é um reforço. Se o cão não quer o que você oferece, não é um reforço.

"Adestramento com clicker nem sempre funciona porque a comida não é um reforço muito forte" E "Instintos e comportamento auto-recompensadores são tão poderosos que você deve usar correções para garantir credibilidade"
Comida não é o único reforço disponível. Não importa qual você escolha, considere seu valor relativo. Uma comida pode valer mais que outra. Um brinquedo pode valer mais que a comida em determinadas situações. A oportunidade de cumprimentar outro cão pode ser a melhor de todas! Depende do seu cão e da situação.

Algumas vezes o instinto de executar um comportamento é tão forte no cão que o adestrador não acha nada que valha mais que isso. Então, usam-se técnicas chamadas Dessenssibilização e Redirecionamento. A primeira diminui a força da resposta do animal a determinado estímulo. A segunda pode ser usada para tranferir o foco da atenção do cão.

"Cães adestrados com clicker só trabalham com comida ou clicker presentes" E "Você precisa usar clicker e petiscos sempre" E "Você precisa carregar clicker e petiscos em qualquer lugar"
O clicker é um marcador de eventos, usado para identificar uma performance correta durante o início do aprendizado do comportamento. Quando o comportamento está formado, sob comando, você não precisa mais do clicker. Pode simplesmente substituí-lo por um marcador verbal. Se você não tem um clicker com você - pode marcar verbalmente sempre - ou só dar o reforço.

Comida nao é o único reforço. Sim, você precisa continuar reforçando o comportamento - pelo menos ocasionalmente - mas o reforço não precisa ser um petisco ou algo que se dê ao cão. Pode ser a oportunidade de fazer algo que o cão realmente goste ou o próprio comportamento pode ser auto-recompensador!

Podemos nos livrar da comida. Algumas pessoas reclamam que o cão só trabalha se tiver petisco. Isto mostra como os cães são discriminativos! Se a comida está visível toda vez que você treina, o cão acredita que ela faz parte da equação. Existem outros problemas. Os cães frequentemente são treinados para executar comportamentos quando estão na frente do adestrador, quando o adestrador está parado ou em um local específico. Todos estes problemas podem ser evitados ao variar, durante o adestramento, tudo que não esteja relacionado ao comportamento.

"Adestramento com clicker é difícil de aprender" E "Adestramento com clicker é difícil para iniciantes"
É simples, mas não fácil. Mesmo com uma boa receita, é preciso certa habilidade para usá-lo corretamente. Felizmente os cães trabalham duro para descobrir o que o adestrador que. Embora o "timing" seja necessário, todos os comportamentos necessários para a boa convivência com o cão podem ser ensinados até mesmo por quem não tem timing nenhum!

Algumas se assustam com a quantidade de teoria neste adestramento. Apenas querem uma receita para seguir e treinar o cão. Muitas acham e seguem receitas com pouco ou nenhum entendimento de como funcionam e, mesmo assim, atingem seus objetivos.

"O clicker é uma ferramenta de adestramento mágica e necessária"
É um marcador. Quando você o usa pela primeira vez, é completamente neutro. Mas, associado com comida ou outro reforço, ganha qualidades de reforço. Ainda assim, é um marcador de eventos e, como tal, é um bisturi, capaz de modelar comportamentos incrivelmente precisos. Em comparação, um marcador verbal é uma espátula de manteiga.

"O clicker comanda o comportamento" E "Clicker trainers usam milhões de comportamentos sem comando" E "Cães adestrador com clicker constantemente oferecem comportamentos"
O comando "dá nome" e provoca o comportamento. O clicker marca o comportamento quando ele ocorre. Por duas razões, os clicker trainers não adicionam o comando até que o cão esteja oferecendo exatamente o que eles querem:

  • Quando o filhote está aprendendo o comportamento, queremos que ele se concentre nele. Neste ponto, o comando não tem sentido para ele. Torne o aprendizado mais fácil para seu cão minimizando distrações, incluindo comandos sem sentido;
  • Queremos que o comando esteja associado ao comportamento final, perfeito. Se adicionamos o comando no começo, corremos o risco de ter uma versão do comportamento inacabada, mesmo que continue a modelar comportamentos mais precisos.

Primeiro obtenha o comportamento do jeito que quer. Depois adicione o comando assim que o cão oferecer ativamente o comportamento. Para um comportamento simples, pode ser no primeiro dia.

Comportamentos mais complexos podem levar mais tempo para modelar. Se for extremamente complexo - uma cadeia de comportamentos - você pode adicionar comandos para cada parte da cadeia, e depois adicionar um comando para toda ela quando estiver completa. Ou, se o comportamento é único mas muito elaborado, use um comando temporário enquanto modela-o, trocando para um comando permanente quando modelar o comportamento final.

"Você não pode elogiar o cão quando adestra com clicker"
Claro que pode! Depois de clicar, elogie o quanto quiser. É bom ficar quieto antes de clicar para o cão poder pensar sobre o que o fez ganhar o clique. Mas uma vez que ele o ganha, celebre o quanto quiser. Deixe o adestramento melhorar a convivência entre vocês - AME SEU CÃO!

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Lidando com a Ansiedade de Separação

Sentindo Sua Falta

Cães são animais de matilha. Com os donos sendo a “matilha”, cães domesticados naturalmente preferem a companhia dos humanos. Mas, uma coisa é ter seu cão lhe seguindo pela casa, outra é seu cão uivar sem parar quando você está no trabalho ou fazer as necessidades pela casa, mostrando desagrado com sua ausência. Quando o comportamento do seu cão na sua ausência parecer extremo, ele pode estar sofrendo de ansiedade de separação.



A ansiedade de separação nos cães é uma série de comportamentos que ocorrem em alguns indivíduos quando seus donos ou “familiares” não estão presentes. Estes comportamentos incluem: destruição, vocalização, fazer necessidades em locais impróprios, anorexia, tentar fugir, ficar zanzando pela casa e/ou depressão”, de acordo com Debra F. Horwitz, em seu artigo "Separation Anxiety in Dogs" (Conferência Veterinária da Costa Atlântica, 2001).


Sintomas e Tratamento
É importante ter em mente que os sintomas listados acima nem sempre indicam ansiedade de separação. Podem indicar tédio, falta de exercício ou pouco ou incompleto treinamento de onde fazer as necessidades. Doenças também podem causar muitos destes sintomas. Se o seu cão mostra alguns destes sintomas em sua ausência, é importante conversar com um veterinário comportamentalista para um diagnóstico mais preciso e um plano de tratamento. A ansiedade de separação pode ser o segundo problema de comportamento mais diagnosticado, depois da dominância. Mas é importante tratar todo e qualquer problema de comportamento. Um veterinário comportamentalista competente deve ser capaz de oferecer técnicas de mudanças de comportamento efetivas para qualquer dos sintomas, sejam ou não resultados de ansiedade de separação.


Uma vez que o diagnóstico foi feito, o tratamento geralmente é uma combinação de remédio e mudança de comportamento, dependendo da gravidade da situação. Os remédios podem ter um papel importante no tratamento da ansiedade de separação. Proporciona várias oportunidades de empreender técnicas de mudança de comportamento em cenários da vida real, algo que pode ser difícil de implementar sem assistência farmacológica. Algumas vezes a vida real aumenta o critério muito rapidamente para efetivar a mudança de comportamento; os remédios podem prover a vantagem necessária e aliviar o amado animal do desconforto e da ansiedade.


Buscas na internet proporcionam grande quantidade de informações sobre o tratamento da ansiedade de separação. Mas tenha em mente que um veterinário comportamentalista é a melhor fonte para o tratamento. O exercício deste artigo é para lhe dar um entendimento dos princípios comportamentais em jogo na ansiedade de separação.


O exercício ioiô para acalmar
Este exercício é para ensinar o cão como ficar calmo durante curtas e controladas ausências do dono. É útil para cães que sofrem de casos de ansiedade de separação de bem leves aos mais severos, ou para cães que somente não gostam que seus donos saiam de perto. Um diagnóstico profissional de ansiedade de separação não é necessário para começar este exercício, mas se o seu cão tem uma reação forte a ele, é melhor consultar um comportamentalista rapidamente.


Os princípios deste exercício são os mesmos usados no tratamento, o que torna mais fácil entender como o tratamento funciona. A percepção ganha com este simples exercício torna menos provável que sérios erros sejam cometidos se ou quando se tentam procedimentos mais complexos de mudando de comportamento.


O que o exercício faz é mostrar ao cão que ficar calmo é a maneira mais rápida e confiável de trazer o dono de volta. Ficar ansioso, uivar, latir, cavoucar, não trarão o dono de volta.
Como qualquer bom programa de mudança de comportamento, este exercício começa de modo simples e vai dificultando, garantindo sucesso. É importante fazê-lo fácil para o cão ter sucesso em cada passo. Sem sucesso, não há reforço; sem reforço, há menos comportamento desejado.


Começando
Para começar, ache um jeito de conter o cão, para ele não o seguir. Pode ser um portãozinho, uma caixa de transporte ou mesmo alguém segurando o cão. Não faz mal repetir o exercício com cada um destes itens, se estiverem disponíveis. Misture-os sempre que possível, assim se tornará mais prático o uso de cada um deles em várias situações. Simplificando o exercício, vamos assumir que usamos uma guia para prendê-lo.


Certifique-se que seu cão está usando um peitoral ou uma coleira normal, amarrado a um poste ou a algo que ele não arraste, a guia sendo comprida o bastante para o cão sentar, deitar e dar a volta. E você começa parado bem em frente ao cão. Fique quieto e calmo. Não dê qualquer comando – dizer “Espere aí, volto em um minuto” ou “Fica”, por exemplo – pois queremos que o comportamento seja um padrão e não algo que precise de um comando.


Se seu cão está excitado, espere até que ele se acalme antes de começar. Você precisa de bastante tempo para completar este exercício; você não pode se dedicar parcialmente a ele se seu cão ainda mostra sinais de ansiedade.

Aumentando o critério dentro do método 300 Peck
* Se afaste um passo do cão. Se ele estiver calmo, clique e volte para ele.
* Se afaste dois passos do cão. Se ele estiver calmo, clique e volte.
* Se afaste três passos do cão. Se ele estiver calmo, clique e volte. Se ele não estiver calmo, espere até que ele se acalme, então clique e volte. Comece de novo, se afastando apenas um passo dele.

O método para aumentar o critério é conhecido como "300 Peck". Ele faz com que você aumente o critério um passo de cada vez até que o cão falhe, então, volta o critério para o primeiro passo e começa de novo. Este método é uma maneira fácil de aumentar o critério além de alcançar uma razão alta de sucesso.

Com estes pequenos sucessos, logo você poderá sair da sala e sair da vista do cão. Mantendo a política do “o cão deve ter sucesso”, não deixe a sala ainda. Leve o cão para outro cômodo e repita o procedimento – do começo – naquele cômodo. Faça o exercício em vários cômodos da casa e depois fora dela.


Sair da vista é um grande passo e aumentará o critério rápido demais se não forem feitas tentativas em outros locais primeiro. Em muitos locais fora de casa você pode se afastar dezenas de passos do seu cão antes de sair da vista dele. Quando você puder se afastar de 20 a 25 passos dele e ele permanecer calmo, volte para o primeiro lugar da casa onde você treinou e tente o “fora-de-vista”, onde você vai para outro cômodo.


Quando for a vez dos fora-de-vista, comece contando segundos fora de vista, ao invés de passos de distância. O exercício agora usa o critério da duração ao invés do critério da distância. O objetivo é ser capaz de ficar longe do cão por longos períodos de tempo sem que o cão demonstre ansiedade. O exercício é o primeiro passo na direção deste objetivo, em circunstâncias controláveis.


Uma babá eletrônica pode ser de grande ajuda em estágios avançados deste exercício, assim quando você estiver longe, você poderá ouvir seu cão através deste aparelho.


E se meu cão falhar?
Se seu cão não permanecer calmo em nenhum dos passos acima, tudo o que você pode fazer é esperar que ele se acalme, clique e volte. Volte o critério para um passo e tente de novo.


Comportamento ansioso é apenas comportamento. Parece terrível, mas não pode durar para sempre. Se seu cão (ou ninguém perto) não corre risco de se machucar, espere. Se você realmente não pode esperar, pelo menos espere por uma redução do comportamento ansioso antes de voltar para o cão. Se o comportamento ansioso for extremo, procure ajuda profissional o mais rápido possível!


Onde estão os petiscos?
Neste exercício não é necessário dar petisco, brincar ou oferecer qualquer recompensa usada no adestramento com clicker. Se seu cão tem ansiedade de separação, tudo que ele quer é estar perto de você. Qualquer outra recompensa é desnecessária e pode até mesmo atrapalhar o exercício.


Para um cão que sofre de ansiedade de separação, sua volta é um reforço. Você terá a confirmação do reforço com a eficácia do exercício. Idealmente, o comportamento calmo irá aumentar e você será capaz de se afastar cada vez mais, ou permanecer fora de vista por mais tempo. Se este progresso não ocorrer, não continue o exercício até que você tenha procurado ajuda profissional.


Este exercício tenta aumentar o limiar de o quão distante você pode ficar de seu cão ou quanto tempo você pode ficar longe dele antes dele ficar ansioso pela sua volta. Mostre a ele que você sempre volta se ele estiver calmo. Dar petisco irá confundir o cão. Se você der um petisco, não está mostrando ao cão que você sempre volta quando ele está calmo, ao invés disso mostra que ele ganha um petisco. Isto pode ou não ser um bom reforço para um cão que sofre de ansiedade de separação.


Observe e espere
Sabemos se este exercício produz mudanças no estado emocional? Não, apenas podemos observar o cão e os resultados. É observando o comportamento do cão que nos leva a acreditar que ele sofre de ansiedade de separação. Se não fosse assim, não teríamos com o quê nos preocupar, pois nem prestaríamos atenção na mudança do comportamento!


Este é um exercício básico e fundamental para o tratamento da ansiedade de separação. Tenha em mente que em qualquer caso de ansiedade de separação podem haver aspectos do problema que precisam de tratamento e orientação de um profissional competente e qualificado para obter os melhores resultados.



Sobre o autor: Aindan Bindoff é o editor do Positive Petzine,um site com vários artigos para donos de cães e adestradores. Ele vive e trabalha na Tasmânia, Austrália.

Fonte: http://www.clickertraining.com/node/1556?SSAID=181540

terça-feira, 13 de novembro de 2007

A Chegada do Bebê

Ter um bebê é um acontecimento incrível na vida das pessoas! Há tanto para fazer e se preparar antes do bebê nascer. Infelizmente, nesta correria, nos esquecemos de incluir nosso cão neste processo de preparação. Em pouco tempo, o mundo do cão, como ele conhece, mudará para sempre. Algumas vezes, o cão perde a posição de bebê. Isto pode ser muito confuso e ameaçador para ele e é o motivo pelo qual muitos cães acabam sendo abandonados depois do nascimento do bebê humano. Geralmente tudo, da hora de dormir à hora do passeio e brincadeiras, é afetado pela chegada do bebê. Você pode tornar esta transição muito mais fácil para você e seu cão seguindo alguns conselhos práticos antes da chegada do bebê. Assim, quando ele chegar, a única coisa nova para o cão será o próprio bebê!

Se você ainda não treinou o cão com obediência básica, a hora é agora. Seu cão deve saber os comandos básicos, como senta, deita, fica, não pule, vir quando chamado, deixa e como andar na guia sem puxar. Se precisar de ajuda para ensinar estes comandos, contate um adestrador de confiança (ou converse comigo hehehehe). Tenha em mente que o tempo necessário para se adestrar o cão (só comandos básicos) é de seis a nove semanas, então, comece logo! Ensinar o cão a ficar na casinha (que também pode ser a caixa de transporte) é muito bom, pois todo cão gosta de se sentir seguro em um cantinho só dele. Coloque-o na casinha / caixa por pouco tempo, com algum petisco. Quanto mais seu cão se acostumar com a casa/caixa, aumente o tempo de confinamento. Você pode deixar o cão na casinha / caixa enquanto alimenta o bebê, dá banho nele etc, momentos em que você estará 100% focado no bebê. Outro comando imprescindível para ensinar ao cão é o “quieto”. Você deve ser capaz de controlar o barulho do cão enquanto o bebê dorme.

Também é tempo de pensar em como o cão se exercitará (passeios, brincadeiras, adestramento) quando o bebê chegar. Você consegue levá-lo junto com o bebê? Tem algum lugar onde você possa soltar o cão? Outro membro da família levará o cão no seu lugar? Se você prevê mudanças nas rotinas de brincadeiras e exercícios, comece a incorporar estas mudanças agora. Ter um bebê em casa é tão estressante para o cão quanto para você, então, dê estímulo físico e mental ao seu cão, diariamente: será mais importante que nunca. Se você planeja incorporar a caminhada com o cão em uma caminhada em família, junto com o bebê, pratique-a antes da chegada dele. Deixe o cão cheirar o carrinho, mas não deixe-o pular nele. Faça com que o cão veja o carrinho como algo positivo, uma coisa boa: dê-lhe muito carinho e até mesmo petiscos que ele adore quando o carrinho estiver por perto. Agora, pratique caminhar empurrando o carrinho. Para a maioria das pessoas, é muito estranho no começo, porque você não está só segurando a guia, você está empurrando o carrinho com a guia em volta do punho (eu já uso a guia assim). Levarão algumas “viagens” para se adaptar a esta nova caminhada, tanto para você quanto para o cão, já que ele não mais poderá andar de um lado pro outro – haverá um carrinho bloqueando o caminho dele! Imagine como será mais difícil com um bebê no carrinho! Comece agora para que o cão entenda a nova rotina de caminhada antes da chegada do bebê.

Um bebê significa muitas coisas novas e não familiares. Mostre ao cão as coisas do bebê – brinquedos, roupas, cobertas, berço etc. Associe-as a coisas positivas, seja na forma de carinho ou de petisco, sempre. Coloque um pouco do shampoo do bebê na mão e deixe o cão se acostumar com o cheiro. Tente arrumar uma gravação de choro de bebê e deixe tocar enquanto você pratica obediência com o cão. Aumente o volume aos poucos, preparando o cão para o choro real. Se você conhece alguém que tenha crianças pequenas, exponha seu cão a elas e torne as crianças experiências positivas. Se você tem um amigo que tenha bebê, convide-o para lhe visitar. Vale até mesmo pegar uma boneca e niná-la. É bom para prepara o cão para o tempo em que ele precisar dividir a sua atenção e para que você mostre ao cão que ele não está lhe perdendo, e sim que você espera que ele se comporte de uma certa maneira. Também ajudará você a entender quais podem ser as preocupações do seu cão. Os sentidos do cão do olfato e audição são mais aguçados que os nossos, então ajude-o a se preparar para os cheiros, odores e visões de um bebê.

Toda esta preparação valeu a pena. Agora chegou o grande dia e você está fora, no hospital, para dar à luz. Espere! Quem vai cuidar do cão? Você pode deixá-lo em um hotel para cães ou pedir que alguém da família, ou amigo, cuide dele (comida, passeios, brincadeiras, etc) até você voltar para casa. Enquanto você está no hospital com o bebê, peça para alguém da família levar para casa um cobertor ou peça de roupa que o bebê usou. Esta será a primeira oportunidade de expor o cão ao cheiro real do novo membro da família, então, apresente a peça de roupa com muitos carinhos, elogios e, até mesmo, petiscos! Quando você voltar para casa, será natural o cão querer te receber. Peça para alguém ficar com o bebê enquanto você agrada o cão. Assim que o cão se acalmar, segure o bebê no colo. Peça para o cão sentar e ficar enquanto você o deixa ver e cheirar o bebê. Nada de mal acontecerá se ele lamber o bebê!! Se o cão aparentar estar estressado com a emoção da sua chegada, coloque-o na casinha / caixa por um tempinho com um osso ou um petisco especial, para mantê-lo ocupado. Não deixe-o lá por um tempo muito grande, principalmente no dia da chegada do bebê. O cão precisa saber que ele É importante para você.

Assim como o primeiro filho na chegada do segundo, o cão pode quebrar certas regras da casa por um tempo depois da chegada do bebê. Os cães podem considerar o bebê como um irmão de ninhada que suja a casa, e ele passa a fazer o mesmo também. Para desencorajar isso, não deixe fraldas jogadas e procure limpar o banheiro do cão com o mesmo cuidado que tinha quando estava ensinando o cão a usar o banheiro. Se você tiver problemas, faça as mesmas coisas que fez quando trouxe o cão para casa – limite algumas áreas de acesso dele à casa, leve-o para fora mais vezes ao dia, elogie-o quando fizer as necessidades no lugar certo. Lembre-se também de não ser duro com seu cão se ele cometer algum acidente, ou esquecer algumas coisas do adestramento básico. É um período muito estressante para ele! Apenas lembre-o de que é aceitável através de elogios e recompensas e logo ele saberá quais são os comportamentos corretos e desejáveis.

Enquanto você for capaz de agir feliz e calmamente quando seu cão estiver em casa com o bebê, não levará muito tempo para ele aceitá-lo como o novo membro da família. Se você estiver muito estressado com a chegada do bebê, seu cão perceberá, embora ele não saiba exatamente o motivo do estresse. Seu cão pode ser um grande “aliviador de estresse” – deixe que ele o ajude a acalmá-lo. É importante ter momentos a sós, você e seu cão, mesmo que sejam curtos, para que ele saiba que ainda é muito importante para você. Seu cão quer que você seja o líder da matilha, aceitará o bebê e será tão devotado a ele quanto a você. Com algum planejamento, seu bebê pode ser uma grande “soma” para a matilha, tanto para você quanto para seu cão.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Dálmata



Quer saber mais sobre a raça Dálmata? Então leia, a seguir, uma entrevista com uma futura criadora de Dálmatas, Rachel Fradique Accioly.

Fúlvia: Função antiga e atual (para saber como o cão se comportará em casa).
Rachel: Antigamente o Dálmata foi usado para tudo, digamos um cão multi-uso, desde caçador a cão de guarda, mas a atividade em que mais se destacou foi como "guarda carruagens"! Esses belos cães pintados eram sempre vistos junto às carruagens, seguindo-as e avisando aos passageiros de perigo e protegendo-as. Até hoje o Dálmata é conhecido como o cão de carruagem. Hoje eles são utilizados como cães de companhia, e em alguns países existem umas provas onde o cão acompanha o dono montado a cavalo para ver seus instintos de seguir e sua afinidade com cavalos.

F.: Tamanho (peso (em quilos) e altura na cernelha em machos e fêmeas).
R.: Altura machos: 56 a 61 cm. Peso: aproximadamente 27 a 32 kg. Altura fêmeas: 54 a 57cm. Peso: aproximadamente 24 a 29 kg.

F.: Ambiente ideal (seria um bom cão para se ter em uma casa, em um apartamento ou no campo?).
R.: O melhor local é um lugar com bastante espaço, próximo à natureza, eles amam correr.

F.: Tamanho da área (se tem uma boa adaptação para áreas pequenas (como um apartamento), desde que seja exercitado regularmente ou necessita viver em áreas grandes?).
R.: Apesar de necessitarem de bastante exercício, são cães que se adaptam bem a vida em um apartamento ou a uma casa sem quintal contanto que seja dado a ele o exercício necessário todos os dias.

F.: Tolerância com crianças (precisa viver com crianças mais velhas ou vive bem com as menores?).
R.: São cães que se dão super bem com crianças, mas é necessário ter uma atenção maior quando a criança é muito pequena pois as brincadeiras deles podem ser brutas apesar deles brincarem na intensidade que a pessoa brinca com eles.

F.: Tolerância com estranhos.
R.: Toleram bem estranhos, são cães sociáveis e dificilmente se mostram agressivos, às vezes podem ser reservados assim que conhecem alguém de fora.

F.: Tolerância com outros cães e outros animais (briga mesmo quando socializado ou é amigável?).
R.: Se dão bem com outros cães, e outro animais. De preferência devem ser socializados pois eles possuem um instindo caçador bem desenvolvido!

F.: O quanto late?
R.: Não são cães barulhentos, mas dão o alarme quando percebem algo de errado.

F.: Nível de obediência.
R.: Dálmatas são cães de personalidade própria e às vezes chegam a ser cabeças duras, mas se você tiver paciência e pulso firme eles aprendem com muita facilidade e rapidez, principalmente se o que você estive ensinando for do interesse deles.

F.: Necessidade de exercícios (é uma raça resistente, gosta de esportes, como caminhadas, agility, etc?).
R.: Dálmatas são cães atletas, agüentam longas caminhadas e parecem incansáveis.
Eles andavam muito no passado percorrendo grandes distâncias seguindo as carruagens.

F.: Nível de atividade (incluindo vontade de brincar).
R.: São cães que estão sempre dispostos a brincar, topam qualquer parada. Mas também sabem a hora de ficar parado, descansando. Por exemplo, enquanto estou respondendo à entrevista, a minha pintada está dormindo bem ao meu lado.

F.: Cuidados (gerais: olhos, orelhas, boca, pêlo e dificuldade dos mesmos – quantas vezes na semana (periodicidade)).
R.: Por ser um cão de pelo curto não necessita de muitos cuidados com a pelagem, o que é bom fazer é escovar o pelo de duas a 3 vezes na semana com uma escova de borracha para retirar os pelos mortos, isso diminui a quantidade que fica espalhada pelo chão da casa. Se deve tomar cuidado com os produtos que se usa para banhá-los pois eles tem uma pele sensível e dependendo do produto eles podem ter alergia. A orelha deve ser limpa uma vez
por semana com um produto apropriado. É mais que o suficiente.

F.: Necessidade de contato humano (gosta de contato humano e precisa dele ou é mais independente?).
R.: É um cão extremamente carinhoso, principalmente as fêmeas, são do tipo que te
seguem por todos os lados e querem estar próximos, encostam a cabeça em você, pedem carinho, eles gostam bastante do contato físico com o dono, mas também são independentes quando lhes é conveniente.

F.: Fica bem sozinho?
R.: Ficam, mas preferem a presença do dono.
F.: Nível de destrutividade.
R.: Quando filhotes são um terror!mas qual filhote não é!? Para educá-los é preciso de pulso firme. Eles são teimosos? Sim! E você precisa ser mais teimoso que eles para poder educá-los, isso é na fase inicial, quando são filhotes até 1 ano, depois eles melhoram bastante e se
tornam cães centrados, obedientes e comportados pelo menos na maior parte do tempo, contanto que você mostre a eles que você é o líder desde filhote!

F.: Preço de um filhote e de um cão adulto.
R.: O preço varia bastante pois muitas coisas são levadas em consideração...
Digamos que mais ou menos na faixa de 700 – 3000 reais.

F.: Expectativa de vida.
R.: 12 a 14 anos.

F.: Doenças comuns e prevenção.
R.: Problemas de pele são bem comuns, podem ser evitados com um sabã
o que não agrida o pelo, shampoos neutros devem ser as preferência. Outro problema que acomete a raça são os cálculos renais devido a uma deficiência em uma enzima que não digere direito a proteína, pode ser evitado dando ao cão uma ração de boa qualidade (super Premium) ou uma ração com um baixo teor de proteína, evitando dar também suplementos vitamínicos e minerais e quando dado, deve ser por um curto período de tempo para evitar a formação das "pedrinhas". O ideal é quando o cão estiver com uma certa idade fazer um exame de uréia e creatininia para ver se está tudo em ordem. Um problema comum na raça também é a surdez, esse é um problema genético, pode ser evitado através de cruzamentos planejados por criadores responsáveis, e
se evitando cruzar cães que tenham um ou os dois olhos azuis e cães despigmentados e descartando para cruzamentos cães surdos uni ou bilateralmente.

F.: Origem da raça.
R.: A origem do dálmata é baseada em suposições mas é uma raça antiga. A descoberta de pinturas e ilustrações nos túmulos dos faraós, no período entre os séculos XVI a XVIII, pode-se levar a pensar que o Dálmata existiu há milhares de anos. Crônicas de igrejas no séc.XIV e do ano de 1719 sugerem que a raça é originária da região do mediterrâneo e especialmente próximo a costa da Dalmácia que é de onde vem seu nome.

F.: Por que comprar e porque não comprar um Dálmata? A quem ele é ou não indicado?
R.: O Dálmata é uma raça para pessoas de bom humor! Para rir das coisas que eles aprontam, eles tiram de você pelo menos uma risada por dia. Para se ter um Dálmata a pessoa deve ser disposta e não levar uma vida ociosa, é um cão que necessita de longas caminhadas caso a pessoa não tenha um jardim grande. Dálmatas soltam pelo, se você não gosta de pelo na sua roupa, moveis e etc melhor optar por um Pelado Mexicano! São cães super carinhosos, fiéis e apegados ao dono, gostam de te agradar e às vezes parecem "tirar uma" com a sua cara, são inteligentes! Bem humorados, se fazem de "difíceis". Costumo dizer que têm audição seletiva, escutam quando é conveniente e é incrível como eles conseguem ser indiferentes de vez em quando! O Dálmata é uma raça maravilhosa, com sua pelagem super elegante e que nunca sai de moda! Só quem tem sabe a alegria que esse cão boa pinta proporciona!

Quem quiser tirar dúvidas e saber mais sobre a raça, pode entrar em contato com a Rachel pelo e-mail: rachfradique@hotmail.com.

As fotos que ilustram a matéria, da Shebang Shu of Rocha, foram gentilmente cedidas pela futura criadora.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Por que meu cão não gosta de se socializar nos passeios?

Seu cão ama passear, mas quando você para para conversar com um amigo, vizinho ou dono de outro cão ele começa a latir feito doido. Por que ele age assim?

Os cães latem por vários motivos - é o jeito como se expressam. Eles latem quando se assustam, quando lhe recebem, quando estão frustrados, quando querem algo ou quando estão entediados. Se o seu cão late quando você para para conversar com alguém durante um passeio, pode ser o jeito dele lhe dzer que está frustrado e quer continuar a passear, ou ele pode estar dizendo "olá" para seus amigos.

Qualquer que seja o caso, seu cão não deve latir para você ou para seus amigos quando você para para conversar. Uma das opções abaixo pode lhe ajudar a controlar os latidos de seu cão quando vocês estão passeando:

* Pare em Silêncio
Leve seu cão para passear. Na metade do passeio, pare e sente em um banco em sliêncio. Se seu cão começar a latir, ignore-o. Assim que ele se acalmar e parar de latir, recompense-o continuando o passeio.

Quando seu cão estiver confortável com as interrupções nos passeios diários, peça a um amigo para parar e conversar com você. Faça o cão sentar enquando você conversa. Se ele começar a latir, simplesmente ignore-o. Só continue o passeio quando seu cão tiver se acalmado e parado de latir.

* Faça-o Sentar:
Se cão pode estar latindo como forma de cumprimentar seus amigos. Se for este o caso, ele latirá quando você parar para conversar com alguém durante o passeio ou quando alguém parar na sua porta. Para prevenir seu cão de latir quando alguém se aproxima, não faça grande caso dos cumprimentos. Simplesmente ensine seu cão a "sentar" e "ficar" quando alguém se aproximar. Se seu cão seguir seus comandos, recompense-o com um petisco.

* Procure Ajuda Profissional:
Se o seu cão é rebelde e difícil de treinar, você pode querer ajuda de um adestrador ou comportamentalista. Estes profissionais podem ser uma fonte valorosa de informaçãos sobre latidos e outras mudanças de comportamento.

Fonte: Newsletter da Pedigree "Dog Knows".

terça-feira, 31 de julho de 2007

Treinando o cão para receber as visitas calmamente (sem pular)

As pessoas relutam em lhe visitar porque seu cão poderá lambê-las, pular ou sentar nelas? Seu cão adora receber as visitas com alegria, como se fosse um companheiro de brincadeiras? Seu cão desafia a gravidade só para lamber o rosto do visitante? Mesmo que você não ligue para estes comportamentos, é provável que os visitantes não os apreciem.

Controlar a exuberância natural do seu cão ao cumprimentar entusiasmadamente as pessoas é um trabalho duro e você não consegue fazê-lo sozinho. Claro, você pode treinar seu cão para lhe receber com uma alegria mais conida, simplesmente ignorando o cão até ele sentar. Entre em casa e ignore o cão, até que ele se acalme o bastante e se sente: aí então elogie-o e faça muito carinho nele, dê-lhe atenção. Faça isto pelo resto da vida do cão e ele logo entenderá que sentar significa receber carinho do dono quando este chega em casa. Mas, e quanto às outras pessoas?

Ajudantes
Seu cão aprenderá a receber as visitas calmamente quanto mais freqüentemente elas forem à sua casa e usarem a mesma técnica usada por você. Peça aos amigos para lhe visitarem com freqüência, algo como três vezes ao dia, e com tantas pessoas diferentes quanto possível.

Peça-os para entrar e ignorar o cão até que ele se acalme. Assim que ele se acalmar, a visita deve elogiar e fazer muito carinho no cão, até mesmo dar-lhe petiscos. Seu cão precisa saber que sentar ao receber visitas garante que será afagado, ao passo que ao pular e pedir atenção será ignorado.

Este é um misto de reforço positivo (elogiar por algo certo) e negativo (algo que seu cão não quer - não receber atenção - por ter feito algo errado). Seja paciente, porque para a maioria dos cães receber as visitas pulando tem um longo histórico de sucesso e modificar este comportamento leva muito tempo e dedicação, principalmente com cães mais velhos. O melhor a fazer é ensinar o cão a se sentar para receber as pessoas desde o início, assim que ele chega em casa como membro da família.

Fonte
About Dogs - http://dogs.about.com/cs/basictraining/qt/visitor_greet.htm?nl=1

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Sobre Microchips

Algumas vezes os cães se perdem. Uma medalha de identificação na coleira do seu cão pode ajudar, mas não é garantia de volta, principalmente se a medalha cair ou se o cão tirar a coleira. É aí que o microchip entra. Feito de silicone e não maior que um grão de arroz, ele é implantado sob a pele do cão, entre seus ombros. Um número de identificação do chip pode ser "lido" por um scanner em abrigos ou clínicas veterinárias. Seu custo de implantação varia de R$ 30,00 a R$ 70,00 - certamente, um dinheiro muito bem gasto.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

La Perm

Vamos falar um pouco de gatos?


História
O filhote que exibia as características da mutação original formou a "base" para a raça LaPerm era forte, saudável e "doméstico". Em 1982, em uma fazenda de Oregon localizada perto dos velhos índios Wishram, uma ninhada de seis filhotes nasceu de um gato de celeiro. Um dos filhotes nasceu completamente careca - não se parecendo nem um pouco com sua mãe e seus irmãos de ninhada. O filhote não tinha pêlos, tinha grandes orelhas espaçadas e um padrão desenhado na pele que era semelhante ao padrão tabby clássico (uma coloração de gatos). Dentro de oito semanas, começaram a nascer pêlos muito macios e ondulados. Com três ou quatro meses de idade, o filhote, agora chamada "Curly", possuía uma pelagem totalmente ondulada. Não sendo um entendido de gatos, a dona aceitou o "mutante" como um gato qualquer e não pensou mais no assunto.

Durante os próximos 10 anos não foi feita nenhuma tentativa de criação seletiva, mas, como a freqüência de filhotes calvos aumentou nas ninhadas, a dona da fazenda começou a buscar informações adicionais sobre seus gatos "incomuns". Ela não possuía conhecimentos de genética ou de criação e então permitia que os gatos andassem livremente pelos celeiros e pomares por muitos anos.

Quando ela se deu conta de quão únicos esses gatos eram, ela começou a confiná-los e controlar os acasalamentos. Descobriu que o gene para pêlos ondulados era dominante e era "transmitido" tanto para machos quanto para fêmeas. Esta criadora estava totalmente despreparada para o interesse e excitação gerados pelos gatos que ela decidiu exibir em exposições. Ela deu o nome da sua raça de gatos de "LaPerm", que significa ondulado.

Temperamento
Os LaPerms são gentis e afetuosos, mas também são muito ativos. Diferentemente de outras raças ativas, o LaPerm também é um bom gato de colo. O LaPerm gosta de seguir seu dono. Se ele estiver ocupado brincando e você decidir sentar e relaxar, simplesmente pegue o LaPerm, sente e o coloque no seu colo. Ele ficará deitado, quietinho, dando-lhe toda a atenção. O LaPerm procura o contato humano e ronronarão assim que se derem conta da sua presença. São inquisitivos por natureza e sempre irão querer saber o que se passa em volta deles. Acariciarão seu rosto com suas patas e irão esfregar a cabeça no seu rosto, cabeça e pescoço, como sinal de carinho.



Os LaPerms são diferentes de qualquer outra raça devido à sua combinação única de aparência e de personalidade apegada aos humanos. A raça cativa todos que tenham a oportunidade de ver um exemplar. Uma vez que o LaPerm está em sua casa você será levado a pensar que é a melhor raça de gatos do mundo e precisa de mais um (um é pouco). Carregar um LaPerm nos braços pode mexer com você. Passar os dedos através de seu pêlo macio se tornará automático e você não irá querer parar mais. Ouvir os ronrons e ver a inteligência desdobrar enquanto você o ensina truques, tais como buscar um objeto, irá lhe dar um sentimento de amor e respeito incomparáveis pela raça.

Os LaPerms, que possuem pelagem ondulada, ou crespa, como uma mutação de ocorrência natural, são sociáveis, afetuosos e inquisitivos. A menos que eles estejam tentando chamar sua atenção, eles tendem a ser pouco mientos.

Características
A calvície ainda acontece em alguns filhotes, e os criadores afirmam que pode ocorrer, geralmente, durante a infância ou, nas fêmeas, logo depois do primeiro cio. Alguns filhotes nascem com pêlos duros, que são substituídos por uma pelagem ondulada.

O LaPerm é uma combinação única de pelagem ondulada e uma personalidade afetuosa. Ninguém pode negar que o amor e a afeição que o LaPerm sente pelo dono, assim como sua pelagem ondulada ou crespa, o faz uma raça muito interessante.



Todas as cores e padrões de cores do LaPerm são aceitas. Alguns filhotes podem nascer carecas, mas a maioria tem curtos pêlos ondulados quando nascem. Os filhotes geralmente ficam totalmente carecas no começo, com algumas mechas no topo da cabeça. Este processo começa quando os filhotes têm por volta de duas semanas e podem passar por variados estágios de calvície durante seus primeiros quatro meses ou mais. O pêlo volta a crescer e sempre será ondulado se o filhote nascer com ele ondulado. As variações de pelagem ao longo da vida do LaPerm variam de um pêlo mais escasso e fino para um possível pêlo mais cheio após a castração.

Comprimento da Pelagem - Existem duas variedades: pêlo longo e pêlo curto. O de pêlo longo tem uma pelagem de textura moderadamente macia, elástica, "solta" do corpo em ondas largas, na maioria dos gatos. As ondas mais longas estão na parte de baixo do pescoço (região da garganta) e na base das orelhas. Machos e fêmeas podem ter uma juba cheia no ao redor do pescoço. Quanto mais ondulado, melhor. Quanto mais grossa e pesada a pelagem, melhor. Os LaPerm de pêlo curto não possuem a juba e nem cauda emplumada.
Olhos - Qualquer cor de olhos é aceita. A cor do olho não tem relação nenhuma com a cor da pelagem.
Peso: 3,5 a 4,5kg.

Aparência - O LaPerm é um gato de tamanho médio, pelagem ondulada e tipo atlético. Todas as partes do seu corpo estão em harmonia com o tamanho do gato. O gato é mais pesado do que parece, pelo fato de não ser um gato grande. É um gato alerta e parece caminhar na ponta dos pés.

Cuidados
O pêlo semilongo necessita de escovações, para prevenir as bolas de pêlos, que são ingeridas enquanto os gatos se lambem, fazendo a higiene pessoal. A escovação retira os pêlos mortos. As escovações podem ser feitas uma ou duas vezes por semana.

O pêlo do LaPerm não embaraça com facilidade e é considerada uma raça de manutenção fácil.

Referências



Revista Cães & Cia

terça-feira, 10 de julho de 2007

Pensando em ter um Whippet?


Se você acha o Whippet uma cão lindo e deseja ter um em casa, leia os 12 tópicos abaixo sobre a raça que lhe ajudarão a decidir se o Whippet é o cão certo para você (e você o dono certo para ele).

1. Cuidados: Whippets têm o pêlo bem curto, sem subpêlo, então não precisa de muitos cuidados - uma rápida enxugada com a toalha, escovações rápidas e banhos ocasionais; cortes de unhas regulares, limpeza das orelhas e dos dentes: é tudo o que a raça necessita neste quesito.

2. Boas Maneiras: A maioria dos Whippets são limpos como gatos. Se quando filhotes forem criados em um ambiente limpo (tanto a mãe como o criador limpar imediatamente a sujeira das camas e das áreas de brincar) ele precisam de pouco adestramento para aprender onde fazer as necessidades. Alguns Whippets não gostam de sair no mau tempo e podem dar uma de teimosos para fazer as necessidades fora quando está chovendo. Se você não tem quintal, deve estar preparado para caminhar com seu Whippet - SEMPRE NA COLEIRA! - na chuva, de noite, antes de dormir, usando pijamas, de madrugada, várias vezes ao dia etc.

3. Habilidades como Cão de Guarda: No geral não são latidores. Se e quando latem, é por uma boa causa. Os Whippets geralmente não latem e rosnam quando alguém se aproxima da porta (portão) e se protegerão de um intruso se escondendo ou fugindo do estranho (ou se escondendo atrás de você, esperando que VOCÊ o proteja).

4. Inteligência / Adestramento / Independência: Whippets são inteligentes, embora não necessariamente da maneira que você goste. Muitos aprendem a abrir portões, latas de lixo etc. São pensadores independentes e gostam de tomar as próprias decisões. Muitos se dão bem em obediência, mas precisam de um adestrador criativo, já que eles aprendem rápido e logo se entediam. Eles devem gostar do adestramento: força ou técnicas de adestramento negativas fazem com que o Whippet "desista".
Provavelmente eles não buscarão o pedaço de madeira que você jogar, ainda que sejam ótimos pegadores de Frisbee. Alguns se tornam ótimos nadadores mas a maioria prefere ficar mesmo é no sol.

5. Temperamento: Variam de sensível a extrovertido, com a maioria ficando no meio termo: sensível, doce, feliz e afetuoso (mas não grudento). Alguns Whippets ocasionalmente lambem, mas a maioria gosta de lhe cutucar com o focinho. São ótimos para ficar deitados no sofá com você (ou em cima de você) e adoram contato corporal. Alguns Whippets adotam uma pessoa especial, tolerando outras pessoas na sua vida mas claramente preferem a companhia da sua pessoa especial.
Podem ser bons com outros animais se forem criados com eles. Por terem sido criados para perseguir e pegar a presa, qualquer animal pequeno que corra pode aguçar seu instinto. Geralmente se dão bem com cães do seu tamanho ou ligeiramente maiores, mas perto de raças gigantes eles, inicialmente, ficam medrosos.

6. Comportamentos Únicos: Sua natureza brincalhona geralmente significa pular nos seus amigos e cutucá-los com suas patas dianteiras ou focinho. Um Whippet de 12kg, agindo assim, pode, acidentalmente, ferir ou derrubar um visitante.
Gostam de dormir com outros Whippets ou com pessoas, com seus corpos encostados nos seus amigos. Muitos se enterram completamente nas cobertas e dormem felizes da vida, apesar do fato de seus donos temerem que se sufoquem (o que não acontece).
Podem ser ladrões de cozinha. Algo colocado no balcão da cozinha se torna um convite aberto para os Whippets roubarem e comerem.
Na rua, a maioria são também caçadores. Irão perseguir qualquer coisa peluda ou com penas que se mova e algumas vezes pegam, matam (e comem) suas presas.

7. Sono: Whippets são cães limpos, que não têm cheiro e não foram feitos para suportar climas extremos como cães de quintal. Não deve ser relegado ao quintal e negligenciado. São muito sociáveis e precisam de companhia. Devido à sua pela fina que cobre os ossos das patas, os Whippets devem ter um lugar macio para descansar (e eles irão preferir o sofá ou sua cama). Pisos duros ou lugares sem algo para forrar não são para eles. Também precisam de um lugar seguro e confortável para ficar quando você não estiver em casa.

8. Filhotes Cheios de Energia: Os filhotes são incrivelmente cheios de energia. Parecem ter duas velocidades: Velozes e Furiosos; Dormir. Roem qualquer coisa que não os roa de volta e adoram cavar. Muitos filhotes são cheios de energia até o segundo ou terceiro ano de vida. A partir dessa idade, parecem que "desligam" e se tornam mais maduros (embora ainda prontos para ocasionais brincadeiras).
Se você quer um filhote, é bom levá-lo para aulas de socialização entre a 10ª e a 16ª semanas de vida, tempo crucial para desenvolver suas habilidades sociais. Se não houver estas aulas, leve seu filhote para lugares novos regularmente (parques, casas de vizinhos e amigos, pet shops etc), onde estranhos possam acariciá-lo e brincar com ele.

9. Necessidade de exercícios: Não precisam correr por muito tempo, mas precisam de exercícios regulares. A palavra chave é "SEGURANÇA". São cães que caçam com a visão. Podem sair correndo atrás de algum animal e somem em questão de um segundo para pegá-lo ou para ver algo interessante. A maioria dos Whippets são muito curiosos e não muito espertos na rua. Não têm respeito pelos carros. Na verdade, é como se eles nem vissem os carros de tão interessados e focados no seu destino. Assim, não devem andar soltos na rua e nem ficar soltos em áreas abertas.

10. Whippets e Crianças: Quando criados na companhia de crianças bem comportadas aprendem a amá-las, mas não é uma raça que tolerará um temperamento forte. Ele não irá machucar a criança, mas pode se assustar com a energia dela. Não é resistentes aos maus-tratos infantis.

11. Alimentação e Problemas Financeiros: Não comem muito. Um Whippet adulto come mais ou menos uma xícara de ração duas vezes ao dia, para manter seu peso.
O preço de um filhote varia entre R$ 800,00 a R$ 2.000,00 e é apenas o gasto inicial envolvido em ter um cão, seja ou não de raça. Adicione a isso o custo da ração, cuidados veterinários, cama, potes de comida e água, brinquedos, aulas de adestramento etc. Quando você leva um Whippet pra sua casa, você se compromete a prover suas necessidades pelo resto da vida dele, que pode ser de 14 anos ou mais.

12. Saúde: Quando mantido dentro de casa e bem alimentado e cuidado, os Whippets são uma raça muito saudável. É importante que você ache um veterinário que entenda e tenha experiência com galgos e saiba de suas necessidades especiais. Em particular, que ele saiba como os galgos reagem à anestesia. Se você compra um filhote de Whippet, pegue-o de um criador que seja honesto e lhe tire as dúvidas sobre saúde da raça, qualquer preocupação e que lhe dê garantia do filhote.

domingo, 8 de julho de 2007

O que mantém meu cão acordado à noite?

Conforme o cão envelhece, notam-se algumas mudanças em seu comportamento. Uma mudança que nos faz ficar acordados é a falta de sono do cão. Os sinais abaixo indicam que seu cão pode sofrer de insônia:

* Andar pela casa;
* Latidos excessivos de madrugada;
* Raspar a porta do seu quarto durante a noite.

Seu cão pode exibir estes sinais por várias razões, algumas mais sérias que outras.

* Bexiga ruim: conforme o cão envelhece, ele pode ter de urinar mais que o normal. Seu andar pela casa ou latidos excessivos podem ser a maneira dele lhe dizer que precisa sair para fazer xixi. Se seu cão urina mais que o normal, leve-o para ser examinado no veterinário. Aumento de urina pode ser um sinal de doença, até mesmo doença metabólica.
* Perda da visão / audição: Seu cão pode estar sofrendo de perda de visão ou audição e se assustar com a escuridão.
* Dor: Se cão pode não conseguir dormir devido à dor. Se ele sofre de artrite, ele pode se sentir desconfortável na cama dele. Pense em pegar uma cama mais confortável para ele. Além disse, converse com seu veterinário, ele pode querer prescrever antiinflamatórios ou outros medicamentos para ajudar seu cão a se sentir mais confortável.
* Disfunções Cognitivas: Isto significa que seu cão se sente confuso e esquecido. Não saber onde ele está na casa pode assustá-lo durante a noite, principalmente quando está escuro e todos estão dormindo. Se o seu cão for diagnisticado com disfunção cognitiva, existem medicamentos que podem ajudar a diminuir os efeitos desta doença.

Se você perceber que seu cão não tem dormido por mais de dois dias, contate o veterinário imediatamente.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Meu filhote é chato para comer. O que faço?

Com poucas exceções, ser indulgente com o filhote o torna exigente para comer. Certifique-se de que você só o alimenta com rações próprias para filhotes.

Em alguns casos você pode alimentá-lo com uma marca de ração ou uma variedade da ração que seu filhote simplesmente não goste. Se você trocar de marca (ou de variedade, por exemplo, trocar de carne por frango), faça a troca de maneira gradual, misturando a antiga ração com a nova por pelo menos cinco ou seis dias (indo de 15% da ração nova no primeiro dia a 100% no sexto dia).

Este período de transição permite que o organismo do seu filhote se ajuste ao novo alimento e que não haja desperdício da ração antiga.

Cães SRD (filhotes) para doação

Oi pessoal!

Mais filhotes fofíssimos (eu vi!) foram encontrados abandonados. O veterinário João (vet da Suzie) os recolheu em sua clínica / pet shop. São 6 filhotinhos, aproximadamente 40 dias, já vermifugados (ainda serão vacinados). São machos, fêmeas, pretinhos, marrons, beges, enfim, tem para todos os gostos. Ficarão de porte médio (um pouco maiores que um Cocker Spaniel Inglês) e precisam de donos que lhes dêem carinho, atenção, cuidados e educação.

Quem tiver interesse em doar, ou souber de quem queira, seguem os dados:

João (veterinário)
Tels.: (11) 5583-0699 / 5583-0653
Cel.: (11) 8380-5625
E-mail: jppb01@uol.com.br

A clínica dele (Pet Moleque) fica na rua Luis Gois, 714, próxima à Av. Domingos de Moraes. Por hoje é só!

terça-feira, 12 de junho de 2007

Brincadeiras com o cão

O bom comportamento é, muitas vezes, determinado pelo auto-controle do filhote. Quando é pedido, um bom filhote senta, mesmo se ele preferir pular, resiste em pegar algum objeto e fica "livre", quando quer ficar parado. Tente fazer tudo o que puder para encorajar este tipo de controle. Uma maneira de fazer isto é fazer brincadeiras com seu filhote, ou mesmo cão adulto, que melhorem os comportamentos e atitudes que você quer dele.

Evite qualquer jogo que envolva lutas, pois podem levar a competições entre humano e cão.

Jogos bons como "esconde-esconde", "procura" e "contra o tempo" promovem cooperação e auto-controle. Este tipo de jogos também ajudam a mostrar a sua liderança de modo positivo, reinforçando a relação entre vocês durante a brincadeira.

Esconde-esconde
É divertido para todos. Comece com uma pessoa segurando o filhote enquanto a outra se esconde. Quando a pessoa estiver escondida, você diz "Onde está Fulano?", e ande com o filhote pela casa. No começo, quem está escondido pode ter que fazer algum barulho para atrair a atenção do filhote. Quando o filhote o achar, todos devem elogiá-lo, dizendo-lhe quão esperto ele é. Logo o filhote irá procurar a pessoa escondida sem precisar de muito incentivo, encontrando cada membro da família pelo nome.

Procura
É o esconde-esconde com objetos, tal como brinquedos que o cão goste ou petiscos. Peça para alguém segurar o filhote enquanto você esconde o brinquedo ou petisco. Volte para o filhote e diga, "Cadê o petisco? Procura!", e deixe-o ir. Se ele encontrar e comer o biscoito, ótimo. Se não, leve-o até o biscoito, mostre-o a ele e elogie o filhote. Assim que ele melhorar na brincadeira, torne os esconderijos cada vez mais difíceis. Filhotes podem aprender os nomes de muitos brinquedos e objetos com este jogo. É uma ótima brincadeira para dias chuvosos.

"Contra o tempo"
Este jogo em alta velocidade ensina o filhote a responder rapidamente aos comandos - mesmo quando excitado ou distraído. Muitos filhotes irão precisar de ajuda neste aqui. Coloque-o na guia. Diga "OK, hora de brincar!" e comece a brincar. Fale de maneira alegre e se mexa - faça qualquer coisa para deixar o filhote feliz e interessado. No meio desta brincadeira, dê-lhe um comando que ele conheça bem, como "Senta". Imediatamente fique imóvel e em silêncio. Se preciso, ajude o filhote. Assim que ele sentar, recomece a brincadeira. Se você a fizer corretamente, ficando muito feliz e excitado durante a brincadeira e absolutamente imóvel e em silêncio depois dos comandos, seu filhote logo aprenderá como "ligar" o jogo, obedecendo-o imediatamente.

Estes jogos lhe ajudam a construir uma relação forte com seu filhote porque melhoram a maneira como ele lhe ouve e responde aos seus comandos agora e no futuro.


Fonte: Pedigree PuppyScoops (Newsletter)

Menopausa em cadelas?

As cadelas não entram na menopausa, diferentemente dos humanos. Mas, conforme envelhece, o cio começa a se tornar irregular.

Uma fêmea mais velha que não foi castrada nunca parará de ter o cio e pode, inclusive, engravidar. Isto pode levar a ninhadas indesejadas e reprodução irresponsável.

Há como evitar isso? Claro. Castrando-a, ela parará de entrar no cio e você não terá mais problemas em lidar com a dificuldade de cios imprevisíveis. Mas este não é o único benefício. Com a castração você protege sua cadela de doenças potencialmente letais, como:
  • Câncer de útero
  • Infecção uterina (Piometra)
  • Câncer nos ovários

As chances dela desenvolver câncer nas mamas também diminuirá.

Se você tem uma fêmea, é bom se familiarizar com os cios, como prevenir gravidez e a opção da castração.

sábado, 2 de junho de 2007

As doenças mais comuns em cães

O principal motivo para que você saiba quais são as doenças mais comuns em cães é que você será capaz de identificar os sinais e reconhecê-los o quanto antes, fazendo com que o tratamento seja mais tranqüilo e eficiente.
Além de economizar tempo e dinheiro, você poupa seu animal de passar por sofrimento desnecessário.

#1. Infecções na orelha. É uma doença muito freqüente. Os sinais mais comuns são coçar ou arranhar a orelha, que fica com um cheiro desagradável e/ou com secreções.

#2. Inflamação do estômago. Chamado de “gastrite”, pode ter várias causas. O sinal mais comum é o vômito.

#3. Irritação da pele. Pode ocorrer por uma variedade de causas, incluindo traumas causados pelo próprio animal. Pele vermelha, descamação, coceira e perda de pêlo são os sinais mais comuns.

#4. Tumores/nódulos. Pode variar de pequenos nódulos a tumors benignos ou malignos. O diagnóstico é feito através de uma biópsia, e o tratamento é geralmente a retirada do tumor, quando possível.

#5. Infecções da pele. É mais comumente chamado de “dermatite”, onde a condição da pele é caracterizada por coçeira extrema, vermelhidão, perda de pêlo e dor no local.

#6. Infecção do trato urinário. Os sinais mais comuns são dificuldade ou dor, e tentativas freqüentes de urinar. Fazer as necessidades fora do local, coisa que o animal nunca tinha feito, também pode ser um sinal. Em alguns animais, a urina pode ter sangue ou um cheiro anormal.

#7. Osteoartrites. Artrites são uma condição muito comum em cães. A manifestação mais freqüente é a dor, mancar, e a inatividade. Pode ocorrer em qualquer parte do corpo, mas é mais comum associado ao quadril e joelhos dos cães.

#8. Hipotireoidismo. É uma doença associada com níveis baixos do hormônio tireoidiano. Os sinais mais comuns são ganho de peso, perda de pêlo e letargia.

#9. Inflamação do trato intestinal. Também chamado de “enterite”, o sinal mais comum é a diarréia.

#10. Trauma de tecido conjuntivo. Normalmente acontece devido a acidentes de carro, quedas e outros traumas. O tecido conjuntivo é a área abaixo da pele e acima do músculo que pode se tornar dolorido e contundido. Os sinais geralmente incluem dor e o animal pode mancar, dependendo do local da injúria.

Fique de olho para estes problemas e qualquer outro que apareça. Visite o veterinário sempre que tiver alguma dúvida ou suspeita. Seu animal agradece!


Fonte: Dr. Jon - petplace.com

domingo, 27 de maio de 2007

BARF - Alimentação Natural

Vocês já ouviram falar em Alimentação Natural para cães? Então, leiam a entrevista a seguir que fiz com Aline, criadora de Boiadeiro Bernês e dona da empresa PET ORGANIC, que lançará no mercado, provavelmente em setembro, a alimentação natural, totalmente balanceada, para cães.

Fúlvia: Li bastante sobre a BARF. Vi o que você falou sobre as bactérias contidas na carne, que os cães, por serem carnívoros (e, consequentemente, terem o sistema digestivo mais curto que o nosso e mais ácido) não teriam problemas quanto a isso, pois foram feitos para “neutralizarem” as bactérias. Também vi mais ou menos o cardápio. Pelas contas, se dá mais ou menos 2 a 3% do peso do animal, dependendo da atividade física?

Aline: Em média sim, depende do que o cão precisa, se precisa ficar na manutenção vc dá menos, se precisa engordar vc dá mais.... o interessante da AN (Alimentação Natural) é que vc trata cada cão com indivíduo e não mais como uma média dos pacotes de ração, entende? ...é muito fácil controlar peso e pelagem com essa dieta!


F: Tem também a questão da adaptação (igual à troca de ração). E se, hipoteticamente, eu dou alimentação natural para a Suzie e, por qualquer motivo, tenho que voltar a dar ração, ela não se adaptaria, mesmo fazendo a adaptação?

A: Na verdade funciona como qualquer ração, eles podem sentir a mudança ...e no caso de você voltar a dar ração, voltará a intoxicá-la com os corantes, conservantes, carne de má procedência, proteína de baixa digestibilidade..... e grãos que o corpo da Suzie não foi projetado para metabolizar, como o milho, soja e o arroz (base da maioria das rações...), se você em uma emergência precisar dar a AN, vc pode dar frango e carne, vegetais e frutas de qualquer supermercado de confiança.... lembre-se que se ela estivesse na naturaza, não comeria TUDO TODO DIA, então passa muito bem alguns dias sem a dieta completa...o corpo dela foi projetado para isso!

F: Outra coisa que me deixou pensativa é o período de desintoxicação, que ocorre em alguns cães, e tem vários sintomas: diarréia, mau hálito, cachorro fedido, alergias, coceiras, espinhas etc. Variando de 1 a 10 dias. Você sabe me dizer por que isso acontece?

A: Em alguns cães sim, na maioria das vezes nos cães que estão na ração industrializada a muito tempo, quanto mais tranqueira no organismo pior a desintoxicação.... mas não é nada tão mal assim, pode aparecer um hot spot, ou uma coceira, cera em excesso nos ouvidas...mas passa rápido..... não chega a debilitar o cão.... só um dos meus teve aqui em casa quando passei eles para AN ....teve 2 hot spot...... e nunca mais!

F: Por que os cães aproveitam melhor a alimentação natural que a ração industraliazada? Sempre nos disseram que a ração é o ideal, como aplicar a alimentação natural assim?

A: Para você que é vegetariana, é até mais fácil de explicar.... bom, você sabe que a indústria da alimentação nos faz comer qualquer coisa, correto? Com os nossos cães é a mesa coisa, os grandes da alimentação humana estão por trás da indústria de pet food, como a Nestlé (Purina) por exemplo..... isso começou na década de 70, antes disso nossos cães comiam comida preparada por nós..... e não tinham problemas de câncer, displasia, tumores, alergias, etc..... a indústria da ração nos faz pensar que jamais conseguiríamos balancear a comida dos nossos cães, mas não é assim..... balanceamos a nossa, a dos nossos filhos! Ningém precisa de TUDO TODO DIA.... você come tudo todo dia?...exato, NÃO porque o excesso faz mais mal do que falta...... a AN é mais facilmente absorvida e aceita pelo organismo dos nossos cães porque é o que eles foram projetados para comer..... Já pensou ao invez de um belo prato de salada e vegetais, estivesse condenada a comer grãos de um mesmo sabor, artificial e que fermenta no seu estômago?......


F: Eu moro em apartamento, não vai fazer muita sujeira essa alimentação?

A: Não, você descongela, abre o pacote (é fechado a vácuo) e coloca na travessa da Suzie, passa uma água e pronto....pelo contrário, a pelagem, odor da pele e boca, fezes ....tudo isso com muito menos odor...pra você que está no apartamento é melhor ainda!!!!!!!!!

F: Como adequar essa dieta à minha menina? Só mesmo fazendo a base de 2 a 3% de comida pro peso dela? Seria mais ou menos 250 a 350g, mais do que ela come de ração. É certo isso? Eu não estaria dando comida demais pra ela? E não existe nada mais feio que Whippet obeso (é até prejudicial pra ele).

A: Como eu te disse, cada um é cada um nessa Alimentação.... chegamos juntas a uma quantidade boa para a Suzie ....às vezes a quantidade é acima da de ração, mas porque a AN é muito mais úmida!

F: Uma das vantagens diz que as fezes são secas e com pouco cheiro, que o pêlo e a pele ficam mais saudáveis e o hálito sem bafo e nem tártaro nos dentes. Como acontece isso? A gente sempre ouve falar que é a ração que promete isso e, ao ler sobre a BARF, diz que ela faz isso MELHOR. Será pelo fato de ser tudo consumido cru?

A: Por ser tudo natural!!!! e compatível com o organismo..... entendeu? Eles foram projetados para comer dessa forma, assim como nós fomos projetados para comer vegetais, frutas, grãos.... na verdade a propria ração tenta suavizar os efeitos com essas propagandas.... mas é mais ou menos como alimentar seu filho diretamente da horta ou com enlatados.....

F: Até agora eu só li vantagens. Quais as desvantagens dessa dieta? Existe algum cachorro que não possa de jeito nenhum comer?

A; Não, todo cão pode e deve comer dessa forma..... ele volta a comer como se estivesse na natureza....agora alguns podem estranhar um pouco, então a mudança deve ser feita com confiança e carinho.....

F: Onde encontrar certos nutrientes que têm na lista, como alfafa, óleo de peixe, carnes mais baratas. Lembre-se: sou vegetariana, não compro nada disso há pelo menos 4 anos =P Pra mim, além de ser novidade, é meio estranho.

A: Já vou te levar tudo isso pronto....por isso muita gente conhece e não dá a BARF, pois é trabalhoso para fazer e achar os fornecedores...mas não é impossível se você quiser começar te ajudo a achar!

Quem quiser maiores informações, pode entrar em contato com a Aline no e-mail: aline@boiadeirobernes.com.br.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Doam-se filhotes de SRD (virinha)

Pessoal, infelizmente não são todos que gostam de animais.

Essa semana 4 filhotes fêmeas foram abandonadas em uma rodovia em São Paulo, o veterinário da Suzie as recolheu para doação. Elas estão com um mês, serão doadas já castradas, vacinadas (1 dose de V10) e vermifugadas. Como ainda estão em tratamento, não tenho fotos e só serão entregues quando estiverem 100% saudáveis.

Se quiserem adotar ou souberem de alguém que as queira, seguem os dados:

João (veterinário)
Tels.: (11) 5583-0699 / 5583-0653
Cel.: (11) 8380-5625
E-mail: jppb01@uol.com.br

A clínica dele (Pet Moleque) fica na rua Luis Gois, 714, próxima à Av. Domingos de Moraes.

Por enquanto é isso. Assim que eu tiver fotos, as posto por aqui.

domingo, 6 de maio de 2007

O Processo do Abate

Segue um excelente site sobre tudo que os animais sofrem para que possamos encher nossas "barriguinhas".Para aqueles que ainda não viram, preparem os olhos e o coração. http://www.geocities.com/CapeCanaveral/2320/Vegan/prwvc.html
Tenho certeza que depois de visitar o site acima.... muita gente deixará de comer carnes.

O Processo do Abate(retirado do site de um frigorífico em RO)
- RECEPÇÃO DO GADO:Os animais são provenientes do município de Jarú (RO) ou próximos, através de transporte rodoviário. O manejo durante o descarregamento do veículo transportador é feito evitando o máximo de estresse, que poderá ocorrer no carregamento até a acomodação nos currais. Após a recepção dos animais, todas as fases de repouso, jejum e dieta hídrica são obedecidas com intuito de evitar o estresse.
- O ABATE:Em seguida, os bovinos passam por um banho de aspersão e são conduzidos a sala de abate, no box de atordoamento são abatidos com pistola pneumática.
- SALA DE ABATE:No processo do abate (sangria, esfola, evisceração, serragem, toillete, pesagem de carcaça e carimbagem) são tomados todos os cuidados necessários para manter a higienização com intuito de evitar contaminação.
- RESFRIAMENTO:Após a higienização operacional na sala de abate, as meia-carcaças seguem para câmara fria com a finalidade de eliminar o calor sensível próprio ao animal, permanecendo no mínimo 24 horas à temperatura ambiente de no mínimo 2º C.
- DESOSSA:As meia-carcaças são separadas em dianteiro, traseiro e ponta de agulha e encaminhadas à sala de desossa, onde são desossadas, rotuladas e embaladas à vácuo. A desossa é realizada por funcionários devidamente treinados que trabalham com máquinas e equipamentos de última geração.
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" Tudo muito limpo, muito higiênico, etc, etc . Dão a entender que estão muito preocupados com o estresse e tal, mas cá entre nós... essas pistolas pneumáticas apenas tonteiam o pobre animal que passa "sem estresse" para a "Sala do ABATE" onde são usadas palavras lights como: sangria, esfola, serragem...Até quando, meu Deus????"